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ISRAEL X PALESTINA – QUEM TEM DIREITO À TERRA? Hoje essa tem sido a questão que não quer se
calar; teria Israel direito à Terra da Palestina? Não seria Israel um invasor?
Os palestinos não são historicamente anteriores à chegada dos Hebreus? No
intuito de tentar dar uma pista sobre essa questão, disserto essa minuta,
baseada em pesquisas feitas na Enciclopédia Barsa, em sites e livros islâmicos,
em literatura secular, e de cunho teológico e revistas.
Localização Geográfica da Palestina
Palestina é a região que compreende a área
geográfica situada entre o mar Mediterrâneo, a oeste, o deserto da Arábia, a
leste, o rio Litani, ao norte, e o deserto de Neguev, ao sul. Dentro desses
limites pouco precisos, inclui parte dos atuais estados de Israel, Jordânia e
Egito. O pequeno território, com uma superfície aproximada de vinte mil
quilômetros quadrados, constitui um corredor natural entre Ásia e África, muito
disputado em todas as épocas, mais por sua posição estratégica que por suas
escassas riquezas naturais. (Barsa)
Quem Foram os Primeiros habitantes da Palestina?
O Dicionário Bíblico de J. Davis
descreve a etimologia da Palestina assim: “Os aborígines da Palestina eram
indivíduos de uma raça robusta e de elevada estatura, de que faziam parte os
enaquins – Js. 11:21-22; os refains – Gn. 14:5; os horreus, os emins, e os
zanzumins – Dt. 2:10-23. Traços das primitivas raças continuaram a existir
ainda quando Abraão ali chegou, todo o País era ocupado, principalmente, pelos
amorreus e por outras tribos menores de Canaã; mas os filisteus e os fenícios
ocupavam as costas do Mediterrâneo, e os heteus habitavam a fronteira norte e
em Hebrom... a História primitiva da Palestina, antes da chegada de Abraão, é
muito obscura...” (Dicionário Bíblico, J. Davis; página 441,Ed. Juerp). O
que podemos notar na etimologia da Palestina é que ela era habitada por etnias diversas e
descentralizadas, não podemos dizer que havia nessa região uma civilização
estabelecida. Historicamente falando, os Egípcios foram à civilização mais bem
elaborada do mundo antigo; o povo Hebreu quando chegou a região da Palestina
tinham um modelo vivo de civilização, além de uma Lei muita bem estabelecida
pelo seu líder Moises, que era instruído em toda a ciência do Egito (At. 7:22).
A conquista da Região fazia parte da lógica histórica; pois um povo mais
evoluído e estruturado, só poderia dominar e implantar suas Leis e seu sistema.
Foi isso que fez o povo de Israel, usando sua experiência empírica/divina, o
apanhado tecnológico dos Egípcios, a sabedoria do seu “monarca” Moisés - a
retórica histórica só poderia se confirmar, os estado de Israel seria estabelecido. Toda história da Palestina
foi desenrolada através do povo Hebreu, seria ilógico alguém querer arvorar que
a Terra da Palestina não pertence aos Judeus.
Além de Biblicamente, pois a Bíblia é clara sobre de quem é a terra (Gn.
12), a história não deixa dúvida, Israel tem direitos sobre aquela região.
Dominou-a, dentro de uma ótica histórica aceita em âmbito geral, usando sua
avançada ideologia de conduta moral, social e ética (digo isso, pois há vários
países que foram instituídos da mesma maneira e ninguém duvida dos direitos
dessas nações). Poderíamos dizer que Israel foi a primeira nação a elaborar um
código de ética tão complexo e perfeito que sua ideologia passou por séculos e
séculos e influência até hoje a nossa sociedade.
Resumo da História do Povo Judeu – O Povo da Aliança com Deus
O patriarca dos hebreus, Abraão, morava na
cidade de Ur, na Caldéia, junto à foz do Eufrates, no século XX antes da era
cristã. De lá, partiu para o norte, com seu pai, e recebeu a ordem de Deus:
"Deixa teu país, tua parentela e a casa de teu pai, para o país que te
mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu
nome; sê tu uma bênção!" (Gn 12:1-2). Após a chegada de Abraão à terra de
Canaã (mais recentemente conhecida como Palestina, para os judeus Terra de
Israel, e onde hoje se localizam o Estado de Israel e a Jordânia), Iavé
estabeleceu com ele uma aliança: "À tua posteridade darei esta terra, do
rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates" (Gn 15:18). E acrescentou:
"Eu multiplicarei grandemente a tua descendência, de tal modo que não se
poderá contá-la" (Gn 16:10). Como sinal dessa aliança lhe ordenou:
"Que todos os vossos machos sejam circuncidados" (Gn 17:10). Abraão,
seu filho Isaac e seu neto Jacó constituem a linha patriarcal de referência do
povo judeu, fiel à aliança divina. Jacó recebeu do Senhor um novo nome, Israel,
e de seus 12 filhos originaram-se as 12 tribos do povo judeu, os descendentes
de Israel, ou, como se chamavam, os "filhos de Israel" (Bene Israel).
