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As pretensões do clero Católico

por Artigo compilado - seg fev 17, 12:02 am

vaticano3

12.1. “A Igreja Católica é a Única Igreja de Cristo”.

A Igreja Católica prega oficialmente que ela é a única Igreja de Cristo. Se o leitor duvida, vamos às provas:

a) “A única Igreja de Cristo… é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste… na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro (o Papa) e pelos bispos em comunhão com ele” (Catecismo da Igreja Católica, página 234, # 816, Editora Vozes, 1.993. O que está entre parênteses é nosso).

b) “A Igreja Católica … continua sendo a única igreja verdadeira”

c) O Frei Battistini disse: “Se você pertence à única e verdadeira Igreja de Jesus, a Igreja Católica, sinta-se feliz e agradeça a Deus…” (A Igreja do Deus Vivo, página 46, 33ª Edição, 2001, Editora Vozes).

d) Na obra intitulada Os Erros ou Males Principais dos Crentes ou Protestantes, 7ª edição, editado pela editora O Lutador, sob o imprimatur do Monsenhor Aristides Rocha, afirma-se à página 4 que antes dos protestantes “existiam apenas católicos romanos, os genuínos cristãos do único e verdadeiro Cristianismo” (Grifo nosso).

e) O já citado Padre D. Francisco Prada, em seu aludido livro Novenário, 3ª edição de 1996, editado pela AM edições asseverou: “Ora, o reino de Deus na terra é a sua Igreja Católica. Pedimos que ela seja reconhecida como única representante dele; que desapareçam aquelas que, usurpando tal nome, a perseguem; que os hereges cismáticos e infiéis se voltem para ela como meio de salvação”.

f) Vociferou o Padre Leonel Franca: […] “Igreja Católica, […] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” […]. FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed., 1973, p. 298

g) O autor destas linhas já teve a desdita de ouvir pessoalmente um padre católico dizer que “a Igreja Católica é a única igreja verdadeira, por ser a única fundada por Cristo’’, e acrescentou que as igrejas evangélicas são fundadas por homens.

Apresentar-se como a única Igreja de Cristo é uma das características das seitas; portanto, nenhuma igreja realmente cristã prega isso. O porquê disso é que sabemos que a única e verdadeira Igreja não está na rua tal, número tal, pois a mesma é o conjunto dos redimidos pelo sangue de Jesus, e não os adeptos de uma certa associação.

O ex-padre Aníbal confessou que após entregar-se a Cristo, permaneceu na Igreja Católica por mais de três anos, mostrando a todos os católicos (leigos e clérigos) que o Catolicismo não é bíblico. Logo, ele tornou-se membro da única e verdadeira Igreja de Cristo três anos antes de vincular-se fisicamente a uma igreja evangélica.

Essa vaidade dos papas de alegarem que o seu grupo é a única Igreja de Cristo, não encontra lugar entre os membros da igreja deste autor, os quais, apoiando-se em Rm 14 e outros trechos bíblicos, fazem “vista grossa’’ às falhas banais de outras igrejas e as considera co-irmãs em Cristo. Sim, há união entre nós! Aleluia! Este respeito recíproco é importante, pois ninguém é dono da verdade.

Nunca ouvimos um pastor evangélico afirmar que a sua igreja é a única Igreja de Cristo, ou a única organização verdadeiramente cristã, mas a literatura dos católicos, das testemunhas-de-jeová, dos mórmons, dos adventistas do sétimo dia e outros grupos pseudo cristãos, tem a petulância de fazê-lo.

O Catecismo da Igreja Católica, embora diga textualmente que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo, como demonstramos na transcrição supra, se o leitor ler o contexto do texto copiado perceberá que a dubiedade salta aos olhos. O clero católico morde e assopra.

2.2. “Fora da Igreja Católica Não Há Salvação”

A epígrafe acima é de autoria da cúpula da Igreja Católica, e de fato nos declara perdidos, por não seguirmos as suas doutrinas de perdição. Para que se saiba que de fato não estamos caluniando, veja os exemplos abaixo:

1º) No Catecismo da Igreja Católica já citado, há um texto incoerente, cheio de é mas não é (a saber, ora diz que só os catolicos se salvarão, ora diz que os evangélicos e até os adeptos das religiões não cristãs [principalmente os muçulmanos] também serão salvos. O dito texto deixa claro que embora seja necessário ser católico para se salvar, Deus abrirá uma exceção para os religiosos sinceros que ignoram esta verdade). Sim, leitor, nas páginas 232-244, ## 811-848, há um comentário autodiscrepante, objetivando provar que a Igreja Católica é necessária para a salvação. O parágrafo 846 é arrematado assim: “…Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar”. Este texto consta também do Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, página 55, # 38).

Se realmente a Igreja Católica fosse necessária para a salvação, e se deveras houvesse uma exceção para os que ignoram isso, nós, os evangélicos, certamente não somos anistiáveis, visto não sermos inocentes. Veja que o Catecismo da Igreja Católicaem diz que“não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou então perseverar”. Ora, se assim é, então nós somos incrédulos, não desinformados. E, conseqüentemente, a regra nos deve ser aplicada. Mas, como vimos, o Catecismo nos “anistia”. Isso prova que o clero católico morde assopra.

2º) O padre John A. O’Brien afirmou em The Faith of Millions (A Fé de Milhões), página 46, Que “A Igreja Católica Romana é a verdadeira igreja, estabelecida por Jesus Cristo para a salvação de toda a humanidade”.

3º) O Padre Dom Estêvão Bittencourt, visto como um dos maiores teólogos do Catolicismo, asseverou: “… O Catolicismo é o único caminho para Cristo.” (revista Época, 11/09/2000).

4º) O Padre Leonel Franca vociferou: […] “Igreja Católica, […] único baluarte da força moral, única tábua de salvação” […]. E: […] “o catolicismo vive e só ele pode dar vida” […]. (FRANCA, Leonel. Noções de História da Filosofia. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 21 ed. 1973, pp. 298 e 326 respectivamente. Grifo nosso). Aqui o Padre Leonel Franca questiona não só o valor espiritual das igrejas sevangélicas, mas também põe em xeque sua utilidade moral, ao afirmar que o catolicismo é o único baluarte da força moral. Logo, as igrejas evangélicas não prestam nem para  soerguer o moral dos povos. Será que ele pensa que as igrejas evangélicas são imorais? Raciocine e tire suas próprias conclusões.

5º) Realmente a Igreja Católica não crê na salvação dos evangélicos, pois ela prega oficialmente que os que não são devotos de Maria estão nas trevas. veja: “perca uma alma a devoção para com Maria e que será senão trevas?… Ai daqueles… que desprezam a luz deste sol, isto é, a devoção a Maria…’’ (Glórias de Maria, de autoria de um bispo católico que virou “santo” e “Doutor” da “Igreja”, a saber, “Santo” Afonso de Ligório, Editora Santuário, 14ª edição de 1.989, página 82).

