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O ANO DE 1914

AS TJ AFIRMAM QUE JESUS JÁ VOLTOU:
        
As TJ negam o que a Bíblia ensina sobre a volta pessoal, literal e visível de Cristo para governar e reinar sobre a terra, durante o milênio. Ensinam que Cristo já voltou em 1914, veja esta declaração; “Na sua volta... no ano de 1914” (Livro – Poderá Viver...Pág.193). E para consubstanciar sua declaração, citam todas as invenções modernas como prova da presença de Jesus aqui e agora. Nos seus escritos encontramos ainda as seguintes declarações: “Não devemos esperar que Ele torne a voltar como ser humano”; “A volta fica mais adequadamente traduzida por presença e se refere à presença invisível do Senhor”. Contrastando com isso, o estudante da Bíblia descobre que a verdade é que Jesus Cristo vai voltar novamente em duas etapas; a primeira para o arrebatamento (rapto ou tirada rapidamente) da Igreja (I Ts.4:13-18; Mt.24:36-44), e a segunda etapa da Sua vinda será com poder e grande glória e todo o olho o verá, leiamos: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt.24:30; leia também Zc.14:4; At.1:11; Ap.1:7). É uma grande tolice declarar que estes fatos e muitos outros  se cumpriram em 1914. As TJ erraram em todas as predições envolvendo 1914 e hoje baseados em novas “iluminações” tentam camuflar os erros do passado.

         Em certa conversa com um ancião das TJ perguntei-lhe qual era a base para a data da volta de Jesus em 1914, e ele disse-me: “é nas previsões do livro de Daniel”; Perguntei-lhe: “Se essa doutrina é tão importante e baseada no livro de Daniel foi possível calcular a data da volta de Cristo, então por que Jesus ou algum dos apóstolos não comentaram sobre tal cálculo, visto que eles conheciam o livro de Daniel (Mt.24:15)? Seria por que Russel conhecia mais a Bíblia do que Jesus ou Paulo?”; Com um olhar estupefato e  um pouco nervoso, disse-me: “Não sei, nunca pensei no assunto”. Saiba que qualquer teólogo, ainda que seja de renome, não sabe e não poderá calcular o dia da Volta de Cristo, pois está escrito: “Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, {nem o Russel},  senão só o Pai”. (Mt.24:36 – grifo é nosso). Será que as TJ acham que o fundador da Torre de Vigia é maior que Jeová? Pois se Russel soube o dia da volta de Jesus ele deve ser um deus?

SOBRE O CÁLCULO PARA A VOLTA DE CRISTO

         As TJ afirmam que o capítulo 4 de Daniel revela a data da volta de Cristo e o começo do seu reinado. Afirmam também que Deus ficou sem reinar desde 607 A.C. à 1.914, data essa que Jesus começou a reinar. (Livro: “Poderá viver para sempre no Paraíso na Terra – pág.138-141)”. Eles alegam que o corte da árvore (Dn.4:14) foi o corte do reino de Deus e que os “sete tempos” (Dn.4:16) citados representam sete anos, que são iguais há 2.520 dias, daí eles pegam esses dias e supõem que cada dia é um ano e subtraem do ano 607 A.C. que resultará na data 1.914. O que eles fizeram, em números, é mais o menos isso:

 7 tempo (que eles dizem ser anos) x 360 dias = 2.520 dias = 2.520 anos – 607 A.C. = 1914dC. ou seja, pegaram sete anos e transformaram em dias e depois pegaram os dias e transformaram em anos que foi igual a uma grade confusão. O mais contundente disso tudo é que essa é uma conta que até você leitor sabe fazer, mas Jesus garantiu que o dia e a hora não seriam informados a ninguém (Mt.24:36).

EXPLICANDO VERDADEIRAMENTE DANIEL CAPÍTULO 4

         Em primeiro lugar vamos entender o que cada figura do texto é realmente:

A árvore: é o rei Nabucodonosor – Leia Daniel 4: 22 (TNM)

O Tronco: era o reinado de Nabucodonosor que seria cortado – Daniel 4:23 (TNM).

Os sete tempos: são literalmente “sete estações” do ano. Isso é provado pelo fato de que esses sete tempos se cumpriram naquela época e não 2.520 anos depois, leia Daniel 4:16 e 34. O versículo 34 diz: “E ao fim dos dias...” (TNM), “Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento...” (Almeida)

         Na verdade o explicativo acima é só para auxiliar um pouco, mas qualquer pessoa que tenha noção da nossa língua chegará a essa conclusão ao ler o texto, pois o cap.4 de Daniel não tem nada de oculto e nem foi Daniel quem o narrou, mas o próprio Rei. A história é simples; o reinado do Rei Nabucodonosor se tornou uma potência, uma grande árvore que era vista por todos (vrs.22) e o orgulho subiu-lhe ao coração (vrs.30) e por isso lhe sobreveio o castigo Divino. O Rei (a árvore) foi cortado (ficando um tronco) por sete tempos sofrendo uma pena. Ao terminar o tempo determinado por Deus (os sete tempos ou estações), o Rei voltou ao seu reinado (vrs.36) e glorificou a Deus que estabelece as autoridades (vrs.34,35 e Romanos 13). Esta é a simples explicação do que está escrito e não um monte de suposições sem fundamento. O que aconteceu com a Sociedade Torre de Vigia foi o predito pelo apóstolo Paulo; “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo” (II Cor.11:3), “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm.4:1).

         Agora se faz necessário questionarmos como Deus pode ficar sem ter representantes na Terra pelo espaço de 2.520 anos. É lógico que a Sociedade Torre de Vigia está errada mais uma vez, pois no próprio livro de Daniel é nos mostrado que mesmo dentro do cativeiro babilônico Deus conservava o seu povo (Dn.1:9, 17) e Daniel chegou a ser um dos governadores de Babilônia (2:48). Agora, o erro mais grosseiro dessa doutrina é afirmar que só em 1914 é que Jesus começou a reinar. O próprio Senhor Jesus nos mostrou que o Seu Reino começaria a ser implantado junto com o inicio do seu ministério, Lc.10:9 diz: “Curai os enfermos que nela houver, e dizer-lhes: É chegado a vós o reino de Deus”. No texto referido, o verbo “chegado” indica o tempo presente e não no futuro, ou seja, o seu reinado começou com o seu ministério e a cada dia milhares de pessoas se convertem ao evangelho do Senhor, fazendo o seu reino se expandir mais e mais (Ap.1:6). Também o Senhor Jesus garantiu que; a sua Igreja não iria parar, não iria fechar, mas estaria sempre prevalecendo e em atividade (Mt.16:18).

 

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