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Astrologia

por Pr. Eguinaldo Helio de Souza - qua set 12, 11:22 pm



“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”
 (Sl 19:1)

Introdução:
 A astrologia está entre nós. A astrologia está nos jornais e até a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Nancy Reagan, não negou que a astrologia influenciou o governo do ex-presidente Ronald Reagan.

O jornal “O Estado de São Paulo, de 17/11/94, Caderno T, pág. 11”, trazia a seguinte chamada: “Heróis do Zodíaco dão ibope na Manchete”. Outro exemplo está nas escolas.

Hoje já existem no Brasil universidades com cursos de Astrologia de nível superior. Não é incomum ouvir-se num diálogo à pergunta: Qual é o seu signo? Tais pessoas que pensam divertir-se com a astrologia, admitem que essa prática não deve ser levada à sério, pois não passa de um divertido passatempo. A astrologia é só um passatempo? Para a maioria das pessoas parece que sim e quando são indagadas se acreditam nas previsões astrológicas respondem que não, mas gostam de consultar seu horóscopo só por “curiosidade”.


I -UM CASO ANTIGO

O zodíaco é uma zona imaginária nos céus que supostamente determina o futuro. A astrologia estuda as ” ïnfluências dos astros” na vida das pessoas estrelas. A astronomia saiu da astrologia, enquanto que a astronomia estuda os astros. Newton, Copérnico, Kepler – estes trouxeram o foco de ciência dentro da astrologia, a qual mostrou que não era nada de ciência.

A astrologia é muito antiga. Ele vem de 3.500 a 4.000 anos atrás. Astecas, incas, druídas (possivelmente), egípcios, babilônicos e caldeus a usaram. A Bíblia menciona pessoas que praticavam e publicavam horóscopos.

A palavra astrologia é formada por duas palavras gregas: “astron”(astro) e “logos” (palavra, dissertação). É definida como a arte de conhecer, na posição ou na constelação das estrelas, o destino, o futuro e mesmo o caráter do homem. Para chegar a conhecer esses dados pessoais, a astrologia se exprime pelo horóscopo. A palavra horóscopo, é também grega, formada por dois vocábulos: “hora” (hora) e “skopéo” (observar). Horoskópion era o aparelho para ver a hora, o relógio. Desse vocábulo se deriva o termo horóscopo da língua portuguesa, que tem o sentido de sentença derivada da posição dos astros no momento em que o indíviduo nasce.


II – ASTROLOGIA E IDOLATRIA

Segundo a Bíblia os astros foram criados com a finalidade descrita de alumiar a terra. É assim que lemos:

“No princípio criou Deus os céus e a terra (Gn 1:1)

Haja luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para alumiar a terra (Gn 1:14-17).

Os antigos se afastaram dessa compreensão e afirmação bíblica e acreditavam que um deus diferente governava cada setor do céu. Essa divisão hoje é conhecida como os signos do Zodíaco que são, ao todo, doze.

Zodíaco, significa as doze divisões do céu: áries, touro, gêmeos, câncer, leão, virgem, libra, escorpião, sagitário, capricórnio, aquário, peixes. Cada movimento ou fenômeno celeste como o nascer e o pôr do sol, dentre outros, supostamente eram atos desses deuses. Cria-se que todos os assuntos, tanto públicos como particulares, eram controlados por esses deuses dos céus. Em consequência disso, decisões militares como públicas só eram tomadas depois de se convocarem os astrólogos, também conhecidos como magos ou caldeus para ler e interpretar os agouros e dar o seu conselho.


III – A PROIBIÇÃO DIVINA

Guarda-te não levantes os olhos para os céus, e vendo o sol, a luz e as estrelas, a saber, todo o exército dos céus, não sejas seduzido a inclinar-te perante eles, e dês cultos àqueles, coisas que o Senhor teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus. (Dt 4:19)

Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o Senhor teu Deus, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do Senhor teu Deus transpassando o seu concerto, que for, e servir a outros deuses, e encurvar a eles, ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu; o que eu não ordenei, e te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel. (Dt 17:2-4).

