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A arte da persuasão

por Pr. Natanael Rinaldi - sex jun 24, 1:48 pm

 persuasão

 

Pergunta: Em Gálatas 5.7-8 Paulo fala o seguinte: “Corríeis bem; quem vos impediu para que não obedeçais a verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou”. Essa palavra ‘persuasão’ neste texto tem sentido negativo, pois Paulo fala “quem vos impediu de persistirdes em obedecer à verdade?” Esse tipo de persuasão negativa depende de argumentos espertos com bases falsas?

Resposta: Sim. O verbo ´persuadir’ pode ser usado em dois sentidos: um sentido negativo e outro positivo. Um exemplo do emprego desse verbo com sentido positivo encontramos em Atos 26.28 e 28.23. O verbo ‘persuadir’ empregado em sentido negativo está em Mateus 28.14 e Colossenses 2.4. É o chamado “conto do vigário”.

 

Pergunta: O que exatamente significa a palavra persuasão?

Resposta: Significa convencer, causar uma mudança de ideia por meio de raciocínios válidos e lógicos, ou convencer através de sofismas. Uma pessoa que evangeliza pode construir em cima de uma base bíblica, por meio da persuasão, e assim levar outros a uma convicção da verdade bíblica (1Pedro 3.15). É interessante observar que até os que eram inimigos de Paulo reconheciam sua capacidade de persuadir seus ouvintes quando anunciava o evangelho (Atos 19.26).

 

Pergunta: É certo então o evangelista, obedecendo a ordem de Jesus em Mateus 28.19 para ensinar todas as nações, usar de persuasão no seu trabalho de ganhar almas para Jesus?

Resposta: Sem dúvida. Se tivermos o privilégio de falar de Cristo, devemos estar preparados para aceitar que alguém nos faça perguntas e enfrentar desafios na arte da persuasão. Um exemplo: se alguém nos perguntasse o que fazer para ser salvo, como o carcereiro de Atos 16.30, devemos responder prontamente como Paulo o fez “crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa”.

Outra pergunta que costumam fazer: “Qual a base bíblica da doutrina da Trindade?” Nossa resposta seria: A doutrina da Trindade explica a existência de um só Deus, eternamente subsistente em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A base bíblica está em Gn. 1.26; 3.22; 11.7; Is. 6.3-8; Mt. 28.19; Mc. 16.15-16.

Outro exemplo de pergunta: “Como pode um Deus de amor mandar para o inferno seus filhos?” Devemos responder que Deus não é só amor, mas é também justiça. Por amor deu seu Filho Jesus Cristo para morrer pelos pecados do mundo inteiro (Jo. 3.16). Como justiça, castiga com o inferno (2Ts. 1.7-9). Convém observar, porém, que Deus não preparou o inferno para os homens, mas sim para o diabo e seus anjos (Mateus 25.41).

 

Pergunta: Quando dialogamos com pessoas que procuramos levar a Cristo, devemos ouvir suas objeções, ou devemos interrompê-las falando mais do que elas?

Resposta: Devemos escutar com atenção o que elas têm a dizer, porque ouvindo os seus argumentos teremos condições de melhor entender no que creem, e assim dar-lhes uma resposta abalizada. O livro “A Prática do Evangelismo Pessoal” apresenta uma série de objeções de pessoas não crentes. Precisamos estar aptos a respondê-las.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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