O livro Glórias de Maria é obra oficial da Igreja Católica, já que:

a) À página 13 podemos o seguinte acerca do seu autor: “Em vida a Igreja o honrou, elevando-o à dignidade episcopal. Morto, elevou-o aos altares, deu-lhe a auréola de Doutor zelosíssimo, aprovou-lhe os escritos, depois de percorrê-los cuidadosamente” (Grifo nosso).

b) Seu autor era bispo católico. Isto, por si só não prova nada, pois resta saber se se trata ou não de um ato isolado. Contudo, ao lado dos demais itens a seguir postos na balança, este fato não é desprezível, visto saltar aos olhos que todo o clero católico vem sendo cúmplice dessa profanação;

c) Seu autor não foi repreendido pelos seus superiores hierárquicos. O clero deveria repreendê-lo e exigir retratação, sob pena de excomunhão. Até porque nos dias de “santo” Afonso (1696-1787), a Igreja Católica era muito mais intolerante do que é hoje, chegando a matar os “hereges” (Como é do conhecimento de todos os que estudam a História Universal, a Inquisição vigorou *oficialmente do século XII ao século XIX [1183 a 1834). Logo, bastaria o silêncio dos papas para ficar provado que o livro Glórias de Maria goza da sanção deles.

d) Seu autor foi canonizado pelo Papa Gregório XVI. Não é fácil conseguir o status de santo no Catolicismo. Quanto a isso, o clero é extremamente exigente. Contudo, “santo” Afonso passou no teste, apesar de suas blasfêmias (ou graças a elas?). Então os papas não viram nada que desabonasse sua conduta, o que implica em concordar com suas heresias. Considerar seus disparates como falhas irrelevantes e inofensivas, já seria um grave erro. Porém, a cúpula católica fez mais do que isso, pois confessa que “aprovou-lhe os escritos”, como vimos acima

e) Seu autor foi declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio IV.

Nem todos os “santos” são Doutores da Igreja, segundo o Catolicismo. O Padre Luiz Cechinato, em seu livro Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, Editora Vozes, 4ª edição de 2001, além de ratificar à página 314 que o senhor Afonso de Ligório foi reconhecido Doutor da Igreja, na página 96 nos diz o que significa isso: “Doutores da Igreja são santos e santas que, nos diferentes períodos históricos da Igreja, distinguiram-se pela doutrina reta, grande sabedoria, santidade de vida e obras de notável valor (escritos ou pregação). O que eles ensinaram tem validade perene e universal. Suas obras servem de referência e de fonte aprovada pela Igreja para elaboração da Teologia e da vivência da fé…” (Grifo nosso). Repito: Então essa seita considera o conteúdo do livro do senhor Afonso como doutrina reta, algo de notável valor, fonte aprovada pela Igreja, etc.

f) A propagação do livro. Os católicos (tanto leigos quanto clérigos) envolvidos nas traduções e edições desse livro, não foram advertidos. O dito livro é obra que existe há 256 anos (tomando por base o ano de 2006, quando atualizei esta 3ª edição, considerando que, segundo consta da página 11, em 1987 esse maldito livro já existia Há 237 anos), já teve 800 edições, é publicado por editoras católicas, traduzido em diversos idiomas (escrito originalmente em italiano, consta na página 9 que até 1952 o dito livro já havia sido traduzido em alemão, inglês, espanhol, francês, holandês e “em outras línguas”), elogiadíssimo pelos seus tradutores e editores que chamam seu autor de “santo doutor’’ e, não obstante, os demais padres, e inclusive o alto clero (papas, bispos, arcebispos e cardeais), nada opõem. Ora, um livro tão herético estaria sendo refutado pelo clero, se a liderança católica fosse ortodoxa. Isso, porém, a cúpula católica não pode fazer, pois implicaria em destituir esse “santo”. Isso seria complicado, pois implicaria em reconhecer o triste fato de que há três séculos os católicos estão rezando a um filho das trevas, cuja alma irremediavelmente perdida, padece no fogo do Inferno;

g) O clero é tolerante? Talvez o clero católico tente se defender, alegando que canonizar alguém não implica, necessariamente, em concordar com o canonizando, em todos os detalhes. Nós concordamos, mas compreendemos que um erro grave deveria desqualificar o candidato à categoria de Santo. E não é um erro gravíssimo afirmar que o ofício de Jesus não é socorrer os miseráveis? Isso não equivale a negar que Jesus é o Salvador? É essa uma questão de somenos importância? O silêncio do clero já seria comprometedor, mas os clérigos católicos não guardaram silêncio, pelo contrário, fizeram e fazem mais do que pronunciar a favor desse pernicioso livro, considerando que canonizar seu autor, elevá-lo a Doutor da Igreja, elogiar e recomendar o seu livro, custear suas edições, promover sua difusão pelo mundo afora traduzindo-o para diversos idiomas, etc., equivale a ombrear esse falso profeta e endossar suas blasfêmias.

O livro Glórias de Maria é, sim, obra oficial da Igreja Católica. Duvidamos que o clero católico negue isso. Mas, se o fizer, estará subestimando a nossa inteligência, bem como mentindo, pois vimos acima que a “Igreja” aprovou os escritos do senhor Afonso, “depois de percorrê-los [isto é, lê-los e estudá-los] cuidadosamente”. É livro oficial, ou não é? A resposta é: A “Igreja” já disse textualmente que “sim”. Além da afirmação textual ou gráfica, temos que levar em conta que essa seita está promovendo a difusão desse tão diabólico livro. Isto significa que a Igreja Católica diz e prova que o livro do seu Santo Doutor é dela.

Como já informei, às vezes o Catecismo da Igreja Católica finge reconhecer a validade das igrejas evangélicas, bem como das religiões não-cristãs (como se pode ver às páginas 235 e 242, # # 818-819, 841. Veja também o Compêndio do Vaticano II, 29ª edição, Editora Vozes, páginas 56-57, # # 41-42). Mas esse malabarismo é um sofisma, cujo alvo é bem definido: fazer com que o dito fique pelo não dito, e, deste modo, confundir os incautos. Como o diabo sabe prepar suas arapucas!

Todos os que estudam a História Geral sabem que a Igreja Católica pregava que FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO, mas muitos pensam que esse radicalismo é coisa do passado. Porém, como o leitor acaba de ver, essa heresia ainda está de pé. Como bem o disse o ex-padre Aníbal, de saudosa memória, “O Concílio Vaticano II não trocou as velhas heresias por doutrinas novas, mas tão-somente pintou-as”.

Alegando a Igreja Católica que ela é necessária à salvação, está usurpando a função daquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (Jo 14.6).

