A Quimbanda, também conhecida pelos leigos como macumba, é uma
ramificação da Umbanda que pratica a magia negra . Embora cultuem
os mesmos Orixás e as mesmas entidades, se sirvam das mesmas indumentárias,
e tenham em seus terreiros semelhanças muito marcantes tais como a presença
de gongá repleto de imagens dos santos católicos simbolizando os orixás,
caboclos e pretos velhos, existem entre as duas religiões diferenças fundamentais
e decisivas. Uma delas é que na Quimbanda são realizados despachos com
animais como galos e galinhas pretas por exemplo, pólvora, objetos
da pessoa a quem se quer prejudicar, dentes, unhas ou cabelo de pessoas
ou animais. Estes despachos costumam-se realizar à meia-noite em locais como
encruzilhadas e cemitérios. Outra prática bastante freqüente que
também se encontra presente no vodu haitiano sob o nome de paket
é o envultamento. Este, diz respeito à construção de um boneco
de pano ou qualquer outro material, desde que pertencente à pessoa a quem quer
se prejudicar, e a seguir alfinetes ou pregos são utilizados para transpassar
o corpo da imagem.
Os quimbandeiros têm
como ponto principal de seu culto a invocação de Exus que na Quimbanda
são considerados espíritos das trevas, uns já em estado de evolução, e outros,
denominados quiumbas, espíritos atrasadíssimos e que por isso também
são chamados obsessores. Existem muitos Exus: Exu das Almas, Exu Caveira,
Exu das Matas, Exu Tranca Rua. Existem de igual forma, Exus femininos, como
é o caso de Maria Padilha, Pombagira Mulambo, Cigana, entre outras. Uma
das práticas mais conhecidas da Quimbanda é a Gira dos Exus, ou Enjira
dos Exus, cerimônia realizada, via de regra à meia noite, na qual diversos
Exus incorporam nos médiuns e passam a dançar, beber, fumar, utilizando-se de
uma linguagem bastante grosseira.
Copiado de http://www.gomorra.hpg.ig.com.br/menu.htm
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