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Calvinismo e os Batistas

por Artigo compilado - qua fev 25, 12:03 am

Reforma 03 A

A controvérsia sobre o Calvinismo entre os batistas merece especial atenção. Não somente este debate tem suscitado brigas entre os batistas por centenas de anos, os maiores expoentes do Calvinismo na atualidade não são os presbiterianos ou reformados, mas os batistas. O fato de que um batista diz que ele não é um calvinista não significa nada, pois os batistas, mais do que os outros calvinistas, quando procuram desviar a atenção do nome de Calvino, usa a frase “Doutrinas da Graça” como uma metáfora para o Calvinismo.[1] Um outro termo usado pelos batistas é “Graça Soberana.”[2] O termo “graça” por si mesmo é também usado para designar as doutrinas do Calvinismo.[3] Um calvinista batista escreveu um livro chamado Grace Not Calvinism a fim de provar que ele não era um calvinista.[4] Mas como justamente apontado previamente, se o Calvinismo é a doutrina da graça encontrada na Bíblia, então implica que se você discordar do Calvinismo, você está negando a salvação pela graça. Alguns batistas calvinistas se sentem ofendidos quando são acusados por não-calvinistas de serem calvinistas. Joseph Wilson, o ex-editor de um jornal batista calvinista, confessou abertamente dessa forma:

Nós somos os Missionários Batistas Landmark Graça Soberana. Isso é o que somos. Isso é como nós falamos de nós mesmos. Isso é como desejamos ser conhecidos, e ser chamados pelos outros. Nos chame assim, e não haverá discussão. Não nos envergonhamos disto. Estamos contentes por usar este título. Nos chame “calvinistas” e vocês nos ofendem.[5]

A tentativa destes “batistas da Graça Soberana” para distanciá-los de João Calvino, alegando que mantêm as “Doutrinas da Graça” e negando que são calvinistas, não é somente insultante para todos os partidários e receptivos da doutrina da graça gratuita de Deus na salvação, mas tem obscurecido sua verdadeira identidade e, por isso, fez-se necessário um estudo mais diligente do Calvinismo e os batistas.

Todos os argumentos até aqui encontrados que são usados para provar a verdade do Calvinismo dão continuidade pelos batistas que sustentam esta doutrina. As declarações inflamadas sobre o Calvinismo que apresentam como a única verdadeira forma de Cristianismo bíblico são repetidas com mais entusiasmo:

As doutrinas do Calvinismo, se cridas, são um remédio soberano contra as duas maiores heresias no assim chamado mundo cristão, a saber: o ritualismo, ou salvação sacramental, de um lado, e o racionalismo, de outro; um, o fruto da superstição, o outro, o produto da traição.[6]

Não existe tal coisa que pregar Cristo e ele crucificado, a menos que você pregue o que nos dias de hoje é chamado Calvinismo.[7]

Milburn Cockrell, o editor de um outro jornal batista calvinista, sustenta que nada prova o estado de apostasia de que a maioria das igrejas batistas estão mais do que “sua partida da doutrina da livre e soberana graça.”[8] De fato, ele até não reconhece como uma verdadeira igreja batista uma igreja que é contra o Calvinismo:

Nós não reconhecemos como igrejas verdadeiras aquelas que denunciam as doutrinas da graça como as doutrinas do Diabo. Nós não concederemos uma carta nem receberemos uma carta de tais igrejas assim chamadas batistas. Nós concordamos que uma igreja pode ser débil sobre a graça soberana e ainda reter seu status de igreja, mas não acreditamos que uma igreja que violenta e abertamente se opõe à graça soberana pode ser uma Igreja Batista do Novo Testamento.[9]

Cockrell nunca explica a diferença entre “violenta e abertamente” se opõe à graça soberana e ser “débil sobre a graça soberana.” Quão “débil sobre a graça soberana” uma igreja batista tem que ser para perder seu “status de igreja”? E além disso, quem decide quando esta linha foi atravessada?

Mas apesar de sua aversão ao nome de Calvino, os batistas têm sempre feito uso da dicotomia calvinista/arminiana para fortificar sua posição, justamente como têm feito seus “parentes” presbiterianos e reformados. Novamente duas coisas sobre o Arminianismo precisam ser enfatizadas. A primeira é que quando um calvinista usa o termo, ele nunca o limita às supostas doutrinas de James Arminius, pois, de acordo com os calvinistas, o Arminianismo é qualquer coisa contrária ao Calvinismo. E segundo, a arbitrária divisão de homens em calvinistas e arminianos é a força do sistema calvinista, pois, se há somente dois pontos de vista sustentáveis, então, se você não é um calvinista, você tem que ser um arminiano. Roy Mason (1894-1978) alega que “os dois termos são fixos e estabelecidos” para que “se uma pessoa quiser ser intitulada calvinista ou arminiana ou não, não há como evitar.”[10] Uma vez que este sistema de duas ordens seja firmado, as costumeiras declarações surpreendentes sobre o Arminianismo são feitas:

O Arminianismo é uma forma moderna do jeito de Caim, pois ele leva as palavras, valor, e obras do homem fazerem mais do que Cristo fez. Na verdade o Arminianismo é paganismo e papismo sob a bandeira do Cristianismo. Culminará na adoração de um homem, na pessoa do final Anticristo.[11]

