Essa
declaração procede de um dos mais destacados padres da igreja Católica Apostólica
Romana no Brasil.
No
livro “Tranqüilamente Católico” (edit.Paulus), o senhor José Fernandes de
Oliveira, mais conhecido como “padre Zezinho”, escandaliza católicos e
evangélicos com a alegação de que muitos personagens da Bíblia eram apenas
“conto da carochinha”, inclusive o primeiro casal bíblico, Adão e Eva.
Não
é de hoje que ateus e agnósticos adeptos do cepticismo materialista
descartaram as narrativas do “Gênesis” como fatos históricos, relegando-as
a meras figuras de retórica, quando não, a lendas e superstições.
Como
bem expressou o escritor e teólogo Joe E. Tarry referindo-se aos ataques e críticas
contra a palavra de Deus, “É fácil entender os ataques fora da igreja, mas
é difícil entender os de dentro dela”
Mas
o inevitável aconteceu! Nos séculos 18 e 19 nasce na Alemanha em arraial
protestante, e posteriormente também nos católicos, um dos maiores inimigos
das sagradas escrituras, a chamada “Alta Crítica”, desenvolvida e aplicada
por teólogos liberais. Este era um método literário de interpretação que
consistia num exame minucioso do texto bíblico, entretanto de maneira
naturalista e racional, relegando os milagres bíblicos a meras lendas e contos
populares. Até mesmo muitas passagens, locais, personagens e costumes
considerados pela igreja durante séculos como verídicos, foram postos sob
suspeita. Tendo este pano de fundo histórico em mente, podemos então entender
onde se firmam as bases do liberalismo teológico de padre Zezinho e suas
pressuposições a respeito de Adão e Eva, e conseqüentemente por fim, toda a
Bíblia.
As
pressuposições do liberalismo teológico são as bases em que se firmam as
alegações de padre Zezinho.
Quem é padre Zezinho?
Ordenado padre aos 25 anos de idade em 1966 nos EUA, logo assumiu o teatro e a música em 1967 e os meios de comunicação em 1969.
Zezinho, scj é, segundo atestam editores, sacerdotes, missionários, bispos de vários países e até lideres de outras Igrejas, o cantor mais conhecido em todas as Igrejas e um dos que mais arrastam multidões. Na verdade ele foi um dos pioneiros da música católica. Já compunha desde 1964, mas oficialmente iniciou sua carreira de cantor em 1967. Em 1969 gravou seu primeiro compacto intitulado "Shalom" com a Paulinas COMEP. O sucesso de suas músicas foi imediato e logo se tornou um profeta para o povo católico.
“...padre quando abre a boca tem que saber do que
está falando".
Padre Zezinho
Será
mesmo? Bem, o livro supra citado acima parece contradizer a lógica dessa frase,
como veremos!
O LIVRO
A
referida obra foi escrita com o objetivo de recatequizar os católicos como
subentende o título, e em contra partida, ridicularizar os evangélicos
fundamentalistas, taxando-os de proselitistas, tapados e antiquados. O conteúdo
do livro possui um forte apelo ao ecumenismo, e na opinião do padre, a igreja
que não entra no esquema ecumênico não pode ser levada a sério; é radical,
fanática e por isso não é de Jesus!
Usando
uma ironia filosófica, própria dos padres polemistas católicos, ele assegura
que o cristão, tanto católico quanto evangélico, precisa enxergar o que há
de “bom” na igreja do outro! Precisa haver diálogo! Diz padre Zezinho. Isto
se constitui em um grande contra-senso, pois nos moldes do ecumenismo, o crente
(ecumênico) aceita que Jesus é o
único intercessor entre Deus e os homens, mas também dá um jeitinho de
entender os muitos intercessores dentro do panteão católico. Ele sabe que as
sagradas escrituras proíbem fazer ou adorar imagens, mas também “entende”
a necessidade de um católico tê-las como ajuda na sua adoração a Deus. Há
algo mais contraditório do que isso? No entanto Jesus fora enfático ao dizer:
“Ninguém
pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há
de dedicar-se a um e desprezar o outro”
ATAQUE À BÍBLIA
Como
já vimos o liberalismo teológico da “Alta Crítica” corroeu a
credibilidade das escrituras sagradas, jogando por terra a veracidade dos fatos
lá encontrados, que por séculos foram a base da fé de milhões de cristãos,
inclusive de muitos católicos.
É
sabido que atualmente a teologia católica está infectada com a lepra do
criticismo liberal e ao que parece, padre Zezinho foi contaminado por ela.
Infelizmente
ele não está sozinho nessa estrada. O autor católico José Bertolini segue
nas pisadas do senhor José Fernandes quando afirma a mesma coisa em seu livro
“Tire suas dúvidas sobre a Bíblia”na pergunta 52 da página 80. Diz ele:
“Com
o passar do tempo, Adam e havvah, se tornaram nomes de pessoas. Daí passou-se a
crer que a humanidade inteira começou com um casal chamado Adão e Eva. O Novo
Testamento, e muita gente depois dele, também foram nessa direção.”
