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Assad diz estar determinado a reconquistar a Síria

por Artigo compilado - dom fev 14, 11:24 am

Assad diz estar determinado a reconquistar a Síria

Em rara entrevista, o ditador sírio afirmou estar disposto a negociar com a oposição, mas mantém guerra contra insurgentes armados, que ele chama de terroristas

Presidente sírio Bashar al-Assad concedeu entrevista exclusiva à AFP, na capital Damasco, na Síria, na quinta-feira (11)
Presidente sírio Bashar al-Assad concedeu entrevista exclusiva à AFP, na capital Damasco, na Síria, na quinta-feira (11)(Joseph Eid/AFP)

O ditador sírio Bashar Assad disse, em entrevista exclusiva à agência de notícias France-Presse, estar determinado a recuperar o controle de toda a Síria, mas previu que os combates contra os rebeldes, que já duram quase cinco anos, podem ser longos. No poder desde 2000, Assad afirmou que está disposto a negociar com a oposição, enquanto continua a guerra contra os insurgentes armados.

A entrevista foi realizada na quinta-feira, no escritório de Assad em Damasco, antes do anúncio do Grupo internacional de Apoio à Síria, reunido em Munique, sobre o acordo alcançado entre Estados Unidos e Rússia para um cessar das hostilidades em uma semana e sobre um maior acesso da ajuda humanitária aos civis.

“Desde o início da crise, acreditamos totalmente nas negociações e na ação política. No entanto, negociar não significa que vamos parar de combater o terrorismo. As duas vertentes são indispensáveis na Síria (…) A primeira vertente é independente da segunda”, declarou o ditador. O regime sírio chama de “terroristas” todos os seus opositores armados, sem distinção entre moderados e jihadistas.

A entrevista à AFP é a primeira de Assad à imprensa desde o fracasso das negociações de Genebra no mês passado e o lançamento de uma vasta ofensiva militar na região de Aleppo (norte), apoiada por ataques aéreos russos. Esta ofensiva forçou dezenas de milhares de sírios a fugir dos combates e tentar refúgio na Turquia.

Segundo Assad, a batalha na região de Aleppo tem como objetivo “cortar a rota entre esta província e a Turquia”, e não retomar o controle sobre a segunda maior cidade do país. A importância de cortar esta rota é que ela constitui “a principal via de abastecimento dos terroristas”, declarou na entrevista em referência aos rebeldes apoiados por Turquia, Arábia Saudita e Catar. Nesse contexto, o ditador sírio considerou que existe o risco de uma intervenção militar turca e saudita na Síria, mas que suas forças “irão enfrentar” qualquer ação externa.

Evocando a crise migratória, Assad afirmou que a Europa deve criar as condições para ajudar no retorno dos refugiados aos seus países. “Eu vou pedir aos governos europeus que contribuíram diretamente para o êxodo (dos refugiados sírios)”, afirmou. Ele também negou as acusações da ONU de que seu regime é responsável por inúmeros crimes de guerra, afirmando que as instituições das Nações Unidas são “dominadas pelas potências ocidentais” e que “a maior parte de seus relatórios são politizados”.

Extraído do site  da Revista Veja em 14/02/2016


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

2 Comentários

Comentários 1 - 2 de 2Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Muitos estão contra ele.  No entanto durante um período de governo deste homem na Síria, os cristãos puderam viver em paz, mas os rebeldes não estavam contentes, pois queriam aplicar  as leis islâmicas contra quem não era muçulmanos.  Hoje, o que existe é desordem e morte.          

    1. esse conflito tomara Deus que termine logo

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