Adão e sua mulher foram os primeiros a demonstrarem a filosofia que veio eventualmente ser conhecida teologicamente como “Arminianismo.” Eles inventaram um sistema de soteriologia que, enquanto incluiu alguns elementos de revelação divina, descansou sinceramente em sua própria sabedoria mais do que na de Deus.[12]

Uma vez que os calvinistas rotulam todos os seus oponentes como arminianos, o argumento da culpa por associação é semelhantemente usado. Kenneth Good (1916-1991) nos recorda que os pentecostais, os “holiness,” e os carismáticos “são todos definitivamente arminianos.”[13] Ele também faz a triste conexão entre o Arminianismo e o Semi-Pelagianismo.[14] Além disso, alguns batistas calvinistas consideram isto uma “tática barata,” e se desesperam com esta divisão de todos os homens nestes dois campos: “Eu escrevi um artigo alguns anos atrás em que eu roguei aos pregadores não chamarem os outros pregadores arminianos ou calvinistas. Se eles são batistas, eles não são calvinistas, e não são arminianos.”[15] Mas, como breve veremos, os calvinistas não reconhecerão qualquer posição intermediária entre o Calvinismo e o Arminianismo.

Por causa desta insistência de que o Calvinismo é o Evangelho, os batistas calvinistas têm feito algumas afirmações duras sobre o “Arminianismo,” que alguns deles têm sido forçados a aliviar. Cockrell insiste que “o Cristo do Arminianismo não é o Cristo do Novo Testamento.”[16] Wilson declara que “ninguém já foi ou será salvo do modo como ensinado pelo Arminianismo.”[17] Essas são acusações sérias, pois eles insinuam que ninguém, com exceção de um calvinista, pode ser salvo. Mas alguns batistas da Graça Soberana tomam cuidado com essa questão, pois eles admitem que eles foram “salvos sob a pregação de um pregador e igreja arminianos.”[18] Até o próprio Wilson reconhece que “muitos de nós fomos salvos em igrejas arminianas, sob a pregação arminiana.”[19] Então como ele se livra de suas primeiras declarações? Ele explica: “Entenda que eu verdadeiramente acredito que alguns (até muitos) arminianos são salvos, mas eu inflexivelmente insisto que eles foram salvos do modo ensinado pela Graça Soberana.”[20] O fato de que estes arminianos salvos possam viver suas vidas apesar do Calvinismo não é problema, pois estes arminianos “serão adeptos da Graça Soberana quando eles alcançarem o céu, e clamarão nos campos de libertação doce e eterna, regozijando porque sua doutrina era falsa.”[21]

Embora os batistas calvinistas insistem que têm o direito de rejeitar os termos calvinista e Calvinismo, eles não concedem este mesmo privilégio aos seus oponentes. Forrest Keener diz que o Calvinismo devia ser chamado “anti-Arminianismo.”[22] O acima mencionado Wilson, que tão inflexivelmente rejeita ser chamado calvinista, lamenta que aqueles batistas que são opostos ao Calvinismo “têm vergonha da palavra ‘arminiano.’”[23] Ele diz a seus adversários: “Chamem-se do que quiserem; arminianos é o que vocês são.”[24] Mas suponha que um detrator do Calvinismo recuse este título? Wilson então afirma que “vocês não são obrigados a se chamarem de nada; mas não se chamando de nada não muda o fato do que vocês são. Recusando chamarem-se de um arminiano não muda o fato de que isto é o que vocês são.”[25] Good insiste que “há alguns arminianos que não sabem que são arminianos.”[26] Por causa desta hipocrisia dos calvinistas, os termos calvinista e Calvinismo serão usados por todo este livro para aplicar a qualquer homem ou doutrina que é calvinista – se as designações são aceitas ou não. E apesar da obsessão que os calvinistas têm com os termos arminiano e Arminianismo, eles alegam que “uma espécie de ‘Calvifobia’ desenvolve na mente arminiana” quando o assunto do Calvinismo é levantado.[27] Mas devido às coisas impressionantes e exageradas que têm sido ditas até agora sobre o Arminianismo, é evidente que é o calvinista que tem fobia devido à sua obsessão com o Arminianismo. Isso não é mais evidente do que quando um batista simplesmente se identifica com um crente na Bíblia.

Para aqueles batistas que aceitam a Bíblia como a autoridade final ao invés das especulações filosóficas e implicações teológicas do Calvinismo ou Arminianismo, o calvinista reserva o maior desprezo. Chamar-se um “biblicista,” ao invés de calvinista ou arminiano, ainda que seja particularmente ofensivo aos partidários de ambos os sistemas, porque isto corretamente implica que ambos não são bíblicos, é especialmente preocupante para um calvinista por causa de sua inflexível insistência que alguém deve ser um calvinista ou um arminiano. Em resposta àqueles que dizem que “a verdade jaz entre o Calvinismo e o Arminianismo,” Spurgeon respondeu: “Não é verdade; não há nada entre eles senão uma vastidão estéril.”[28] Good insiste que aqueles que alegam o título de biblicista procuram “por um slogan simplista a fim de esquivar-se das questões ou evitar as investigações.”[29] E, apesar dele elogiar o desejo de ser identificado com um biblicista, Good considera “a base do raciocínio” como “um tanto instável. Na verdade não tem uma adequada base bíblica.”[30] O problema que Good tem com os biblicistas é que “eles não são biblicistas coisa nenhuma.”[31] Eles estão na verdade “seguindo o sistema doutrinário inventado por Arminius.”[32] Em outras palavras, eles são arminianos – exatamente como todo aquele que não é calvinista. Curtis Pugh sustenta que os pastores biblicistas “perguntam aos membros da igreja para permiti-los ‘contar toda a verdade.’”[33] Mas crendo que o Calvinismo seja bíblico, ele simplesmente se considera “também como um biblicista”[34] para encerrar o debate. Qualquer tentativa de ser apenas um batista crente na Bíblia, alguém é apelidado de “calminiano,”[35] obviamente uma forma derivativa dos dois únicos sistemas aceitos.

