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A Seita “Jeová, Falso Deus”

por Pr. João Flávio Martinez - sáb set 08, 10:42 am

Fundador: Provavelmente o fundador desse movimento controvertido e maligno seja o Pr. Olavo Silveira Bueno, um dos supostos autores do livro que dá sustentáculos a seita – O Livro “Jeová Falso Deus?”.

Histórico Doutrinário: Essa ideologia, que coloca o Deus do Velho Testamento como um falso deus, surgiu pela primeira vez no século II d. C., inspirada no gnosticismo e difundida pelo herege Marcião. Marcião foi excluído do rol de membros da Igreja devido suas doutrinas excêntricas. Ele considerava mal o Deus Jeová (Javé ou Yavé), e depois de muitas “reflexões” o considerou um deus fraco, admitia que Jesus Cristo não era filho desse Deus. Formou seu próprio cânon bíblico e mutilou as passagens que não lhe interessava. Assim, Marcião e o Pr. Olavo , com seus conservos, rejeitam o Deus bíblico!

Sobre o Livro: Além de herético, tal livro não informa o autor e o principal suspeito de sua autoria nem possui formação teológica. É esquisitos que uma doutrina polêmica desse nível seja elaborada de maneira “apocrifamente” e seus autores nem possuam caráter para assinar a mesma, isso é uma vergonha! O apologista e Pr. Ezequias Soares, que fez uma abordagem sobre o tal livro, afirma o seguinte: “A obra consiste de uma coletânea de textos bíblicos selecionados e intercalados com observações subjetivas do autor. Os versículos citados simplesmente para consubstanciar, uma doutrina, que à luz da Palavra de Deus é não somente heresia, mas uma afronta ao Deus de Israel. Os textos são ligados de maneira arbitrária, na tentativa de apresentar consistência bíblica… É um extrato de profunda ignorância… Seguindo os princípios do livro, cada pessoa pode fazer o que quiser da bíblia. Não haverá regras de interpretação, os princípios da hermenêutica irão para o espaço e qualquer doutrina poderá ser consubstanciada na Bíblia… O mecanismo usado no livro é extremamente desonesto. (Revista Defesa da Fé, número 8, edição de 1998, Editora ICP)”.

O Conceito do Deus do Velho Testamento: “Este dialogo entre Jeová, Elohim e a serpente revela que não são a mesma pessoa. Assim, temos, de maneira clara, três pessoas distintas…” (Página 84).

Refutação: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. (Dt. 6:4). Uma das doutrinas elementares do VT era justamente a idéia de um único Deus – Monoteísmo; que colocava Israel em um nível superior em relação às outras demais nações que eram politeístas. A afirmativa do livro supracitada é esdrúxula e sem base.

Biblicamente falando o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. Veja o quadro demonstrativo da Trindade:

DEUS PAI

Pai Onipresente, Jr 23.24
Pai Onipotente, Gn 17.1
Pai Onisciente, IPd 1.2
Pai o Criador, Gn 1.1
Pai o Eterno, Rm 16.26
Pai o Santo, Ap 4.8
Pai o Santificador,Jo 10.36

DEUS FILHO

Filho Onipresente,Mt 28.20
Filho Onipotente, Mt 28.18
Filho Onisciente, Jo 21.17
Filho o Criador, Jo 1.3
Filho o Eterno, Ap 22.13
Filho o Santo, At 3.14
Filho o Santificador, Hb 2.11
Filho o Salvador,IITm 1.10

DEUS ESPÍRITO SANTO

E. S. Onipresente, Sl 139.7
E. S. Onipotente, Lc 1.35
E. S. Onisciente, ICo 2.10
E. S. o Criador, Jó 33.4
E. S. o Eterno, Hb 9.14
E. S. o Santo, IJo 2.20
E. S. o Santificador, IPd 1.2
E. S. o Salvador, Tt 3.5

