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A convivência com os Católicos

por Artigo compilado - sáb abr 19, 12:09 am

cruz catolicos

A convivência dos Evangélicos com os Católicos

Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não neces­sitam de médico os sãos, mas sim os enfermos.

Mateus 9.12

O relacionamento dos evangélicos com os católicos, no Brasil, é muito bom, a não ser nas localidades onde ainda predomina o desejo ardente de separação e isolamento, como acontece em lugares onde alguns padres continuam incutindo maldades e mentiras contra o povo de Deus. Aos católicos praticantes é proibido “a todos os cristãos pertencer a elas [igrejas evangélicas], assistir aos seus atos de culto ou as favorecer por qualquer modo”.97 Mas os evan­gélicos continuam firmes no seu propósito de explicar as verdades, a pureza do Evangelho ensinado por Jesus, respeitando sempre a liberdade de consciência de cada um. A obrigação que o membro das igrejas evangélicas se impõe é o cumprimento da determinação imperiosa: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1.8). E também: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda cria­tura” (Mc 16.15). Como se vê, Jesus mandou pregar o Evangelho a toda criatura, mas não mandou que se obrigasse ninguém a aceitá-lo. Fica-se muito feliz quando uma pessoa aceita, transforma a sua vida, acerta-a diante de Deus, conforme disse Paulo: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17).

É costume ouvir-se dizer o comentário de que “é por vaidade que os crentes dizem que têm a certeza da salvação de sua alma”, mas quem não passou pela experiência não pode afirmar. É o Espí­rito Santo, da parte de Jesus, que converte a pessoa, e, de acordo com o último texto transcrito, a pessoa torna-se outra criatura e adquire essa certeza pela fé.

Em geral, os evangélicos visitam os templos católicos sem ne­nhuma restrição quando convidados por eles, em solenidades como casamentos, bodas etc. Isso não lhes traz qualquer inconveniente. Também não procuram afrontar ninguém, embora conhecedores de que o catolicismo não conduz ninguém aos pés de Jesus.

Um número muito grande de conversões está acontecendo todos os dias em todos os rincões do país. Há não muito tempo, na cidade de São Paulo, organizaram-se 20 igrejas de uma só deno­minação num só dia. Foi preciso que utilizassem para isso um grande estádio de futebol, tal o número de pessoas.

Em algumas cidades do interior os crentes ainda sofrem perse­guições, como vêm acontecendo numa cidade na área do Triângulo Mineiro. Mas padres que hoje perseguem, amanhã se convertem e têm-se mostrado grandes líderes no trabalho de Deus.

O ex-padre Juan Batista Tréccani é sobrinho do falecido Papa Paulo VI. Nascido na Itália em 1933, aos dez anos ingressou no seminário, e aos quinze, o seu tio, naquela época arcebispo de Mi­lão, mandou-o estudar filosofia em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1961 e mandado para a Argentina. As razões que o levaram a deixar o catolicismo romano foram as riquezas que se exibem de forma pecaminosa no Vaticano, onde o papa ostenta uma coroa de ouro de 15kg e é anunciado por trombetas do mesmo metal; além disso, nunca tivera a certeza de sua salvação como sacerdote roma­no. Na Argentina, um pastor índio falou-lhe de Marcos 16.16, que é necessário primeiro crer e depois ser batizado. Ele seguiu o ensino da Palavra de Deus e hoje é pastor na Patagônia, onde dirige cinco igrejas evangélicas pentecostais.

Um padre que conhecemos contou-nos que distribuía seus fiéis para recolher e queimar os folhetos evangélicos que se entre­gavam nos cemitérios em “dias de finados”; em outra ocasião, comandou a destruição de uma congregação evangélica, e recebeu os parabéns do bispo da diocese; esse mesmo bispo, farisaicamente, escreveu uma cartinha ao pastor “lamentando o ocorrido”; também foi procurado por uma crente pobre no Recife, membro de uma pequena congregação, que lhe pediu uma vaga para seu filho no orfanato católico. O padre exultou. Sabedor de que os crentes não fumam, para afastar em definitivo o menino do convívio dos seus, ensinou-lhe a fumar.