A astrologia estava ligada à adoração de Moloque, deus representado com a cabeça de touro (signo de touro). O touro era adorado pelos babilônicos, cananeus, egípcios e outros, como símbolo de suas deidades – Marduque, Moloque, Baal e outros.

Embora as advertências divinas para que o povo de Israel não praticasse esse tipo de idolatria, a história bíblica registra que Israel também se contaminou. Falando contra Manassés lemos:

Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha derribado; levantou altares a Baalim, e fez bosques, e prostrou-se diante de todo o exército dos céus, e os serviu… Edificou altares a todo o exército dos céus, em ambos os pátios da casa do Senhor. (2 Cr 33:3-5).


IV – UMA FARSA POPULAR

A astrologia é tão popular hoje porque as pessoas, sem o conhecimento correto de Deus crêem que:

a.) a astrologia protege;

b.) traz sucesso;

c.) orienta;

d.) prediz o futuro;

e.) ajuda as pessoas a se encontrarem a si mesmas.

De modo geral, a astrologia vende esperança e, num país como o nosso, quando as esperanças parecem acabar, as pessoas se voltam à astrologia na esperança de que dias melhores estejam reservados no futuro, o que a astrologia poderia antecipar.

A astrologia realmente prediz o futuro? Sim – Michel de Notre Dame, conhecido como Nostradamus, predisse a morte de um rei e eventos que aconteceram com detalhes dentro de um período de quarenta anos. Jeane Dixon predisse muitos eventos que se cumpriram, assim mesmo, somente 40% de suas predições foram corretas. Mas, apesar dos erros, o sucesso deles continua. As pessoas obcecadas com as estrelas não estão interessadas nas Escrituras e tão pouco adoram o Senhor Jesus Cristo, a fonte do verdadeiro conhecimento.


V – É MELHOR CONFIAR EM DEUS

Se uma pessoa tem que escolher entre um Deus onisciente e infalível como revela a sua Palavra, e um homem falível, seria razoável escolher o homem e lugar de Deus? É lógico que não!

Deus, no passado, zombou das pessoas que procuram refúgio na astrologia dizendo: “Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti. Assim serão para contigo aqueles com quem trabalhaste, os teus negociantes desde a tua mocidade; cada qual irá vagueando pelo seu caminho; ninguém te salvará”(Is 47:13-15).

No presente Deus nos diz na sua Palavra:

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”(Sl 46:1)

“Sejam vosso costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei”(Hb 13:5)

E no futuro, temos a Palavra de Deus que nos garante:

…eis que estou convosco todos os dias, até `consumação dos séculos” (Mt 28:20)

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará” (Sl 37:5)

Em vez de tentar prever o futuro de modo impróprio e condenado por Deys, é melhor buscar a orientação na Bíblia. Se um jovem quer se casar a Bíblia o aconselha a não ir buscar uma mulher imoral (Pv 7:6-27), mas, como cristão, escolher uma jovem da sua fé (2 Co 6:14-17). Depois de casado, a Bíblia dá conselhos como mulheres e maridos devem viver (Ef 5:22-31). E quando aparecem os filhos, a Bíblia aconselha como criá-los (Ef. 6:14). E, finalmente, se se derem acontecimentos tristes que não se pode evitar, temos a palavra de Jesus que nos anima: “Tenho-vos dito isto; para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”(Jo 16:33)

CONCLUSÃO

Os céus declaram a glória de Deus. E nós devemos buscá-lo, e não procurar segredos nas estrelas. Todos os horóscopos soam a mesma coisa . E todos nós em um aspecto ou outro temos as características de todos os signos do zodíaco porque todos somos descendentes de um homem, Adão. Devemos recordar que todo o mundo está no maligno e que somos peregrinos e estrangeiros. (I Jo 5:19; I Pe 2:11)


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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