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Algumas especulações proféticas das TJs

por cacp - seg dez 09, 9:29 am

1831: William Miller começa a pregar que a volta de Cristo acontecerá no Outono de 1843.

1842: Miller e os seus seguidores começam a publicar um jornal, The Midnight Cry [O Grito da Meia-Noite].

Fim de 1843: Miller e seguidores desapontados; anunciam a volta de Cristo para a Primavera de 1844.

Primavera de 1844: Miller e seguidores desapontados; anunciam a volta de Cristo para o dia 22 de Outubro de 1844.

Fim de 1844: Miller e seguidores antecipam desapontamento.

21 de Outubro de 1844: Miller diz: “Eu disse a alguns dos meus irmãos que Cristo não viria amanhã” porque a Segunda Vinda ocorreria “numa hora em que eles não estão à espera”. Ele diz que não tem responsabilidades no engano: “Ninguém pode dizer honestamente que foi enganado por mim. O meu conselho tem sido sempre para cada um estudar por si mesmo a evidência da sua fé.” Diz ainda que Deus pode ter planeado a demora para que as pessoas se voltem para a Bíblia, para estudarem mais e se reconciliarem com Deus. Afinal, o facto de terem errado na data exata não reduziu a urgência dos tempos. Cada dia que passa é menos um que falta para o fim.

10 de Novembro de 1844: Miller reconsidera a data e supera qualquer possibilidade de desapontamento: “Fixei a minha mente em outro tempo, e é aqui que pretendo ficar até que Deus me dê mais luz. — E isso é Hoje, HOJE, e HOJE, até que Ele venha.”

1845: Miller admite o seu erro: “Confesso abertamente que estava errado quanto ao tempo, e não tenho nenhum desejo de defender o meu proceder senão dizendo que actuei segundo motivos puros, e que daí resultou glória para Deus. Confio que Deus perdoará os meus enganos e erros.”

1845: George Storrs, um dos principais seguidores de Miller, declara que Deus não tinha estado presente no movimento do “tempo específico” [a seita de William Miller] e que eles foram “mesmerizados” por mera influência humana, e que “a Bíblia não ensina de modo nenhum o tempo específico.”

Fim de 1840: Adventistas do Sétimo Dia, [Igreja do] Segundo Advento e muitos outros grupos formam-se a partir de ramos dissidentes do movimento de Miller, continuando com novas especulações proféticas. Alguns decidem que Miller afinal tinha razão, ele tinha “esperado a coisa errada no tempo certo”.

1860: Nelson H. Barbour descobre que certos cálculos cronológicos mostram que 6.000 anos de história humana terminam em 1873; ele começa a pregar que a Segunda Vinda do Senhor acontecerá em 1873.

1869: Barbour publica a primeira edição do panfleto Evidences for the Coming of the Lord in 1873; or the Midnight Cry [Evidência para a Vinda do Senhor em 1873; ou o Grito da Meia-noite].

1871: Barbour publica a segunda edição de Evidences.

1873: Barbour começa a publicar um jornal mensal, The Midnight Cry and Herald of the Morning [O Grito da Meia-noite e Arauto da Manhã].

Fim de 1873: Barbour altera a sua predição para o Outono de 1874; acaba a publicação do jornal The Midnight Cry, and Herald of the Morning [O Grito da Meia-noite e Arauto da Manhã].

1875: Barbour e os seus seguidores decidem que Cristo tinha retornado invisivelmente em 1874, e dizem que tinham estado “à espera da coisa errada no tempo certo”; em Junho, Barbour recomeça a publicar o seu jornal, agora com o título Herald of the Morning [Arauto da Manhã] e estabelece a base para outras profecias; na edição de Setembro ele prediz que “os Tempos dos Gentios” terminariam em 1914; em edições posteriores ele desenvolve este tema.

Década de 1870: Charles Taze Russell forma classes de estudo da Bíblia, adopta muitos ensinos de ex-Milleritas, incluindo George Storrs, e várias especulações proféticas.

Janeiro de 1876: Russell lê a revista de Barbour, convida-o para que Barbour lhe ensine tudo o que sabe acerca de cronologia bíblica.

Início de 1876: Russell convence Barbour a parar a publicação da revista Herald of the Morning [Arauto da Manhã], para que possam trabalhar num livro que seria uma compilação de artigos que de outra forma teriam sido publicados na revista de Barbour.

