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A Catequese e o Segundo Mandamento

Introdução 
Católico a 19 anos, de família tradicionalmente católica, desde criança fui instruído no “Catecismo Católico”. Logo na infância, toda a criança é “obrigada” (nunca vi nenhuma criança que foi por livre e espontânea vontade) por seus pais a ingressar no estudo doutrinário, o qual o primeiro passo é a “Primeira Comunhão”. Assim aconteceu comigo. Após algum tempo aprendendo as doutrinas católicas sobre os mais diversos assuntos, tomei minha primeira “hóstia”, o corpo de Cristo transubstanciado, segundo a Teologia Romanista. Em seguida, fiz a “Perseverança”, próximo passo rumo à “Crisma” ou Confirmação, quando o candidato é selado com o Espírito Santo, celebração necessária como um complemento da Regeneração Batismal efetuada à criança. Até então, para mim, tudo normal. Hoje, aos 21 anos, um ano de verdadeira conversão ao Senhor Jesus Cristo, leitor assíduo da Palavra de Deus, vejo que Primeira Comunhão, Crisma, Batismo Infantil e muitas outras coisas mais carecem de bases bíblicas sólidas e não podem ser respondidas simplesmente pela “Tradição”, pois entram em conflito direto com os ensinamentos claros da Bíblia Sagrada.

Assim como eu, quando uma criança nasce, não escolhe ser católico, se torna por natureza, por hereditariedade, não por escolha pessoal e própria. Não é à toa que o Catolicismo mundial responde por número excedente aos um bilhão de adeptos… Assim é fácil! Grande parte dos católicos “cresce católico” e vai frequentemente à Igreja, sem ao menos concordar com as mais simples doutrinas bíblicas e muito menos com as decisões da Igreja católica. Duvida? Pare dez “católicos” na rua, pergunte a eles sobre questões como aborto, ou mais especificamente sobre a decisão do Vaticano sobre o uso de preservativos depois me diga o resultado… Falo isso porque convivo com isso diariamente. Assim se formam os “Católicos Universais”, a maior representação do Cristianismo (supostamente, pois na realidade…) na face da Terra. Desafio um católico sincero a me provar que, majoritariamente (existem exceções, é claro) estou errado.

O Segundo Mandamento

Senti a necessidade de escrever alguma coisa do gênero quando, logo depois de convertido, sentei-me a comparar o Livro1 o qual utilizei na minha “Crisma”, com a Bíblia Sagrada. Parei na página 35, sexto capítulo intitulado: Os Mandamentos: Nova Aliança. Encontrei o Seguinte texto transcrito:

“Os Dez Mandamentos da Igreja Católica apresentam os Mandamentos do Decálogo de Moisés em forma resumida:

Amar a Deus sobre todas as coisas
Não tomar Seu santo nome em vão
Guardar domingos e festas de guarda
Honrar pai e mãe
Não matar
Não pecar contra a castidade
Não furtar
Não levantar falso testemunho
Não desejar a mulher do próximo
Não cobiçar as coisas alheias.”

Abri então a Bíblia no Livro do Êxodo 20:1-17:

Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:

2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.
7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
13 Não matarás.
14 Não adulterarás.
15 Não furtarás.
16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Para minha surpresa, os mandamentos da Catequese Católica não eram os mesmos da Bíblia Sagrada. Não contente com a pesquisa, julgando eu que o livro fosse “ultrapassado” (embora essa minha primeira impressão fosse completamente descabida, uma vez que as doutrinas bíblicas não mudam), supondo que a igreja tinha corrigido o erro, pesquisei na Internet e encontrei alguns sites (2) oficiais de Catecismo Católico com a mesma descrição doutrinária. Conclui então que havia uma séria discrepância. Abri então minha Bíblia Católica (3), que comprei recentemente com o objetivo de ler os livros apócrifos, e li o devido trecho da Escritura que era exatamente igual a minha Bíblia. E mais: ao lado de cada mandamento, o seu respectivo número assinalado em algarismos romanos, inclusive o segundo mandamento!!! Pergunto eu: se os teólogos romanos insistem em dizer que “… a questão já foi exaustivamente justificada ao longo dos séculos pela igreja…”, (4) porque então não reproduzem corretamente a porção do texto bíblico referente? Porque adulteram e contradizem a própria Bíblia Católica, incultando na mente dos jovens adolescentes, mandamentos que não correspondem a Palavra de Deus (uma vez que o segundo mandamento é excluído e o décimo repartido em dois)? Imagens…

