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A Igreja de Esmirna

por Pr. João Flávio Martinez - ter set 11, 12:27 pm

“Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte (Ap 2.8-11).

“ESMIRNA’’ significa ‘’AMARGURA OU SOFRIMENTO’’. Esta palavra corresponde à substância MIRRA, que tornou-se símbolo da morte do Senhor (Jo 19.30). Esta Igreja representa (na cosmovisão de alguns teólogos) o período dos anos 100 à 312 D. C., mas também esta em evidência nos dias atuais. Sabemos que em todas as épocas a Igreja passou e passa por diversos sofrimento e perseguições, as quais causam grande amargura para o coração. Essa amargura e sofrimento é expressado na história de Ló, o qual sofreu muito vendo a maldade e impiedade dos seus contemporâneos.

Leiamos: “e se livrou ao justo Ló, atribulado pela vida dissoluta daqueles perversos(porque este justo, habitando entre eles, por ver e ouvir, afligia todos os dias a sua alma justa com as injustas obras deles”(IIPe 2.7).

Ló sofreu muito vendo tanto mal e imoralidades. Angustiava-se, sofria ao ver tanta falta respeito à pessoa de Deus. É como hoje em nossas próprias vidas, não dá para suportar tantos absurdos sem chorarmos, lamentarmos e intercedermos por esses nossos que caminhão terminantemente para o inferno – esta é a aflição da Igreja de Jesus. Além do nosso sofrimento por ver tanta corrupção há a angustia de sermos perseguidos pelos nossos semelhantes. Tem vezes que a perseguição não significa tanto para nós, mas quando ela vem dos nossos amados (pai, filhos, amigos e irmãos de fé) a dor é grande e não há como não sofrermos e chorarmos, pois veja o que diz a Palavra:

“Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou (Jo 15.19-20).

No texto de João o Senhor descreve que o mundo nos odiaria – e isso é fato. Podemos sentir esse ódio em todos os níveis da sociedade; no trabalho, no lar, entre os velhos amigos, nos pais e até pelos filhos e cônjuge. A opção por Jesus muitas vezes é dura e difícil. Sentimos martelar em nossas cabeças se realmente isso vale a pena, se vale tanto desgosto e angustia proveniente daqueles que outrora nos amavam tanto. É nessa hora que sentimos algo tremendo que vêm sobre nós, veja: “Pois, que glória é essa, se, quando cometeis pecado e sois por isso esbofeteados, sofreis com paciência? Mas se, quando fazeis o bem e sois afligidos, o sofreis com paciência, isso é agradável a Deus. Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas” (I Pe 2.20-21). A Glória de Deus vêm sobre nós nesse momento e sentimos um gozo, uma alegria, uma paz, um regozijo, algo inexplicável que nos garante: VALE A PENA, VÁ EM FRENTE, SOU CONTIGO.

Queridos, meditemos no que aconteceu com os apóstolos no período da Igreja Primitiva: “Retiraram-se pois da presença do sinédrio, regozijando-se de terem sido julgados dignos de sofrer afronta pelo nome de Jesus” (At 5.41). O sinédrio prendeu os apóstolos por terem feito curas e milagres no nome do Senhor, libertando e dando alegria a muitos. Além de presos apanharam muito e sofreram fortes ameaças para que se calassem, mas invés disso eles anunciavam e pregavam mais ainda (At 5.42). E uma alegria transbordava em seus corações por Deus os acharem dignos de sofrer perseguições pela causa do evangelho. Que sintamos a mesma alegria do Espírito. Meditemos nos seguintes versículos: “Por esta razão sofro também estas coisas, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”(IITm 1.12). “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (IITm 3.12).


A REALIDADE DA RESSURREIÇÃO

“Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu” (Ap 2.8).

Todo contexto de fé cristã está relacionado com a ressurreição de Cristo. Sem fé no fato de Cristo ter ressurgido de dentre os mortos não há Igreja. Não há esperança de um novo mundo e não há confirmação das promessas e vaticínios do Velho Testamento. Não há cristianismo verdadeiro sem esse fato. O que sobraria é só filosofia religiosa e nada mais, mas louvado seja Deus que Jesus Cristo ESTÁ VIVO E BEM VIVO! É por isso que Ele se diz o primeiro e último, que esteve morto e tornou a viver. Essa realidade é patenteada com os seus milagres, curas, libertações e principalmente a mudança e transformação do coração humano. O nosso Senhor é diferente dos deuses e filósofos das nações, ELE VIVE PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS – AMÉM!!!


