Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e
alegremo-nos nele.”Sl 118 22-24
“Domingo, No Novo Testamento, é chamado de o dia do Senhor. Em latim, Dominica die, de onde deriva seu nome nas Línguas Neolatinas, por exemplo: espanhol, Domingo; italiano, domenica; e francês, dimanche, faladas por cerca de 400 milhões de pessoas[1]”.
Domingo é um vocábulo exclusivo do cristianismo. Essa palavra, bem como as suas análogas, não existia em nenhuma língua do mundo até o final do primeiro século, quando o apóstolo João criou a expressão grega: “Kuriakh ‛hmera” (kyriake hemera, vertida para o latim como: “Dominica die”.
Antigos documentos da Igreja primitiva, transcritos para o russo, relatam que João, encarcerado na ilha de Patmos, chorava muito ao chegar o primeiro dia da semana, lembrando as reuniões para a Ceia do Senhor, que era celebrada sempre nesse dia: “No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão,...”. (Atos 20.7). E foi justamente em um primeiro dia da semana que Jesus ressuscitado lhe apareceu e revelou os maravilhosos eventos do Apocalipse.
Certamente que todo o livro não foi elaborado naquele mesmo dia. Porém o fato indiscutível é que Jesus apareceu a João exatamente no primeiro dia da semana. Isso explica porque a Ucrânia e a Rússia trocaram os nomes do primeiro dia da semana que entre os pagãos era “dia do sol”, por uma expressão tão significativa ou mais ainda do que aquela adotada nos países de línguas neolatinas!
Lemos na Bíblia ucraniana João afirmando que foi arrebatado no dia da ressurreição “Dien voscrecii”: (ß ¡óâ ó äóñ³ Ãîñïîäíüîãî äíÿ ³ ïî÷óâ çà ñî¡îþ ãîëîñ ãó÷íèé, íåìîâ ñóðìè). De igual modo, na Bíblia russa também lemos: “Eu fui arrebatado em espírito, no dia da ressurreição. (Я был в духе в день воскресный, и слышал позади себя громкий голос, как бы трубный,) Aliás, na língua russa, todos os dias da semana, ficaram subordinados ao dia da ressurreição! Por exemplo: Segunda feira, em russo, é Pondielnik (o dia após a ressurreição), Terça-feira, é Voftornik - segundo dia, (após a ressurreição). Quarta-feira, Sreda terceiro dia, ... etc.
Vale realçar que o apóstolo João ao frisar o dia da semana em que Jesus lhe apareceu, criou uma nova expressão na língua grega: “Kuriakh hmera” (kyriake hemera); expressão esta, que deu origem ao nome Domingo, conforme explanaremos a seguir.
(Para melhor compreensão dos nossos argumentos, recorreremos à “etimologia”,
pois esta nos revela a origem das palavras, o seu desenvolvimento histórico, e
as possíveis mudanças de seu significado).
Vejamos
alguns exemplos de como as palavras evoluem:
Analisemos agora Apocalipse 1.10, à luz do original grego, da etimologia, da hermenêutica bíblica, da história e dos escritos patrísticos[2].
“Egenomhn en pneumati en th kuriakh hmera
kai hkousa opisw mou fwnhn megalhn"
(Egenomen en pneumati en te kyriake hemera kai ekousa opiso mou fonen megalen)...
“Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor e ouvi detrás de mim uma grande voz”.
Eis o que os mais abalizados biblicistas afirmam sobre a expressão joanina: kyriake hemera:
“Temos aqui a palavra Kyriakos, um sentido adjetivado, isto é, pertencente ao Senhor. Originalmente essa palavra era usada com o sentido de imperial, algo que pertencia ao cezar romano. Os crentes primitivos (...) aplicaram-na ao domingo, o primeiro dia da semana. Esse é o uso que se encontra em Didaché 14, e Inácio, Magn. 9, que foram escritos não muito depois do Apocalipse”[3].
“El dia Del Señor (em Ap 1.10) es tenido por la mayoria de los autores como el domingo”[4]. “O primeiro dia da semana é sem dúvida o dia do Senhor referido em Ap 1.10”[5].