Questão já amplamente discutida nos campos teológicos, não me colocarei aqui a repetir argumentos redundantes e já demonstrados de diversas formas. Desejo apenas contra – argumentar as afirmações contidas na matéria “As Imagens Permitidas” do site citado anteriormente (5), bem como algumas outras afirmações de alguns sites de apologética católica que não correspondem a verdade. Depois de colocar lado a lado versículos como Êxodo 20:4, Êxodo 25:18 e Números 21:8-9, o autor afirma que a proibição das imagens não foi feita de forma absoluta e aponta para a ordem do próprio Deus quanto aos querubins da arca e da serpente de bronze. É do conhecimento do leitor, bem como do próprio autor da matéria, que a serpente, assim como a arca da aliança forma “tipos”. Na Nova Aliança os tipos foram cumpridos e revelados (João 3:14, Hebreus 9) pelos seus antítipos correspondentes. Sendo as citações das imagens feitas, tipos apontando para uma revelação espiritual profundamente mais elevada, o argumento católico de “permissão” divina para confecção de imagens pode se conservar? É claro que não! Qualquer católico sincero sabe que a confecção da serpente de bronze foi um fato único, não há outro caso semelhante no Velho Testamento. E, como tudo na Bíblia, tinha um propósito, cumprido na crucificação de Cristo. Se pudéssemos utilizar tipos do Antigo Testamento para fundamentar doutrinas ou mesmo práticas da Igreja Cristã, será que poderíamos então tornar sagrado um simples pedaço de pão (não estou falando da hóstia, estou falando de um pão francês comum), como foi o maná para os israelitas guardado dentro da arca da aliança? Ou será que poderíamos pegar uma vara de árvore qualquer e santificá-la como a vara de Arão (Hebreus 9:4)? Todas essas considerações e muitas outras mais estão no mesmo contexto de Hebreus 9:1-7. Afinal de contas, tanto o pão, como a serpente no deserto apontam para Cristo, certo? O pão simboliza Cristo, nosso pão vivo descido do céu, o único capaz de saciar a fome espiritual do homem (não transubstanciado numa hóstia, mas vivo no coração de cada cristão genuíno e no governo de tudo o que acontece no Universo) -João 6:35-; a serpente simboliza Cristo, levantado numa cruz para a salvação dos homens -João 3:14-. Será que poderíamos pegar um fato isolado da história vetero-testamentária para justificar as práticas da atual Igreja Cristã? Ainda mais os tipos, que, uma vez revelados foram abolidos por serem “sombras” (Hebreus 8:5; Hebreus 10:1) do que agora vivemos?

Muitos dos fatos decorridos durante a história do povo de Israel (aliás, todo o Velho Testamento) teve essa finalidade, ou seja, apontar para o Cristo de Deus que viria ao mundo. De uma forma ou de outra, esses acontecimentos que o próprio Deus ordenou não são “permissões” para a confecção de imagens, mas fatos em que uma escultura seria simplesmente utilizada para tipificar o Santo de Israel e seus ofícios neo-testamentários, embora o povo não entendesse. Porque então,sendo a permissão não absoluta, não pôde ser desfrutada pelo povo de Deus pelos seus mais de dois milênios de história? Porque não confeccionaram eles uma “…iconografia que transcrevesse pela imagem a mensagem que a Sagrada Escritura transmite pela Palavra…” (6). Certamente um católico consciente dirá que o povo de Israel estava cercado de nações pagãs e isso seria um convite à idolatria. Mas não vivemos nós, não no meio de nações, mas num mundo globalizado onde o paganismo impera em todos os meios de comunicação e sob todos os tipos de influência? Não está o Ocidente cada vez mais orientalizado com suas práticas de yoga, suas meditações transcedentais entre muitos outros fatores, como a maior divulgação do carma reencarnacionista de Alan Kardec em todo o horário nobre da televisão brasileira? O próprio autor da matéria admite que no Catolicismo Popular existem “exageros de devoção” (7) às devidas imagens. Porque então fazer uso delas? Qualquer católico sincero terá que admitir que um desses exageros poderá ser visto nas declarações de qualquer um dos romeiros do Círio de Nazaré, ou de uma procissão do Pe. Cícero no Nordeste brasileiro. Se o que acontece com aqueles pobre católicos, “mal informados”, segundo os católicos “conscientes”, não puder ser chamado de idolatria, não sei mais qual será a definição para a palavra…