Fim de 1876: Na edição de Outubro do periódico The Bible Examiner [O Examinador da Bíblia], que pertencia a George Storrs, Russell reafirma a predição de Barbour que diz que os “Tempos dos Gentios” terminarão em 1914.

1877: Russell e Barbour publicam o livro Three Worlds, and the Harvest of this World [Três Mundos e a Colheita Deste Mundo], predizem que “os santos” seriam ressuscitados em 1878 e ensinam que a parábola das “Dez Virgens” começou a ser cumprida em 1844 pelos seguidores de Miller; Russell publica o seu folheto Object and Manner of Our Lord’s Return [Objecto e Maneira da Vinda de Nosso Senhor].

1878: Russell e Barbour recomeçam a publicação do Herald of the Morning [Arauto da Manhã]; “os santos” não aparecem e portanto Russell espiritualiza a “ressurreição” deles, dizendo que de facto ocorrera mas fora invisível, e que ele tinha estado à espera da “coisa errada no tempo certo”, diz também que Cristo tinha voltado invisivelmente em 1874; Russell e Barbour entram em desacordo na questão de saber se “os santos” já tinham sido ressuscitados, e isto cria o primeiro grande desacordo entre eles.

1879: Russell e Barbour separam-se; em Julho, Russell começa a publicar o seu próprio jornal, intitulado Zion’s Watch Tower and Herald of Christ’s Presence [Torre de Vigia e Arauto da Presença de Cristo]; Russell continua a proclamar que Cristo tinha voltado em 1874 e que “os Tempos dos Gentios” terminariam em 1914; Russell reafirma o seu ensino segundo o qual o movimento de Miller começou em 1844 o cumprimento “moderno” das profecias relacionadas com o tempo do fim.

Fim de 1880 e início de 1881: Russell prediz que em Outubro de 1881 acontecerá outra “ressurreição dos santos” na terra.

Fim de 1881: Russell espiritualiza a “ressurreição” de Outubro, dizendo que essa ressurreição fechou a “chamada do alto”.

Década de 1880: Russell refina as suas crenças, incluindo exactamente o que aconteceria em 1914.

1889: Russell publica o volume 2 da série The Millennial Dawn [A Aurora do Milénio], intitulado The Time Is At Hand [O Tempo Está Iminente], prediz que em 1914 “o Reino de Deus” terá obtido controlo total no céu e na terra, que Cristo estaria a governar de forma visível, que todos “os santos” seriam ressuscitados, que a cidade de Jerusalém seria mais uma vez altamente honrada, que “a Batalha do Armagedom” (que começara em 1878, segundo Russell dizia) culminaria em anarquia mundial e daria lugar a “novos céus e uma nova terra” com bênçãos pacíficas, e que o “Reino de Deus” estaria “na terra e então derrubaria e esmagaria a imagem Gentia” e “consumiria completamente o poder destes reis”.

1904: Russell decide que afinal 1914 não era necessariamente a data apropriada para “os Tempos dos Gentios” acabarem, que talvez fosse antes 1915 e que outras coisas que ele predissera poderiam ocorrer de forma muito diferente.

Início de 1914: Russell hesita sobre a certeza do seu esquema de datas e interroga-se se tinha estado “à espera da coisa errada no tempo certo”.

Fim de 1914: Russell e seguidores decidem que o eclodir da “Grande Guerra” é um cumprimento das predições de Russell e que a guerra culminaria na Batalha do Armagedom.

1916: Russell escreve que algumas das suas predições de facto não se cumpriram mas, tal como William Miller disse, “certamente tiveram um efeito muito estimulante e santificador sobre milhares, que por essa razão podem louvar o Senhor — até mesmo pelo erro. Muitos, de facto, podem expressar-se como estando gratos ao Senhor devido à culminação das esperanças da Igreja não ter sido atingida no momento que esperávamos; e por nós, como o povo do Senhor, termos oportunidades adicionais de aperfeiçoar a santidade e de ser participantes com o nosso Mestre na apresentação adicional da Sua Mensagem ao Seu Povo.”

1917: O livro The Finished Mystery [O Mistério Consumado] prediz que a Guerra terminaria em breve na Batalha do Armagedom.

1918: A Watchtower Society [Sociedade Torre de Vigia] começa a dar discursos públicos intitulados “Milhões Que Agora Vivem Podem Nunca Morrer”, título que foi rapidamente mudado para “Milhões Que Agora Vivem Nunca Morrerão”.

1920: No folheto “Milhões Que Agora Vivem Nunca Morrerão”, a WTS começa a predizer que 1925 veria a ressurreição dos fiéis profetas da antiguidade e o começo da Batalha do Armagedom.