Caro leitor, não se submeta à tirania desses usurpadores. Para se salvar, você não necessita de nenhuma igreja. Após entregar-se a Cristo e se salvar, se você não quiser se vincular a nenhuma das igrejas que já existem, funde a sua própria denominação. Portanto, siga a Cristo e liberte-se (João 8.12,32). Mas, se você não quiser fundar a sua denominação, sugerimos que você se dirija a uma das muitas igrejas realmente cristãs, para usufruir do companheirismo daqueles que, como você, também têm Cristo em seus corações (Hebreus 10.25). Ademais, se todos os católicos, leigos e clérigos, decidirem seguir a Bíblia, se salvarão dentro da própria instituição católica. Não cremos que eles tenham que vir para as igrejas evangélicas. Nós cremos que quem salva é Cristo.

Muitos católicos já nos perguntaram: “Por que vocês dizem que se não formos para suas igrejas não seremos salvos?’’ A nossa resposta tem sido: Nós não pregamos isso. Quem prega isso são os clérigos da sua igreja.

Segundo a Bíblia, a queda de Satanás consistiu no fato de que ele concebeu o seguinte pensamento: “…Subirei ao céu; acima das alturas das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… subirei acima das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” Mas Deus disse-lhe “…Levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.’’ (Isaías 14. 13 a 15). Temos, na Igreja Romana, uma repetição dessa usurpação. Ela também disse no seu coração: Subirei ao trono do Império Romano, estabelecerei o meu trono no Vaticano, e serei semelhante ao  único Salvador, tornando-me também a única salvadora. Mas Deus está dizendo a ela e aos  que estão sob seu cetro:  “Contudo, levados sereis ao inferno”.

A salvação não está na Igreja Católica, nem tampouco no protestantismo. Especialmente nos séculos 16 e 17, muitos calvinistas e outros protestantes eram tão assassinos quanto a pretensiosa “Igreja” Católica (Veremos isto no capítulo 12 [12.4.]). Às vezes pensamos que isso era coisa das idades Média e Moderna, mas Deus sempre condenou o homicídio e prometeu lançar no Inferno a todos os assassinos que não se converterem. Logo, no Inferno há padres, protestantes, papas, pastores evangélicos, etc. E, se você não quer se juntar aos infelizes que lá sofrem as conseqüências de suas imbecilidades, deixe de crer que a salvação está neste ou naqueloutro grupo, e refugie-se em Cristo já. Sim, refugie-se em Cristo, mas só em Cristo, e não, numa mistura de Cristo, ídolos e homens embusteiros.

2.3. “Infalíveis”

Como já vimos, o Catolicismo sustenta que o Papa é infalível quando fala ex-cátedra, ou seja, de sua cadeira, isto é, com a autoridade de que é investido. Crê-se que Deus delegou aos papas o dom da inerrância quando dissertam sobre fé e costumes. Isto significa que os católicos não precisam se preocupar com a ortodoxia doutrinária. Eles podem fechar os olhos e seguir ao papa sem medo, pois é impossível que o papa erre.
Para que o leitor possa ver mais uma vez que realmente as coisas são assim, fazemos as quatro transcrições abaixo:
1ª) “Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a verdade. Pelo ‘sentido sobrenatural da fé’, o povo de Deus ‘se atém indefectivelmente à fé,’ sob a guia do Magistério vivo da Igreja.
A missão do Magistério está ligada ao caráter definitivo da Aliança instaurada por Deus em Cristo com seu Povo; deve protegê-lo dos desvios e dos desfalecimentos e garantir-lhe a possibilidade objetiva de professar SEM ERRO a fé autêntica. O ofício pastoral do Magistério está ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores de carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes. O exercício deste carisma pode assumir várias modalidades”
(Catecismo da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891 [grifo nosso]).

Bastaria a cópia acima, contudo, prometemos acima quatro cópias e, portanto, prossigamos:

2ª) “GOZA DESTA INFALIBILIDADE O PONTÍFICE ROMANO, chefe do Colégio dos Bispos, por força do seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé e aos costumes…A INFALIBILIDADE prometida à Igreja RESIDE TAMBÉM no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo EM UNIÃO COM o sucessor de Pedro’ , sobretudo em um Concílio Ecumênico. Quando, pelo seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa ‘a crer como sendo revelada por Deus’ e como ensinamento de Cristo, é preciso aderir na obediência da fé a tais definições’. Esta infalibilidade tem a MESMA EXTENSÃO que o próprio depósito da REVELAÇÃO DIVINA” (Catecismo da Igreja Católica, página 255, # 889 a 891, [grifo nosso]).

3ª) O Padre Luiz Cechinato disse que “…o papa, quando fala em lugar de Cristo sobre as verdades de nossa salvação, não pode errar, porque ele tem a assistência do Espírito Santo, e porque Jesus assume em seu próprio nome o que o papa decide. […] (Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, Editora Vozes, 4ª edição de 2001, página 358).
O que o Papa pretende com essa pretensão de infalibilidade exclusiva? Resposta: Manipular os católicos a seu bel-prazer.
O Papa se declara tão inerrante quanto a Bíblia, quando afirma que a sua “infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da revelação divina”, como vimos acima.
Uma prova material de que os papas não são infalíveis nas “decisões eclesiásticas” é o fato de eles se contradizerem. Vejamos alguns exemplos:

a). Em 1.229 o concílio de Toulouse proibiu a leitura da Bíblia ao povo. Hoje, não obstante adulterarem-na com a adição de livros apócrifos e “explicações” heréticas nas margens inferiores (rodapés), sua leitura é recomendada.

b). Ainda em 1.229, no referido concílio de Toulouse, estabeleceu-se a tal de “santa” inquisição, confirmada em 1.232, por Gregório X, segundo a qual todos os que pregassem alguma coisa que não harmonizasse com o Catolicismo, deveriam ser torturados até a morte. E muitos fiéis servos de Deus morreram nessa época, por não se submeterem aos abusos desses emissários de Satanás. Hoje, porém, não mais nos matam a bel-prazer, embora mantenham por escrito a ordem de que “os heréticos, além de serem excomungados, devem ser condenados á morte”, (Enciclopédia Católica (em inglês), página 768, citado em O Movimento Ecumênico, editado pela Imprensa Batista Regular, página 17, da autoria do pastor Homero Duncan.