O LIVRAMENTO NA TRIBULAÇÃO

“Conheço a tua tribulação” (Ap 2.9)

“Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

É notável que muitas das vezes o nosso Deus não nos livra do fogo ou da cova dos leões, mas nos livra no fogo e na cova dos leões, foi assim com Daniel e seus três amigos. No caso da Igreja de Esmirna Deus permitiu uma tribulação de dez dias, ou seja, Ele determinou um tempo bem curto de permissivo sofrimento, pois Deus não nos deixa vir lutas e sofrimentos que não possamos suportar (I Co 10.13), mas sempre quando estamos na comunhão do Senhor passamos pelas agruras da vida sem darmos a eles grande valor. O texto acima deixa-me feliz verificando que não é toda Igreja que sofreria a citada tribulação, mas alguns.

TÚ ÉS POBRE, MAS ÉS RICO

“ …e a tua pobreza, mas tu és rico (Ap. 2:9)

Aqui vemos o que parece um texto tanto paradoxal. Será que alguém poder ser financeiramente não abastado e rico ao mesmo tempo? A referida Igreja não tinha grandes posses, não desfrutava de recursos financeiros que suprisse totalmente as necessidades locais, mas fazia o que podia. No seu possível, canalizando todos os seus recursos para que fosse contínua a obra do Senhor. Deus vendo a dedicação daquele povo nos mostra o que é verdadeira pobreza e riqueza, declarando que mesmo sendo eles de poucas posses eram verdadeiramente ricos.
Você que lê esse estudo saiba que não importa o tamanho da denominação ou quanto ela possui, mas sim, se no que ela possui está sendo fiel. Leiamos: “Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Fl 4.19).“pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos” (II Co 8.9).

OS JUDEUS

“…e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás” (Ap. 2:9).

A pergunta nesse texto é “QUEM SÃO ESSES JUDEUS?’’

Cremos que não sejam simplesmente o povo da Judéia ou os da raiz de Judá, mas também uma classe de pessoas religiosas e legalistas. Esses estão sempre no meio da Igreja tentando de alguma maneira atrapalhar a liberdade que nos é concedida na graça de Deus. Os tais estão sempre inventando alguma doutrina para tirar a paz e o sossego do irmãos, jogando uns contra os outros. Vemos claramente esses judeus atuando nos dias de hoje, arvorando assim: “Jesus já nos libertou com seu sacrifício na cruz, mas se você continuar desobedecendo o Sábado e comendo carne de porco vai ser aniquilado”; “Você minha irmã se continuar aparando as pontas do cabelo vai acabar indo para o inferno”; “Jesus nos deu poder, mas você tem que espalhar sal grosso pela sua casa se não o demônio não vai embora”. Essas e muito mais estão sendo espalhadas por ai, colocando julgo sobre as pessoas, impedindo-as de serem felizes na Graça do Senhor.

Leiamos: “Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne (Cl. 2:20-23).

O Senhor declara que esses legalistas são da sinagoga de satanás e nos orienta a ficar longe deles. A declaração “Sinagoga de satanás” é dita pelo fato do desprezo que esses legalistas demonstram pela Graça (favor imerecido vindo da parte de Deus), jogando-a . Sabemos que a obra da cruz é a maior obra já realizada em favor do homem, sendo que o mesmo já não precisa fazer mais nada para ser salvo, só aceitar o que já está feito – ALELUIA!!!

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie”
 (Ef 2.8-9).

FIEL ATÉ A MORTE

“Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte” (Ap 2.10-11)

Essa frase “Fiel até a morte” não significa, somente, ser fiel até morrer, mas fiel mesmo que tenha que dar a vida e morrer pela fé cristã. Quando me perguntam sobre a salvação sempre respondo: “MORRA COM ESSA VERDADE E MORRA POR ESSA VERDADE”. O que é realmente triste não é a morte física e sim a morte eterna. É o que vai acontecer com aqueles que desprezam a graça e amor de Deus.

Gostaria de solicitar a você que leu este breve estudo que ore e interceda por aqueles que não conhecem a graça de Deus. A função primordial da Igreja é levar essa GRAÇA aos que não conhecem, mesmo que para isso tenhamos que sofrer(Esmirna).


Bibliografia:

– Bíblia Explicada – Ed. CPAD;

– Bíblia Anotada.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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