Prosseguindo no raciocínio, o autor afirma que, quando o povo começou a “idolatrar” a serpente de bronze, ela foi destruída, conforme II Reis 18:4, onde os israelitas queimavam incenso à ela. Será mera coincidência não poder ver no fato, um grave semelhança com a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, quadro de Maria com Jesus no colo que percorre as casas das cidades tradicionalmente católicas sendo rezado um terço na frente dela e colocado uma vela para queimar diante da figura? Ou mesmo numa simples missa, onde as imagens estão dispostas e, constantemente são queimadas velas e velas diante delas? Não me diga que estou enganado, pois, por dezenove anos fui católico, participei dos terços da Mãe Peregrina e fui às missas todos os domingos.Também não estou tentando ser implicante, apenas comparando fatos…

Logo em seguida, o argumento Católico para prostra-se diante das imagens é, a meu ver, o mais frágil. Relata o autor da matéria: “… não podemos acusar o patriarca Abraão de idólatra quando tendo levantado os olhos, apareceram-lhe três homens que estavam em pé junto dele; logo que os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se por terra… (Gênesis 18:2)” (8). Não é preciso ter um conhecimento muito profundo de teologia para saber que entre o povo hebreu havia “costumes” e “hábitos” característicos e distintivos deles. Impressiona-me o autor não ter notado esse fato. A hospitalidade hebraica era apuradíssima. Quando um viajante vinha à casa de uma pessoa, essa lhe oferecia da melhor comida, lavava o pé (ou pelo menos oferecia água e toalha) do visitante e fazia uma série de cortesias que hoje em dia não se vê mais, inclusive a segurança total do hospede acolhido na casa (Gênesis 19:8). Já no tempo do Novo Testamento esse comportamento era estranho ao povo judeu. Ajoelhar-se perante outro homem era asperamente repugnado por ser um ato que simbolizava sujeição de autoridade ou admitia que o indivíduo queria prestar honra “extra humanas” à pessoa perante a qual se prostrava. Não foi exatamente o que aconteceu com Pedro e Cornélio em Atos 10:25? Não é isso demonstrado pelos escritos dos Pais Apostólicos? Sinceramente, justificar um ato que uma igreja supostamente cristã pratica através de um ato de hospitalidade de 2000 anos atrás é a mesma coisa de afirmar que as pessoas devam hoje em dia, se cumprimentar com um beijo na barba, como faziam os antigos hebreus, pois ambos os fatos estão no mesmo contexto bíblico. Absurdo não é? Aliás, como pode ser ilustrado esse fato, ao achegar-se Abraão aos seus visitantes, prostrado em terra atribui ao visitante o título de “meu senhor”, embora não soubesse ser uma teofania diante de si.Qualquer pessoa que resolver pesquisar um escritor profano que trate do comportamento do povo neotestamentário, ou mesmo as cartas apostólicas dirigidas as Igrejas, verá logo que chamar uma pessoa de “senhor” era atribuir a ela um título de Deus (Kirios). Não foi exatamente o que aconteceu com Abraão? Pergunto eu: Abraão teve a intenção de chamar o hóspede de “meu Deus?” Absolutamente! Isso, bem como o ato de prostrar-se em terra, fazia parte do comportamento do povo hebreu e que agora, como já nos tempos da Nova Aliança é completamente repugnado pelos cristãos verdadeiros. Não temos um “senhor” muito menos uma “senhora” mas temos a Jesus Cristo como Senhor absoluto (Filipenses 2:11) das nossas vidas, completamente. Não nos prostramos diante a nada nem a ninguém, pois o único digno de que nós nos prostremos diante dele em oração é Deus e Deus não pode ser simbolizado, embora os católicos afirmem que “… as fontes disponíveis tornaram possíveis a representação de Deus Filho… ” (9). Você acredita em Papai Noel? Então acredite nessa afirmação, pois nem mesmo os manuscritos bíblicos primordiais puderam ser guardados até os dias de hoje e se você quer acreditar numa tradição que transmitiu, ainda que não seja de maneira fiel o rosto do Mestre, acredite então no recurso eletrônico que o Fantástico usou algum tempo atrás para reproduzir o rosto de Cristo, afinal, a probabilidade é semelhante, ou seja, improvável, senão impossível.