“A frase: O dia do Senhor, Kuriakh ‛hmera, (kyriake hemera), ocorre uma só vez e isto se dá no último livro, Ap 1.10 (...) Expressava a convicção de que o domingo era o dia da ressurreição, quando Cristo Jesus conquistou a morte e se tornou Senhor de todos”. Ef 1.20-22[6]. (Grifos nossos)
Nem mesmo no texto grego da Septuaginta[7] encontramos a expressão (Kuriakh‛hmera), criada pelo apóstolo João para aludir ao dia da ressurreição! “Dia do Senhor”. Yom yhwh, hwhy Mwy, (Jl 2.1) sempre foi vertido para o grego como ‛hmera tou Kuriou (hemera tou kyriou). Mas o que João escreveu, foi: Kuriakh ‛hmera! Por que teria João usado uma expressão jamais encontrada em qualquer outro escrito, sagrado ou profano? Cremos que pelas seguintes razões:
1ª) Para indicar algo também inédito na história da humanidade: A Ressurreição de Cristo.
2ª) Para deixar bem claro que se referia ao dia da ressurreição,
o domingo, e não, aos eventos escatológicos da segunda
vinda de Cristo, a
“parusia”, que também é chamada “dia do Senhor, como nestes
versículos: “O sol se converterá
em trevas, e a lua, em sangue, antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor”. “... Seja entregue para
destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor”; “Porque vós mesmos sabeis que o Dia do Senhor virá como o ladrão de
noite”. “Mas o Dia do Senhor virá
como o ladrão de noite”, (At 2:20; 1 Co 5:5 5:2; 2 Pd 3:10 e 1 Ts 5:2).
Há uma significativa diferença de como está escrito Dia do Senhor alusivo à segunda vinda de Cristo, para o que encontramos escrito em Ap 1.10, Dia do Senhor referente ao dia da ressurreição.
|
Tipo de evento |
Original grego |
Transliteração |
Categ. gramatical e caso |
|
2ª Vinda de Cristo: |
‛hmera tou Kuriou- |
hemera tou kyriou |
Substantivo (genitivo). |
|
Dia do Senhor Domingo: |
Kuriakh ‛hmera |
kyriake hemera |
Adjetivo (dativo). |
(Kyriakos) é uma forma adjetivada da palavra “KurioV” - Kýrios, (Senhor) e significa literal e exatamente: “que diz respeito ao Senhor”; “concernente ao Senhor”; “pertencente ao Senhor”; senhorial, ou dominical e não, “do Senhor”, como lemos em algumas das nossas traduções.
A tradução literal de Ap 1.10 seria: “Eu fui arrebatado pelo espírito no dia Senhorial”. Porém este adjetivo: senhorial, derivado de Senhor, raramente é usado. O seu sinônimo é: Dominical, porque o português é uma língua neolatina. Senhor, em latim, é: Dominus. (Quando dizemos Dom Pedro II ou Dom Evaristo Arns, estamos abreviando a palavra Dominus, para dizer: Senhor Pedro II, Senhor Evaristo Arns). O mesmo processo etimológico acontece com o adjetivo: popular. Quando algo pertence ao povo, não dizemos povoal, mas: popular, porque em latim, populus, significa: povo.
Acertadamente Jerônimo verteu “Kuriakh ‛hmera” (kyriake hemera) para a Vulgata latina, como “Dominica die”, (dia dominical, Domingo) e não, como (dia Domini, dia do Senhor).
“Fui in spiritu in dominica die et audivi post me vocem magnam tamquam tubae”[8], Ap 2.10.
Daí, a clássica versão de Antônio Pereira de Figueiredo traduzir: “Eu fui arrebatado em espírito num dia de Domingo e ouvi por detrás de mim uma grande voz como de trombeta[9]”, (1819).
RESGATANDO VERDADES HISTÓRICAS
Documentos escritos nos três primeiros séculos, muito antes de Constantino existir, (280-337), adotaram e conservam, todos eles, a mesma expressão concebida pelo apóstolo João para referir-se ao glorioso dia da ressurreição de Jesus Cristo.