Uma conseqüência natural para a dicotomia calvinista/arminiano, e uma que é peculiar aos batistas, é a antiga divisão dos batistas em dois grupos (onde ouvimos isso antes?) denominados batistas “gerais” e “particulares” – batistas gerais, acreditando que Cristo morreu por todos os homens em geral, e os batistas particulares, vendo a Expiação como somente para o grupo particular dos assim chamados eleitos de Deus.[36] Na América estes foram chamados batistas “separados” e “regulares.”[37] Após ressuscitarem estes títulos, os calvinistas fazem declarações enaltecendo as virtudes dos batistas calvinistas:

A ortodoxia batista foi preservada entre os batistas particulares ou calvinistas.[38]

Somente os batistas particulares ingleses se mantiveram ilesos pela apostasia teológica.[39]

Naturalmente, isto implica que os batistas gerais ou separados foram um tanto menos do que ortodoxos. Good lembra que nós devemos nos identificar com os batistas particulares, pois eles foram o “maior corpo de igrejas batistas,”[40] enquanto Jack Warren, o editor de um outro jornal batista calvinista, nos convida para “retornar aos velhos caminhos e para suas raízes batistas particulares.”[41]

Alguns batistas, entretanto, se recusam a estar ligados a estas arbitrárias distinções. Neste país, como relatado pelo historiador batista David Benedict (1779-1874), uma rara associação de igrejas foi uma vez formada na Pensilvânia Ocidental chamada de os “Batistas da Aliança Independentes.” A respeito destas igrejas ele relata: “Estas igrejas são, como eles dizem, chamadas por alguns como semi-calvinistas, por outros, semi-arminianas.”[42] Após discutir os tipos de batistas na Inglaterra, o historiador batista inglês Thomas Crosby (c. 1685-1752) pertinentemente observou em seu livro The History of the English Baptists:

E eu sei que há várias igrejas, ministros, e muitos particulares, entre os batistas ingleses, que desejam não ser classificados como gerais ou particulares, nem na verdade ser justamente designados sob quaisquer destes representantes; pois eles admitem o que eles pensam ser a verdade, sem considerar com quais esquemas humanos ela concorda ou discorda.[43]

E deste mesmo período, um historiador batista mais recente fala de um fundo estabelecido em 1717 para assistir os ministros necessitados que era “questionado por restringi-lo aos batistas particulares.”[44] Então nem todos os batistas aceitaram essas designações criadas pelos homens, contrário aos ardentes esforços dos calvinistas para forçar todos os seus oponentes para o campo arminiano.

Como seus companheiros calvinistas, os batistas da Graça Soberana também usam o argumento histórico quando tentam provar a verdade de sua doutrina. Naturalmente, eles começam com a Bíblia e simplesmente avançam através do tempo. Mason começa por argumentar que “a Bíblia é um livro predestinista.”[45] “Cristo e Seus apóstolos” eram calvinistas, segundo Milburn Cockrell.[46] Até o apóstolo Paulo era um pregador da Graça Soberana.[47] Não querendo apenas limitar aos apóstolos, Mason insiste que “Cristãos dos tempos do Novo Testamento eram vigorosos crentes na grandeza e soberania de Deus e conseqüentemente nas doutrinas da eleição e predestinação.”[48] E além de apelar para o Calvinismo dos puritanos, “covenanters” [Nota: alguns presbiterianos escoceses do século 17], e huguenotes, ele também relata que “os grandes teólogos da história” e “a maioria dos credos da Cristandade histórica” tinham sido calvinistas.[49] Outros batistas, da mesma forma, apelam para estes credos calvinistas como prova da verdade do Calvinismo.[50] Sobre os batistas em particular, Mason sustenta: “os batistas têm sido predestinistas através dos séculos, desde os dias de Cristo.”[51] Garner Smith reitera que “as doutrinas da graça foram cridas e ensinadas pelos batistas antes mesmo de Calvino aparecer em cena.”[52] Um outro acrescenta que “a maioria dos batistas tem sido historicamente calvinista.”[53] Warren nos faz lembrar que “nossa herança vem do Calvinismo.”[54] Wilson insiste que Calvino obteve seu Calvinismo da “preservação batista” de suas doutrinas.[55] Por isso Spurgeon podia dizer: “Quanto mais eu vivo, mais claro fica que o sistema de João Calvino é o mais próximo da perfeição.”[56] Às vezes um apelo é feito pelos batistas para o Calvinismo da velha Associação Batista da Filadélfia (estabelecida em 1707).[57] Outras vezes, o pedido é para o Calvinismo das confissões de fé batistas.[58] Até o não-batista Boettner apela para o Calvinismo das confissões batistas quando procura provar a verdade do Calvinismo com o argumento histórico.[59] O presbiteriano McFetridge simplesmente diz: “Os batistas, que são calvinistas,”[60] e então prossegue, na expectativa de que o leitor aceite esta afirmação.