Não me colocarei aqui a discutir os termos Veneração, Devoção e Adoração, pois já foi amplamente divulgado que na prática, tudo isso resulta em um só fim: IDOLATRIA. Se estou mentindo, cabe ao Catolicismo dar uma catequese mais apurada aos nossos irmãos católicos nordestinos, principalmente, do que deve ser feito na Dulia, Hiperdulia e Latria. Caberia aqui ainda uma citação do próprio site CACP, onde um fato bem observado pode ilustrar a confusão dos termos (o que é relativo nada mais nada menos do que ao “santo padre”, o Papa):

37. Durante a festa dedicada a João Paulo II em outubro de 1997 no Maracanã, foi dedicado ao Pontífice uma canção que dizia; “Ave Maria, NOS SEUS ANDORES, rogai por nós pecadores”, interpretada por Fafá de Belém. Tal canção não seria digna de grave censura, já que sabemos que estátuas não rogam e nem Maria vive em andores, perguntaria se o que caracteriza a idolatria não é precisamente o fato de ver o símbolo como sendo o próprio simbolizado? (10).Acho que a questão foi esclarecida e os mais desavisados poderão pensar sobre os frágeis argumentos da Tradição Católica, revestida de Bíblia e ler na própria Palavra a Verdade, tirando suas próprias conclusões. Penso ser meio difícil um leitor sincero, após ler o Velho e Novo Testamento, justificar as práticas paganizadas da Igreja Católica com argumentos “bíblicos”.

