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A Bíblia adverte o crente contra o perigo de cair?

por Pr. João Flávio Martinez - ter out 19, 3:45 pm

A Bíblia adverte: “Aquele que cuida estar em pé, olhe não caia” (1Coríntios 10.12). O apóstolo escreveu aos judeus que estavam em perigo de apostatar da fé: “Que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (Hebreus 3.15-19 e 4.11) e incentivou-os a não serem como aqueles que se retiram para a perdição, mas como os que “crêem para a conservação da alma” (Hebreus 10.39). A Bíblia diz que aquele que endurece o coração virá a cair no mal (Provérbios 28.14), e que a altivez do espírito precede à queda (Provérbios 16.18).

Assim, Observamos que a Bíblia, em lugar de incentivar aos crentes a uma segurança absoluta, sem responsabilidade pessoal, os exorta a permanecerem na benignidade de Deus, a fim de que não sejam cortados, como o foram os israelitas, que não permaneceram (Romanos 11.20). Por isso, diz a Bíblia: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”(2Coríntios 13.5).

Existe, para quem não tomar cuidado, a possibilidade de ser reprovado, de ter crido em vão (1Coríntios 15.1,2).

A Bíblia apresenta exemplos de pessoas que se desviaram da salvação. Esses exemplos (Hebreus 4.1-2) constituem uma prova incontestável de que a doutrina “uma vez salvo, salvo para sempre” não é aprovada na Bíblia:

a) Ananias e Safira eram crentes, membros da Igreja em Jerusalém, e sobre eles havia abundante graça (Atos 4.33), mas nela não permaneceram, pois permitiram que o amor ao dinheiro os dominasse, entrando no caminho da mentira e da perdição (Atos 5.1-11 e 1Timóteo 6.10).

b) Judas Iscariotes. Os que sustentam a tese “uma vez salvo, salvo para sempre”, afirmam que Judas Iscariotes jamais foi salvo. O testemunho da Bíblia afirma o contrário. Judas era “um dos doze”(Mateus 26.14), e estava entre aqueles que Jesus chamou e enviou para pregar a palavra de Deus e para curar os enfermos (Mateus 10.4-8). Ele estava entre aqueles a respeito dos quais Jesus disse: “A vossa paz desça sobre ela”(Mateus 10.3), e que “o Espírito do vosso Pai é que fala em vós” (Mateus 19-20). Pela palavra profética, sabemos que Judas era um amigo íntimo de Jesus, em quem confiava (Sl 41.9). Judas, porém, caiu na tentação de roubar as ofertas, pois ele era o tesoureiro (João 12.6 e 13.29). Assim, abriu a porta para o inimigo entrar (Lucas 22.3) e desviou-se (Atos 1.25). Desviar-se só é possível a alguém que está no caminho certo. O nome dele foi tirado do livro da vida (Sl 69.25-28), um fato que prova que antes estava escrito. Jesus disse: “Não vos escolhi a vós, “os doze?” e um de vós é um diabo” (diabo em grego significa adversário – (Jó 6.70).

c) O rei Saul é um outro exemplo. Ele recebeu um coração mudado (1Samuel 10.9); foi revestido pelo poder do Espírito Santo e até profetizou (1Samuel 10.10). Mas desobedeceu à palavra do Senhor (1Samuel 13.14 e 15.19-20). Deus o rejeitou (1Samuel 15.23-28) e o Espírito de Deus se retirou dele (1Samuel 16.14). Depois de ter andado por caminhos tortuosos, Saul morreu a morte de um suicida, no monte de Gilboa (1Samuel 31.1-4).

d) A esposa de Ló estava sendo retirada pe­los anjos da destruição de Sodoma, quando, desobedecendo a palavra do Senhor, olhou para trás, e foi transformada numa estátua de sal (Gênesis 19.26; Lucas 17.32).

e) A Bíblia fala de um justo que se desvia “e, confiando na sua justiça, pratica iniquidade”então afirma:“não virão em memória todas as suas justiças, mas na iniquidade que praticou ele morrerá” (Ezequiel 33.13 e 18.24).

f) O povo israelita no deserto. A Bíblia relata que Deus, depois de ter libertado os is­raelitas do Egito, e após terem sido batizados em Moisés e no mar (1Coríntios 10.1-2), não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no deserto (1Coríntios 10.5). Isto serve de figura para nós, e de advertência contra o perigo de cometermos os mesmos pecados que eles praticaram, isto é, cobiça, idolatria, apostasia, prostituição e murmuração (1Coríntios 10.6-10). Assim, vemos que a permanência na salvação não é automática, pois aquele que não tomar cuidado pode perder-se.


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