Pela razão dos grupos presbiterianos e reformados ser inerentemente calvinistas, eles nunca têm apelado para homens na história que eram calvinistas como têm feito os batistas. Dos autores batistas podemos encontrar, não somente seções,[61] mas capítulos inteiros em livros dedicados aos batistas calvinistas na história.[62] Há também livros sobre o assunto.[63] A tese expressa de um escritor é que “o Calvinismo, popularmente chamado as Doutrinas da Graça, prevaleceu nas arenas mais influentes e resistentes da vida denominacional batista até o fim da segunda década do século vinte.”[64] Mas até supondo sem reservas que esta declaração seja verdadeira, como isso prova que o Calvinismo seja verdadeiro e que, como conseqüência, todos os batistas deveriam ser calvinistas? O que está implícito na tese acima (e o que o autor passa o resto de seu livro tentando provar) é que, pela razão da maioria dos grandes pregadores, teólogos, e missionários batistas terem sidos calvinistas – o Calvinismo deve ser verdadeiro. Além do supracitado Spurgeon, no rol dos batistas calvinistas estão:

Isaac Backus (1724-1806)            W. B. Johnson (1782-1862)

Abraham Booth (1734-1806)        Adoniram Judson (1788-1850)

James P. Boyce (1827-1888)        Benjamin Keach (1640-1704)

John Brine (1703-1765)               William Kiffin (1616-1701)

John A. Broadus (1827-1895)       Hanserd Knollys (1599-1691)

John Bunyan (1628-1688)            John Leland (1754-1841)

William Carey (1761-1834)            Basil Manly Sr. (1798-1868)

  1. H. Carroll (1843-1914)              Basil Manly Jr. (1825-1892)

Alexander Carson (1776-1884)      Patrick Hues Mell (1814-1888)

John Clarke (1609-1676)              Jesse Mercer (1769-1841)

John L. Dagg (1794-1884)            J. M. Pendleton (1811-1891)

Edwin C. Dargan (1852-1930)       J. C. Philpot (1802-1869)

Andrew Fuller (1754-1815)           Arthur W. Pink (1886-1952)

Richard Furman (1755-1825)         Luther Rice (1783-1836)

  1. B. Gambrell (1841-1921)           John Rippon (1751-1836)

John Gano (1727-1804)               John C. Ryland (1723-1792)

John Gill ((1697-1771)                 John Skepp (c. 1670-1721)

  1. R. Graves (182-1893)               A. H. Strong (1836-1921)

Robert Hall (1728-1791)               John Spilsbery (1593-1668)

Alva Hovey (1820-1903)               H. Boyce Taylor (1870-1932)

  1. B. C. Howell (1801-1868)          J. B. Tidwell (1870-1946)

Henry Jessey (1601-1663)            Francis Wayland (1796-1865)

A lista impressionante de nomes de batistas proeminentes que supostamente eram calvinistas, que é regularmente compilado pelos batistas da Graça Soberana para assim impressionar o leitor, como também convencê-lo de que ele tem que ser um calvinista para ser um batista histórico. Mas se o Calvinismo dos homens acima mencionados fossem na verdade checadas, seria visto que ele varia do mais radical para o mais brando, e tudo entre esses dois extremos. Sem dúvida, alguns destes calvinistas disputaram entre eles mesmos sobre o assunto. Então qual é exatamente a posição batista histórica?

Destes homens há três que se sobressaíram como tendo tido a maior influência: John Gill, Charles Spurgeon, e Arthur W. Pink – todos ingleses.

Chamado “Dr. Volumoso” por causa de sua vasta composição,[65] Gill é argumentalmente o maior estudioso que os batistas já tiveram, apesar de seu Calvinismo. Na idade de vinte e um, ele foi chamado para pastorear uma notável igreja em Goat’s Yard Passage, Fair Street, Horselydown, no município londrino de Southwark.[66] Aqui ele ficou por cerca de cinqüenta anos. Além de seu comentário sobre a Bíblia toda, ele é famoso por seu Body of Divinity e seus numerosos escritos sobre o batismo e o Calvinismo. A maioria das obras de Gill tem sido reimpressa pela The Baptist Standard Bearer.[67]

Como foi mencionado anteriormente, Spurgeon é o único que ambos, batistas e pedobatistas, recorrem como um exemplo de calvinista que teve um ministério frutífero. O que não é geralmente conhecido, entretanto, é que Spurgeon foi o sucessor de John Gill, se bem que poucos anos mais tarde. Como seu predecessor, Spurgeon assumiu o pastorado quando jovem e continuou até a sua morte. Ele é principalmente lembrado pelos seus sermões, que continuaram a ser publicados por anos depois de sua morte. O nível do Calvinismo de Spurgeon é continuamente debatido, com ambos os lados usando trechos de seus sermões para provar seus respectivos pontos. Mas embora muitos não-calvinistas têm procurado subestimar seu Calvinismo, Spurgeon é o quintessencial calvinista. Good alega que “o que Davi era para a força de Israel nos dias de Golias, Spurgeon tem sido para os batistas calvinistas em nossos dias.”[68] Naturalmente, seus sermões calvinistas têm sido extraídos dos milhares que ele pregou e publicou separadamente.[69] A maioria das obras de Spurgeon tem sido reimpressa pela Pilgrim Publications.[70]

