CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO
DE PESQUISAS - CACP
RESPOSTAS
ÀS DEZ RAZÕES DA SUPERIORIDADE ADVENTISTA SOBRE AS DEMAIS IGREJAS CRISTÃS
por Paulo Cristiano
Prezados irmãos internautas!
Ao abrir
nossos e-mails como de costume, com o fito de auxiliar à comunidade evangélica
no tocante à questões teológicas e apologéticas, deparei com um estudo que
está sendo enviado pela internet tendo como alvo principal, segundo palavras do
próprio autor do texto, os ex-adventistas. É claro que por tabela tal artigo
vai atingir em cheio a massa evangélica em geral. O tratado foi intitulado de ,
"10 PONTOS DE SUPERIORIDADE DA MENSAGEM ADVENTISTA SOBRE OS ENSINOS DE
OUTRAS CORPORAÇÕES RELIGIOSAS", de autoria do polêmico Azenilto G.
Brito. Convêm lembrar que tal personagem é o mesmo que à tempos atrás
engajou-se numa luta desesperada com a pretensa esperança de impor sua teologia
sabatista ao povo evangélico. Como muitos irmãos estavam pedindo
esclarecimento do caso, o CACP, na pessoa de seu vice-presidente, Paulo
Cristiano da Silva, elaborou um pequeno manifesto de repúdio às
heresias on-line propaladas por este senhor, o que gerou sua revolta contra
nossa instituição.
É preciso ressaltar que este tal senhor, lamentavelmente, trabalha com uma
ética no mínimo suspeita, comprometedora até, posto que ao mesmo tempo que se
coloca ao lado da comunidade evangélica, como veremos no fim deste nosso
trabalho com citações dele mesmo, tenta direcionar a mente dos internautas
em direção às doutrinas adventistas. O título do estudo citado acima é a
maneira mais sutil dele demonstrar isso.
Permita-nos reforçar,
que o CACP já havia alertado sobre as atividades camalísticas
deste senhor. Seu trabalho junto à comunidade evangélica é deveras
suspeito. Lançando mão de subtilezas teológicas pinceladas com eufemismos ele
vai passando sua mensagem subliminar distintivamente adventista.
Seu último trabalho, supra citado, como era de se esperar,
só vem confirmar o nosso ponto de vista neste aspecto.
Daremos a
seguir a citação ipsis literis do tal professor e em baixo nossos
comentários destacados em cor azul refutando às suas 10 razões. Para facilitar
a leitura e não perder a linha de raciocínio subdividimos os
tópicos.
1 - Uma História Sem os Traumas
Comprometedores de Outras Denominações. Sem dúvida nos períodos formativos das igrejas houve problemas de
entendimentos errados, atitudes imaturas de líderes e membros, falta de maior
visão do futuro (o que se deu até com os apóstolos nos primeiros tempos--ver
Atos 2: 6,7), e a Igreja Adventista teve também suas dificuldades nos primeiros
tempos. Mas quando consideramos as origens e história de outros movimentos,
como os anglicanos (que se iniciou por motivo do desejo do rei da Inglaterra em
obter autorização para divorciar-se), os luteranos, com a evidente intolerância
de Lutero contra os judeus, Calvino, fundador do presbiterianismo, responsável
pela condenação à morte do cientista "herético" Miguel de Cervantes,
as divisões entre presbiterianos brasileiros por causa do acolhimento de maçons
em seu seio, os extremos dos primeiros tempos do movimento de línguas, a defesa
da escravidão por grandes parcelas de protestantes americanos, a história do
adventismo se apresenta em condições muito mais favoráveis, mesmo porque o
movimento adventista surgiu como fruto de um reavivamento de uma doutrina
negligenciada pelas demais igrejas--a ênfase sobre o Advento de Cristo.
Resposta: Logo de início já percebemos a subtilezas do erro na exposição de sua
tese. É flagrante a tentativa desesperadora em salvar a imagem de sua
denominação religiosa. A desonestidade para com os fatos transparece de maneira
gritante ao tentar esconder por trás de eufemismos baratos do tipo " falta
de maior visão do futuro", a comprometedora história dos pioneiros adventistas.
