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A Senhora Medjugorje

Alguns adolescentes de Medjugorje afirmavam que a Virgem Maria os visitava quase diariamente. Segundo contavam, ela sempre aparecia à noite, com uma auréola luminosa sobre a cabeça, de túnica azul cinza sob um manto branco, algumas vezes carregando um menino ao colo.

Depois das aparições, que duravam entre 1 e 45 minutos, os jovens transmitiam as mensagens da Virgem aos monges franciscanos do povoado, os quais sempre precisavam corrigir seus erros de gramática. (Tudo indica que a Virgem não sabia falar bem o dialeto da localidade).

O mais importante é que as pizzarias, os bares, as lojas de lembranças e os hotéis se multiplicaram na localidade, a fim de atender a mais de um milhão de peregrinos que para ali afluíam anualmente. Essas aparições cessaram por algum tempo, em 1991. Contudo, pelo relato do jornalista abaixo, elas continuaram, ao estourar a guerra na Bósnia. Curioso é que esse pequeno povoado campestre, com cerca de 300 habitantes, continuou arrecadando cerca de 70 milhões de dólares por ano, devido às aparições da Virgem. E tem mais. Os videntes ficaram tão famosos que passaram a dar autógrafos aos peregrinos! (Mary Schultze).

(Espantosamente política, dolorosamente banal e fraudulenta demais para ser reconhecida, até mesmo pelo papa, a Virgem de Medjugorje luta em favor dos ódios sangrentos na Iugoslávia.)

(Christopher Hitchens, 04/10/1999, Medjugorge, Herzegovina)

Os fatos irreais aqui estão. Em 24/01/1981, uma camponesa adolescente de 14 anos, Ivanka Ivakovic, atravessou um facho de luz que afirmava emanar da Virgem Maria. Algumas horas depois outras três garotas afirmavam ter passado pela mesma experiência ou sensação. [Um caso parecido com o da santa janeleira no Brasil]. Dentro de poucas semanas, milhares de pessoas crédulas já haviam chegado ao local, que agora tem sido pisado por milhões. Os que ali chegam têm feito uma porção de afirmações falsas, como a capacidade de se expor calmamente ao sol, sem dano algum (uma coisa insignificante para exigir confirmação) e a mais aquisitiva e medieval capacidade de verem transformadas em ouro puro as contas dos rosários. Qualquer tipo de asneira é permitido ali e cada acre dessa vila, antes desconhecida, tem se transformado em ponto de turismo. [Se as pessoas conhecessem bem a Bíblia jamais poderiam cair nesse tipo de engodo).

Entretanto, três coisas distinguem Medjugorje das demais contravenções comuns de cunho religioso.

Primeiro, as crianças afirmam continuar vendo a Virgem Maria diariamente e algumas sustentam essa afirmação. Visto como a “Senhora” existe na imaginação delas, e não se trata de uma estatua chorona, nem de uma sangrando, ou suja de gordura, nem de outro tipo de manipulação, como tem acontecido na ICR, é mais difícil ser esse tipo de fraude desmascarado do que outras fraudes, como a do santuário de San Genaro, por exemplo.

Segundo, o Vaticano e a hierarquia local ainda não reconheceram as supostas aparições, conforme fizeram com as alucinações de Lourdes, Fátima e Knock. [Eu diria que o Vaticano jamais reconhece um milagre, até que este possa garantir-lhe bons dividendos, o que sempre acontece nas canonizações dos santos, que dão um enorme lucro financeiro, com a idolatria dos crédulos católicos].

Terceiro, o elemento político nesse milagre é tão obvio a ponto de evitar que algum não crente possa ficar maravilhado diante de uma senhora qualquer trajando um manto azul.

Parte da fraude de Medjugorje se manifesta em seu oportunismo político. O local da aparição fica no território da Bósnia-Herzegovina e também numa área reclamada e ocupada pelos irredentistas croatas. Nas incrivelmente horrorosas lojinhas de objetos típicos vendidos como lembranças, as quais poluem a cidade inteira, a moeda local aceita é o “kuna” croata, a qual, segundo os acordos de Dayton, é supostamente ilegal nesses locais.

