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A Chegada do Messias

por Pr. João Flávio Martinez - sáb set 15, 2:20 pm

Irrompe a luz na Galiléia… (Mt 4.16).

Jesus era seu nome. Seu pai, José, era um carpinteiro. Sua mãe chamava-se Maria. Logo na infância, fora morar em Nazareth, cidade isolada nas montanhas da Galiléia, próxima da movimentada estrada que ligava a Mesopotâmia ao Egito. Ali ele viveu e cresceu. Um judeu entre judeus. Aparentemente, um homem entre outros homens. Em Roma reinava Tibério, em Galiléia Herodes. Com seus dentes de ferro Roma continuava conquistando terras, sem imaginar que ali estava uma força, muito superior à sua, que conquistaria mais vidas do que as sete colinas jamais sonharam. Um poder contra o qual o Império Romano empenharia toda a sua força para destruir, para depois cair vencido de joelhos. Ali estava um homem que de forma estranha e espantosa colocaria seu nome acima de todo nome. Um homem que se apoderaria das vidas, corações e mentes, como Roma se apoderava de corpos. Um homem que era muito mais do que um homem. Alguém de quem sempre falaram as profecias e os profetas – Jesus de Nazareth, o Messias.

Ele chegou. Talvez não como muitos esperavam, mas ele chegou. E cada situação de sua vida era o cumprimento das milenares palavras dos profetas. Multidões o seguiam porque experimentavam o poder de seus atos e a verdade de suas palavras. Foram apenas três anos e meio, preenchidos com curas, libertações e ensinos de sabedoria, ao fim dos quais, como um criminoso, foi levado a julgamento e como o mais hediondo dos homens foi colocado na cruz.

Mas sua morte não era o fim. Era apenas o começo de uma nova era. Pois ele ressuscitou. E dois mil anos de História são uma prova extremamente sólida de que aquele veio ao mundo não como uma coincidência ou um acaso, mas como alguém que veio, em suas próprias palavras “cumprir o que estava escrito”.

Desde então os homens passariam a contar os tempos como antes e depois dele. Tornou-se o marco divisor da História e o marco divisor das almas e da humanidade. Sua vida, suas palavras, seus feitos não puderam de forma alguma ser ignorados. A História encontrou seu centro, sua razão, seu núcleo, um eixo sobre o qual girar.


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