A nomenclatura “Deus” é uma polissemia (nome de mais de um significado). Entretanto, a mesma Bíblia ensina que só há um Deus, e que Deus é um só. A Trindade Bíblica é o Pai, o Filho e o Espírito Santo formando um único Deus (Mt 28.19, I Co 12.4-6, II Co 13.13, Ef 4.4-6). A Bíblia afirma que só Jeová é Deus (I Rs 18.39). A palavra hebraica Elohim que se encontra em Gn 1.1, 16,26 e em muitos outros é a forma plural de Eloah. Muitos têm alegado que essa palavra expressa apenas um plural majestático, mas não há um consenso entre os estudiosos e mesmo entre os rabinos judaicos, pois eles não entendendo perfeitamente essa palavra e tentando preservar o monoteísmo judaico, deram o nome de plural de majestade, entretanto um dos maiores rabinos de Israel, Shimeon Ben Joachi pronunciou a respeito dessa palavra o seguinte: “Observai o mistério da palavra Eloim;encerra três graus,três partes;cada uma destas partes é distinta,e é uma por si mesma,e não obstante são inseparáveis uma da outra;estão unidas juntamente e formam um só todo ” Essa pluralidade na palavra Eloim revela a grande doutrina da Trindade e isso à luz do contexto bíblico. Afirmar que Eloim é uma pessoa e Jeová outra é simplesmente pueril sem nenhum fundamento contextual bíblico!

Afirmam Que O Deus Do VT É Mentiroso: “Ora, se Jeová faz exatamente o contrário da Lei que se estabeleceu é mentiroso, e talvez a referência que Jesus faz aos pai da mentira sirva-lhe muito bem… Duas coisas de Jeová se encaixam nesta palavra de Jesus: Ele matava inocentes impiedosamente e falava uma verdade, mas fazia o contrário” (Página 172).

Refutação: A problemática dessa afirmativa é muito séria, pois se o Jeová do VT possui as qualificações citadas pelo autor do livro, Jesus também as possui, pois ambos são a mesma pessoa.

Vejam o que nos informa a Revista Defesa da Fé número 8:

“Quem é este Rei da glória? O Senhor (Jeová) dos Exércitos; ele é o Rei da Glória” (Salmos 24.10). Este salmo transcende um marco nacional. E um salmo profético e fala do retorno de Cristo à sua glória, na sua ascensão. É o cântico dos anjos e a festa de recepção do Filho de Deus, pois voltou vitorioso ao céu. O apóstolo Paulo diz: “A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu, porque se conhecessem, nunca crucificariam o Senhor da Glória” (1 Coríntios 2.8). A expressão: “Levantai, ó portas as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o rei da glória” (Salmos 24.7) diz respeito às portas do céu que se abriram para receber o Rei dos reis, e se cumpriu em Atos 1.9-11. O profeta Isaías viu a glória de Deus e nesta visão viu os serafins que “clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória” … (Isaías 6.3). Toda a terra está cheia da glória de quem? O próprio texto diz que está cheia da glória de Jeová dos Exércitos, ou Javé dos Exércitos; no entanto o Novo Testa¬mento diz que esta glória é de Jesus. O apóstolo João citou essa passagem atribuindo essa glória a Jesus. Diz o texto: “Cegou-lhes os olhos, endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure. Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele” (João 12.40-41). O texto do versículo 40 é uma citação de Isaías 6.10, e o versículo 41 é de Isaías 6.3. Assim, a Bíblia ensina que Jesus é o Deus dos Exércitos. No discurso profético de Jeremias sobre a vinda do Messias, o Renovo de Davi, ele apresenta este Messias como Jeová, nos seguintes termos: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um renovo justo; e sendo rei, reinará e prosperará, e pra¬ticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro: e este será o seu nome que nomearão: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA (JAVÉ TSIDKENU)” (Jeremias 23.5-6). Os profetas Isaías e Malaquias profetizaram que João Batista seria aquele que viria ante a face de JEOVÁ (Isa¬ias 40.3; Malaquias 3.1). Estas palavras foram lembradas por Zacarias. A Bíblia nos diz que este “foi cheio do Espírito Santo” (Lucas 1.67) e disse: “E tu, ó menino (João), serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de vir ante a face do Senhor (JEOVÁ), e preparar os seus caminhos, para dar ao povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados” (Lucas 1.76.77). Quem é esse JEOVÁ, de quem João Batista foi o precursor? O próprio João diz que é Jesus: “Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo. mas enviado adiante dele. João 3.281”. O profeta Ezequiel chama o Messias de JEOVÁ, Deus de Israel: E disse-me o Senhor: Esta porta estará fecha¬da, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor Deus de Israel entrou por ela: por isso estará fecha¬da” (Ezequiel 44.2). Esta profecia começou a se cumprir quando Jesus entrou em Jerusalém. Montado num jumento, ele caminhou na direção monte das Oliveiras – centro da cidade, e passou pela porta oriental (Neemias 3.29), atualmente a Porta Dourada, a única porta que dá acesso direto ao pátio do templo. Esta porta, que fica no lado oriental de Jerusalém, foi lacrada no ano de 1.542 por ordem do sultão Suleiman II, o Magnífico, e permanece fechada até ao dia de hoje. “Esta porta estará fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor Deus de Israel entrou por ela: por isso estará fechada”. Quem é este JEOVÁ, Deus de Israel, que entrou por esta porta? E Jesus, o profeta de Nazaré. Dizer que Jesus chamava Jeová de pai da mentira em João 8.44 é simples¬mente absurdo e sobretudo blasfêmia, pois o próprio Jesus é o Deus – Jeová”.

