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QUAL É O REPOUSO DE HEBREUS ? "Portanto resta ainda um repouso sabático para o povo de Deus." Heb. 4.9 Por Paulo Cristiano, do CACP Dizem alguns adventistas menos avisados que este repouso sabático refere-se ao sábado. Aponta o trecho que diz restar ainda um repouso para o povo de Deus, como prova de que existe obrigatoriedade para a guarda desse dia no Novo Testamento. Comentário É evidente que o repouso de que se trata aqui não é o do sétimo dia literal, indicado no quarto mandamento e, sim, o repouso de uma vida de fé em Deus. A idéia central do texto está em que Deus repousou depois de haver criado o mundo e que os profetas falaram de antemão de outro dia (Sl 118.24; 95.7), em vez do sétimo dia semanal para comemorar, um repouso maior, que se seguiria a uma obra maior, objetivando não apenas o corpo, mas todo o homem. Josué nunca conseguiu guiar o povo a esse repouso, devido à sua impossibilidade de levar o povo de Israel a uma paz real com Deus. Jesus havendo terminado sua obra de redenção na cruz (Jo 19.30), trouxe ao homem a paz, a reconciliação. Na cruz foi abolido o sábado semanal (Os 2.11 combinado com Cl 2.16). Portanto, em comemoração ao glorioso repouso, que se seguiu a uma obra maior de redenção, resta guardar um descanso para o povo de Deus, esse descanso é a plena confiança na consumação da obra de Cristo (Is 11.10 comparado com Mt 11.28-30). Foi necessário esse argumento para mostrar aos judeus, que se gloriavam no seu sábado semanal, que o cristão têm em Cristo a paz e o descanso com Deus. O que diz a teologia protestante? Tomo a liberdade de reproduzir aqui apenas o comentário
de Donald A.Hagner em seu "Novo Comentário Bíblico
Contemporâneo" do livro de Hebreus. Assim define Hagner
sobre a palavra sabbatismos: Portanto, a questão é simples, não adianta procurar chifres em cabeça de cavalo! Aqui não é uma ordem para guardarmos sábado algum, mas uma promessa de um descanso eterno. É assim também que Agostinho interpretava este descanso em sua obra "A Cidade de Deus - XXII, 30,5".
1. Arnaldo B. Christianini em seu livro "Radiografia do Jeovismo" da a interpretação deste texto nos seguintes termos: "Bem, depois destas definições
que a própria Bíblia estabelece, a que "descanso"
se referem Heb. 3 e 4? 2. Ellen White, por sua vez, acreditava que este
texto referia-se ao descanso espiritual: "o repouso aqui mencionado é o repouso da graça" e o verdadeiro repouso da fé" (Comentários de E. G. White em "The Seventy-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 928) 3. O 'Comentário Bíblico Adventista' é do mesmo parecer quando elucida sobre este texto: "Certamente, ao escrever aos judeus, o autor de Hebreus não consideraria necessário provar-lhes que resta 'a guarda do sábado'..." (The Seventy-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 423) 4. Alberto R. Timm, professor de Doutrina do Sábado e diretor do Centro de Pesquisas Elle G. White, no Instituto Adventista de Ensino, foi forçado a declarar: "Assim sendo, não nos é possível restringir a expressão sabbatismós, de Hebreus 4.9, à mera observância formal do sábado do sétimo dia." (O Sábado nas Escrituras, p. 72) Conclusão Poderíamos citar aqui mais testemunhos provindos
de escritores adventistas como o livro "Consultoria Doutrinária"
em abono a nossa posição. Contudo, cremos que só
estes bastam para provar que os adventistas que se apegam na guarda
do sábado para a igreja cristã lançando mão
de Hebreus 4.9, não só incorrem em má exegese
como colidem contra a interpretação de sua própria
igreja. Gostou desta matéria?
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