*QUAL É A FONTE RELIGIOSA DOS
ADVENTISTAS?
Um
problema sério a considerar, antes de entrar no mérito da questão, é indagar
onde está a fonte de autoridade de um adventista. É muito bonito ler de alguém que
argumenta sobre a autoridade da Bíblia com certa empáfia, soberba como se
realmente a sua fonte de autoridade religiosa estivesse apoiada na Bíblia o
que, entretanto, não corresponde à realidade dos fatos. E afirmo que isso não é
declaração caluniosa, falsa, pecaminosa. Passemos então a considerar os fatos:
Existem três teorias sobre fonte de autoridade
religiosa: a primeira é que o princípio de autoridade está na organização ou na
Igreja (catolicismo); a segunda admite que a fonte de autoridade está no homem
(racionalismo ou misticismo); a terceira é que Deus falou através de seu Filho
Jesus Cristo, cujo registro infalível está na Bíblia (Hb 1.1-2). (O Caos das
Seitas, p. 288, 1ª edição, 1970).
Em qual situação se coloca o adventismo? O adventismo
vale-se da Bíblia, mas a atribuem aos escritos de Ellen Gould White o mesmo
grau de inspiração dos escritores bíblicos. E isso é uma marca das seitas.
Acerca da Bíblia lemos, “Porque a profecia nunca
foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram
inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).
Define-se como seita uma organização religiosa cujos
ensinos repousam sobre a autoridade de um líder espiritual cujos escritos são
vistos como sendo de valor igual ou superior a Bíblia e cujos ensinos estão em
oposição às doutrinas bíblicas do cristianismo histórico. O problema central
dessa definição de seita é que o líder “possui autoridade igual ou superior à
Bíblia”. O líder ou a líder é visto como “profeta” ou “profetiza”. Desde
que esse profeta ou profetiza é visto como canal de comunicação de Deus com os
homens, os seus ensinos são tidos de autoridade inquestionável – são dogmas. A
questão fundamental, quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é o
porta-voz deles. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão
exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões
religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta ou profetiza.
À luz da definição da palavra seita, fica
abundantemente claro que o adventismo do sétimo dia é uma seita e não uma
igreja cristã ou uma denominação evangélica. A autoridade religiosa do
adventismo do sétimo dia repousa sobre os escritos de Ellen Gould White, tida
como a “mensageira do Senhor”. Ela é base da autoridade religiosa dos
adventistas. “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus
servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU
ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a
respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos
Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso.
Assim – pode-se afirmar que a fonte de autoridade
adventista repousa sobre três palavras: ELLEN GOULD WHITE.
JOSEPH SMITH E ELLEN GOULD WHITE
Fazendo um paralelo entre Ellen Gould White e Joseph
Smith, em reclamar sua condição de profeta, afirma ele, textualmente, “Se
qualquer pessoa me perguntar se eu sou um profeta, não o negarei, já que
estaria mentindo se o fizesse; pois, segundo João, o testemunho de Jesus é o espírito
de profecia. Portanto, se declaro ser testemunha ou mestre, e não tenho o espírito
de profecia, que é o testemunho de Jesus, sou uma falsa testemunha; porém,
se sou um mestre ou testemunha verdadeira, devo ter o espírito de profecia,
e isso é o que constitui um profeta” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith ,
pág. 263). O grifo é nosso.
Joseph Smith, para se colocar como profeta, alega ter
tido várias visões. A primeira delas, a mais importante, foi sobre a apostasia
geral do cristianismo, quando Jesus lhe advertiu para “não se juntar a nenhuma
igreja, pois todas estavam erradas e seus credos eram uma abominação a vista de
Deus”. Foi avisado por Jesus para abrir uma nova igreja a que deu o título
pomposo de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (A Pérola
de Grande Valor, pág. 56-57; 3 Néfi 27.8).
Os adventistas reivindicam para a sua profetiza
autoridade religiosa igual à reivindicada por Joseph Smith Jr. dentro do
mormonismo.
Dentro
do catolicismo existe um estudo teológico sobre Maria denominado Mariologia.
Nos seminários adventistas existe uma matéria de estudo específico sobre ela. A
apostila se denomina “Orientação Profética no Movimento Adventista”. A
autoridade religiosa dela em livros, revistas da Escola Sabatina é tão grande
que nem mesmo os escritores bíblicos alcançaram tamanha autoridade religiosa.
Os comentários da revista da Escola Sabatina são feitos com transcrições dos
livros dela. Da mesma forma como os católicos aceitam o dogma da autoridade
Papal. Para alguém se tornar membro da Igreja Adventista é mister aceitar a
infalibilidade de sua fundadora Ellen G. White. E não se diga que a comparação
é absurda. Não pode alguém batizar-se na Igreja Adventista do Sétimo Dia senão
aceitar que Ellen G. White tem inspiração divina igual a dos escritores
bíblicos (Revista Adventista. Fev 84, pág. 37).
CANDIDATOS
AO BATISMO
Na
ficha de “Informações Sobre os Candidatos ao Batismo”, além dos dados
pessoais do batizando, a pergunta de nº 18 registra:
“Crê no Espírito de Profecia? ____ Quantos
livros já leu? ____ “.
Outra declaração comprometedora sobre sua
infalibilidade:
“Por
que Alguns Deixam de Ser Beneficiados pelo Espírito de Profecia”:
1. ...
2. ...
3. ...
4.
O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritos quanto à
inspiração e a infalibilidade”. (Orientação
Profética No Movimento Adventista, pág. 157)
Sem qualquer constrangimento afirmam:
“Ao
passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos
como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito
de Profecia”(A Sacudidura e os 144.000, pág. 117).
Disse ela: “Minha missão abrange a obra de um
profeta, mas não termina aí” (Orientação
Profética no Movimento Adventista, pág. 106).
“Os
livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser
introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem
conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos.
vol. II, pág. 291). O grifo é nosso.
“Não são só os que abertamente rejeitam os
Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em
terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la”
(Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 290).
“Disse
o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas
mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância.
O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” (Primeiros
Escritos, pág. 258). O grifo é nosso.
“Quanto mais o eu for exaltado, tanto mais
diminuirá a fé nos Testemunhos do Espírito de Deus... Os que têm confiança posta
em si mesmos, hão de reconhecer sempre menos a Deus nos Testemunhos dados pelo
Seu Espírito” (Ibidem 292).
“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que êste deve ter” (Testemunhos Seletos, vol. II pág. 276, 2ª edição, 1956).
No texto de Hb 1.1. onde consta, “Havendo Deus
antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos
profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, é mudado para
indicar que hoje já não fala pelo mesmo meio, seu Filho Jesus Cristo, mas nos
fala hoje de modo diferente, ou seja, pelos escritos de Ellen G. White. Deste
modo, não devemos mais consultar a Bíblia quando quisermos ouvir a voz de Deus,
mas devemos procurar entender Deus falar pelos escritos dela. Preferia que a
chamassem de ‘A mensageira do Senhor’” (Review and Herald, 26 de julho de
1906).