Jeová Não Seria Deus, Pois se Arrepende: “… falava uma verdade, mas fazia o contrário…” (Página 172).

Refutação: Gênesis 6.5 fala da tristeza de Deus quanto à má índole do homem. É uma figura de linguagem chamada antropopática para facilitar o entendimento humano. O que o texto está indicando é que Deus se contristou pela desobediência do homem, e não que Ele, o Senhor, tivesse se arrependido de sua criação, ou, então, que houvesse cometido algum erro. Em Números 23.19, vemos que a palavra de Deus é fiel e, ao contrário da dos homens, se cumpre. Numa terceira passagem, Jeremias 18.7-10, lemos: “se a tal nação… se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe”. Não se trata, obviamente, do caso de Deus se arrepender de algum erro que tenha cometido, mas da supressão do castigo anunciado por Ele. Deus não erra, logo, seu “arrependimento” não é como o nosso. O soberano e imutável Deus sabe lidar apropriadamente com as mudanças no comportamento humano. Quando os homens pecam e se arrependem de seus pecados, Deus “muda seu pensamento”. O Senhor abençoa ou puni o homem, ou, se for o caso, uma nação inteira, de acordo com a nova situação (Êx 32.12,14; ISm 15.11; II Sm 24.16; Jr 18.11; Am 7.3-6).

Afirmam que Jeová Permitia que se Adorasse a Satanás: “Certamente a serpente, ou Satanás era adorada com permissão de Jeová” (Estudo extraído do site da ABIP, A Serpente).

Refutação: Essa afirmativa foi feita dentro do comentário do texto do livro de Número capítulo 21. A serpente de bronze não era um ídolo ou um objeto para culto. O objetivo para a sua confecção era ensinar submissão ao povo de Israel. Precisamos compreender o pano de fundo da ocasião. Embora os israelitas tivessem saído do Egito, se mostravam rebeldes para com Moisés e o Senhor Deus. Diante dessa atitude, Deus envia serpentes venenosas para afligir o povo de Israel. Essas serpentes eram ardentes. O Senhor, portanto, ordena fazer uma serpente semelhante de cobre, que deveria ser pendurada numa haste. Todo aquele que fosse picado pela serpente ardente e olhasse para a serpente de cobre seria imediatamente curado (Nm 21.4-9). Os israelitas precisavam entender que a obediência a Deus significava vida, e que o mesmo Senhor que sustentava a vida poderia puni-los conforme a gravidade de seu erro. Em nenhum momento encontramos que os israelitas deveriam cultuar ou exercer fé naquele objeto para que pudessem alcançar a cura. Era evidente a intenção de Deus: a praga e o remédio eram semelhantes em sua origem, ambos foram ordenados por Deus por causa da desobediência do povo. A serpente de bronze não deveria ser usada como um amuleto, mas, sim, ter a sua origem reconhecida. Além disso, nem todas as figuras são ídolos. Encontramos inúmeras figuras no Tabernáculo e no Templo que jamais foram usadas como amuletos ou ídolos. Posteriormente, o povo israelita passou a idolatrar a serpente de bronze, mas isso não ficou impune. Lemos em 2 Rs 18.4 ele (Ezequias) tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã. A palavra Neustã significa pedaço de bronze. Não encontramos nas Escrituras Sagradas nenhum apoio a quaisquer meios supersticiosos ou idólatras.