c). Em 670, o papa Vitélio, para manter o povo no obscurantismo, decidiu falar a missa em Latim, exatamente para que ninguém entendesse nada, por ser já o Latim uma língua morta. Essa idéia agradou tanto aos papas que o sucederam, que ampliaram a idéia, proibindo também a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. Naquela época, a Bíblia já havia sido traduzida para o Latim, e então se determinou que não se fizesse nenhuma outra tradução. Hoje, porém, as traduções são feitas com a aprovação dos papas. Estas contradições entre um papa e outro provam que de infalíveis eles não têm nada. Contudo, o Padre Miguel Maria Giambelli, em o livro de sua autoria intitulado A Igreja Católica e os Protestantes, à página 68, “interpreta” Mateus 16.19, como se Jesus tivesse dito o seguinte: “Nesta minha Igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu decretares, eu ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha autoridade”. Mas esta conclusão não está respaldada pela Bíblia, a qual diz que o apóstolo Paulo não se silenciou diante do erro do apóstolo Pedro, como quem diz: “Está errado Pedro, mas, como Jesus disse que qualquer coisa que decretares, Ele ratificará lá no Céu, eu concordo”; mas o repreendeu prontamente (Gálatas 2.11-14). Leitor, se nestes versículos não aparece na sua Bíblia o substantivo Pedro, mas Cefas, saiba que Cefas é o mesmo que Pedro (João 1.42).
Mateus 16.19 está mal traduzido na maioria das Bíblias protestantes e católicas. Estas traduzem este versículo mais ou menos assim “… tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus”. Estas traduções equivocadas conferem a Pedro uma autoridade tal, que o põe acima de Deus. Já não é mais Pedro quem deve se orientar pelo Céu, mas o Céu é que se orientará por ele. Mas na ARA (Almeida Revista e Atualizada) este erro foi corrigido, razão pela qual podemos ler lá o que se segue: “… o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus”. Deste modo, Jesus não está dizendo que aprovaria tudo quanto Pedro fizesse; e sim que Pedro, ao fazer qualquer coisa, devia certificar se a mesma gozava ou não da sanção do Rei dos reis e Senhor dos senhores – Jesus Cristo – o Filho do Deus vivo.
O modo como Mateus 16.19 está no original, aceita tanto esta última tradução, quanto as outras. Nestes casos, a tradução fica a cargo do bom senso e, sobretudo, do contexto bíblico. Sabemos pela Bíblia que os cristãos primitivos não se submetiam cega e incondicionalmente às decisões do apóstolo Pedro, mas o questionavam e exigiam dele explicações, sob pena de excomunhão. Para vermos isto, basta lermos o que está registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 11, versículos 2 a 18, detendo-nos nos versículos 2, 3, e 18, meditando no fato de que, quando Pedro se explicou, os irmãos se apaziguaram (v. 18). Se os irmãos se apaziguaram, então o debate foi acirrado. E é assim que os cristãos primitivos tratavam todos os apóstolos. Eles tinham que provar que os seus sermões tinham a aprovação de Deus (Atos 17.10,11).
Para que se enxergue que os papas vêm errando através dos séculos, basta raciocinar. Logo, os que ainda pensam sabem que os papas também erram, por duas razões: 1ª): Os papas são seres humanos. 2ª): A História registra inúmeros erros cometidos por papas. Mas, como o fanatismo religioso priva do uso da razão, é possível que alguém diga que esta questão é relativa, alegando que o que nós, os evangélicos, chamamos de “erros dos papas”, pode não estar errado de fato. E, para que até os cegos vejam, apelamos para as incoerências papais. Talvez as contradições entre um papa e outro, ajudem os fanáticos a entenderem que a suposta infalibilidade papal é uma farsa. Deus não se contradiz!!!

Os papas se expõem ao ridículo quando se auto-proclamam infalíveis. E não menos ridículo é tentar provar que os papas são falíveis. Nós só nos expomos ao ridículo de refutar esse disparate, por amor aos católicos. Realmente há heresias que não merecem ser refutadas, e a chamada “infalibilidade papal” é uma delas.
Este autor não tentaria convencer pessoa alguma (seja lá quem for, inclusive Papa) de que ela está equivocada por se julgar infalível, pois custa-nos crer que haja alguém que não saiba disso. A menos que ela sofra de algum distúrbio mental. Ora, se todos já sabem que são falíveis, não há porquê, nem como, convencer alguém deste fato. Por outro lado, se houvesse alguém que se julgasse infalível, Deus não iria condená-lo por isso, visto não ser justo que os loucos respondam por seus atos. Não me expresso desta maneira ironicamente, e sim, porque deveras eu suspeito da sanidade mental de alguém que, com sinceridade, se proclama infalível.

A ironia é um recurso válido. Até o profeta Elias foi irônico para com os adoradores de Baal. Este autor também às vezes lança mão deste recurso, mas no presente tópico não estou sendo irônico, e sim, falando do que realmente penso.

Há um senhor catarinense, chamado Iuri Thais, cujo pseudônimo é Inri Cristo, que se diz Jesus Cristo. Ora, sem ironia alguma digo que a meu ver, ou esse senhor é demente, ou é charlatão. Ele e seus discípulos sem dúvida irão se melindrar se tomarem ciência deste meu parecer. Talvez digam que estou sendo irônico. Mas posso garantir que não é este o caso. Digo com toda a sinceridade, diante de Deus, que não estou sendo irônico. Estou falando do que realmente penso. Se estou ou não com a razão quanto a isso, é discutível (suponhamos que seja). Logo, o senhor Inri e seus seguidores têm o direito de concordar ou não comigo. Mas diante de Deus informo que a presente declaração não é irônica, nem tampouco se destina a afrontá-los. Estou apenas falando do que penso, sem retórica.

Talvez o leitor pense que o último parágrafo acima não tem nada que ver com o tema abordado neste tópico. Porém, sua existência destina-se a notificar que, a meu ver, dizer-se Jesus Cristo é tão absurdo quanto se proclamar infalível; e que quando digo que suspeito da sanidade mental de quem se julga inerrante, não estou sendo irônico, tampouco o faço a título de ofensa. Antes falo do que verdadeiramente penso.

Embora eu não seja psiquiatra, nem psicólogo, parece-me (corrijam-me os profissionais dessas áreas se estou errado) que se autoproclamar “Jesus”, é tão patológico quanto dizer-se infalível. Talvez você esteja pensando: “Como esse pastor ousa comparar esse tal de Inri com Sua Santidade?”. A resposta é que assim como para você o Papa é Sua Santidade, para os adeptos do senhor Inri, o Papa não é nada, enquanto Inri é tudo. Inri é Jesus. E aí temos apenas a sua opinião contra a deles. Se os papas podem se julgar infalíveis, por que o senhor Inri não pode se considerara Jesus? Os direitos são iguais, não?! Por que penso assim? Resposta: Quem se julga Jesus Cristo, não deve se considerar uma simples criatura, já que Jesus não o é. Semelhantemente, considerar-se infalível equivale a se auto-endeusar, visto que só Deus é inerrante. Assim sendo, pergunto reverentemente aos que estudam a psique: Será que os “infalíveis” e os “Jesus Cristos” não estão com algum problema mental?

Há notáveis diferenças, bem como algo em comum entre o senhor Inri e os papas. EI-las parcialmente:

  • O senhor Inri e os papas dizem, de per si, coisas igualmente inusitadas de si próprios, porém o senhor Inri é visto pela grande maioria como, ou charlatão ou psicopata, enquanto os papas são vistos como celebridades;
  • O senhor Inri possui poucos adeptos, mas o Papa tem mais de 1.000.000.000 de discípulos;
  • É difícil acreditar que homens tão ousados consigam adeptos, mas, para nossa surpresa, eles os possuem. E, pasme o leitor, ambos são seguidos por pessoas cultas. O senhor Inri tem, entre seus adeptos, até uma psicóloga.