1° Século: O Ensino dos Apóstolos, Possivelmente, contemporâneo do Apocalipse: “E no dia do Senhor, (kuriake ‛hemera), “Kyriake hemera”, congregai-vos para partir o pão e dai graças” [10]
Ano 115: Epístola de Inácio aos Magnesianos “Por que se no dia de hoje vivermos segundo a maneira do judaísmo, confessamos que não temos recebido a graça... Assim pois, os que haviam andado em práticas antigas alcançaram uma nova esperança, já sem observar os sábados, porém modelando suas vidas segundo o dia do Senhor”. (Kuriaken zwntes Kyriaken zontes).[11]
2º Século: Nos escritos de Melito de Sardes, há um tratado sobre a adoração no domingo, intitulado: peri kyriakes -peri kyriakes (acerca do dia dominical), dia do Senhor, isto é, Domingo.[12]
Ano 130: O “Evangelho de Pedro”: É um documento histórico comprovadamente escrito no princípio do segundo século, e também se refere ao dia da ressurreição usando o mesmo adjetivo kuriakeV: kyriakes, que na edição de Jorge Luís Borges é traduzida corretamente por Domingo[13]
Ano 132 ou muito antes: Epístola de Barnabé “Portanto, também nós guardamos o oitavo dia ((kuriake ‛hemera,- Kyriake hemera, domingo) para nos alegrarmos em que também Jesus se levantou dentre os mortos e havendo sido manifestado, ascendeu aos céus”.[14]
150-168: Justino Mártir, Eusébio, Clemente de Alexandria, escritores do 2º e 3º séculos, todos eles também adotaram o “Kyriake hemera” criado por João para o dia da ressurreição, vertido para o latim como “Domínica die” (dia dominical), passado para o português, como domingo[15]!
A SINGULARIDADE DO NOME DOMINGO
E Jesus,
tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana... (Mc 1.9)
“Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos
e alegremo-nos nele”. (Sl 118 20-24)
Alguém alega que a palavra domingo não está na Bíblia. É verdade. Não encontramos nos textos originais a palavra portuguesa: “domingo”, como também não encontramos as palavras: Deus, casa, livro, amor ou sábado, mas sim as suas correspondentes, nas línguas hebraica, aramaica ou grega.
Domingo, é a tradução literal da expressão criada pelo apóstolo João: “Kuriakh ‛hmera” (kyriake hemera) vertida para o latim como: “Domínica die”, e corretamente traduzida em todas as versões da Vulgata para as línguas neolatinas, como: dominu lui, domingo, mingo, domenica, dimanche, e nomes semelhantes no galego, no provençal, no franco-provençal, no romeno, no reto-romano, no sardo e no dalmático, faladas por mais de 400.000 000 de pessoas!
As traduções de Antônio Pereira de
Figueiredo, do Centro Bíblico Católico, a Tradução dos Monges de Maredsous, a
de João José Pedreira de Castro, do Dr José Basílio Pereira; do Mons. Vicente
Zioni, e Matos Soares, bem como qualquer outra versão do Novo Testamento para o
português ou para o espanhol, feita da Vulgata Latina, trazem em Apocalipse
1.10, a palavra Domingo.
Domingo não é um nome importado do paganismo, como saturday, (dia de Saturno) ou sunday (dia do sol), nem do judaísmo, como tbs shabath (descanso).
Domingo não é comemorativo da criação do mundo nem da libertação do povo de Israel, nem é tampouco dia de descanso apenas, feriado, recreação: pasmaceira, televisão, futebol, pescarias, clubes ou jogatina.
Domingo é dia de oração, de adoração, dia de cultuarmos a Deus, dia de atividade espiritual, como: evangelismo, visita aos necessitados, aos encarcerados ou enfermos!
Domingo é o nome de um dia exclusivo do cristianismo, criado por João, para caracterizar e distinguir o dia da vitória de Jesus sobre a morte, consumando a libertação de toda a humanidade.
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Lucas 19:10
Domingo è o dia aclamado por Davi, nesta jubilosa profecia sobre o dia da ressurreição:
“Esta é a porta do
Senhor”, pela qual...
“Os justos entrarão”...
“A pedra
que os edificadores rejeitaram”
“Tornou-se
cabeça de esquina”.
“Foi
o Senhor que fez isto”, e
“É coisa maravilhosa aos nossos olhos”.
“Este é o dia que fez o Senhor”;
“Regozijemo-nos e
alegremo-nos nele”. (Sl 118 20-24).
Observemos a exatidão do cumprimento de cada sentença, de cada afirmação de cada palavra desta impressionante profecia escrita por volta de mil anos antes de Jesus nascer!
“Esta é a porta”: - “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem”. João 10:9.