Protestantes… 

Com o atual sincretismo religioso que impera no Brasil, estamos sendo tachados de “perseguidores”, “os que odeiam os católicos”, ou em suma, “os anti-católicos (11)”. Não acho isso estranho, pois já fui católico e tive a mesma opinião. Quero, porém, dizer que nenhum protestante, evangélico, ou seja, Cristão Autêntico, odeia os católicos, espíritas, muçulmanos, judeus, umbandistas, satanistas, ateus, ou qualquer outra espécie de religioso que existe. O que fazemos simplesmente (digo isso porque faz apenas pouco mais de um ano que saí da Igreja Católica) consiste em que, uma vez tendo pura e simplesmente a Verdade da Palavra em nossos corações, muito mais do que em nossos intelectos, queremos de qualquer maneira, lutar para que pessoas não caiam nas mãos do inimigo através da própria religião, que o homem deturpou por influência do Maligno para sua própria perdição. Hoje em dia, a Inquisição Católica que matou milhares de inocentes ao pregar o Evangelho pela espada (o que pode ser chamado de anticristão), deu lugar à cortesia, a liberdade religiosa. É certo que, como dizem os católicos, temos a liberdade de ter a religião que nos agrada. Contudo, em se tratando de religião, não estamos falando de uma compra no supermercado, estamos falando de ETERNIDADE. Se somos sal e luz, se somos ministros do Evangelho, ficaremos então calados em nome da liberdade religiosa? Algum tempo atrás, assistindo televisão, um padre aconselhou uma pessoa ao telefone, que, segundo relato, estava sofrendo muita “pressão” dos evangélicos em sua casa: “aquele que vem com pressão não é de Deus e sim do inimigo, porque, se fosse de Deus, viria com amor”. Pergunto eu: acaso Paulo não amava a Igreja de Corinto ao escrever a Primeira Epístola tão asperamente repreendedor (I Coríntios 3:1)? Amava sim e isso é afirmado uma dezena de vezes na sua segunda carta (II Coríntios 2:4). A perseguição que outrora o Catolicismo empregou para ganhar o mundo, hoje em dia dá lugar ao exclusivismo: “não costumamos falar mal de ninguém” freqüentemente se ouve da boca dos padres… Nós não falamos mal. Falamos o que é bíblico, e o que é bíblico tem que ser falado doa a quem doer. Não se pode crer em fantasias humanas criadas como Assunção de Maria, Imaculada Conceição de Maria, Intercessão dos Santos, e muitas outras coisas que o Romanismo traz e dizer que mesmo assim se crê na Bíblia, embora as argumentações “bíblicas” para tais doutrinas são excessivamente frágeis e difíceis de ser compreendidas verdadeiramente. As palavras de Deus foram fechadas de modo definitivo e plenário no Livro do Apocalipse. À semelhança da “Tradição” farisaica, a Tradição Católica dá ênfase e cria “estórias” para ludibriar o povo e para a própria perdição revestindo tudo de interpretações absurdas da Palavra de Deus como as quais foram demonstradas acima. E os católicos que nascem e crescem católicos, a semelhança da cronologia demonstrada na Introdução desse trabalho, concordam com tudo por comodismo ou discordam por opiniões pessoais, sem ao menos saber o que diz a Palavra de Deus.Quanto às doutrinas “bíblicas” que o catolicismo criou, como por exemplo, a doutrina do purgatório, como disse o autor do site descrito em nota “… a própria Sagrada Escritura ensina que existem céu, inferno e purgatório e outros estados ou lugares intermediários . Por favor, deixo abaixo o meu e-mail para que me mostre onde, nos Livro Bíblicos (apócrifos não valem!) algum lugar menciona Purgatório ou os lugares intermediários. Só peço uma coisa: não me venha com uma interpretação grotesca como aquele feita no caso de Abraão!!!

O povo é enganado com semelhantes afirmações: “a Igreja Católica foi a Igreja que Jesus Cristo fundou em Mateus 16:18”, “a Igreja Católica é a única instituição humana que tem 2000 anos de existência” e muitas outras… Falo isso porque ouvia isso semanalmente e me gabava por fazer parte de tão grande privilégio. Como quase todo católico, comodista, não procurava saber se o que ouvia era verdade ou não. Era um néscio, um insensato. Católicos amados, não sejam como eu era, questionem, não acreditem nas coisas “porque o padre falou”. Insisto: se algum católico bem informado tiver algum documento dos Pais da Igreja que concorde com as doutrinas atuais da Igreja Católica e afirme que ela foi fundada no ano 50 ou mesmo no ano 100 d.C.. mande um e-mail a mim e ao CACP.

Conclusão:

Se a “questão já foi tão amplamente discutida e esclarecida” volto a perguntar: porque não reproduzir a porção do texto sagrado de Êxodo 20:1-17 da maneira como ele se encontra transcrito nas Bíblias Católicas? Porque ensinar os jovens desde cedo a “decorar” os mandamentos como eu decorei, sem ser os legítimos e genuínos mandamentos de Deus? Se não há um interesse por trás de tudo isso, há pelo menos um grande sofisma, um embuste utilizado para sustentar a base de uma teologia que não encontra apoio sólido na Bíblia nem na prática dos membros das Igrejas Neotestamentárias Primitiva (antes da “conversão” de Constantino ao Cristianismo).