Veja
a declaração de que: “O Novo Testamento, e muita gente depois dele, também
foram nessa direção”. Fica subtendido, e mais do que claro, que na opinião
desses “teólogos”, até mesmo os apóstolos, e o próprio Jesus, estavam
enganados acreditando e ensinando que a humanidade procedeu de um único casal e
que a este casal, cabe a culpa do pecado original. Que absurdo!!
As
aberrações teológicas desses livros não se limitam apenas a Adão e Eva mas
se estende a uma lista de personagens e eventos registrados na Bíblia, entre
eles um bem curioso, o mendigo Lázaro.
CONTRADIÇÕES
A
história (com H) do Rico e Lázaro registrada em Lucas 16:19, sempre foi uma
pedra de tropeço às heresias das seitas através dos séculos, seja para
refutar a reencarnação ou a batida teoria do aniquilacionismo.
Agora
num passe de mágica, padre Zezinho tenta fazer desaparecer a historicidade de Lázaro.
A grande contradição de tudo isso é que justamente a igreja católica
tem em Lázaro o protetor contra as chagas. Para os cépticos e para quem quiser
conferir basta entrar em uma livraria católica e ver a imagem desse
“santo”, observará um velho maltrapilho, com chagas, acompanhado de um
cachorro. É muita coincidência para negar ser o mesmo personagem Bíblico de
Lucas!
Agora, a pergunta que emergi de nossas mentes parace ser um desconcertante e vergonhoso cheque-mate para os católicos. Das duas, uma: ou é o padre Zezinho que está certo com sua afirmação de que Lázaro nunca existiu, ou então a igreja católica com seu “São Lázaro”, pois um santo tem que ser pessoa real, nunca imaginária, caso contrário, se reduziria a mera mitologia. Quem estará com a verdade? Se a primeira alternativa estiver correta, então a igreja católica se apresenta como uma grande exploradora da fé de milhões de católicos que teem na imagem de “São Lázaro” seu protetor, arrecadando milhões com a venda dessas imagens (imaginárias) todo ano. Caso a segunda estiver correta, então padre Zezinho precisa se retificar perante seus leitores católicos.
INFLUÊNCIA
DO EVOLUCIONISMO
O Papa João Paulo II num documento enviado à Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano em Outubro de 1996 foi a favor da teoria da evolução, se bem que ele, não estava apresentando nada de novo, pois um de seus antecessores, o Papa Pio XII, já tinha dado a entender na encíclica “Humani generis” de 1950 sua simpatia por tal teoria.
É
claro que as investigações da “alta Crítica” foram influenciadas pela teoria
evolucionista. Isto explica em parte essa aversão da teologia católica a todos
os que crêem literalmente nos relatos Bíblicos taxando-os pejorativamente de
fundamentalistas que “crêem
na Bíblia ao pé da letra”. É interessante o que o apologista Josh McDoweel
registrou sobre este assunto citando Herbert Hahn:
“...O
conceito genético da história do Antigo Testamento ajustava-se ao princípio
evolucionário de interpretação que prevalecia na ciência e na filosofia
contemporâneas”. No campo das ciências naturais, a influência exercida por
Darwin tinha feito da teoria da evolução a hipótese predominante que afetava
todas as pesquisas.”
Dave
Hunt que há vinte anos pesquisa seitas e ocultismo, comenta sobre a opinião de
certo sacerdote católico favorável à evolução. Diz ele:
“Edward Daschbach, um
sacerdote católico, explica que tomar a Bíblia literalmente exigiria admitir
que a mulher que se assenta sobre a besta em Apocalipse 17 é a Igreja Católica
Romana! Ele escreve:
“A Igreja, portanto, não
aceita... a interpretação literal dos primeiros capítulos do livro de Gênesis...
Quando os que advogam o criacionismo aplicam suas ferramentas fundamentalistas a
este último livro [Apocalipse], a Igreja muitas vezes se torna alvo de
veementes ataques.(2)
Protestantes que, como Charles Colson, juntaram forças
com Roma, advogam que o catolicismo concorda com eles sobre a inerrância da Bíblia.
Pelo contrário, o Concílio Vaticano II declara: "Daí afirmarmos que a Bíblia
é livre de erro naquilo que pertence à verdade religiosa revelada para nossa
salvação. Não é necessariamente livre de erro em outros assuntos (por
exemplo, ciências naturais)" [ênfase no original].(3)” E
então comenta:
“Isso
não é uma questão trivial. Se o relato da criação em Gênesis não é digno
de confiança, o restante da Bíblia também não pode ser confiável, pois
depende desse relato. Além disso, prova-se que Cristo não era realmente Deus,
mas um mero mortal que, tolamente interpretou literalmente a história de Adão
e Eva (Mt 19.4-5), e não pode, portanto, ser nosso Salvador.”
