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A Assembleia de Deus, a Lei e o Sábado – Parte 5

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A ASSEMBLEIA DE DEUS, A LEI E O SÁBADO

Mais um exemplo de desonestidade intelectual

Citações do livro “O despertar de um mandamento” (p.13)

 2) Para que serve a lei, os Dez Mandamentos?

Já citado, o Pr. Harold J. Brokke dá várias respostas a essa pergunta. Ele diz:

“Nós não podemos compreender a salvação sem entender a Lei de Deus. (…) Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. (…) O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. (…) Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam de buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprios Deus pelo desrespeito às Suas leis.”

Tendo consciência da necessidade do homem com relação ao cuidado e proteção de Deus, o Pr. Myer Pearlman, atrás referido, escreveu:

“Os mandamentos de Deus são cercas, por assim dizer, que impedem ao homem entrar em território perigoso e dessa maneira sofrer prejuízo para sua alma.” — Em “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, p. 91.

Concordando de que a lei de Deus é para o benefício do homem, o Pr. Carlos Johansson declarou o seguinte:

“O decálogo — o fundamento do pacto e o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade.” — Op. cit., p. 116.

Resumindo o que eles disseram: a Lei de Deus serve: a) para compreendermos a salvação; b) para revelar a vontade de Deus; c) para fazer os homens sentirem necessidade de Cristo; d) para saber o que é o pecado; e) para ser como cerca protetora do perigo; f) para ser a condição de vida e felicidade.
Todas estas coisas são muito boas razões para um cristão obedecer ao Senhor! Além de tudo, estão de acordo com a Palavra de Deus.

Refutação da Segunda Parte

O que é estranho em todas essas citações é o fato de que cada uma delas serem confissões sobre a lei que qualquer evangélico poderia fazer sem nenhum problema. Mas o artifício do esquema não está na qualidade das citações, mas em sua quantidade. O truque é levar o leitor a ser bombardeado com inúmeras citações sobre a lei, inocentes em sua maioria, pois no final, esse amontoado de textos provoca uma ilusão semântica em quem os lê acreditando que adventistas e pentecostais estão falando a mesma língua. A sugestão mental é a seguinte: se estão falando a mesma língua quanto à lei e aos dez mandamentos, então porque deixar o sábado de fora?

Em um livro traduzido por Lawrence Olson temos a seguinte explicação sobre se a lei é nossa norma de vida:

“[…] mas não são poucos os que têm colocado o crente debaixo da Lei como norma de vida e pratica. Esta e uma ideia veementemente condenada por Paulo. A Lei, como parte das Escrituras, é ‘útil para ensinar… para instruir em juízo’ (2 Tm 3.16), mas uma nova lei – a do Espirito de vida em Cristo Jesus (Rm 8.2) – nos livrou da condenação e da fraqueza (Rm 8.1).”  (Comentário Bíblico. Frank M. Boyd 1 ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996,p.32)

E mais: “[…] esses mesmos gálatas estavam sucumbindo a débil e miserável disciplina das restrições, sujeitando-se (a troco de nada) a uma servidão legalista, obrigando-se a observar (guardar e reverenciar) dias, meses, estacoes e anos (vv. 9,10). Ora, não foi assim que Paulo lhes ensinara […] A Epistola aos Gálatas constitui uma resposta decisiva a doutrinas e praticas como o sabatismo, o vegetarianismo, o legalismo e o ritualismo (no que respeita a salvação frente a um Deus Santo): “Porque o fim da lei e Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4).”(ibdem, p.34)

Em um diálogo com proponentes do sabatismo, o pastor Abraão de Almeida dá a seguinte resposta para essa pergunta:

“O senhor diz que a lei não é uma base de vida para o pecador, mas não pode negar que ela seja uma regra de vida para o cristão — retrucou o adventista.

— Não acredito nisso. O que a Bíblia diz é que a lei é uma regra de morte. Cristo é regra de vida. Ele é a vida, e disse que veio para que os que nele crêem tenham vida em abundância. Assim, se eu quiser saber como devo viver, não vou ter com a lei, mas com Cristo, pois a Bíblia diz que em Cristo está a verdade, e nEle é que somos ensinados.” (O Sábado, a lei e a graça. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1981, p.60)

Embora Paulo mostre em seus escritos que a lei possui diversas finalidades tais como: mostrar o pecado, mostrar a santidade de Deus, fazer o pecado aumentar e dar uma base legal para sua condenação, entretanto, ela nunca foi dada ao crente, pelo menos é isso que o apóstolo afirma, “reconhecendo que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, os irreverentes e pecadores, os ímpios e profanos…” (I Tm 1.9). De certo modo, ela continua sendo um útil pedagogo, levando pecadores a Cristo, mas depois que o pecador encontra Cristo, a função da lei termina.

Leia as demais matérias sobre o tema:

A Assembleia de Deus, a Lei e o sábado Parte 4 [2]

A Assembléia de Deus, a Lei e o sábado Parte 6 [3]

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