Apelando para um discurso solto e sem nexo, tenta amenizar a problemática
do tão famigerado e até mesmo por eles reconhecido e denominado episódio do
"Grande Desapontamento".
Ao abrirmos o livro "Fundadores da
Mensagem" - Everett Dick. Logo de cara no prefácio lemos: "MOVIMENTO
DO ADVENTO na América foi originado por homens que estavam desejosos de receber
a verdade, quando esta a eles chegasse. Aceitaram-na sinceramente, e segundo a
mesma viveram, esperando serem dentro em breve trasladados. Depois do grande
desapontamento todos caíram em trevas." Confissão sincera e
honesta do que é a história do adventismo. Uma história cheia de traumas
comprometedores. Não adianta pintar o adventismo com cores brilhantes. Ela
sempre vai ser uma história ofuscada por falsas visões, falsas profecias e
desastres teológicos.
Aproveitando o ensejo gostaria de citar uma
nota que veio no rodapé deste estudo, que entre outras coisas diz o seguinte;
"o segundo, terceiro e quarto parágrafos do item 1 são
adaptados de uma entrevista com o teólogo adventista Desmond Ford.". O irônico de tudo isso é que Desmond Ford é um teólogo
dissidente adventista que escreveu um livro refutando justamente a teoria do
santuário, o principal pilar doutrinário da IASD, a qual o senhor Azenilto
tenta defender com frases bem colocadas.
Para aqueles que conhecem a história desta aberração teológica, sabe muito bem
que toda essa defesa mal engendrada possui um único objetivo: tentar tapar os
erros adventistas ou pelo menos amenizá-los para então se sobrepor sobre as
demais denominações. Mas o pior é que nessa tentativa de defesa por ele forjada
a ética e o bom senso ficaram do lado de fora, pois vale tudo, até mesmo usar
episódios bíblicos para justificar os erros teológicos de sua denominação,
imitando vergonhosamente o mesmo esforço malfadado das Testemunhas de Jeová em
querer salvar do mesmo fiasco seu falso profeta e fundador Charles T. Russell.
As TJs marcaram a volta de Cristo no mínimo 5 vezes: 1914, 1925, 1941, 1975 e
2000. (Veja nosso artigo "Flagrante Analogia" - uma comparação entre
esses dois movimentos milenistas)
As justificativas usadas pelas TJs e
adventistas para livrarem-se do estigma de falsos profetas são as mesmas,
compare: Ellen White chega a usar 5 páginas tentando traçar um paralelo entre o
desapontamento dos adventistas e um suposto desapontamento que os discípulos
enfrentaram [O Conflito dos Séculos, páginas 343-352] enquanto as TJs também
usaram a mesma tática em "Raciocínios à Base das Escrituras" página
162] e outras publicações.
Mesmo sendo forçado a admitir - pelo peso esmagador da evidência histórica - a
tão conturbada origem dos adventistas, seus erros, imaturidades, problemas,
fanatismos e heresias, tenta desviar a atenção dos leitores para os
problemas das outras denominações. Com essa retórica enganadora pensa em livrar
a cara do movimento adventista em relação às suas heresias do passado. Urge
rememorar aqui as palavras de Jesus em Mateus 7:3, pois não se pode tirar o
argueiro do próprio olho mostrando o argueiro no olho de seu próximo.
Repudiamos completamente a maneira irresponsável do senhor Azenilto fazer
apologética histórica.
Até mesmo porque sua admissão das imperfeições no movimento adventista
colide frontalmente com o que disse a "profetisa" de sua igreja -
Ellen G. White. Leiamos suas próprias palavras:
"De todos os movimentos religiosos,
desde os dias dos apóstolos, nenhum foi mais livre de imperfeições
humanas e dos enganos de Satanás do que o do outono de 1844." [O
Conflito dos Séculos pg. 400]
Cabe aqui uma pergunta: será que o senhor
Azenilto ratificaria essa declaração in toto da senhora White?