1925: O Armagedom não vem [e os profetas também não].

Fim de 1920: Os Estudantes da Bíblia perdem 3/4 dos seus membros; os que ficam começam-se a esquecer do fiasco 1925.

1940: A revista The Watchtower [A Sentinela] informa o público que o Armagedom está a apenas alguns meses de distância.

1942: Depois da morte de J. F. Rutherford, Nathan Knorr anuncia que afinal o término da Guerra não resultará na Batalha do Armagedom, mas que se seguirá brevemente.

Década de 1950: A Sociedade diz aos seus membros que devem esperar a vinda do Armagedom muito brevemente.

1961: No livro Let Your Name Be Sanctified [Santificado Seja o Teu Nome], Fred Franz diz às Testemunhas de Jeová que em 1942, quando Rutherford, no seu leito de morte, designou Franz e Knorr para liderarem a Sociedade, o trabalho de “Elias” estava terminado e o de “Eliseu” começou. Este trabalho, escreveu Franz, começou na década de 1870 com Russell. Se juntarmos a isto os ensinos de Russell a respeito das “Dez Virgens”, somos levados à conclusão de que foi William Miller quem realmente começou este trabalho moderno de Elias e é ele o pai espiritual das Testemunhas de Jeová. É claro que Miller tem muitas outras “filhas”.

1966: No livro Life Everlasting in the Freedom of the Sons of God [Vida Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus], Fred Franz diz às Testemunhas de Jeová que 6.000 anos de história humana terminariam em 1975 e que era quase certo que o Armagedom viria nessa data.

1967: A Sociedade dá ordens a Superintendentes de Circuito para fazerem discursos em assembleias de circuito anunciando que o Armagedom viria definitivamente em 1975.

1968: A Sociedade institui uma campanha de Estudos Bíblicos com a duração de seis meses, em antecipação ao grande afluxo de novos convertidos nos poucos anos que faltam para o Armagedom.

Fim da década de 1960 até ao início da década de 1970: As Testemunhas de Jeová informam o mundo que é extremamente provável que o Armagedom virá em 1975.

1975: A Sociedade informa os seus seguidores de que o Armagedom não veio.

1976: Fred Franz lança a culpa sobre a comunidade das Testemunhas de Jeová: “não veio porque VOCÊS estavam à espera que viesse”. A revista The Watchtower [A Sentinela] lança a culpa sobre a comunidade das Testemunhas de Jeová por ter sido desapontada em resultado de ter dado ouvidos à WTS.

Fim da década de 1970: Muitas Testemunhas de Jeová abandonam o barco.

1980: A Sociedade admite ter tido alguma culpa pelo desapontamento.

Década de 1980: A comunidade das Testemunhas de Jeová e os líderes da WTS esquecem-se de 1975; alguns esperam o Armagedom em 1984 ou em 1994, com base nos 70 ou 80 anos da geração de 1914; algumas publicações da WTS dão a entender ou declaram abertamente que “tudo estará terminado” no ano 2000.

Década de 1990: Muitas Testemunhas de Jeová esperam “o fim” no ano 2000; a WTS mantém as suas expectativas utilizando declarações vagas do género “muito em breve”.

1995: A STV muda o seu ensino acerca da “geração” de 1914 mas mantém a ladainha do “muito em breve”.

A cronologia resumida que apresentamos acima enumera cerca de 170 anos em que se “gritou ‘lobo'” através de especulações proféticas. Nem uma única dessas predições se cumpriu. Contraste isto com o que ocorreu quando Deus falou através de Moisés — “tudo se tornou verdade.” (Josué 21.45)

Mesmo que algumas das predições dos especuladores proféticos de hoje se cumprissem, seria puramente acidental, tal como quando o lobo vem depois de o rapaz ter “gritado ‘lobo'” todos os dias, durante anos. Isso não traz nenhum crédito para o rapaz.

De facto, como Jesus disse que “o Filho do homem vem numa hora em que não o esperais”, qualquer pessoa que “prediga” corretamente o momento da vinda dele não pode ser seu seguidor. Reciprocamente, ninguém que seja verdadeiro seguidor de Jesus terá a presunção de fazer tais predições.

Autor: Alan Feuerbacher

Extraído do site http://corior.blogspot.com em 09/12/2013


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

1 Comentário

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  1. resumindo: os IASD TJs são tudo farinha do mesmo saco.

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