A segunda etapa decisiva da história do povo judeu começou com sua libertação
da escravidão no Egito (século XIII a.C.), onde se haviam estabelecido na época
da grande seca. Moisés foi o líder que, por ordem de Iavé, conduziu a marcha de
quarenta anos através do deserto para voltar a conquistar a terra de Canaã.
Durante a travessia do deserto, Moisés fixou a lei judaica, cujo núcleo foram
os Dez Mandamentos, gravados nas tábuas recebidas de Deus no monte Sinai, que
abarcavam as crenças, a moral, os rituais e a organização civil do povo. Essa
lei, a Torá -- também chamada lei de Moisés, ou lei mosaica --, está contida no
Pentateuco (Chumash), os cinco livros que constituem a primeira parte da
Bíblia, e viria a ser a fonte de coerência e unidade do povo judeu e, todos os
tempos e lugares. Segundo a tradição, ainda nos tempos de Moisés surgiu a lei
oral, que se transmitiu dessa forma ao longo de gerações e só foi registrada
por escrito muitos séculos depois. Uma vez estabelecidos em Canaã, a Terra
Prometida, cada tribo ficou com seu próprio território, formando dessas 12
tribos a nação de Israel. (Barsa) Os Muçulmanos têm o Direito
de Exigir de
Israel a Devolução da Terra aos Palestinos?
Os islâmicos gostam de acusar a nação de
Israel de extermínio e destruição das terras de seus irmãos palestinos - seria
isso verdade? É obvio que os Palestinos estão maximizando muitos dos fatos;
prova disso foi o caso do ataque judeu sobre Jenin (Incidente ocorrido no
primeiro semestre do ano de 2002) . Alardearam que “um massacre” havia sido
cometido contra civis palestinos, morrendo mais de 500 pessoas. Entretanto, a
verdade constatada mostrou que só 50 palestinos bem armados é que haviam sido
mortos, mas Israel ficou com a fama de sanguinário. Acredito que se não fosse o
fator - “islamismo”, palestinos e judeus estariam vivendo em paz, mas a fé em
uma teologia antijudeu nunca deixará a paz brotar! Os muçulmanos conquistaram a Palestina em
636, depois da batalha de Yarmuk, que pôs em fuga os exércitos bizantinos. Dois
anos depois, o califa Omar entrou em Jerusalém e, de uma maneira “retalhadora”,
permitiu a construção de uma mesquita no local onde existia o antigo Templo
Judaico. Apesar dos islâmicos argumentarem que respeitavam os cristãos e
judeus, os fatos mostram sua audácia desrespeitosa para com os que pensavam
diferente. O escritor Albert Hourani corrobora com o que estamos dizendo,
vejamos: “Nos longos séculos de domínio muçulmano houve alguns períodos de
perseguição constante deliberada aos não muçulmanos por governantes
muçulmanos...” (Uma História dos Povos Árabes; Página 132; Cia das Letras).
Essa realidade de perseguições e ditaduras implantadas pelo Islã expulsou
definitivamente os Judeus da Palestina, com raras exceções de poucos que
conseguiram resistir e permanecer. Ser
Judeu ou Cristão em meios muçulmanos não era fácil: tinham que usar roupas que
os diferenciavam dos muçulmanos; pagavam uma taxa extra por não serem
islâmicos; sofriam sansões sociais imposta pelos monarcas; não podiam exercer
cargo no governo; sinagogas e igrejas não podiam ser construídas, reformadas
sem autorização do estado (também as sinagogas e igrejas não podiam ser mais suntuosas
que as mesquitas e nem usarem as cores do Islã). Devemos notar também o interesse militar
que aquela faixa de terra despertava por ser geograficamente estratégica,
ligando África/Ásia/Europa. Eliminar todos aqueles que pensavam diferente
sempre fez parte das políticas ditatórias da história e não foi diferente nos
governos islâmicos. Dentro deste contexto, podemos admitir que o Islã não têm o
direito de negar a Israel o seu estado. É obvio que a recíproca é verdadeira, e
os Judeus não tem o direito de hostilizar os muçulmanos! Embora sejam raros os
países que abrigam muçulmanos e não tenham problemas com essa religião! Faça o Que Eu Digo, Mas Não Faça
o Que Eu
Faço... A hipocrisia sempre foi duramente criticada
pelo Senhor Jesus (Mt. 23), entretanto, nessa questão das terras do oriente
médio, hipocrisia é uma tônica tenaz e peculiar. Os muçulmanos são provas vivas
disso, pois se agissem como querem que os judeus ajam seriam louváveis,
entretanto na prática ficam longe da realidade. Os Curdos: Os curdos formam o maior grupo étnico sem estado no
mundo – cerca de 26 milhões de pessoas. Esse povo vive em sua maior parte nos
territórios da Turquia, do Irã e do Iraque. Nesses países existem movimentos
pela autonomia política dos curdos, o que tem provocado sérios conflitos...
