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A igreja apostólica é realmente apostólica?

por Pr. Natanael Rinaldi - seg abr 13, 9:51 am

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Muitos líderes religiosos dos nossos dias, entendem que se derem um nome atraente e “bíblico”, para suas organizações, estarão se identificando com aqueles primitivos cristãos mencionados na Bíblia. Assim é que ouvimos falar de “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, “Igreja dos Remanescentes”, e vai por aí adiante. Hoje queremos falar de uma igreja que se denomina IGREJA APOSTÓLICA. A Igreja Católica também se denomina Igreja Apostólica. Quando uma igreja se auto denomina igreja apostólica, quer transmitir aos de fora que está alicerçada na doutrina dos apóstolos, como lemos em Atos 2.42: “Perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”.

O fato de uma igreja denominar-se apostólica identifica-a com a igreja do primeiro século? Qual o nome pelo qual se denominavam a Igreja que Jesus afirmou em Mateus 16.18 que iria fundar? Há um nome específico na Bíblia para identificá-la? Os cristãos foram chamados por esse nome pela primeira vez em Atos 11.26, algum tempo depois da ascenção de Cristo. Entretanto, em Atos 24.5 foram chamados “nazarenos”. Em Romanos 16.16 a chamam “Igreja de Cristo”. Em 1Coríntios 1.2 se identificam oomo “Igreja de Deus”. Em Hebreus 12.23 seu nome é “Igreja dos Primogênitos”. Assim, vemos que o nome dado pelos discípulos de Cristo é relativamente sem importância. O importante é o evangelho que pregavam, isto sim é sumamente importante. Leiamos Gálatas 1.8: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho, além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. Vejamos então o que a Igreja que se denomina ‘apostólica’ ensina, para saber se ela é realmente apostólica.

Em primeiro lugar, essa igreja é conhecida também pelo nome “Igreja da Santa Vó Rosa”. Teve início em 1953 em São Paulo, através do missionário americano William Sheiffer. Depois que esse missionário regressou aos Estados Unidos, a igreja ficou entregue a Eurico Mattos Coutinho, que segundo dizem foi um pastor presbiteriano. Fez-se bispo, e para agradar o povo católico que visitava o local de culto, dava muita ênfase ao nome da Virgem Maria Santíssima. Publicou o livro “O EVANGELHO DO REINO DOS CÉUS”, em co-autoria com sua esposa Odete Correa Coutinho. A conselheira do bispo Coutinho era a Sra. Rosa, chefe dos diáconos. A Sra. Rosa dizia-se profetisa e abusava da confiança do povo, forjando certos fatos que não eram verídicos. Tinha a confiança do bispo Eurico, que nela acreditava piamente. A Sra. Rosa faleceu em 26 de outubro de 1970 com 76 anos de idade. Aos 60 anos de idade, dissera que recebeu uma revelação especial de Jesus Cristo para fundar a IGREJA APOSTÓLICA. Sua morte ocorreu por atropelamento, na cidade de Poá, em São Paulo, mas os líderes interpretam como arrebatamento. Por causa de sua bondade, ela foi denominada santa, adjetivo que se tornou doutrina fundamental, a partir da vontade do Bispo Eurico. Antes de falecer, ele constituiu ‘primaz’ (cargo máximo e transferível) seu sobrinho Aldo Bertoni. Esse primaz é considerado como Jesus, pois conversa com uma pessoa e conhece se ela está mentindo ou não.

Tendo um início semelhante ao de muitas outras seitas, esse movimento já atingiu aproximadamente com 300 congregações, e em seu arquivo estão registrados 20.000 adeptos. A literatura utilizada é o Novo Testamento, alguns Salmos e os dois livros da seita “O EVANGELHO DO REINO DOS CÉUS” e “O ESPÍRITO SANT0 DE DEUS O CONSOLADOR”, escritos pelo Bispo Eurico. O escritor Tácito da Gama Leite Filho, no seu livro “Seitas Proféticas”, vol. 1, p. 136, traz uma citação do livro “O EVANGELHO DO REINO DOS CÉUS”, páginas 47/48, nos seguintes termos: “Mas o bondoso Pai, fiel às suas promessas e desejando completar a obra salvadora iniciada pelo seu amado Filho, a fim de poder cumprir igualmente todas as suas profecias, iniciou, neste tempo presente, um novo período de salvação, o qual começou a ser realizado com a manifestação de Jesus à Santa Vó Rosa, para prepará-la como Espírito da Verdade, ou seja, o Consolador prometido, ao qual caberia completar sua obra vicária. Daí ensinarmos que nestes dias somente tem salvação os que, além de aceitarem a Jesus, se entreguem também à Santa Vó Rosa, crendo nela como o Consolador prometido, que tem poder para salvá-los juntamente com Jesus, podendo, portanto, perdoar os pecados dos que sinceramente se arrependem”.

