Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP

Flagrante analogia

Comparação doutrinária entre as seitas: Testemunhas de Jeová e Adventistas do Sétimo Dia

Por João Flávio Martinez & Paulo Cristiano da Silva

Atualmente, a pessoa que lesse o livro “Radiografia do jeovismo”, do adventista Arnaldo Cristianini, criticando as doutrinas da Sociedade Torre de Vigia, e depois folheasse as edições da revista “A Sentinela” de 15/5/93 e 15/7/97, refutando as doutrinas adventistas, jamais sequer imaginaria a estreita ligação doutrinária que existe entre esses dois grupos. Entretanto, isso não se constitui surpresa porque se sabe que os adventistas do sétimo dia foram, em certo sentido, os pais espirituais das testemunhas de Jeová, já que estes saíram do movimento do advento o qual Russel se embebedou doutrinariamente.

Para muitas testemunhas de Jeová isso não passa de uma calúnia infundada, e alguns adventistas ficam muito chateados com isso. Mas as evidências são por demais contundentes para ignorarmos. E lembre-se, amado leitor, qualquer semelhança não é mera coincidência nessa história!

Histórias de uma amizade

Charles T. Russel era grande admirador dos líderes adventistas e teve seu primeiro contato com este movimento em 1869, quando Jonas Wendell, pregador do Advento Cristão, realizava uma reunião em Allegheny, na Pensylvania. Mas não se tornou um “segundo adventista”, mesmo freqüentando por algum tempo essa igreja. Ele não negava sua dívida para com os adventistas, bem como para com outras denominações, e mencionou duas pessoas em especial: George Stetson e George Storrs, que lhe deram assistência espiritual.

Falando sobre o período de 1869 a 1872, ele disse:

O estudo da Palavra de Deus com estes amados irmãos levou-me, passo a passo, até esperanças mais verdejantes e brilhantes para o mundo, embora não tenha sido senão em 1872 que eu obtive uma imagem clara do trabalho do nosso Senhor como o nosso preço de resgate, que descobri que a força e a fundação de toda a esperança de restituição reside nessa doutrina”.

Quem, pois, eram Stetson e Storrs, e de que forma contribuíram para o pensamento de Russell? A resposta à primeira parte dessa pergunta é que ambos tinham longos antecedentes no “segundo adventismo”. De fato, Stetson era ministro do Advento Cristão, enquanto Storrs tinha sido um dos principais fundadores da Life and Advent Union (União da Vida e do Advento). Esses dois movimentos estavam ligados a Guilherme Miller e possuíam pontos doutrinários polêmicos, como, por exemplo, o sono da alma, a negação da Santíssima Trindade, a negação do inferno, entre outros. Depois, Russel foi editor-assistente de um de seus dissidentes, N. H. Barbour, na revista “Arauto da Aurora”, em 1878. Mais tarde, Russel separou-se desses adventistas por discordarem em alguns pontos doutrinários, como, por exemplo, “a maneira como se daria a volta de Cristo”. Mas Russel conservou em sua teologia as idéias heréticas desses homens. Foram justamente essa teologia que os “estudantes da Bíblia”, conhecidos atualmente como testemunhas de Jeová, receberam como herança.[1] A seguir, a incrível semelhança entre esses dois grupos.

Dois lados da mesma moeda

Adventistas: Acreditam ser a única Igreja verdadeira chamada de “Igreja Remanescente” (Sutilezas do erro. CASA, 1ª Edição, p. 30).

Testemunhas de Jeová: Acreditam ser a única religião verdadeira na terra (Poderá viver para sempre no paraíso na terra. STV. p.190).

Adventistas: Possuem os escritos de Ellen G. White como autoridade doutrinária. Para eles, esses escritos são divinamente inspirados (Revista adventista, fev/84, p.37).

Testemunhas de Jeová: Possuem os escritos da liderança chamada de “Corpo Governante”. Para eles, esses escritos são inspirados (A Sentinela, 01/06/1968).