Dizem que Jeová Era Trevas e Não Teve Poder Para Dar a Luz Salvífica Para o Povo de Israel: “Jeová Deus teve poder para dar luz material ao seu povo, mas não teve poder para dar luz espiritual…” (Estudo extraído do site da ABIP, As Trevas).

Refutação: É impressionante a obtusidade desses senhores; a discrepância com a verdade e como agem deslealmente. Ora, Deus em todos os tempos procurou se comunicar e se relacionar com sua criatura. Desde o dia da queda, o Senhor vaticinou a salvação do homem – “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a [cabeça], e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn. 3:15). Argumentar que o Deus do Velho Testamento não teve poder para salvar os Judeus é desconhecer o mais sublime texto bíblico que nos afirma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16). QUEM ENVIOU JESUS FOI O DEUS DO VELHO TESTAMENTO PARA NOS TRAZER GRAÇA E SALVAÇÃO.

Para esclarecer melhor sobre o assunto, extraímos, da Bíblia Apologética (Editora ICP), um breve estudo sobre a salvação:

“A salvação é descrita na Bíblia como o caminho, ou a estrada da vida, para a comunhão eterna com Deus no céu (Mt 7.14; Mc 12.14; Jo 14.6; At 9.2; 16.17; Hb 10.20; 2 Pe 2.21). Esta estrada deve ser percorrida até o fim. A salvação pode ser descrita como um caminho, tendo dois lados e três etapas: O único caminho da salvação. Cristo é o único caminho para ir ao Pai – o Deus do VT (Jo 14.6; At 4.12). A salvação nos é concedida mediante a graça de Deus, manifesta em Cristo Jesus (Jo 3.24). Jesus Cristo é a intercessão pelos salvos (Hb 7.25). Os dois lados da salvação. A salvação é recebida de graça, mediante a fé em Cristo (Rm 3.22,24,25,28). É o resultado da graça de Deus (Jo 1.16) e da resposta humana da fé (At 16.31; Rm 1.17; Ef 1.15; 2.8). As três etapas da salvação: a) A etapa passada inclui a experiência pessoal mediante a qual nós, como crentes, recebemos o perdão dos pecados (At 10.43; Rm 4.6-8) e passamos da morte espiritual para a vida espiritual ( 1 Jo 3.14); do poder do pecado para o poder do Senhor (6.17-23), do domínio de Satanás para o domínio de Deus (At 26.18). A salvação nos leva a um novo relacionamento pessoal com Deus (Jo 1.12) e nos livra da condenação do pecado ( 1.16; 6.23; 1 Co 1.18). b) A etapa presente nos livra do hábito e do domínio do pecado e nos enche do Espírito Santo. Ela abrange: o privilégio de um relacionamento pessoal com Deus como nosso Pai e com Jesus como nosso Senhor e Salvador (Mt 6.9; Jo 14.18-23), a conclamação para nos considerarmos mortos para o pecado (6.1-114) e para nos submetermos à direção do Espírito Santo (8.1-16) e à Palavra de Deus (Jo 8..31; 14.21; 2 Tm 3.15,16), o convite para sermos cheios do Espírito Santo e a ordem de continuarmos cheios (At 2.33-39; Ef 5.18), a exigência para nos separarmos do pecado e da presente geração perversa (At 2.40; 2 Co 6.17) e a chamada para travar uma batalha constante em prol do reino de Deus contra Satanás e suas hostes demoníacas (2 Co 1.5; Ef 6.11,16; 1 Pe 5.8).c) A etapa futura (Rm 13.11-12; 1 Ts 5.8-9; 1 Pe 1.5) abrange: nosso livramento da ira vindoura de Deus (Rm 5.9; I Co 3.15; 5.5; I Ts 1.10; 5.9) ,nossa participação na glória divina ( Rm 8.29, II Ts 2.13-14) e os galardões que receberemos como vencedores fiéis (Ap2.7)”. (Bíblia Apologética).

