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Algumas respostas aos mortalistas

por Pr. Natanael Rinaldi - qua jul 29, 1:07 pm

Passagens controvertidas sobre o estado intermediário entre a morte e a ressurreição do corpo e sobre a condenação dos ímpios

1) Sl 146.3,4: Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito, e eles tornam para sua terra; naquele mesmo dia, perecem os seus pensamentos.

O ensino da TV: Dizem que não há consciência após a morte. Quando o espirito se retira do corpo, dado que o espírito significa a força de vida, a pessoa deixa de existir, seus pensamentos perecem.

Refutação: A palavra pensamento significa que os planos, propósitos, ideias sobre o futuro cessam, não são levados avante, por isso o povo é exortado a pôr sua confiança em Deus e não em príncipes, cujos planos ou propósitos caem por terra.

Pergunta: Desde que a palavra “pensamentos” significa ideias, planos, propósitos, não fica fora de sentido interpretar o texto como prova de aniquilamento?

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2) Ec 9.5,6: Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

O ensino da TV: Desde que os mortos não têm consciência de nada, é certo que não sofrem qualquer tipo de castigo.

Refutação: Se os mortos estão inconscientes, como se justificar o ensino da Sociedade Torre de Vigia sobre os cento e quarenta e quatro mil que estão vivos no céu e dirigindo a organização aqui na terra como ensina o livro “REVELAÇÃO E SEU GRANDIOSO CLÍMAX ESTÁ PRÓXIMO Pág. 125/17? O texto não apenas afirma que os mortos não sabem coisa nenhuma como também afirma que não terão “mais recompensa” (v.6). Se se ensina que os mortos não estão conscientes deve-se concluir também que não tem mais recompensa, ou seja, não haverá ressurreição ou galardão. A Bíblia, porém, afirma que haverá recompensa (1 Pe 5.4; Ap 22.12). Logo, o texto está assegurando que os mortos “não sabem coisa nenhuma do que ocorre debaixo do sol” (Ec 9.6,9), mas não significa que não saibam do que ocorre entorno deles onde se encontrem, ou seja, no céu (Ap 6.9- 11) ou no Hades (Lc 16.22-25).

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3) Ez 18.4: Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.

O ensino da TV: Afirma que não há uma entidade consciente chamada alma que sobrevive à morte do corpo.

Refutação: Se, como querem, a alma é apenas o homem mortal, logicamente todo o homem que pecar morrerá. No entanto, os homens vivem pecando e vivem vivos. Assassinos, ladrões adúlteros gozam de saúde – Que tipo de morte então sofre a alma que pecar? A morte, neste contexto, tratada da separação entre Deus e os homens, que vivem em ofensas, delitos e pecados (Ef 2.1,5; 1 Tm 5.6). Tanto é assim, que essa alma, separada de Deus, pode se converter e reverter sua circunstância de “morta” pra “viva” (Ez 18.20,21). Como poderia alguém se converter se estivesse aniquilado?

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4) Lc 16.22-28: E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio. E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.

O ensino da TV: Afirmam que o ensino de Jesus é inteiramente simbólico e que não indica consciência depois da morte. Afirmam que se trata de uma parábola. Dizem que o rico representava os judeus religiosos – os fariseus. Lazaro os judeus piedosos que seguiram a Jesus.

Refutação: Se a morte significa aniquilamento ou inconsciência, qual é o ponto central de Lc 16.22-28? Estaria Jesus ensinado uma falsidade? Quando Jesus ensinava sempre usava exemplos da vida real:

  • O filho pródigo que retornou à casa do pai;
  • Um homem que encontrou um tesouro escondido e vendeu o que tinha para comprar um campo;
  • Um rei que deu um banquete para o seu filho.

Todas estas e outras ocorrências eram comuns nos dias de Jesus. Jesus nunca ilustrou ensino seu com falsidades. Logo, Lc 16.19-31 só pode ser reconhecido como evidência sólida do que ocorreu depois da morte, ou seja, existência consciente de felicidade ou sofrimento.

Pergunta: Crê que Jesus ilustrou seus ensinos com falsidades? Sim ou não? Considerando que Jesus sempre se utilizou de exemplos reais da vida para ilustrai seus ensinos, o que Ele quis ensinar com Suas palavras em Lc 16.19-31?

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5)  Lc 23.43: E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

O ensino da TV: Dizem que tradução correta precisa ser ensinada à luz das Escrituras. Desde que a Bíblia afirma não haver consciência após a morte (S1146.3.4) é claro que a tradução correta é Deverás, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso”:

Refutação: É um caso real de alteração da Bíblia feitas pelos jeovistas para justificar suas doutrinas. Sem qualquer base, eles introduzem uma vírgula em parte da sentença com o propósito de alterar completamente o sentido das palavras de Jesus. A frase “em verdade te digo” é usada 74 vezes os Evangelhos. No grego é “στην αλήθεια σας λέω é sempre usada como introdução. E igual a expressão do A.T. “Assim diz o Senhor”. Jesus usava esta expressão para introduzir uma verdade que era importante.

Ponto chave: em 73 vezes das 74 que ocorrem nos Evangelhos, a Tradução do Novo Mundo (TNM) coloca a pontuação com a vírgula imediatamente após a frase “Em verdade vos digo”. Só em Lc 23.43 a TNM não coloca a pontuação depois. Por quê? Porque se a pontuação fosse colocada depois da frase “Em verdade te digo…” , a palavra “hoje” poderia pertencer a segunda parte da sentença “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso” indicando que o ladrão estaria com Jesus no Paraíso naquele mesmo dia. Mais isso seria contra a teologia das Testemunhas de Jeová.

Pergunta: Sabe-se que 73 das 74 vezes que aparece no N.T. a frase ” Em verdade te digo” a TNM coloca corretamente o lugar da pontuação imediatamente depois dessa expressão “Em verdade te digo…”? Para ser coerente concorda que Lc 23.43 poderia ser traduzido: “Deverás, eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso” ? (2 Co 12.4)

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6) Mt 25.46: Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.

O ensino da TV: Dizem que um dos sentidos da palavra Kolasin originalmente significa “decepamento” com o sentido de “cortar”, “decepar”, aniquilar”.

Refutação: As palavras gregas em questão são Aiónios (eterno) e Kolasin (castigo). Alguém pode existir e não ser castigado, mas ninguém pode ser castigado se não existir. Aniquilação significa inexistência. A Bíblia não fala de graus de aniquilação, mas fala de graus de punição, ou castigo no dia do juízo (Mt 10.15; 11.21-24; Hb 10.29; Ap 22.13). Considerando que os homens sofrerão graus de punição na Geena, isso mostra que aniquilação não é ensinada em Mt 25.46. Não podemos castigar uma pedra, uma casa, uma árvore. Ser castigado exige consciência. Um castigo que não é sentido não é castigo. Não posso castigar meu carro porque anda gastando muito combustível. Em Mt 25.46 se declara que o castigo é eterno. E um adjetivo também empregado para definir o Deus eterno (Rm 16.26; Hb 9.14; 13.8; Ap 4.9).


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