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As Testemunhas de Jeová no Brasil

por Artigo compilado - dom set 15, 2:59 pm

O movimento das Testemunhas de Jeová desembarcou no Brasil pelo cais do porto, em 1920.  Segundo o Anuário de 1974, pág. 34, foi pelas bocas de “oito humildes marujos brasileiros” que a religião chegou ao nosso território. Estes, por sua vez, tiveram sua conversão em New York – EUA, cidade-sede da Watchtower Bible and Tract Society [Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados], órgão central mantenedor da religião.  O relato não diz se pertenciam à marinha mercante ou de guerra nem tem isto grande relevância já que, à epoca – diferentemente da atualidade – a entidade não fazia objeção ao serviço militar. Já no ano de 1922, a Sociedade enviou seu primeiro representante ao Brasil, cuja visita ensejou a primeira reunião pública, realizada no Estado do Rio de Janeiro, no auditório do Automóvel Clube do Brasil.

Em 1923,  a revista Watchtower – criada em 1879, na Pensilvânia – começou a ser publicada em português, com o nome A Torre de Vigia. Ainda na década de 20, sua publicação foi interrompida, tendo-se reiniciado em 1937. Em razão de uma má impressão das autoridades brasileiras em relação ao nome da publicação, este foi mudado para A Atalaia em 1940. Todavia, a Igreja Adventista já possuía uma revista com nome similar, de modo que, a partir de 1943, adotou-se para a publicação o título que hoje conhecemos – A Sentinela. Em 1919, nos Estados unidos, passou a ser publicada a revista Golden Age [A Idade de Ouro], a qual passou a se chamar Consolation[Consolação] em 1937 e, por fim, Awake!, em 1946. Trata-se da bem conhecida Despertai! que, juntamente com A Sentinela, forma a dupla de publicações mais divulgadas pelas Testemunhas de Jeová.

O tom áspero das publicações àquela época não tardaria a trazer problemas para a entidade. Isto, bem como a postura da organização em relação ao Estado, acabou provocando sua dissolução pelo governo brasileiro,  ainda nos anos 40, durante a gestão de Getúlio Vargas. Após muito empenho, a entidade logrou êxito em reabilitar-se perante as autoridades, obtendo novamente o reconhecimento legal em abril de 1957, agora sob a gestão do presidente Juscelino Kubitschek, o qual aprovou, através do Consultor-Geral da República, o arquivamento de um processo contra a Sociedade Torre de Vigia.

Deste modo, o Brasil passou, com o tempo, a ocupar o terceiro lugar no mundo em número de Testemunhas de Jeová, atrás dos Estados Unidos e do México. Por exemplo, de acordo com os relatórios oficiais da instituição, havia, no ano de 1991,   308.973 publicadores (ou pregadores) dirigindo 401.574 estudos bíblicos domiciliares. Naquele mesmo ano, registrara-se uma assistência de quase 900.000 pessoas, entre membros e simpatizantes, presentes à comemoração anual da Paixão de Cristo (ou ‘Memorial’). No imenso complexo gráfico e sede administrativa, em Cesário Lange-SP, o qual abriga uma numerosa “família” de trabalhadores voluntários (conhecidos como ‘betelitas’), é produzida farta quantidade de literatura que é distribuída ao público  por cada Testemunha de Jeová, como parte de suas ‘obrigações cristãs’. Os recursos assim captados, são remetidos de volta à instituição, que os utiliza em sua manutenção e expansão.

Ao chegar ao Brasil, o movimento das Testemunhas de Jeová estava apenas na sua quinta década de existência. Contudo, de um pequeno grupo formado no final do século 19 até nossos dias, gerou-se uma vasta corporação, com um formidável patrimônio em parques gráficos, fazendas “do Reino”, conjuntos de edifícios e com representantes em cerca de 230 terras do mundo. Um complexo deste porte permite à instituição produzir quantidade fenomenal de livros, revistas, brochuras e bíblias,  traduzidos, na atualidade, para 294 línguas. Entretanto, o centro controlador da religião permanece sediado na América.