Esse povo sofre violenta repressão por parte dos governos turco e iraniano, que
não aceitam sequer discutir a possibilidade de autonomia de seu território.
(Geografia, Mirian & Miriam, Editora Nova Geração, Página 65, 2001). Timor Leste:
Por
quatrocentos anos Timor Leste foi colônia portuguesa, e por isso os timorenses
falam português — além da língua nativa, o tetum — e 88% deles são cristãos. Em
1975 o território foi invadido pela Indonésia, que o anexou no ano seguinte. As
diferenças culturais (a maioria dos indonésios é muçulmana) e históricas
fizeram com que a população timorense nunca se submetesse ao domínio indonésio,
sendo constantemente reprimida com violência pelo governo ditatorial daquele
país. No final de agosto de 1999, a ONU realizou um plebiscito no território, e
78,5% dos votantes optaram pela independência. O resultado causou reação
violenta de grupos paramilitares armados e apoiados pelo Exército indonésio. As
cidades foram destruídas, a população massacrada, cerca de 300 mil pessoas
foram obrigadas a fugir de suas casas. Até o prédio da ONU foi reduzido a
ruínas. Somente recentemente, uma força militar da ONU conseguiu dominar a
violência. A própria organização vai administrar o território no período de transição
para a independência, durante o qual o país deverá ser reconstruído e
reorganizado (Idem, página 88). Poderíamos citar outros vários casos como; Kosovo, Caxemira, Paquistão,
Irã/Iraque, Kuwait... O que queremos mesmos frisar é os dois casos acima; Os Curdos e os Timorenses, pois
ambos se encontraram em situação semelhante ao caso Israel/Palestina. Os curdos
são, como Israel, historicamente donos da terra, mas os muçulmanos - Turcos,
Iraquianos e Iranianos não querem devolver a terra aos seus legítimos donos e
desencadearam um massacre terrível e covarde contra esse povo. Eu me pergunto
“Cadê a tão piedosa liga Árabe para defender os direitos humanos de seus irmãos
curdos?”; “Cadê a imprensa internacional para questionar os direitos desse
povo?”. São perguntas que não parecem ter resposta, mas a culpa dos
atentados terrorista ao mundo Ocidental é de Israel que tomou a terra
dos inofensivos palestinos, isso é repugnante! É de difícil aceitação tanta
incoerência; e o mundo se aquieta a essa animosidade islâmica. Isso é um
perigo! Os timorenses foram barbaramente massacrados, pisoteados e quase
aniquilados por esses pacíficos islâmicos! Como Surgiu o Novo Estado de Israel – O
Movimento Sionista
O monte Sion, em Jerusalém,
designava por extensão a nação judaica na Palestina. A volta a Sion, anseio
milenar dos judeus ao longo de toda a diáspora, tornou-se um movimento político
no final do século XIX, em resposta aos massacres de judeus russos pelo czar e
à injusta condenação de Alfred Dreyfus por alta traição na França. Sionismo é
um movimento nacionalista judeu que teve como objetivo inicial a criação e
apoio a um estado nacional na Palestina, território da ancestral nação judaica
-- Eretz Israel (Terra de Israel). Organizou-se como movimento no final do século
XIX, no leste e centro da Europa, mas tem raízes no ancestral apego
nacionalista e religioso dos judeus à região histórica da Palestina. Nos
séculos XVI e XVII, muitos "messias" pregaram a volta dos judeus à
Palestina. No século XVIII, porém, predominou a idéia do haskalá (iluminismo),
que defendia a integração dos judeus à cultura ocidental. No leste europeu, os
judeus, contrários à assimilação e vítimas dos pogroms czaristas, formaram o
movimento Hovevei Ziyyon (Amantes de Sion) para promover o estabelecimento de
judeus na Palestina. O sionismo ganhou foro de movimento político com Theodor
Herzl, jornalista austríaco que promoveu em 1897 o primeiro congresso sionista
em Basiléia, Suíça. Herzl considerava a assimilação impossível, em vista do
anti-semitismo, e via como única alternativa a formação de uma nação judaica
