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A epístola de Timóteo e a Bebida Alcoólica

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ANÁLISE DE I TIMÓTEO  3.2-3

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma [só] mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; (3) não dado ao vinho”

“Vigilante” (NEPHO) realmente significa ser abstêmio, ser [sempre] livre da influência de intoxicantes, ser [sempre] de mente alerta e vigilante, ser sóbrio, comedido, temperante.

“Sóbrio” (SOPHRONA) realmente significa ser [sempre] de mente sã, prudente, em controle próprio.

Não dado ao vinho

O caráter do vinho não é mencionado, nem dito único, nem condenado!…  Por que não entendê-lo como não alcoólico, como emblema de bênção, de conforto e de abastança? Que motivos secretos você tem? Por que querer que este vinho seja o venenoso, o intoxicante, o contendo droga animalizante, o que altera o controle dos sentidos, mente, carne, e alma?…

A Bíblia uniformemente condena o excesso sensual (mesmo com o que é de natureza absolutamente benéfica, como o bom alimento) e condena o gasto excessivo, acima das posses, com coisas caras e evitáveis. Convém ressaltar que naquela época existiam pessoas que, nos festins, se empanturravam com as melhores iguarias, até não poderem mais, depois iam para fora e provocavam-se vômitos para esvaziarem os estômagos, somente para então poderem se empanturrar novamente (romanos)… Deus condena a glutonaria, o comer em excesso e somente por culto ao prazer sensual. Deus condena a gula e o glutão. Pena que isto seja tão negligenciado pelos crentes e pela pregação de hoje…

Podemos perfeitamente entender “não dado ao vinho” como Deus ordenando que o pastor, o exemplo para o rebanho, não deve ser dado, não seja obcecado e dominado pelos prazeres sensuais do bom comer coroado com o puro e caríssimo suco de uva, Deus tolerando com tristeza que nem todo outro crente seja um exemplo nesta área.

Mas como nem de longe entender que este vinho é o alcoólico, que o pastor não deve ser dado a ele, mas que aos demais crentes  é tolerado que sejam dados ao vinho alcoólico??? Se o vinho daqui fosse mau e os crentes não pastores pudessem se intoxicar embriagando-se com ele, a ordem de Deus seria em tudo análoga a Deus dizer que o pastor tinha que ser homem de uma só mulher, mas os outros crentes podiam ter muitas mulheres! O vinho ao qual os pastores de ITm 3.3 não devem ser dados, é o puro suco de uva, fresco ou preservado, não fermentado.

ANÁLISE DE I TIMÓTEO 3.8

Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância

Além das 3 explicações, dadas acima, para “Não dado ao vinho” (releia-as), temos:

A ênfase pode ser posta na palavra muito, de “não dado a muito vinho”. Isto posto, podemos muito bem entender que “vinho” se refira ao puro suco de uva, Deus ordenando que o diácono não se exceda neste líquido benéfico e delicioso, pois isto seria gula, seria mau exemplo para o rebanho, e, sendo bastante caro, poderia desequilibrar e comprometer seu salário e sua família. Deus toleraria com tristeza  que os demais crentes não sejam um exemplo perfeito nesta área. Mas como poderíamos nem de longe entender que “vinho” se refira ao vinho alcoólico, Deus ordenando que o diácono não se embriague e se intoxique muito com a terrível droga do álcool (só poderia se etilizar “um pouco”…), deixando margem aos demais crentes muito se embriagarem e intoxicarem com tal veneno que, direta ou indiretamente, relaciona-se com 1/3 de todas as mortes [e outras terríveis tragédias]???!!!… Se o proibido foi a grande quantidade (“muito”) do que é mau (se o vinho em pauta foi o alcoólico), então poderíamos ser cobiçosos de ganância não exatamente torpe, poderíamos ser dissolutos desde que não muito, poderíamos adulterar desde que não muito, etc! Não, álcool está fora de questão. O vinho do qual os diáconos de ITm 3.8 podem usar, mas não se excederem, é o puro suco de uva, fresco ou preservado, não fermentado.

ANTES DE BEBER O PRÓXIMO GOLE PENSE NISSO…

1) Trará isto toda honra e glória a Deus? Somente glória e honra a Deus? Com toda certeza?
2) Poria Cristo o Seu próprio nome nisto? Estarei eu representando-O dignamente? Posso eu agradecer e pedir a bênção de Deus nisto?
3) Fez Cristo isto? (ou tenho eu absoluta certeza de que o faria?)
4) Gostaria eu que Cristo me encontrasse nisto, ao vir me arrebatar para Si?
5) Ganharei eu recompensa por isto, no Bema, o Tribunal de Cristo para galardoamento dos salvos?
6a) Estou eu lembrado de que o Espírito de Deus habita em mim? De que Ele estará no meio do que estarei fazendo?
6b) Estou eu absolutamente certo de que isto deleitará, muito agradará ao Espírito de Deus que habita em mim?
7) É isto apropriado para um filho do Rei?
8) Tenho eu certeza de que estou semeando para o Espírito e não para a minha carne? E não para o mundo?
9) Irá isto, sem dúvida alguma, influenciar positivamente o descrente e/ou o meu irmão mais fraco? Ou há uma ponta de risco de escandalizar ao menos um deles?
10) Sinceramente, ante Deus, tenho eu absoluta certeza sobre o assunto, ou tenho eu, ainda, uma pontinha de dúvida?
11) Tenho eu certeza de que isto não dará a ninguém a APARÊNCIA de que estou pecando?

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