Os Estados Unidos da América têm sido, especialmente a partir do século 19, uma espécie de ‘celeiro’ religioso para o mundo, pois de lá irradiaram-se diversos credos religiosos, tais como o Pentecostalismo, o Mormonismo (‘Igreja dos Santos dos Últimos Dias’), o Adventismo e os Estudantes da Bíblia, mais tarde conhecidos como Testemunhas de Jeová, bem como suas muitas ramificações. Um exame do contexto histórico nos proporcionará uma reconstituição do ambiente onde fermentaram estes e outros movimentos. Deste modo, você, leitor, perceberá, ao final, que os elementos básicos das doutrinas das Testemunhas de Jeová já estavam presentes no Protestantismo anglo-americano e no Adventismo do século 19, muito embora certos elementos em sua estrutura hierárquica ao longo do tempo encontrem similaridades no Catolicismo.  Concordemente, sem entender este período da história e certas linhas religiosas há muito estabelecidas, é difícil compreender o porquê do surgimento da instituição que ora consideramos. Muitos adeptos dessa ou daquela corrente religiosa, na maioria das vezes, não estão a par de sua história. Tal ignorância dos fatos têm se mostrado um solo fértil para o fanatismo. De fato, a desinformação quanto ao cenário histórico, origem e desenvolvimento de uma ideia só tende a fortalecer a convicção de que ela é fidedigna, quando não é.

Extraído do site testemunha.orgfree.com em 15/09/2013


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5 Comentários

Comentários 1 - 5 de 5Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. “os testemunhas de jeová” talvez possam ser testemunhas de outras cousas, mas menos de Jeová. O nome mais correto para eles é “russelitas” ou seja, seguidores de charles taze “russel.”

    “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Isaias 43:10

    a seita dos russelitas não são testemunhas de Jeová, porque na espúria tradução “novo mundo”
    no evangelho, eles deturparam como “…o verbo era “um deus” João 14:1
    Isaias deixou bem claro que não há outro “deus”, e como os russelitas então chamam Jesus de “um deus” ?? a tradução correta e original da Biblia é : “o Verbo era Deus.” dando a entender a Divindade de Jesus.
    O nome antigo dos russelitas era “estudantes da Biblia”, também não fazem jús a esse nome porque o que estudam são a literatura do Broklin, a Biblia para eles é somente um livro de consulta e não de estudo. infelizmente pela tradução N.M. deturpada pelos fundadores Russel, o Ruthford, e o Natan Knor … agora a seita deu um chega prá lá no unitárismo de governo e fizeram o tal corpo governante, mas são todos farinha do mesmo saco.

    1. Espúria é a bíblia utilizada pelos evangélicos igual você. A TNM se aproxima muito mais da Biblia Hebraica, Judaica Completa e dos manuscritos originais do que a sua bibliazinha evangélica, cheia de enxertos, versículos apócrifos e traduções nada confiáveis.

      Uma verdadeira ABERRAÇÃO!

  2. Boa tarde irmãos, eu não entendo muito de grego, mas no texto chamado Textus Receptus (também não sei se foi esse texto em que o evangelho de João foi escrito) está escrito assim:

    “εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς τον θεον και θεος ην ο λογος”

    Sinceramente acho que não o “um” que os “testemunhas” inventaram – alguém pode me esclarecer se é isso mesmo? Obrigado.

  3. Desculpem-me por favor, o texto citado é João 1:1 e lá não tem o “um”.

  4. AMBF eu errei o v.v. quando disse joão 14:1, sim o correto é 1.1 NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (tradução almeida).
    mas na tradução novo mundo dos TJ’s eles escreveram “…e o verbo era “um deus.” essa tradução
    contradiz com Isaias 43:10 que diz na impossibilidade de ter “outro deus” .

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