A HISTORICIDADE DE ADÃO E EVA
Diz
o erudito bíblico Gleason L. Archer que “Nenhuma objeção decisiva, porém,
tem sido levantada contra a historicidade de Adão e Eva, em bases históricas,
científicas ou filosóficas. O protesto tem sido baseado essencialmente em
conceitos subjetivos de improbabilidade” ou seja, tudo parte dos pressupostos
do investigador, se o tal não crê em Deus e conseqüentemente nos milagres,
para ele se torna impossível a narrativa de Gênesis. Archer prossegue dizendo:
“Do
ponto de vista da lógica é impossível aceitar a autoridade de Romanos 5
(“Por um só homem entrou o pecado no mundo...Pela ofensa de um, e por meio de
um só, reinou a morte...Pela desobediência de um só homem muitos se tornaram
pecadores”) sem aceitar a inferência que a raça humana inteira advém de um
único progenitor. Em Romanos 5 há um contraste entre Adão e Cristo. Se,
portanto, Cristo era um indivíduo histórico, Adão também o era (Se não o apóstolo
inspirado estava errado). Semelhantemente, Paulo aceita os detalhes de Gênesis
2, e os da tentação e da queda em Gênesis 3, como sendo história literal.
Em
1 Timóteo 2:13 e 14 diz: “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão
não foi iludido, mas a mulher sendo enganada caiu em transgressão”
E
mais, “Aqui, o registro inspirado
fala dum Adão e duma Eva literais, e não dá a mínima impressão que a
narrativa seja mitológica na sua intenção. Certamente Cristo e os Apóstolos
receberam-na como sendo história verdadeira.”
Possivelmente
a alusão a uma serpente que fala possa sugerir um mito. Nesse caso declara
ainda o erudito: “Mas tanto o contexto como as demais referências nas
escrituras (cf. Ap 20:2,“a antiga serpente, que é o diabo, Satanás”)
deixam claro que a serpente era apenas um disfarce através do qual o Tentador
falou. Nesse réptil Satanás achou um veículo apropriado para fazer suas
sugestões. Semelhantemente, o asno de Balaão (Nm 22:28) era o veículo através
do qual o Senhor falou para seu servo desobediente.”
Norman
Geisler reflete o mesmo pensamento e acrescenta que : “A existência e a queda
de Adão tampouco podem ser um mito. Se não tivesse havido literalmente um Adão,
e se não tivesse havido de fato a queda, então o ensino espiritual quanto ao
pecado herdado e quanto à morte física, dele decorrente, estaria errado (Rm
5:12). A realidade histórica e a
doutrina teológica juntas permanecem ou juntas caem por terra.
Além
disso, a doutrina da encarnação é inseparável da verdade histórica de Jesus
de Nazaré (Jô 1:1,14). E ainda, o ensino de caráter moral de Jesus quanto ao
casamento baseou-se no que ele ensinou quando disse que Deus juntou literalmente
um Adão e uma Eva em matrimônio (Mt 19:4-5). Em cada um destes casos, o ensino
moral e o teológico perdem totalmente o sentido se desconsiderado o evento histórico
e fatual.” Então conclui: “Negando-se que aquele evento ocorreu
literalmente no tempo e no espaço, fica-se então sem uma base para crer na
doutrina bíblica construída sobre ele.”
A
questão é tão séria que um ateu comentou: “Destruam-se
Adão e Eva e o pecado original, e nos escombros se encontrarão os restos
mortais do Filho de Deus, eliminando-se assim qualquer significado para sua
morte”.
DIFICULDADES INSUPERÁVEIS
Fora
as dificuldades teológicas expostas acima que essa teoria enfrenta, pois Paulo,
o apóstolo inspirado, declara repetidas vezes sobre a verdade de Adão e Eva,
“...e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a
face da terra...”, ela ainda deixa muitos fatos realmente sem explicações,
como por exemplo: a unidade da raça, fato este confirmado pela ciência. De
outro lado os argumentos em favor da criação bíblica é deveras esmagadores
como por exemplo: a filologia, biologia, psicologia, sociologia, antropologia e
arqueologia. Todos os argumentos baseados nestas ciências vêm corroborar de
que o primeiro casal da raça humana está de acordo com a origem que o livro de
Gênesis lhes dá.
Fatos científicos sobre a serpente
A revista “Chamada da Meia Noite” de março de 2000 trouxe sob o título
“O veneno que vem do além” a seguinte matéria sob a cascavel: “Li um
artigo com esse título na revista alemã “Facts”: A cascavel consegue picar
mesmo depois de morta, alertam médicos do Arizona no “New England Journal of
Medicine”. Das 34 vítimas de picadas...5 haviam sido atacadas depois da
serpente estar morta, com a cabeça decepada ou após ter levado diversos
tiros.”
Interessante,
não? Agora compare com o verso de
Gênesis 3:15 que diz:
“Porei
inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência;
esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Somente
agora este fato vem a público como descoberta, mas a Bíblia já o dizia há séculos.
Algo muito estranho se Adão e Eva fosse uma
mera lenda!!
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