Nós, os crentes em Cristo Jesus, que temos nossa Certeza de Salvação (João 10:27-30), que temos nossa fé firmada única e exclusivamente no Deus que fez os céus (Genesis 1:1) e a terra e no único mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5), oremos a Deus, para que nossos missionários nacionais, estaduais e regionais encontrem corações abertos e sedentos pela segurança que somente o verdadeiro crente em Cristo Jesus tem de um dia estar com Ele no Paraíso. Peçamos, intercedendo a Deus, que ele quebrante os corações para ouvir a Palavra de que as pessoas não resistam ao Espírito Santo de Deus que deseja que todos se salvem. Trabalhemos com afinco e dedicação e com amor infinito pelas almas que se embrenham pelos caminhos que o inimigo usa atualmente para atrair o maior número de pessoas: a falsa religião. Que nós possamos dizer, incessantemente, que só Jesus Cristo salva pelo seu sacrifício na cruz do calvário, por meio da fé depositada nessa obra (Atos 16:31; Efésios 2:8-9), contrariando a apostasia católica demonstrada em perguntas retóricas tais como: “…onde a Bíblia afirma que a salvação é atingida somente pela fé? (12) Leitor católico, não se irrite comigo. Leia a Bíblia e tire suas próprias conclusões… Aposto que lendo apenas o Novo Testamento, você se conscientizará que pelo menos essa “Doutrina do Purgatório”, além de extra-bíblica é anti-bíblica, pois em cada página da Nova Aliança se vê o sangue de Jesus como o único remédio sobremaneira eficaz para salvar a humanidade dos seus pecados. Se não se convencer, achando a leitura bíblica “complicada” como os padres querem fazê-la parecer, acesse os sites de apologética católica (mas tem que ser os bons) e compare os argumentos com uma leitura simples da Palavra de Deus e verá que as citações bíblicas feitas são de uma interpretação que você certamente não teria lendo a Bíblia atentamente, ou seja, são fantasiosas, pois somente dessa maneira pode-se sustentar doutrinas “colocadas” na Bíblia.Que nós possamos ter o apreço de Paulo numa obra missionária dentro de nosso país que, paulatinamente, está sendo ganho para o Jesus Cristo Bíblico, não sacramentado, suficiente para salvar cada um que a Ele se achegue pelo seu sacrifício vicário de cruz, para viver uma vida santa, livre das cadeias que o diabo imprime na vida das pessoas “católicas” como eu era, mas que não querem buscar a Deus e o seu reino sobre todas as coisas…

Deus tenha misericórdia do Brasil e avive os seus filhos para que sua palavra seja pregada com cada vez mais força e mais poder, e que o império das trevas que insiste em se vestir de Bíblia seja despido e morto pelo sangue do Cordeiro vertido na Cruz do Calvário, para a purificação de todo o que nele crê!


Notas:

1. O Sacramento do Espírito Santo (A Crisma) – Pe. Luiz A. Vendrúscolo / Pe. Reneu P. Stefanello: Edirora Vozes 7ª edição.
2. http://www.santamissa.com.br/glossario/descricao_palavra.asp?id=83
http://www.paginaoriente.com/catecismo/dezmandamentos.htm – Sites de Catequese Católica.
3. Bíblia Sagrada Mensagem de Deus Edição Luxo – Editora Santuário / Edições Loyola: Reeditada em Janeiro de 2003.
4. http://www.veritatis.com.br/conteudo.asp?pubid=1912 – Site de Ortodoxia Católica.
5. Site citado acima.
6. II Concílio Ecumênico de Nicéia – Matéria descrita no site supra citado.
7. Matéria citada no link acima.
8. Matéria citada no link acima.
9. Matéria citada no link acima.
10. http://www.cacp.org.br/cat-perguntas.htm – Site de Pesquisas Crsitãs.
11. http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20040827212525&lang=bra – Associação Cultural Católica.
12. http://www.veritatis.com.br/conteudo.asp?pubid=7 – Site de Ortodoxia Católica.

Este artigo foi enviado por: Evandro J. Lui autor 

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