2.4. São os Únicos “Sucessores” dos Apóstolos

Os clérigos católicos alegam que os protestantes se separaram da verdadeira Igreja e, por conseguinte, da sucessão apostólica; o que prova, segundo eles, que os pastores evangélicos não são qualificados e credenciados para este ofício, e sim, meros curiosos. Isso é dito com todas as letras, pelo Padre Vicente Wrosz, que afirmou: “…Os protestantes desligaram-se da sucessão dos Apóstolos, por isso seus pastores não recebem o sacramento da ordenação sacerdotal e não têm nenhum poder espiritual… E ninguém de nós arriscaria submeter-se à operação do coração por um ‘curioso’ autônomo… O mesmo vale na…Igreja… Apóstolos e seus sucessores, papas e bispos católicos. Só eles têm a promessa de Cristo, de serem introduzidos pelo Espírito Santo em toda a verdade…” (Respostas da Bíblia às Acusações dos “Crentes” Contra a Igreja Católica, Editora Pe. Reus, 48ª edição/2000, páginas 13, 26-28). Todavia, nós, os verdadeiros Ministros do autêntico Evangelho estamos sim, sucedendo os apóstolos. Esta sucessão, porém, não é o nosso objetivo, e sim, conseqüência natural do fato de estarmos seguindo a Cristo. Jesus Cristo não deixou sucessores, e sim, seguidores; não deixou vigários, e sim, representantes; não deixou inquisidores assassinos, e sim, mártires; não deixou ditadores, e sim, pregadores e ensinadores; não deixou déspotas, mas exemplos a serem seguidos, etc.

2.5. Alicerce da Igreja

Logicamente, a “Rocha” sobre a qual a verdadeira Igreja está edificada é Cristo. Mas o Papa, “interpretando” erradamente Mt 16.18, conclui que a pedra mencionada neste texto é o apóstolo Pedro, e, por extensão, os papas que, supostamente, o sucederam através dos séculos. Daí infere o Papa que qualquer comunidade cristã que não se submete a ele, não é (como vimos acima em 2.1), a autêntica Igreja de Cristo, visto não estar fundamentada no alicerce que é o Papa.

Considerar-se o alicerce da Igreja é, sim, ser pretensioso. Quem não se guia cegamente pelo Papa, como ele manda que façamos, mas examina a Bíblia por si mesmo, facilmente conclui que a linguagem metafórica constante de Mt 16.18 aplica-se exclusivamente a Cristo, visto que Jesus e os apóstolos trataram de elucidar esta questão. Senão, abra a sua Bíblia e leia estas referências: Mt 21.42; At 4.11; 1Co 3.11; Ef 2.20; 1Pe 2.4-6, etc.

Jesus disse ao apóstolo Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”  (Mt 16.18). Tanto a palavra traduzida por pedra, quanto o vocábulo transliterado por Pedro, podem ser traduzidos por pedra. Contudo, é oportuno informar que no idioma original do Novo Testamento, Jesus faz, neste caso, um jogo de palavras para o qual devemos atentar. No original, “pedra” é petra, isto é, rocha ou penha. Já o vocábulo transliterado por “Pedro” é Petros, isto é, uma pedra pequena ou fragmento de pedra. Uma pedra que possa ser transportada. Ora, se Cristo, logo após comparar Pedro a uma pedrinha, afirmou que edificaria a Sua Igreja sobre a rocha, salta aos olhos que Ele não pretendia construir a Igreja sobre Pedro. A Igreja, da qual Pedro era parte integrante, seria construída sobre a Rocha. “E quem é rochedo senão o nosso Deus?” (Sl 18.31 b). “… não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.8b). Está, pois, claro que “…a pedra era Cristo” (1 Co 10.4).

Admitir que os que divergem dos papas não estão apoiados na rocha e que por conseguinte não são a Igreja de Cristo, faz dos papas o real caminho da salvação. Equivale a dizer que os papas são o caminho, a verdade e a vida. E que ninguém vai a Cristo, senão por eles. Se essa crença fosse verdadeira, os assassinos que matavam em obediência aos papas, nos dias da famigerada “Santa” Inquisição, estariam hoje no Céu; ao passo que João Hus, Jerônimo Savonarola, e milhares de pessoas que ao serem ameaçadas pelos papas, preferiram a morte a desobedecer a Cristo, estariam todas no Inferno. Sim, crer que o Papa é o fundamento da Igreja e que, portanto, quem não o obedece está desobedecendo a Cristo, nos leva às seguintes conclusões: Ou os papas são mesmo infalíveis, como eles se julgam, ou obedecer aos papas é o mesmo que obedecer a Cristo, mesmo estando errado o que eles pregam. Ora, o fato de os papas não mais matarem os “hereges”, como o fizeram durante séculos, prova que eles não são infalíveis, visto que, se eles estão certos, então estavam errados; por outro lado, se estão errados, então estavam certos. Logo, está provado que eles não são inerrantes. E, sendo assim, se precisamos mesmo obedecê-los incondicionalmente para sermos salvos, então podemos e devemos desobedecer a Deus, sempre que a Lei de Deus entrar em choque com a lei do Papa. É loucura, ou não é?

Este assunto não é tão polêmico como se supõe. A controvérsia sobre esta questão, só existe porque os papas são megalomaníacos. E os católicos, cegos por Satanás, se deixam levar, se julgando até mesmo incapazes de lerem a Bíblia e tirarem suas próprias conclusões, visto que aquele que engana as nações (Ap 20.3,8,10), servindo-se de seus servos (2Tm 3.13) inculcou-lhes que o Papa é infalível e que só ele pode interpretar a Bíblia com autenticidade. Por isso aposentaram a cabeça e se deixam guiar pelo conto do Vigário.

Geralmente os padres vêem os que divergem do Papa, como hereges, visto que o consideram sucessor de São Pedro, e, por conseguinte, o inabalável (infalível) Alicerce da verdadeira Igreja, que é o conjunto dos que lhe obedecem incondicional e cegamente. Mas, se eles examinarem os escritos dos santos da Igreja Católica, verão que muitos deles acreditavam como nós, os evangélicos, cremos atualmente. Por exemplo, Santo Agostinho e São João Crisóstomo, asseveraram: “Nesta pedra…a qual tu confessaste, Eu construirei minha Igreja. Esta pedra é Cristo; e nesta fundação o próprio Pedro construiu (Agostinho, Comentário Sobre o Evangelho de João, citado na Bíblia Apologética, 1ª edição/2000, ICP Editora, página 1072, nota de rodapé alusiva a Mt 16.18).