Aqui se vê a devastação de uma cidade inteira, com a ruína de toda uma sociedade ainda saltando aos olhos, com as pontes caídas e os minaretes amputados. Em muitas partes da cidade ainda não se vê pedra sobre pedra. E tudo isso foi feito diante dos olhos da OTAN, pelas forças do governo croata, cujos soldados tinham nos canos dos seus fuzis a imagem da Virgem. Enquanto os peregrinos cantavam, a apenas algumas milhas de distância, e se contavam estúpidas lendas de rosários se transformando em ouro, os soldados de Cristo iam metodicamente constatando cada sinal da existência de um outro monoteísmo – o Islamismo. Esses croatas também estavam matando, deportando e torturando os seus concidadãos que professavam a fé errada, ou não professavam a fé croata [católica] ou não tinham fé alguma, atrocidades que ainda pesam nas consciências dos católicos corretos. [Durante a II Guerra Mundial o cardeal católico Aluísio Stepinac colaborou com o ditador croata Ante Pavelic, para liquidar cerca de um milhão de sérvios ortodoxos, conforme lemos no livro “The Vatican´s Holocaust”, de Avro Manhattan. Por seus feitos sangrentos, o papa JP2 achou por bem canonizar esse monstro].

(Se Pat Buchanan fosse apenas um “isolacionista”, e não uma pessoa tão condescendente com o Fascismo, ele não estaria apoiando e endossando o regime de extrema direita [católico romano] da Croácia, no passado e no presente). Também, até mesmo naquela delicada ocasião, o “santo padre” teve de ser constrangido a pronunciar apenas algumas palavras contra o genocídio e o sectarismo. Imagino que essas atrocidades não declaradas, mas inescapáveis, é que têm levado a ICR a falar e maneira branda, embora céptica, aos membros super ansiosos de Medjugorje.

Do modo precário como as coisas estão, os devotos da “Senhora de Medjugorje” não são tão ecumênicos a ponto de se ajoelharem diante de uma “Nossa Senhora da Ustashi”.

Os padres paroquiais croatas até que poderiam ter dado uma mensagem bem pior do que os grunhidos sem importância produzidos a partir do além, idênticos aos das sessões espíritas.

Uma guia turística bonita me conduziu até a nova basílica, no centro da cidade. Ali ela sussurrou reverentemente: “Esta Senhora é a que mais se parece com aquelas que as crianças têm visto nas aparições”. Fiquei pasmo! A imagem banal de pedra é exatamente idêntica a todas as demais imagens da Virgem, produzidas em massa, que já temos visto! Talvez seja por isso que, de Guadalupe até Knock, ela se manifeste sempre e apenas às pessoas condicionadas a reconhecê-la! [Não existe coisa mais espantosa do que a lavagem cerebral que a ICR faz nas crianças, a fim de auferir futuros dividendos com essas aparições miraculosas. Quando eu era criança, no Sul do Ceará, minha família e eu fomos constrangidas a crer que eu havia sido contemplada com um milagre, quando fui curada de uma deficiência de cálcio e vitamina D, com “óleo de fígado de bacalhau”…]

Em contraste com a reverência dos seguidores da “Senhora” [das Mentiras] a indiferença da hierarquia local, e também desse papa mariano, com relação às supostas curas milagrosas tem continuado, até mesmo entre os clérigos de Lourdes. [Claro que os clérigos de Lurdes não vão querer essa concorrência, a qual poderia diminuir os lucros da “santa” francesa].

A condição paganizada e o êxtase supersticioso têm sido observados no local, sem mencionar a mais grosseira comercialização.

Bem, a competição de Aarão do VT com os feiticeiros de Faraó se repete, podendo-se constatar que a habilidade de esconjurar não é propriedade exclusiva e nem uma prova de que um cristão, ou mesmo um Deus monoteísta, esteja agindo, pois os feiticeiros também o conseguem. Então, a “santa madre” tem feito um jogo no sentido de que os devotos de Medjugorje não possam usufruir da adoração à Virgem, ao mesmo tempo em que não os desencoraja a fazê-lo. [Como sempre, a ICR joga em dois times rivais, ao mesmo tempo, ficando do lado vencedor]. No final do Milênio, Roma não precisaria de outra “revelação divina” mais embaraçosa!