Resumidamente, extraímos três ensinos errôneos do Bispo Eurico no livro citado, em confronto com a Bíblia:

  1. a) Aceitar a Santa Vó Rosa como o prometido Consolador;
  2. b) Crer que ela tem poder para salvar;
  3. c) Crer que ela tem poder para perdoar os pecados dos que sinceramente se arrependem.

Ora, não bastava o espiritismo alegar que o seu movimento é o cumprimento da promessa de Jesus de mandar o Consolador, agora vem a Igreja Apostólica afirmar que o Espírito Santo prometido é a Santa Vó Rosa. Isso é blasfêmia contra o próprio Espírito Santo, conforme lemos em Mateus 12.32: “E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no vindouro”.

De acordo com a Bíblia, o Espírito Santo é uma Pessoa Divina, a terceira pessoa da Trindade, e não se faz menção a Ele no gênero feminino. Os pronomes que acompanham a palavra pneuma são pronomes masculinos, sejam eles possessivos, relativos ou pessoais. Isto se vê em João 14.16-26; 16.7-8; 13.4 e Efésios 1.14. O Espírito Santo possui atributos da Deidade, quais sejam: eternidade (Hebreus 9.14); onipotência (SaImo 104.30); onipresença (SaImo 139.7) e onisciência (1Coríntios 2.10). Logo, não podemos aceitar que uma mulher, por mais virtuosa que fosse, pudesse substituir o Espírito Santo. Isso a verdadeira igreja apostólica, de Pedro, Paulo, João e Tiago jamais ensinou. É ensino de homens apóstatas, como prenunciou o próprio Espírito Santo em 1Timóteo 4.1.

Em segundo lugar, a salvação é obra exclusiva de Jesus. O escritor de Hebreus em 7.25 afirma: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. O mesmo repete Pedro em Atos 4.12. O anjo que anunciou o nascimento de Jesus deu-lhe este nome porque seria sua missão salvar os homens. Somente Ele.

Por último, acreditar que uma mulher chamada Santa Vó Rosa tenha poder para perdoar pecados é repetir o erro católico que ensina a confissão auricular. O padre segrega ao ouvido daquele que se confessa: “Eu te abolvo. Isso é tão antibíblico quanto ouvir alguém ligado à chamada Igreja Apostólica admitir que em nome da Santa Vó Rosa pode receber o perdão de seus pecados. Com razão disseram os judeus dos dias de Jesus, quando o ouviram dizer ao paralítico “Filho, perdoados estão os teus pecados. Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? (Marcos 2.7-8). Sim, perdoar pecados é um atributo exclusivo de Deus. Basta ler Isaías 43.25: “Eu, eu mesmo sou o que apago as tuas transgressões, por amor de mim, e dos teus pecados me não lembro”. Jesus, porque não é apenas homem, mas uma personalidade teantrópica – Deus e homem – em cumprimento de Isaías 7.14 com Mateus 1.24 – “Deus conosco”, podia dizer categoricamente ao paralítico “perdoados estão os teus pecados” e para comprovar sua autoridade de perdoar diante de todos os presentes, ordenou em seguida que o paralítico se levantasse da cama onde jazera, sem poder erguer-se: “Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. E levantando-se e tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: nunca vimos tal coisa” (Marcos 2.11-12). Tal não é o caso da Santa Vó Rosa. Em nome dela ninguém recebe perdão, e ai daquele que descansar na esperança de que será perdoado por ela. “Maldito o homem que confia no homem” (Jeremias 17.5). E nós dizemos: Maldito o que confia também na mulher para perdão de pecados. Confie somente em Jesus. Cuidado com os belos títulos de determinadas igrejas, cujos ensinos são ensinos de demônios.


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