Além do que já foi dito em refutação à alegada sucessão papal, da qual os supremos líderes da Igreja Católica vêm lançando mão para ludibriar os incautos, é bom lembrarmos que Pedro foi um “papa” bem diferente: era casado (Mc 1.30), pobre (At 3.6), Cheio do Espírito Santo (At 4.8), humilde (Gl 2.11, comparado com 2 Pe 3. 15-16), etc. Quão diferentes são os papas: são solteiros (obrigatoriamente), são ricos (têm muito ouro e não pouca prata), não têm o Espírito Santo, são arrogantes, etc.

O clérigos católicos se ufanam de uma suposta sucessão papal que, segundo a “Igreja”, vai de São Pedro ao atual Papa Bento XVI, um total de 265 papas. Ora, sabendo que muitos desses papas foram cruéis e imorais, como veremos nos capítulos 11 e 13 deste livro, custa-nos entender porque, ao invés de se ufanarem, não se envergonham. Ora, visto que muitos papas foram avarentos, fornicários, desonestos, assassinos, etc., não há (a menos que creiamos que esses monstros também foram sucessores de São Pedro) nenhuma sucessão papal, desde Pedro aos nossos dias. Certamente o elo foi quebrado há muito tempo. Contudo, ainda que alguém funde uma igreja igual à Igreja Católica, essa igreja não será reconhecida como Igreja de Cristo, até que se una à Igreja Católica e se submeta ao Papa administrativamente. Dos muitos exemplos que poderíamos dar, como prova dessa verdade, pinçamos os que abaixo relacionamos:

 

a) Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O Concílio Vaticano II que transcorreu entre os anos 1962-1965 efetuou algumas insignificantes mudanças nas doutrinas e liturgias da Igreja Católica. As mudanças foram as seguintes:

Sobre a missa. Até ao Vaticano II, os padres celebravam as Missas em latim e de costas para os seus fiéis; a partir daí, porém, o celebrante fica de frente para o público e se expressa no idioma dos comungantes. Ora, heresias proferidas de costas ou de frente; ditas em latim ou em qualquer outro idioma, são igualmente imprestáveis. E, diga-se de passagem, que em pleno século XX a Igreja Católica ainda não sabia que os leigos têm o direito de ouvir o clero se expressar em seus próprios idiomas. É muita ignorância, não é verdade? Não!!! Não é verdade não! O clero católico sabia e sabe o que está fazendo. E só se retratou porque chegou um momento em que esse absurdo estava expondo-o ao ridículo.

Sobre o cardápio. Antes do Vaticano II, a Igreja Católica pregava que os católicos não deviam comer carne às sextas-feiras, exceto peixe. Essa era de fato uma infantilidade, mas convenhamos que a sua remoção não tem muito peso.

Acerca do vestuário. A partir do Vaticano II, passou-se a não exigir que o clero ponha a batina continuamente, mas  apenas durante as celebrações. Das freiras também não se exige mais que ponham o hábito continuamente. Essa mudança é, obviamente, irrelevante, em termos espirituais.

Ocorreram mais algumas mudanças, mas todas sem grande importância, com exceção das iniciativas ecumênicas que estão rendendo para o Catolicismo bons dividendos, visto que uma boa parte dos ortodoxos, bem como anglicanos, luteranos e outros protestantes, estão se deixando levar pela falácia intitulada Diálogo Ecumênico.

Por não aceitar as mudanças supracitadas, os bispos Marcel Lefèbvre (francês) e Antônio de Castro Maia (brasileiro) lideraram um movimento conservador, que redundou na criação de uma seita chamada Fraternidade Sacerdotal São Pio X, e ordenou alguns bispos sem o consentimento de Roma. Então foram excomungados pelo Papa João Paulo II, e a seita deles não é vista como Igreja de Cristo. Isso só serve para demonstrar o quanto a Igreja Católica é intolerante. Esses homens tão-somente queriam que a Igreja Católica continuasse como era até 1965. Se isso é heresia, então a Igreja Católica era herética. E, se ela não era herética, então os bispos Marcel Lefèbvre e Antônio de Castro Mayer não são hereges. A cúpula da Igreja Católica poderia até pedir que eles redigissem um pedido de exoneração, já que não aceitam as inovações. Mas excomungá-los e considerar a seita deles como uma falsa igreja, é, sem dúvida, politicagem. Os clérigos católicos sofrem de miopia espiritual, por cujo motivo não vêem a amplitude do reino de Deus, julgando que o mesmo se limita aos contornos do Catolicismo. Eles vêem a Igreja apenas como uma instituição, e pensam tratar-se da Igreja Católica, quando a Igreja, antes de ser uma organização, é um organismo. E, como tal, ela não está nessa ou naquela outra rua.

b) Igreja Ortodoxa. Esta seita é fruto de uma cisão ocorrida no ano 1054 d.C. Suas doutrinas são basicamente iguais às doutrinas da Igreja Católica. As diferenças são banais: O celibato não é obrigatório, o batismo é por imersão, não usam estátuas dos santos, mas apenas imagens, e outros pontos que, quando comparados com as doutrinas da Igreja Católica, salta aos olhos que são diferenças que não deviam fazer diferença. Todavia, segundo o Catolicismo, essa igreja também não é de Cristo, pois não se submete ao suposto sucessor de São Pedro.

c) Igreja Católica Antiga (ou Católicos Velhos). Esta seita foi fundada em 1871. Foi assim: Um Bispo católico que em 1870 participou do Concílio Vaticano I, onde rebateu com eloqüente discurso a pretensiosa infalibilidade papal, não foi ouvido, mas excomungado. Então liderou um movimento que redundou no surgimento dessa seita. Essa igreja prega muitas das doutrinas da Igreja Católica: Oração pelos mortos, purgatório, sacramentos, etc. Apenas rejeita: O dogma da Imaculada Conceição de Maria, o jejum, a infalibilidade papal, o celibato eclesiástico, a confissão auricular, o culto às imagens e mais algumas questões irrelevantes, já que a Igreja Católica tolera no seu seio, divergências bem mais acentuadas. Mas, como não estão com o Papa, não são Igreja de Cristo, e sim, seita, como geralmente o clero católico define os grupos cristãos que não se sujeitam à liderança do Papa.

d) Outros Grupos. Há outras seitas fundadas por dissidentes da Igreja Católica que, por sua vez, se desdobram em outros grupos, como é o caso da Igreja Católica Brasileira, Igreja Católica Livre (conhecida também como Ordem de Santo André), Igreja Ortodoxa Latina, etc.