Ainda que inglês, Pink começou seu ministério nos Estados Unidos depois de um curto período no Moody Bible Institute em 1910.[71] Começando como um dispensacionalista premilenista, Pink mais tarde rejeitou ambos os ensinos e continuou um calvinista radical até o final de sua vida. Ele é melhor conhecido por seus livros que cresceram de seus artigos em sua revista Studies in the Scriptures, o mais infame sendo The Sovereignty of God, pela primeira vez publicado em 1918.[72] O Calvinismo de Pink perturbou tanto alguns calvinistas que uma tentativa foi feita para suavizá-lo pela The Banner of Truth Trust, editando, em 1961, uma “Edição Revisada Inglesa” do livro The Sovereignty of God em que três capítulos e os quatro apêndices foram eliminados.[73] Por isto, eles têm sido severamente criticados (e com justiça) por outros calvinistas.[74] A maioria das obras de Pink está em publicação hoje por uma variedade de diferentes editoras.[75]

Na lista dos batistas calvinistas pode também ser encontrados quatro grandes líderes do moderno movimento missionário batista: Adoniram Judson, Luther Rice, William Carey, e Andrew Fuller. Seu professo Calvinismo é especialmente valioso para os calvinistas, pois é usado para provar que o Calvinismo não é incompatível com o trabalho missionário. Judson e Rice eram congregacionalistas americanos que mais tarde se tornaram batistas: o primeiro indo para Burma e o último foi levantar fundos nos Estados Unidos. Mas qualquer que seja sua profissão, eles provaram por suas ações em favor das missões estrangeiras a pretensão de seu “Calvinismo.” Carey, chamado “o pai das missões modernas,”[76] era um inglês que foi para a Índia. Ele escreveu Inquiry into the Obligation of Christians to Use Means for the Conversion of the Heathen, e por causa de sua proficiência em assimilar outra línguas, foi responsável por numerosas versões das Escrituras em vários idiomas. E, apesar de ser verdade que a sociedade missionária de Carey era oficialmente intitulada a “Sociedade Batista Particular para a Propagação do Evangelho entre os Pagãos,” sustentar que Carey era um consistente calvinista é uma outra história. É por causa desta disparidade que John Ryland supostamente replicou ante o apelo de Carey para o uso de meios no trabalho missionário: “Jovem, sente-se. Quando Deus quiser converter os pagãos, ele irá fazer isto sem a sua ajuda ou a minha.”[77] Enquanto pastoreando em Kettering, Inglaterra, Fuller lançou The Gospel Worthy of All Acceptation em 1785 e foi prestativo na formação da sociedade missionária batista que enviou Carey a Índia. Assim, suas ações provam que é somente a despeito de seu Calvinismo que estes homens empreenderam seus esforços missionários.

Pela razão das designações regulares e separados, assim como particulares e gerais, não ser mais usadas para denominar os batistas, a maioria dos calvinistas batistas tem algum tipo de nome identificando-se como calvinista. Visto que a aversão batista ao nome de Calvino os impedem de usar seu nome, pode-se encontrar prefixos como “Graça Soberana,” “Rígido,” “Primitivo,” “Antigo,” “Velha Escola,” “Estrito,” “Ortodoxo,” ou “Reformado.” Os “Batistas Gospel Standard” são um grupo calvinista e assim também as “Igrejas Batistas Continentais.” O nome de “Batistas Missionários” que algumas igrejas batistas tomam para si é impróprio. Todos os batistas deviam ser batistas missionários. A razão que os batistas da Graça Soberana usam o termo supracitado é para distingui-los dos batistas primitivos mais rígidos – aqueles que praticam seu Calvinismo. Estes batistas são todos rápidos em enfatizar seu Calvinismo, então não é difícil reconhecer a maioria deles. Entretanto, alguns batistas são difíceis de reconhecer. Pode-se encontrar batistas com influências calvinistas nas várias associações e sociedades batistas, assim como entre aqueles que são estritamente independentes. Tem havido ultimamente um ressurgimento do Calvinismo na Convenção Batista do Sul.[78] Se for investigar, será confirmado que a maioria destes homens é calvinista; entretanto, isso não quer dizer que todos eles publicamente pregaram e ensinaram suas opiniões, nem as colocaram em prática. Alguns deles são o que pode ser chamado de “calvinistas-armários,” visto que eles mantêm seu Calvinismo, como o esqueleto proverbial, no armário [Nota: quando alguém tem um segredo é dito que ele tem um esqueleto no armário, uma coisa feia que tem escondida], a fim de que os membros de suas igrejas não se ofendam com o que seu pastor acredita e parem de visitar e ofertar para as missões. Isto não implica que estes homens desprezam as visitas e missões – pelo contrário – eles podem ser dedicados em visitar e apoiar muitos missionários. Eles são lamentavelmente inconsistentes; eles definitivamente nunca empregam sua teologia. Um calvinista tem bem acertadamente dito que eles são “calvinistas-estantes,” visto que seu Calvinismo deve principalmente ser encontrado nas estantes de suas bibliotecas.[79] Vários jornais são publicados pelos batistas calvinistas (The Christian Baptist, Atwood, Tennessee; The Berea Baptist Banner, Mantachie, Mississippi; The Baptist Examiner, Ashland, Kentuchy; o Baptist Evangel, Saginaw, Texas), e eles mantêm alguns poucos colégios (Baptist Voice Bible College, Wilmington, Ohio; Landmark Baptist Theological Seminary, Fort Worth, Texas; Lexington Baptist College, Lexington, Kentucky), mas ninguém nunca saberia que estas publicações e escolas são calvinistas sem uma análise mais apurada. Então, como foi mencionado no início desta seção, o fato de que um batista diz que ele não é um calvinista não diz nada. Geralmente necessita de um estudo diligente para identificar, se ou não, uma igreja, escola, ou pregador batista é calvinista. Ocasionalmente, entretanto, um grupo de batistas da Graça Soberana publica um registro de suas igrejas.

