Esqueceu a senha?

A confusão da Lei

por Pr. Natanael Rinaldi - sáb ago 02, 12:02 am

10-mandamentos

Introdução

Desde sua organização, em 1863, os Adventistas do 7º Dia são conhecidos como zelosos guardadores da Lei, paradigma dos antigos fariseus.

Como apoio à vigência da lei, ensinam que ela está dividida nas assim chamadas “lei moral” e “lei cerimonial”, das quais a primeira permanece, e a outra foi abolida.

A crítica evangélica acusava-os por fazer esta imaginária divisão, mesmo assim, eles não reconheciam seu erro teológico, e insistiam nas suas afirmações.

Porém, nesta última década, na tentativa de mudanças, para harmonizar as ancestrais teorias com a pureza do evangelho, se verifica na literatura adventista comparativa uma acentuada confusão doutrinária – o que antes era ensinado como verdade, hoje não é mais – assim, em harmonia com 1Co. 14:33, que declara que Deus não é Deus de confusão, é provada a falácia do adventismo.

Como exemplo, comparemos algumas afirmações.

I – A Divisão da Lei

Afirmação da Divisão da Lei

“O contraste entre as duas leis, a lei moral, a lei cerimonial” (Estudos Bíblicos, pág. 341, 1972).

“Demonstraremos, de modo inapelável, que a Bíblia distingue claramente as leis moral e cerimonial” (A.B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág.75, 1981).

É interessante notar que nestes modelos que dividem a lei, as epístolas de Paulo são citadas como apoiando esta ideia.

Uma declaração posterior anula por completo esta ideia de divisão nos escritos paulinos.

Afirmação que não há divisão da Lei

“A ideia de que as declarações negativas de Paulo se referem à lei cerimonial, ao passo que as afirmativas se referem à lei moral, não pode ser encontrada em seus escritos” (Paulo e a Lei, Samuel Bacchiocchi, artigo citado na Rev. Adventista, julho 1985, pág. 9).

Analisemos uma outra confusão.

II – Romanos Capítulo 7

Refere-se à lei moral

“Livre da lei do marido… o começo do capítulo 7 da Epístola aos Romanos… a conclusão paulina é inteiramente a favor da lei, e não contra” (A.B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág.142, 1981).

Refere-se à lei cerimonial

“Lei aqui significa a organização do judaismo (ver Gl. 3:17). Quando Paulo falava sobre a libertação da lei, certamente não se referia à lei moral (Escola Sabatina, Lição 8, pág. 64, 17/02/1980.

Citaremos ainda outra confusão teológica.

III – Colossenses 2:13-17

Esse texto, em especial a Palavra ‘Sábados’, se refere à lei cerimonial

No livro Subtilezas do Erro, na coluna “Lei Cerimonial”, encontramos:

“foi chamada a cédula das ordenanças” (Cl.2:14 -pág.79).

“foi cravada na cruz” (Pág. 81).

“a ninguém julga” (Cl.2:16-17 – pág.82).

“era contra nós” (Cl.2:14 – pág.84).

“tinha sábados cerimoniais – que cessaram na cruz” (Cl.2:14-17 – pág.84).

Todo o capítulo 17, desse mesmo livro (págs. 119-128), encerra a ideia que Cl.2:14-17 é lei cerimonial.

O livro Estudos Bíblicos, pág. 340, 4ª edição, pergunta 19, defende a mesma ideia. Na página 341, na coluna Lei Cerimonial, Cl.2:14 é citado três vezes.

Era ensinado então, sem discussão, que Cl. 2:14-17 era a assim chamada “Lei Cerimonial”. Mas o erudito Dr. Samuel Bacchiocchi, professor de Religião e História da Igreja na Andrews University, EUA, reduz a frangalhos os argumentos apoiando o antigo ensino.

Vejamos o que esse professor tem a dizer à sua própria igreja:

Esse texto Não é Lei Cerimonial e a Palavra ‘Sábados’ é o Sábado Semanal

“O consenso unânime de comentaristas é que estas três palavras representam uma lógica e progressiva sequência (anual, mensal e semanal)… Este ponto de vista é válido pela ocorrência desses termos… Um outro significativo argumento contra os sábados cerimoniais é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras “dias de festa” (ou festividades, no original)… Esta indicação positivamente mostra que a palavra sabbaton como é usada em Cl. 2:16, não pode referir-se aos sábados cerimoniais anuais” (Do Sábado para o Domingo, Samuel Bacchiocchi, pág. 359-360).

Qualquer pessoa de bom senso, não pode justificar que seja possível em teólogos de uma mesma denominação, criar tal confusão. Deus não aprova “ventos de doutrinas” (Ef. 4:14) que hoje são, amanhã não, a verdade eterna! Deus não é de confusão doutrinária (1Cor. 14:33). Confusão é ensinar hoje uma coisa, que depois será anulada, desprezada e combatida, Deus não pode aprovar isso!

A revelação do amor de Jesus se manifesta em palavras de reprovação e promessas. Ele diz à Igreja Adventista do 7º Dia:

“E conhecereis a verdaade, e a verdade vos libertará” (João 8.32).


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

Deixe seu comentário

Comentários fechados neste artigo.

Advertisement