Jeová Seria um Deus Assassino, Pois Mandou Matar: “Voltando atrás (No seu mandamento – Não Matarás), quando Jeová fez a terra abrir a boca para tragar vivos Coré, Datã e Abirão, com suas mulheres, filhos e crianças (Nm. 16:17). Após a injusta morte das mulheres, filhos e criancinhas, saiu fogo de Jeová e consumiu os 250 homens, todos maiorais da congregação e varões de nome (Nm. 16:2, 35)! É preciso ressaltar que os filhos de Coré não morreram conforme Nm. 26:9-11. Este fato revela, uma discriminação de Jeová, pois Coré foi o cabeça da rebelião e Datã e Abirão pereceram com seus filhos e mulheres..” (Estudo extraído do site da ABIP – “Não Matarás”).

Refutação: A Lei de Deus dada a Moisés não cometia excessos. Em princípio, se não analisarmos de perto as questões envolvidas, parece que o mandamento é cruel. Lemos em Êxodo 21.23-25: Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. Essa lei é conhecida também como pena de talião, ou retaliação, expressão procedente do latim lex talionis. Quando alguém feria seu próximo de forma grave, a retaliação deveria ser equivalente: olho por olho, dente por dente. Contudo, perguntamos: Era a lei mecânica, automática? A lei incentivava a violência, a vingança crua? Não! Em Deuteronômio 19.16-21 encontramos informações que exigem eqüidade nos casos: Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para testificar contra ele acerca de transgressão, então aqueles dois homens, que tiverem a demanda, se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. E os juízes inquirirão bem; e eis que, sendo a testemunha falsa, que testificou falsamente contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti. Nesta passagem, veremos que os sacerdotes e os juízes deveriam inquirir as testemunhas sobre os muitos detalhes da acusação para que chegassem a um veredicto. A lei fazia distinção entre delito culposo e doloso. Ou seja, se o delito cometido acarretasse em morte e o culpado não tivesse a intenção de matar e/ou simplesmente não pôde evitar o acontecimento, a pessoa era poupada (Êx 35.11-25). Até mesmo o homicida intencional tinha o direito de ser ouvido, com testemunhas (Nm 35.30). Por outro lado, devemos perguntar: que critério alguém deveria usar para vingar os maus-tratos de um adversário? Se um olho fosse arrancado, contentaria o vingador em arrancar apenas um olho da outra pessoa ou excederia, talvez, causando a morte do adversário? Quantas vezes lemos nos jornais que, por motivos banais, alguém se vinga matando seu ofensor? O que aprendemos então sobre a Lei? Que a Lei de Deus limitava a vingança ao dano causado. A Lei não permitia que um dano fosse retaliado por outro maior. Realmente, a Lei corrigia e limitava o ódio no coração humano, servia como um moderador dos excessos. A Lei não exigia que o dano fosse retaliado na mesma proporção (pois o perdão era o alvo), mas até o limite da proporção. A Lei também demonstrava a gravidade de se praticar o mal contra o próximo. Esta mesma Lei apontava para Cristo, o único que pagou integralmente todos os pecados daqueles que nele exercem fé. Seu sacrifício perfeito nos reconciliou com Deus (Rm 5.8-12). A Lei trouxe à luz o pecado (Rm 5.20), mas a justiça de Deus se manifestou através de Cristo Jesus (Rm 3.21-22). (ICP Responde).

Conclusão: Apesar de ainda termos muito que falarmos sobre esta seita satânica e diabólica, resolvemos publicar este breve estudo devido a grande necessidade que percebemos haver sobre as questões acima. Em breve acrescentaremos novos tópicos a esse estudo, já possuímos em nossas mãos mais de 150 estudos extraídos do site da seita. Assim que pudermos, iremos refutar a todos.


Bibliografia e obras compiladas:
- Revista Defesa da Fé, número 8.
- Bíblia Apologética – Editora ICP.
- ICP Responde.
- Anotações Particulares do Autor.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

1 Comentário

Comentários 1 - 1 de 1Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Falou, falou e não disse nada… É conveniente manter a farsa, não é mesmo, muito dinheiro, muito dízimo envolvido…Só sendo cego ou mal-intencionado pra não admitir que Satã é um ursinho de pelúcia comparado com o Jeová bíblico. 

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