A acertada tentativa dos batistas calvinistas para equiparar o Calvinismo à ortodoxia batista não é compartilhada pelos seus “parentes” presbiterianos e reformados. Estes dois grupos são basicamente os mesmos em se tratando de doutrina: o termo reformado, enfatizando as doutrinas da Reforma, e o termo presbiteriano, enfatizando sua forma de governo eclesiástico. A história de como cada grupo se desenvolveu será encontrada nos próximos quatro capítulos. Mas em relação aos batistas, deve primeiro ser apontado que os presbiterianos e denominações reformadas consideram que sua teologia seja o Cristianismo bíblico:

É minha firme conviccão de que a única teologia contida na Bíblia é a teologia reformada.[80]

O Cristianismo tem a sua mais completa expressão na Fé Reformada.[81]

A doutrina apostólica foi a Teologia Reformada.[82]

Apelando a um espectro mais amplo do Cristianismo, entretanto, às vezes o termo reformado é super-enfatizado. O título do amplamente adotado compêndio sobre teologia do teólogo calvinista Louis Berkhof (1873-1957) foi trocado de Dogmática Reformada para Teologia Sistemática, e mudanças similares foram feitas em alguns de seus outros livros também.[83]

Há duas doutrinas que são centrais para a Fé Reformada: a Teologia do Pacto e o Calvinismo. A primeira é odiosa para todos os batistas e a segunda é apreciada pelos batistas da Graça Soberana. Esta antinomia dos batistas é uma razão para este trabalho, pois como será mantido por todo este livro, o Calvinismo não é somente uma doutrina errada, é uma doutrina reformada. Que a teologia reformada se identifica com a teologia do pacto não há dúvida.[84] A relação é tão forte que Sproul até confessa que “a teologia reformada tem sido apelidada de ‘teologia do pacto.’”[85] Mas os partidários da teologia reformada, da mesma maneira, a identificam com o Calvinismo:

Este termo é freqüentemente usado sinonimamente com o termo calvinista quando se quer descrever uma posição teológica.[86]

A grande vantagem da Fé Reformada é que, na estrutura dos Cinco Pontos do Calvinismo, ela expõe claramente o que a Bíblia ensina a respeito do meio de salvação.[87]

Predestinação pode ser tomada como um marco especial da teologia reformada.[88]

Então o Calvinismo deve ser equacionado com a teologia reformada – não apenas por mera aquiescência, mas por ser um termo completamente cognato. O supracitado D. James Kennedy relata por que ele é um presbiteriano: “Eu sou um presbiteriano porque eu acredito que o Presbiterianismo é a forma mais pura do Calvinismo.”[89] Além disso, Kuyper sustenta que “o Calvinismo significa a evolução completa do Protestantismo.”[90] Talbot e Crampton além disso insiste que “se a igreja não retornar para as suas bases da Reforma, ela irá colher o vento de um evangelho mutilado e uma fé centralizada no homem.”[91] Mas se o Calvinismo é a quintessência do Protestantismo – o cume da Reforma, então é construído sobre uma fundação artificial, pois como até os batistas calvinistas concordariam, a Reforma foi apenas isto: uma reforma, não um completo retorno ao Cristianismo bíblico. Quando Loraine Boettner escreveu seu livro The Reformed Doctrine of Predestination, ele descuidadosamente disse a pura verdade: a predestinação no sistema calvinista é uma doutrina reformada assim como a Missa Católica é uma doutrina católica. O Calvinismo é por essa razão claramente uma doutrina reformada, apesar dos batistas.

Ainda que Kenneth Good sustenta que os batistas podem ser calvinistas (seu livro Are Baptists Calvinists?) sem ser reformados (seu livro Are Baptists Reformed?), os seguidores da sistema reformado discordam:

É nosso ponto de vista que um batista reformado é realmente uma impossibilidade. O batista que defende o livre-arbítrio, a iniciativa do homem no processo de salvação, graça resistível, o apelo no altar, a livre e bem-intencionada oferta do evangelho, etc., é o batista que é consistente. O batista que defende o dispensacionalismo, em qualquer forma que se apresenta, é o batista que consistentemente mantém a sua posição. O batista, por outro lado, que mantém as doutrinas da graça e repudia o dispensacionalismo é inconsistente em sua teologia. Eu não nego que ele possa, em sua teologia, ser um calvinista. Eu não nego que ele possa verdadeiramente repudiar o dispensacionalismo. Mas ele é culpado de uma feliz inconsistência por tudo isso.[92]