“Pela qual os justos entrarão”:- “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus
Cristo”; (Romanos 5:1) “Porque, por
ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito”. Efésios 2:18
“A pedra”:
- “Este Jesus é pedra rejeitada por vós,
os construtores,”... (At
4:11).
“Os edificadores rejeitaram”: - “Disse-lhes
Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, foi
posta como pedra angular; Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será
tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos”. (Mt 21.42,43).
“Foi o Senhor que fez isto”: - “O Deus de nossos
pais ressuscitou a Jesus, a quem vós
matastes, pendurando-o num madeiro”. (Atos
5:30).
“É coisa maravilhosa aos nossos
olhos”: - “Ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os
grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela”. (Atos 2:24)
“Este é o dia que fez o Senhor”: - E Jesus,
tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu
primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. Mc 16:9
Mateus
28:1E, no fim do sábado, quando
já despontava o primeiro dia da semana,
Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer
do sol, Mc16:2.
Lucas 24:1 E, no primeiro dia da semana, muito de
madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado.
João 20:1 E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena
foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do
sepulcro.
Atos 20:7 No primeiro dia da semana, ajuntando-se os
discípulos para partir o pão...
1 Coríntios 16:2 No primeiro dia da semana, cada um de vós
ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se
não façam as coletas quando eu chegar.
João 20:19 Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana,
e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham
ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!
“Regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. “Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará”. João 16:22
“Regozijai-vos sempre”.
1 Ts 5:16
Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Filipenses 4:4.
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[1] Enciclopédia Encarta 99. 1993-1998 Microsoft Corporation, sobre o verbete: domingo.
[2] “Patrísticos”. Escritos dos proeminentes líderes cristãos dos primeiros séculos, também chamados “pais da Igreja”.
[3] Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora e Distribuidora Candeia, 1991.Volume 2, p. 213.
[4] HENRY Mattthew, Comentário Bíblico, Editorial Clie (Barcelona),1999, p.1924-c
[5] PETTINGILL William D.D., Bible
Questions Answered, p.177. “The first day of the week is doubtless “the Lord’s
day” refereed to in Ap 1.10”. Zondervan Publishing House, Ninth Printing,
Michigan, 1974.
[6] ELWELL A. Walter: Enciclopédia Histórica Teológica da Igreja Cristã. Soc. Religiosa Edições Vida Nova, 1988.
[7] Septuaginta, Versão dos LXX, ou Alexandrina é uma tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego feita em Alexandria, a mando de Ptolomeu II (Filadelfo) (284-247 a.C.). Alguns livros não pertencentes ao cânon judaico, foram incluídos nessa versão. Alguns deles (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I e II Macabeus, e acréscimos aos livros de Ester e Daniel) Jerônimo verteu para a Vulgata Latina, explicando que tais livros não pertenciam às Escrituras Sagradas judaicas. Porém o Concílio de Trento em 1548 os anexou ao Antigo Testamento, classificando-os como “Deuterocanônicos”. Para os judeus, e para os evangélicos, porém, continuam sendo “apócrifos”, úteis apenas como subsídios ao estudo da história e da cultura judaica, mas sem a autoridade dos livros canônicos, inspirados por Deus.
[8] IUXTA VULGATAM VERSIONEM Robertus Weber, Editio Altera Emendata, Stuttgart,1975
[9] Primeira edição completa da Bíblia Católica. Lisboa, MDCCC XVIIII. Na Officina da Acad. R. das Sciencias com licença da Meza do Desembargo do paço e privilegio. Vende-se na loja da viúva Bertrand e Filhos, Martyres Nº.45.(grifo nosso)
[10]Didach Ton Apostollon (Didaché Ton Apostollon) O Ensino dos Apóstolos, XIV. Libros Clie. Barcelona, Espanha.
[11] IGNÁCIO, Pros tous magnesiai Pros tous magnesiai Aos magnesianos IX
[12] R. N.Chaplin / JM Bentes, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, 1991, vol. 2, pg.213.
[13] Evangelios
Apócrifos, Volume I, pp.323-235. Hyspamérica ediciones S.A.Santiago, 12. 28013 Madrid, 1985.
[14] Epístola de Barnabé, 15. LIGHTFOOT, J. B. Los Padres Apostólicos, pp. 299-301- Libros Clie. Barcelona, Espanha.