Medjugorje tenta capitalizar a morte da Princesa Diana

Patrick Borg-Cardona [que passaremos a chamar apenas Cardona], havia ido a Medjugorje, antes do falecimento de Diana, a Princesa de Gales, em razão de problemas pessoas. Estava em busca de curas milagrosas e ficou muito impressionado com a vila. Ao regressar de Medjugorje, ele contava ter tido ali uma visão da “Bendita Virgem Maria”, e que havia de lá regressado como um ser humano melhor, espiritualmente edificado, agora com a missão de promover Medjugorje no mundo inteiro. Foi quando aconteceu a morte trágica da Princesa Diana e Cardona parecia mesmo querer ajudar, visto como no passado havia sido cantor e compositor de canções. Ele pretendia fazer um vídeo de 3 minutos como um tributo à Princesa, no qual colocaria uma pungente canção dedicada à mesma.

Ele prometia que para cada vídeo negociado, uma Libra seria destinada à à beneficência antes praticada pela Princesa. Cardona parecia sincero e honesto sobre esse projeto. Contudo, por trás daquele rosto inocente e sorridente havia um colaborador falso e desonesto, atraído pelo “clima” religioso de Medjugorge.

Cardona havia se encontrado com os promotores de Medjugorje e chegado à conclusão de que compondo canções sobre a vila ele poderia conseguir grande lucro financeiro dos iludidos e mal orientados romeiros católicos, que enchem aquele santuário. Seu plano era transformar também a Princesa em “Santa Diana”, ligando o seu nome a Medjugorje, após sua morte. Ele havia discutido isso com os promotores, tanto em Londres como na Bósnia.

Claro que Cardona estava interessado apenas numa coisa – ganhar dinheiro às custas da fama da Princesa falecida. Registrou a canção, preparou um vídeo com Diana e logo entrou em contato com as lojas do ramo, em Londres. Quando lhe indagaram qual seria o preço de cada fita de vídeo, respondeu que seria de 4 a 5 Libras. Ele havia declarado publicamente que todos os lucros seriam em benefício das obras de caridade. Porém, quando pressionado, admitiu que iria dar apenas uma Libra para cada fita negociada, devendo o restante ficar para as suas despesas. Cardona desejava ganhar uma soma considerável com esse projeto, caso o mesmo tivesse funcionado. Infelizmente, a companhia que seria a produtora do vídeo, a Network 5, começou a desconfiar de Cardona. Entrou em contrato com um repórter do jornal “News of the World”, o maior tablóide domingueiro da Grã Bretanha.

Sem que ele suspeitasse, as conversas de Cardona estavam sendo gravadas, de modo que ele não pudesse alegar que estavam agindo contra ele.

Graças à ação do “News of the World”, o fraudulento projeto de Cardona foi desmascarado e ele desapareceu, sorrateiramente, de circulação.

Entrementes, em Medjugorje, um dia de oração começara a ser realizado em favor da Princesa Diana. Mentiras e rumores deliberados iam sendo espalhados a título de propaganda. Quando um peregrino indagou a um dos videntes se a Princesa estava no céu, este respondeu: ”Não, ela está no purgatório, pois cometeu adultério quando ainda era casada”. Muito admirado, o peregrino perguntou do que Diana precisaria para chegar ao céu, ao que o vidente respondeu: “De muitas, muitas orações…”

Ao ser indagado sobre Dodi Al Faed, se ambos poderiam algum dia viver juntos e felizes no céu, o vidente respondeu: “Não ele não está junto dela, pois é muçulmano”.

Antes da guerra civil na Bósnia as mensagens da “Senhora” consistiam em que “todas as religiões são iguais”. Mas quando a Croácia entrou em guerra, as mensagens logo mudaram de conteúdo, convenientemente, a fim de se encaixarem aos seus propósitos. Agora a “Senhora” declarava que na vila de Medjugorje nenhum bosniano ou muçulmano seria bem-vindo.

Quanto à mãe de Diana, os devotos de Medjugorje estavam informados de que ela havia ido sempre a Lourdes, pois era uma católica devota. Também se dizia que o Duque de Spencer, irmão de Diana, havia visitado Medjugorje, secretamente, em companhia de um amigo.

Nada disso era verdade. Antes de tudo, tratava-se de propaganda fictícia, tentando promover Medjugorje à ribalta. Cardona e os seus colaboradores haviam planejado um sinistro golpe, no sentido de ludibriar e convencer os crédulos católicos e outros visitantes de todas essas mentiras. Os devotos ainda acreditam que a Princesa de Gales, vai aparecer aos videntes de Medjugorje, mas, quando indagados, estes se recusam a comentar o assunto.

Artigo “Our Lady of Lies” colhido no site www.doublecross.com

Traduzido por Mary Schultze.
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