num território unificado. O centro do movimento estabeleceu-se em Viena, onde
Herzl publicava o semanário Die Welt. Os congressos se sucederam anualmente até
1901 e, a partir de então, realizaram-se a cada dois anos. No início do século
XX, o governo turco recusou a reivindicação de Herzl pela autonomia da
Palestina e o movimento buscou apoio então no Reino Unido. Em 1903, o governo
britânico ofereceu 15.500km2 de terras da desabitada Uganda para assentamento,
mas os sionistas recusaram. Herzl morreu em 1904, e o centro do movimento
transferiu-se para Berlim. Antes da primeira guerra mundial, os sionistas eram
um grupo minoritário entre os judeus. O movimento criou jornais em diversos
idiomas e impulsionou o que foi chamado de "renascença judia" em
literatura e artes. A evolução da língua hebraica moderna ocorreu em grande
parte durante esse período. O fracasso da revolução russa de 1905 e a onda de
pogroms e repressão que se seguiu levaram um número crescente de jovens judeus
russos para a Palestina... A primeira guerra mundial reforçou o sionismo
político e sua liderança passou aos judeus russos que viviam na Inglaterra. O
movimento obteve do Reino Unido, em 2 de novembro de 1917, a Declaração de
Balfour, que prometeu o apoio britânico à criação de uma pátria judia na
Palestina. Nos anos seguintes, os sionistas construíram assentamentos judeus
rurais e urbanos na Palestina, aperfeiçoaram organizações autônomas e
solidificaram a vida cultural judaica e a educação hebraica. Em 1933 já eram
vinte por cento da população da Palestina. Os árabes, porém, temiam que a
região se transformasse em estado judeu e promoveram a resistência armada ao
sionismo e à política britânica de apoio ao movimento judeu. O nazismo e a
exterminação em larga escala de judeus europeus na segunda guerra mundial
converteram-se em mais um incentivo à emigração para a Palestina e ampliaram o
apoio ao sionismo em muitos países, sobretudo nos Estados Unidos. A criação do
Estado de Israel em 14 de maio de 1948 levou à guerra árabe-israelense de
1948-1949, no curso da qual Israel conquistou mais terras do que lhe haviam
sido destinadas por resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) e, no
frigir da guerra, expulsou 800.000 árabes, que se tornaram refugiados
conhecidos como palestinos. Assim, cinqüenta anos depois de seu primeiro
congresso, o sionismo atingiu o objetivo de fundar um estado judeu na
Palestina. Ao mesmo tempo, Israel tornou-se uma praça de guerra cercada de
nações árabes hostis e ameaçada por organizações terroristas palestinas em
atuação dentro e fora do estado israelense. Nas décadas seguintes, as
organizações sionistas de muitos países continuaram a dar apoio financeiro a
Israel e a encorajar a emigração dos judeus. No entanto, a opinião radical dos
ortodoxos israelenses, segundo a qual os judeus de outras nações estão no
"exílio" e só podem viver em plenitude em Israel, é rejeitada pela
maior parte dos judeus de todo o mundo.
Conclusão
Acreditamos que Deus está no controle de todas as coisas; acreditamos que
se houvesse vontade política poderia ser resolvida a questão debaixo do bom
senso. Conclamamos a todos os Cristãos para orarem pelos Judeus e pelos
Palestinos para que Deus tenha misericórdia desses dois povos que ainda não
conheceram a Graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Prof. João Flávio
Martinez Pastor,
apologista ,
Graduado em História na FAECA de Monte Aprazível – SP. Bibliografia e
obras compiladas: Miriam & Miriam,
Geografia - Módulo 1, Editora Nova Geração, São Paulo, 2001. Enciclopédia Barsa
em CD Rom. Albert H., Uma História dos Povos Árabes, Editora
Cia das Letras, São Paulo, 2000. Davis J., Dicionário Bíblico, Editora Juerp,
15o Edição, 1989. Sites: www.islam.com.br, www.chamada.com.br .
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