Como dissemos, muitos padres têm-se convertido. Recente­mente, um jornal evangélico publicou interessante notícia, que passamos a transcrever:

Este padre se converteu durante a missa

Fato inédito rela tado pelo Pr. Nivaldo Lisboa Soares, ex-padre católico, durante a celebração da missa numa igreja da paró­quia de Divino das Laranjeiras, MG, comprovando mais uma vez o poder do Evangelho para salvação de todo aquele que crê. O ex-padre, mineiro de Rio Pomba, MG, era profes­sor universitário na UNIVALE, em Governador Valadares. Nascido em lar católico, tornou-se padre por livre opção, no desejo de fazer algum benefício à sociedade. Trabalhador e idealista, propôs a si mesmo ajudar a todos, e principalmente aos jovens, que tanto carecem. Dedicava-se a tudo com muito afinco, mas apesar disso sentia um profundo vazio em seu coração. Um dia entrou num templo presbiteriano e sentado no último banco ouviu uma palestra proferida pela esposa do pastor; depois, alguns crentes telefonavam instigando-o: “Padre Nivaldo, ligue a televisão no canal X. Há um programa evangélico muito bom.” Certo dia, em 1987, o seu carro apre­sentou um defeito e ele o levou à oficina em Valadares. O mecânico, homem crente e simples, porém muito espiritual. Conversaram. O padre convidou-o a assistir à missa de domingo, recomendando-lhe: “(…) eseo senhor for à minha igreja, leve a sua Bíblia de capa preta, que eu vou lhe dar a palavra para falar aos católicos no meio da missa; e quero que fale sobre o dízimo. Vocês crentes são craques no dízimo, portanto, fale sobre o dízimo porque eu estou precisando de dinheiro para as obras da igreja que eu estou construindo.”

No domingo seguinte, à hora combinada, o crente adentrou a igreja com sua Bíblia surrada, de capa preta, na mão. O Padre Nivaldo, para dizer a verdade, se assustou, perguntando-Ihe: “O senhor aqui?” E ele respondeu: “O senhor não me convidou? Eu estou aqui.” Convidou o visitante a entrar e sentar-se. Disse-lhe que lhe daria a oportunidade prometida. A igreja estava lotada quando ele o chamou para subir ao púlpito. Passou-lhe o microfone e o humilde pregador abriu a sua Bíblia e pregou ousadamente sobre João 8.32: “e conhe­cereis a verdade, e a verdade vos libertará.” A respeito do dízimo falou bem pouco, mas, da salvação pela graça, por meio da fé em Jesus, comunicou poderosa mensagem, clara, bíblica e objetiva. Foi um autêntico mensageiro de Deus. Ao terminar a pregação fez o apelo:

Quantos aqui presentes nesta missa crêem no Senhor Jesus de verdade, e querem aceitá-lo como Senhor e Salvador, fiquem de pé, levantem a mão direita para o céu, e orem comigo. O padre levantou a mão e aceitou Jesus, e muitos fiéis com ele. Depois o pregador continuou:

Todos os que aceitam Jesus como Salvador, venham à frente que eu vou orar por vocês.

O padre e mais de 200 católicos foram à frente, tomando a decisão ao lado de Jesus.

O ex-padre Nivaldo, a seguir, recebeu o batismo de imersão, conforme a Bíblia ensina, foi consagrado ao Ministério da Palavra e hoje é mais um grande obreiro, levando a salvação pela Palavra de Deus a todas as criaturas.

As igrejas evangélicas que vivem como ensina o Novo Testa­mento são livres, independentes, autónomas, soberanas em suas decisões, tomadas por voto dos seus filiados. Podem unir-se — e às vezes o fazem — em associações ou convenções que elegem diretorias, numa conjugação de esforços para missões locais, nacio­nais e internacionais no uso do dinheiro, do dízimo dos dízimos, com que elas contribuem para essa finalidade. É assim a vida dos crentes e das Igrejas do Novo Testamento. Elas são o corpo e Jesus é a cabeça das igrejas que ele mesmo criou (Colossenses 1.18).

Extraído do livro “O Catolicismo Romano Através dos Tempos”, Ed. Juerp


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