2.6. Sobre os Títulos “Honoríficos” do Clero

A Bíblia nos fornece a lista dos oficiais que Jesus constituiu para crescimento da Sua Igreja. São: Apóstolos, Pastores, Diáconos, Bispos, Presbíteros, Mestres e Evangelistas. Nada, porém, nos fala sobre:

 

a) Papas e Padres: Cristo não instituiu papas e padres, mas sim, irmãos. Disse Ele: “ E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está no Céu” (Mt.23.9). “Papa” deriva do latim, e é o mesmo que “pai” em italiano; e “padre” é “pai”, em espanhol.

b). Vigários do Filho de Deus. Todos sabem que os papas se consideram vigários do Filho de Deus, porém, poucos são os que perceberam que esse arrogante título é uma usurpação. Etimologicamente, “vigário” significa substituto. Ora, não é extrema pretensão se considerar substituto do Senhor Jesus? Cristo é insubstituível e, obviamente, não deixou substituto algum, mas sim, servos e seguidores. Falta modéstia aos supostos sucessores de São Pedro.

A História registra inúmeras barbaridades praticadas por esses supostos Vigários. Certamente, foi observando essas coisas que a sabedoria popular criou o vocábulo “vigarice”, bem como a locução “conto do vigário”.

O titulo de “Vigário” não é exclusivo dos papas, mas extensivo aos bispos, bem como aos presbíteros (padres), quando estes substituem àqueles.

c) Sumo Pontífice. Este é um título pagão. A tradução de “sumo pontífice” é “supremo fabricante de pontes”. Os pagãos criam que seus líderes religiosos eram como pontes entre eles e os deuses, por cujo motivo os chamavam de pontífices. A adoção desse título por parte do clero, é, pois, um erro, visto que Cristo é a única ponte entre o homem e Deus. E, como se não bastasse, o Papa não só é ponte, mas a suprema ponte. Aqui está, pois, mais um exemplo de arrogância, somado a uma prática pagã.

d) Arcebispo. À luz do contexto de At 20.28, pode-se ver que pastores, presbíteros e bispos, não são três funções distintas e diferentes, mas três títulos dados ao mesmo cargo. Todo verdadeiro Pastor é Presbítero e Bispo. Ele é Pastor porque cuida do rebanho de Cristo, é Presbítero porque não é um imaturo, e é Bispo porque supervisiona a Igreja do Senhor. Ora, Jesus é, segundo a Bíblia, o sumo Pastor (1Pe 5.4); logo, o título de Arcebispo, que equivale a Supremo Bispo ou Sumo Pastor, não nos é conveniente.

e) Cardeal. Este título também é pagão. Não existe, em toda a Bíblia, qualquer referência ao cargo de cardeal na Igreja de Cristo. “Ao contrário, os cardeais originais eram um grupo de sacerdotes líderes na antiga religião pagã de Roma…muito antes da Era Cristã. […] “ ‘Nos tempos antigos os cardeais eram o clero que chefiava em Roma’ “ (WOODROW, Ralph. Babilônia: a Religião dos Mistérios. Tradução de Paulo de Aragão Lins, Associação Evangelística.1966, página 116).

Do exposto até aqui, os títulos que o clero católico arrogou a sí são, ora uma usurpação das prerrogativas de Cristo, ora um título pagão, ora as duas coisas.

Sabemos que nenhum homem pode se intitular Vice-Deus, sem incorrer em grave erro. Contudo, se o clero católico se autoprolamasse Vice-Deus, estaria assumindo sua inferioridade em relação ao Senhor, considerando que o cargo de vice é inferior ao de titular. Mas, por se dizerem Pontífices, Sumo Pontífices, Arcebispos, Cardeais, etc., se pode ver que eles não querem ser vices, e sim, titulares.

2.7. “Donos da Verdade”

Segundo o Catolicismo, só o Papa, e por extensão os bispos que dele não divergem, estão credenciados por Deus para interpretarem a Bíblia corretamente. Eis a prova:

“O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele” (Catecismo da Igreja Católica, página 38, # 100).

Destas afirmações do Papa subentende-se que nós, pastores evangélicos, estamos desautorizados a exercermos o nosso Magistério em relação às ovelhas que o Senhor nos confiou. Não podemos fazer isso, pois não somos Papas, nem tampouco alguém por ele credenciado. Conseqüentemente, somos impostores; ou como diz o Padre Vicente Wrosz, “curiosos”. E, por conseguinte, as pessoas que conosco estudam a Bíblia, estão sendo iludidas, pois só o Papa e seus bispos (isso exclui até os padres) estão credenciados por Deus para fazerem isso.

O que o Papa pretende com essa pretensão de dono da verdade? Resposta: Desacreditar os verdadeiros servos de Deus. Porém, à luz de At 17.11, os leigos podem examinar a Bíblia para se certificarem da autenticidade ou não do que o clero está  ensinando, o que, por si só, prova cabalmente que Deus não nomeou um grupinho de homens para pensarem por nós.

Uma vez que a interpretação dos bispos só tem valor enquanto estão em comunhão com o Papa, fica claro que a opinião deles só tem “peso” enquanto se portam como vacas de presépio. Ao divergirem dele, ficam logo descredenciados e, portanto, sem moral para questionar Sua Santidade. Isso equivale a dizer que na prática, só o Papa pode interpretar a Bíblia, e que a delegação do mesmo poder aos bispos, é uma tapeação.

E como deve reagir o católico diante da alegada infalibilidade exclusiva, que o papa e seus bispos dizem possuir? Os católicos podem discordar disso e questioná-los? Podem fazer o que os bereanos fizeram, comparando pelas Escrituras o que o apóstolo Paulo dizia, para se certificarem da autenticidade ou não do que ele ensinava, sem serem tachados de hereges, desobedientes, e sim de nobres, por este gesto tão sábio? O Padre Álvaro Negromonte responde negativamente a estas perguntas, pois afirma com todas as letras que o Papa manda tanto quanto Cristo e que, portanto, suas ordens devem ser obedecidas e não discutidas. Senão, vamos à prova:

“… Um bom católico nunca põe em dúvida a autoridade da Igreja. Antes, procura ser cuidadoso da obediência que lhe deve. Cuidadoso e ufano. Vale a pena obedecer a quem manda com a mesma autoridade de Cristo e faz leis tão sábias.

Assistidos pelo Espírito Santo, o papa e os bispos têm uma visão que nos falta nos negócios da Igreja. As suas ordens devem ser obedecidas e não discutidas. Quando nossos pontos de vista não coincidirem, será por deficiência nossa…” (O Caminho da Vida, página 240, 15ª edição, Livraria José Olympio Editora, grifo nosso).

Como o leitor pôde ver com seus próprios olhos, ao ler a transcrição acima, o Padre Álvaro Negromonte exige dos católicos, obediência cega. Na opinião dele, quando acharmos que o papa está errado, devemos lembrar que o erro está em nós, não no papa. O Papa e seus bispos são infalíveis. É por ignorância nossa que às vezes discordamos do papa e seus bispos.