Aqueles que aderem à verdade do batismo infantil têm geralmente mantido que as idéias do batismo de crentes e a graça soberana são mutuamente exclusivas, e que aqueles que aderem às duas posições aderem à uma visão contraditória da salvação.[93]

Ninguém pode ser um presbiteriano ou reformado sem ser um calvinista, mas alguém pode certamente ser um batista. Um batista calvinista devia ser um nome impróprio, pois, nas palavras do reformado holandês Herman Hanko: “Um batista é apenas inconsistentemente um calvinista.”[94]

[1] Curtis Pugn, “Six Reasons I Love the Doctrines of Grace”, The Berea Baptist Banner, 5 de novembro de 1994, pp. 207-208; Thomas J. Nettles, By His Grace and for His Glory (Grand Rapids: Baker Book House, 1986), p. 13; Tom Ross, Abandoned Truth: The Doctrines of Grace (Xenia: Providence Baptist Church, 1991), pp. ix-x.

[2] Joseph M. Wilson, “Sovereigh Grace Versus Arminianism”, The Baptist Examiner, 22 de julho de 1989, p. 1; Jack Warren, “For Sovereign Grace; Against Arminian Heresy,” Baptist Evangel, janeiro-março 1997, p. 2.

[3] Ted Gower, “Am I a Calvinist?” The Baptist Examiner, 21 de novembro de 1992, p. 9; Jimmie B. Davis, em “The Berea Baptist Banner Forum,” The Berea Baptist Banner, 5 de março de 1990, p. 51.

[4] Forrest L. Keener, Grace Not Calvinism (Lawton: The Watchman Press, 1992).

[5] Joseph M. Wilson, “From the Editor,” The Baptist Examiner, 22 de junho de 1991, p. 2.

[6] Patrick H. Mell, The Biblical Doctrine of Calvinism (Cape Coral: Christian Gospel Foundation, 1988), p. 18.

[7] Spurgeon, Sovereign Grace Sermons, p. 129.

[8] Milburn Cockrell, Introdução a Tom Ross, Abandoned Truth: The Doctrines of Grace, p. v.

[9] Milburn Cockrell, “Second Trip to the Philippines,” The Berea Baptist Banner, 5 de Janeiro de 1995, p. 4.

[10] Mason, pp. 5, 4-5.

[11] Cockrell, Introdução a Tom Ross, p. vi.

[12] Good, Calvinists, p. 85.

[13] Ibid., p. 62.

[14] Ibid., pp. 60-61, 96.

[15] Keener, p. 21.

[16] Cockrell, Introdução a Tom Ross, p. vi.

[17] Wilson, Sovereign Grace, p. 3.

[18] Garner Smith, em “The Berea Baptist Banner Forum,” The Berea Baptist Banner, 5 de setembro de 1992, p. 172.

[19] Joseph M. Wilson, “Is There an Arminian Gospel?” The Baptist Examiner, 7 de dezembro de 1991, p. 11.

[20] Wilson, Sovereign Grace, p. 3.

[21] Ibid.

[22] Keener, p. 18.

[23] Joseph M. Wilson, “Sovereign Grace View and Arminian View of Salvation,” The Baptist Examiner, 18 de julho de 1992, p. 8.

[24] Ibid.

[25] Ibid.

[26] Good, Calvinists, p. 63.

[27] Ibid.

[28] Charles H. Spurgeon, citado em Good, Calvinists, p. 63.

[29] Good, Calvinists, p. 63.

[30] Ibid.

[31] Ibid., p. 124.

[32] Ibid.

[33] Curtis Pugh, “The Biblicist Position,” The Berea Baptist Banner, 5 de julho de 1993, pp. 128-129.

[34] Ibid., p. 121.

[35] Good, Calvinists, pp. 124, 133, 140; Cockrell, Introdução a Tom Ross, p. v.

[36] Thomas Crosby, The History of the English Baptists (Lafayette: Church History Research & Archives, 1979), vol. 1, p. 173.

[37] John T. Christian, A History of the Baptists (Texarkana: Bogard Press, 1922), vol. 2, p. 407; Thomas Armitage, The History of the Baptists (Watertown: Maranatha Baptist Press, 1980), vol. 2, p. 731.

[38] Good, Calvinists, p. 150.

[39] Neetles, By His Grace, p. 73.

[40] Good, Calvinists, p. 156.

[41] Jack Warren, “More on Particular Baptists”, Baptist Evangel, janeiro de 1994, p. 2.

[42] David Benedict, A General History of the Baptist Denomination in America, and Other Parts of the World (Gallatin: Church History Research & Archives, 1985), vol. 1, p. 602.

[43] Crosby, vol. 1, p. 174.

[44] Robert G. Torbet, A History of the Baptists, 3a ed. (Valley Forge: Judson Press, 1963), p. 70.

[45] Mason, p. 5.

[46] Cockrell, Introdução a Tom Ross, p. v.

[47] Warren, For Sovereign Grace, p. 2.

[48] Mason, p. 1.

[49] Ibid., p. 2.

[50] Fred Phelps, “The Five Points of Calvinism,” The Berea Baptist Banner, 5 de fevereiro de 1990, p. 25.

[51] Mason, p. 3.

