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A perseverança dos santos é condicional

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O ensino de que a perseverança é condicional é expresso várias vezes ao longo da Sagrada Escritura. Calvinistas creem na incondicionalidade da perseverança da mesma forma que creem na “eleição incondicional”, ou seja, que todos salvos perseverarão até o fim, e que isto é incondicional, não depende do homem em nenhuma medida, ele sempre estará perseverando e nunca cairá ao ponto de perder a salvação.

Se analisássemos um milhão de casos de pessoas que foram salvas uma vez, nestes um milhão de casos todas elas teriam sempre perseverado até o fim. Nenhuma delas teria perdido a fé, nenhuma delas teria apostatado, nenhuma delas teria caído. Os que caem, para eles, são sempre aqueles que nunca foram salvos. A perseverança é incondicional, pois só assim o crente não pode perder a salvação.

Este ensino calvinista, contudo, não encontra base nas Escrituras, pois a Bíblia sempre apresenta a perseverança como sendo algo condicional e sempre mostra o outro lado da moeda, que é a possibilidade de não perseverar até o fim. Em 1ª Coríntios, por exemplo, o apóstolo Paulo disse:

Eles eram salvos por meio do evangelho, desde que

A salvação final, como está implícito neste e em outros textos, é condicional ao apego firme à Palavra até o fim. A salvação deles não era absolutamente garantida sob qualquer circunstância. Eles eram salvos e permaneceriam assim sob uma condição, o apego à Palavra. Essa condição não seria bem uma condição se a promessa da perseverança fosse incondicional. Uma condição incondicional é uma impossibilidade lógica e uma contradição de termos. A declaração faz presumir a possibilidade da falta da perseverança e da consequente perda da salvação.

O mesmo apóstolo também disse:

Mais uma vez, vemos aqui o mesmo princípio que vimos no outro texto: a condicionalidade da perseverança. Seria inócua a exortação a não se afastar da esperança do evangelho se esse afastamento e consequente perdição fosse algo impossível de acontecer. Além de um desperdício de tinta, induziria que é possível que eles não ficassem alicerçados e firmes na fé até o fim. O simples fato de Paulo fazer ressalvas à declaração inicial de que eles eram salvos já deveria ser suficiente para mostrar que a perseverança não é incondicional.

O autor de Hebreus segue o mesmo conceito e diz:

Pedro também faz o mesmo, ao dizer:

Judas igualmente nos mostra que não basta estar no amor de Deus, é preciso se manter neste amor:

A conclusão inferida destes e de outros textos semelhantes é a de que a perseverança, longe de ser incondicional, é sempre apresentada de modo a presumir que é possível que alguém não persevere, e, consequentemente, não seja salvo. Isso chamamos de perseverança condicional, pois ela depende da fé do início ao fim, e é possível que alguém não exerça fé até o último momento, abrindo a possibilidade da salvação não ser mantida.

Extraído do livro “Calvinismo X Arminianismo: quem está com a razão?”,  Banzoli, cedido pela comunidade de arminianos do Facebook

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