Só mesmo quem não conhece o passado histórico dos adventistas cairia nessa
dialética sofrível esposada por Azenilto Brito.
Em relação às supostas "provas"
dos erros de Lutero, Calvino, presbiterianos, protestantes americanos e
pentecostais, não quer dizer nada. Não vejo onde isso ajudaria a melhorar a
imagem da IASD. Tudo que este senhor possa apontar levantando o dedo em riste
rumo a essas denominações pode ser voltado contra os adventistas. Existiu
racismo entre as denominações protestantes, sim, mas essa segregação racial
transparece nos escritos de sua "profetisa", mais especificamente na
doutrina do amálgama e do casamento entre brancos e negros. Há também fortes
indícios do envolvimento de adventistas com a Maçonaria, tanto é que um dos
mais ardorosos ídolos teológicos do senhor Brito, o falecido, A.B Christianini,
não escapa das suspeitas.
O fanatismo rolou solto nos primeiros tempos da formação dos adventistas, fatos
esses que não podem ser omitidos quando comparados com muitos grupos
pentecostais.
Ele tem todo o direito em dizer que "o movimento adventista surgiu como fruto de um reavivamento de uma doutrina
negligenciada pelas demais igrejas", mas também
não é justo negligenciar o fato de que o movimento das igrejas protestantes
também surgiram de um reavivamento de doutrinas negligenciadas. Qual a vantagem
então? Por mais que procure não conseque-se ver nada que possa colocar os
adventistas num patamar mais elevado!
Outrossim, gostaria de chamar a atenção quanto ao envolvimento de Calvino no
suposto crime do cientista Serveto. É sabido que ele (Calvino) não mandou matar
Serveto, e o senhor Azenilto o sabe muito bem, não foram poucos que já
explicaram este fato de maneira sobeja ao senhor Brito. Isso basta como prova
demonstrativa da falta de competência, em lidar com fatos históricos, onde a
vontade de impor seu ponto de vista acaba levando o individuo a incorrer em
sérios erros, chegando a passar até mesmo por cima da mais nobre qualidade de
um historiador, qual seja, expor honestamente os fatos, e justamente isso falta
no trabalho deste senhor.
Apesar de ser um pequeno detalhe, é interessante ressaltar que quando o senhor
Azenilto referiu-se a Serveto, teve o cuidado de colocar o adjetivo
"herético" entre aspas, por quê afinal? Será que ele não crê que
Serveto era herético de fato? Mas qual a importância desse fato dentro do que
estamos tratando? Tudo fica claro quando sabemos que Serveto foi condenado pelo
fato de negar a doutrina da Trindade. Talvez isso não possa parecer importante
no momento, mas no início da obra adventista, seus pioneiros eram arianos, não
criam na Trindade, para eles Trindade era crença herdada do paganismo. Estaria
o senhor Azenilto, de maneira disfarçada apoiando o arianismo dos pioneiros
adventistas? Essa é uma incógnita que deixaremos para ele responder!
Ele coloca ainda o adventismo do sétimo dia
como a força motriz do tal avivamento para a segunda vinda de Cristo, mas isto
não é verdade!
A verdade é que Guilherme Miller foi mais um dos que se engajou neste
assunto naquela época. Até mesmo Ellen White, atesta esse fato em seu livro
G.C, citando vários nomes de eclesiásticos por todo o mundo que também pregava
sobre este tema.
Entretanto, sempre é bom lembrarmos que uma coisa é ser despertado para a
pregação da vinda do senhor e outra completamente diferente é inventar heresias
em relação a esta vinda, como por exemplo a doutrina do Santuário Celestial,
que foi nada mais que uma medida paliativa para camuflar o fiasco profético de
1844. A pergunta persiste: onde a superioridade da IASD em tudo isso? Tentar
passar uma imagem positiva desse movimento em detrimento as demais denominações
diante dos fartos fatos da história que depõe contra o passado dos adventistas
é pura desonestidade.