[52] Garner Smith, em “The Berea Baptist Banner Forum,” The Berea Baptist Banner, 5 de fevereiro de 1995, p. 30.

[53] Kober, p. 46.

[54] Warren, Particular Baptists, p. 2.

[55] Wilson, Sovereign Grace, p. 1.

[56] Charles H. Spurgeon, citado em Iain H. Murray, The Forgotten Spurgeon (Edinburgo: The Banner of Truth Trust, 1978), p. 79.

[57] Good, Calvinists, p. 156; Nettles, By His Grace, p. 42.

[58] Mason, p. 24; Good, Calvinists, pp. 34-35, 66-67, 80; The Biblical and Historical Faith of Baptists on God’s Sovereignty (Ashland: Calvary Baptist Church, n.d.), pp. 50-51.

[59] Boettner, Predestination, p. 1.

[60] McFetridge, p. 49.

[61] Tom Ross, Abandoned Truth, pp. 21-28; Good, Calvinists, pp. 137-149.

[62] Mason, cap. 3; Robert b. Selph, Southern Baptists and the Doctrine of Election (Harrisonburg: Sprinkle Publications, 1988), cap. 2.

[63] Neetles, By His Grace and for His Glory; The Biblical and Historical Faith of Baptists on God’s Sovereignty.

[64] Neetles, By His Grace, p. 13.

[65] Ibid., p. 73.

[66] Para uma biografia de Gill por seu sucessor imediato, veja John Rippon, A Brief Memoir of the Life and Writings of the Late Rev. John Gill, D.D. (Harrisonburg: Gano Books, 1992); para uma obra mais recente, veja George M. Ella, John Gill and the Cause of God and Truth (Durham: Go Publications, 1995).

[67] The Baptist Standard Bearer, Number One Iron Oaks Dr., Paris, AR 72855.

[68] Good, Calvinists, p. 147.

[69] Spurgeon’s Sovereign Grace Sermons; Spurgeon’s Sermons on Sovereignty (Pasadena: Pilgrim Publications, 1990).

[70] Pilgrim Publications, P.O. Box 66, Pasadena, TX 75501.

[71] Para a vida de Pink, veja Richard P. Belcher, Arthur W. Pink: Born to Write (Columbia: Richbarry Press, 1982), e lain H. Murray, The Life of Arthur W. Pink (Edinburgo: The Banner of Truth Trust, 1981); para um exame e análise do seu Calvinismo, veja Richard P. Belcher, Arthur W. Pink: Predestination (Columbia: Richbarry Press, 1983).

[72] Arthur W. Pink, The Sovereignty of God, 4a ed. (Grand Rapids: Baker Book House, 1949).

[73] Arthur W. Pink, The Sovereignty of God, ed. rev. (Edinburgo: The Banner of Truth Trust, 1961).

[74] Marc D. Carpenter, “The Banner of Truth Versus Calvinism,” parte 1, The Trinity Review, maio de 1997, pp. 1-4.

[75] A maior parte é publicada pela Baker Book House, P.O. Box 6287, Grand Rapids, MI 49516.

[76] Good, Calvinists, p. 79.

[77] Ibid., p. 73.

[78] Veja no jornal oficial da Convenção Batista do Sul, “A Study Tool for the Doctrine of Election,” SBC Life, abril de 1995, pp. 8-9, and “Arminian/Calvinist Responses”, SBC Life, agosto de 1995, pp. 8-9.

[79] Kenneth H. Good, Are Baptists Reformed? (Lorain: Regular Baptist Heritage Fellowship, 1986), p. 67.

[80] R. B. Kuiper, God-Centered Evangelism (Londres: The Banner of Truth Trust, 1966), p. 9.

[81] Boettner, Reformed Faith, p. 24.

[82] Talbot and Crampton, p. 79.

[83] Henry Zwaanstra, “Louis Berkhof”, em David F. Wells, ed. Dutch Reformed Theology (Grand Rapids: Baker Book House, 1989), pp. 48, 53. Sua editora, a Wm. B. Eerdmans Publishing Co., antigamente conhecida como “The Reformed Press.”

[84] Para uma breve classificação da teologia reformada, veja George W. Zeller, The Dangers of Reformed Theology (Middletown Bible Church, n.d.); para uma apreciação crítica maior, veja Good, Are Baptists Reformed? Para uma análise abrangente da teologia do pacto, veja Renald E. Showers, There Really is a Difference (Bellmawr: The Friends of Israel Gospel Ministry, 1990).

[85] R. C. Sproul, Grace Unknown (Grand Rapids: Baker Books, 1997), p. 99.

[86] Coppes, p. x.

[87] Boettner, Reformed Faith, p. 24.

[88] John H. Leith, Introduction to the Reformed Tradition, ed. rev. (Atlanta: John Knox Press, 1981), p. 103.

[89] D. James Kennedy, Why I Am a Presbyterian (Fort Lauderdale: Coral Ridge Ministries, n.d.), p. 1.

[90] Kuyper, p. 41.

[91] Talbot e Crampton, p. 78.

[92] Herman Hanko, We and Our Children (Grand Rapids: Reformed Free Publishing Association, 1988), p. 11.

[93] Hanko, Covenant of Grace, p. 2.

[94] Hanko, We and Our Children, p. 12.

Extraído do livro O OUTRO LADO DO CALVINISMO de Laurence Vance.


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