Os que ainda não perderam a capacidade de raciocinar, sabem que o Padre Álvaro Negromonte está endeusando os seus superiores hierárquicos e ainda induzindo os católicos à mesma *antropolatria. Mas ele estaria certíssimo, se o papa e seus bispos não estivessem equivocados, quando afirmam que por determinação divina, só eles podem oferecer a real interpretação das Escrituras. Sim, porque se isso fosse verdade, eles seriam inquestionáveis. Ninguém poderia ponderá-los. Logo, o Padre Álvaro é um bom intérprete do que o papa quer dizer, quando afirma que ele e seus bispos detêm, por ordem divina, com exclusividade, o encargo de interpretar a Palavra de Deus.

Como já sabemos, há muitos livros escritos por padres,  argumentando de tudo quanto é jeito, a fim de provar que nós, os evangélicos, estamos interpretando mal a Bíblia. Mas essas críticas são destituídas de valor, já que não procedem de alguém que, raciocinando com sua própria cabeça, tenha tirado as suas próprias conclusões. Como informamos, os padres não podem fazer isso. Só o papa e seus bispos podem fornecer a real interpretação da Bíblia, segundo o Catolicismo. Ora, para que sabermos a opinião de quem não tem opinião própria? A opinião de um padre típico é: “É errado ter opinião”. Geralmente, quando um padre nos “refuta”, o faz à base do seguinte raciocínio: “Quem são esses evangélicos para discordarem de Sua Santidade? Na minha  opinião eles estão com a razão; porém, eu concordo com eles por causa das minhas deficiências. Se eu não fosse tão ignorante, discordaria deles. A lógica humana diz que a razão é deles; mas, como o Papa é infalível, a conclusão óbvia é que eles estão equivocados”.

Se todas as pessoas do mundo, ao invés de raciocinar, optarem por seguir cegamente a um dos muitos idiotas que há  neste planeta, ainda assim teremos dois conjuntos de idiotices :1º): O conjunto das idiotices do idiota-guia. 2º):O conjunto das idiotices dos idiotas que o seguirem. E, obviamente, isso não seria a solução dos problemas.

Temos em nosso poder vários livros católicos, escritos por padres, como por exemplo, os Padres Luiz Cechinato, Manoel Pinto dos Santos, Álvaro Negromonte, Frei Battistini, etc., segundo os quais ninguém deve ser livre intérprete das Escrituras. E acrescentam que o certo é se deixar guiar incondicionalmente pela pronunciação ex-cátedra de Sua Santidade. Em defesa dessa idéia, apontam para as muitas divisões que há entre os evangélicos. Contudo, o clero católico precisa considerar que embora seja verdade que enquanto raciocinamos, chegamos a muitas conclusões erradas, a pior de todas as conclusões é a conclusão de que não se deve raciocinar.

Além disso, as divergências que há entre nós, os evangélicos, são questões de somenos importância. Até porque quando surge um grupo pregando heresias de perdição, nós não o consideramos como evangélico. Os testemunhas-de-jeová, os adventistas do sétimo dia, os mórmons, os cristadelfos, os racionalistas cristãos, os legionários da boa vontade… não são vistos como cristãos pelos evangélicos.

Nós, os evangélicos, não somos unânimes em tudo, pois não somos robôs controlados por uma central de comando como o são os padres; antes somos seres pensantes. Assim somos como os cristãos primitivos, os quais, sem negar os pilares da fé cristã, divergiam sobre questões irrelevantes (Rm 14).

Muitos já nos perguntaram: “Por que os padres pensam diferente de vocês?” Devemos dizer a esses caros consulentes que os padres não pensam diferente de nós, nem tampouco pensam iguais a nós. Então, como eles pensam? A resposta é: Em termos teológicos padre não pensa. Os padres estão proibidos de pensar. Os padres prometeram obediência cega ao Papa. Eles prometem nunca interpretar a Bíblia em desacordo com a interpretação do Papa. Assumem que em caso de divergência, optarão pelas decisões ex-cátedra de Sua Santidade. O Catecismo da Igreja Católica afirma que assim deve ser. Ademais, temos livros escritos por padres, que ratificam essa posição, como já informamos. O exemplo acima exibido, ao copiarmos o parecer do Padre Álvaro Negromonte, é apenas uma pequena amostra do grande depósito em nosso poder. Realmente os padres não raciocinam à base da Bíblia, e sim, à base das “interpretações” do Papa. Eles simplesmente repetem, como o fazem os papagaios, o que lhes foi ensinado, ainda que para isso tenham que trair suas consciências.

Sim, padre não pensa (em termos teológicos, como já dissemos), mas essa regra tem exceção. Alguns padres têm se dado ao trabalho de pensar  à luz da Bíblia e da razão, por cujo motivo muitos já pediram exoneração de suas funções. Só no Brasil, cerca de 500 (quinhentos) padres já aceitaram a Jesus como único e todo suficiente Salvador e Senhor pessoal, isto é, se converteram ao verdadeiro Cristianismo bíblico. Outros tão-somente abandonaram o “sacerdócio”, constituíram famílias e levam uma vida comum. Quando um padre pensa, o Vaticano perde um capacho.

Os que crêem que só o Papa pode interpretar a Bíblia, não sabem nem se essa conclusão está certa ou errada, considerando que, se eles não podem interpretar a Palavra de Deus, logo estão, por conseguinte, desqualificados para abrirem a Bíblia a fim de se certificarem da autenticidade ou não dessa doutrina papal. Assim sendo, essa heresia é uma loucura e enlouquece os que nela crêem.

Os homens que se julgam infalíveis e donos da verdade são, de fato, desequilibrados; embora se façam passar por Ministros do Evangelho. E quem lhes dá crédito, sem dúvida está cego por Satanás (2Co.4.4), seja ele membro do clero, ou leigo.

Que o clero católico era abusado, a ponto de assassinar os que divergiam de suas heresias, todos os que estudam a História Universal sabem. Poucos, porém, não ignoram que essa “Igreja” não se despojou de todas as suas arrogâncias. Ela continua autoritária.

Certamente já está claro que a Igreja Católica prega oficialmente que não se guiar cegamente pelo Papa equivale a trocar o certo pelo duvidoso. Certo é o que o Papa prega, e duvidoso é o nosso ponto de vista. O nosso ponto de vista pode estar ou não certo; e o aferidor infalível, é o parecer do Papa. Sempre que a nossa opinião coincide com a do Papa, está certa; quando, porém, nosso parecer diverge do dele, invariavelmente o erro está em nós.

Do exposto acima se pode ver que a inegável existência de pessoas inteligentíssimas e bem intencionadas no Catolicismo, é um fenômeno que nem Freud explica. Isto porque, à primeira vista, a Igreja Católica é religião própria para pessoas mal informadas e/ou mal intencionadas. Porém, a verdade é que há católicos bem intencionados, assim como bem informados. Esse fenômeno, só Paulo explica (2 Co 4.4).

Nota:

Antropolatria: Culto de adoração ao homem.

Extraído do livro ANÁLISE BÍBLICA DO CATOLICISMO ROMANO, PASTOR JOEL SANTANA


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