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A razão do acréscimo da palavra “Jejum” em Mt 17.21 e em Mc 9.29

[1]“Mas esta casta de demônios não se expulsa senão à força de oração e de jejum”. (Mt 17.21);

“Respondeu-lhes: Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração e jejum”. (Mc 9.29).

Bem, em primeiro lugar não é pelo fato de que uma palavra ou texto não se encontra nos manuscritos gregos mais antigos (no caso aqui do NT) que tal texto deva ser rejeitado.

Quando fazemos uma tradução utilizamos todos os textos, de todas as épocas e de vários idiomas. Podemos encontra um texto em Árabe, por exemplo, mais antigo que um texto grego. Isso não significa que, embora o texto grego não contenha (nesse nosso exemplo) a tal palavra, que ele não seja parte do escopo original, pois se encontra no texto em Árabe. Sendo assim, todos os manuscritos devem ser usados para uma análise mais ampla e fidedigna do documento em estudo. O Novo Testamento tem aproximadamente: 5 mil manuscritos gregos, 10 mil manuscritos em latim e 9 mil em outros idiomas. Todo esse material é importante em uma tradução.

Em segundo lugar, a palavra Jejum estando ou não ali não faria diferença. Afinal, Jesus não está dizendo que, para a expulsão de certos tipos de demônios, era necessário um período de oração e jejum. O princípio no texto em lide é outro: onde há pouca fé, há pouca oração e jejum (Mt. 17.19,20). Onde há muita oração e jejum resultante da dedicação genuína a Deus e à sua Palavra, há abundância de fé. Se os discípulos estivessem vivendo uma fé viva de oração e jejum como Jesus ensinou e praticou (veja a vida de Cristo), poderiam ter resolvido o caso.

Bibliografia:

Evidências Que Exigem um Veredicto – Vol. 1, J. Macdowel, Ed. Candeia.

Bíblia Pentecostal, Editora CPAD.

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