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Cantores evangélicos apoiam seita do Rev Moon

por Pr. Joaquim de Andrade - seg jul 23, 3:46 pm

Um Festival chamado “Família” será realizado no dia 4 de agosto, das 12h às 20.30h, no Allianz Parque, em São Paulo. Segundo os organizadores o evento tem um caráter assistencial, que contará com shows musicais, demonstração de artes marciais, coral mil vozes e premiações às melhores redações sobre “Família e Paz”, que foram realizadas a partir de palestras ministradas em mais de cem escolas em São Paulo, a premiação será feita junto com o município e Estado de São Paulo. Desta forma, dizem que durante o evento estarão celebrando a paz e os valores familiares. O ingresso é 1 kg de alimento não perecível, que segundo os organizadores, serão doados a entidades beneficentes.

Os cantores se revezarão no palco do Allianz Parque. E além dos artistas, o Festival Família terá no pronunciamento principal a Dra. Hak Ja Han Moon, (esposa do falecido Rev. Moon) que falará sobre a paz e a família. Ela é a fundadora da Associação das Mulheres para a Paz Mundial e está vindo ao Brasil para este evento. Haverá também uma cerimônia para a paz com a participação de líderes religiosos.

Esta não a primeira vez e nem será a última que evangélicos irão dar seu apoio a SEITA Moon. Homens como Tim LaHaye (autor da série “Deixados Para Trás”) e sua esposa Beverly LaHaye;, Dr. James Kennedy, Ralph Reed, Gary Bauer, e Robert Schuller, Pat Robertson, Dr. EV Hill, Jerry Falwell, Jimmy Swaggart, Bill Bright e muitos outros, no Brasil vários líderes e cantores evangélicos já apoiaram abertamente a seita. No Brasil, até o presidente da Assembléia de Deus, ministério de MADUREIRA, já deu seu apoio ao líder da seita.

Em 1996 a seita organizou um evento na cidade de Montevidéu e levou mais de 900 lideres evangélicos para este evento, realizado em um hotel cinco estrelas, tudo grátis (Avião, hotel, refeições).

O QUE É A IGREJA DA UNIFICAÇÃO E O REVERENDO MOON?

O Reverendo Moon fundou a Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial (HSA-UWC), que mais tarde tornou-se geralmente conhecida como a “Igreja da Unificação”, em 1954, em Seul, Coréia. Nasceu no dia 06 de janeiro de 1920 e morreu no dia 03 de setembro de setembro de 2012, aos 92 anos de idade. Ele foi criado num lar budista e confucionista, aos dez anos de idade abraçou a fé presbiteriana e, finalmente, decidiu fundar sua própria seita em 1951, quando recebeu a “revelação” de que ele era o novo “Messias” para a humanidade, depois de ser preso por bigamia e adultério … durante o seu quarto casamento.

De acordo com sua “revelação”, Moon é o “terceiro Adão” e o “novo Messias”, proclamado por Deus como “mais sábio que Salomão e mais caridoso que Jesus”. Como o verdadeiro pai da nova humanidade e o Senhor do Segundo Advento.

Para alcançar seu “novo paraíso”, no qual ele e sua esposa seriam uma espécie de casal primordial, Moon dedicou-se a acumular uma das mais importantes fortunas do mundo, através da compra de empresas produtoras de armas, produtos farmacêuticos como revitalizador Gin-Seng, estaleiros coreanos, bancos na América Latina, jornais e revistas nos Estados Unidos e na América Latina, hotéis e extensas fazendas de gado.
Moon diz ser o Verdadeiro Pai, o messias ou Senhor do Segundo Advento. Veja: “Deus me escolheu para ser o Messias, e durante este tempo Ele tem realizado Seu trabalho de salvação. Eu completei minha missão como o Senhor do Segundo Advento, Salvador e Verdadeiro Pai.” (Rev. Sun Myung Moon, “The Reappearance of the True Parents and the Ideal Family,” da revista da Igreja da Unificação, Today’s World, Setembro 1992, p.6)

Dizendo-se ser o Verdadeiro Pai, Moon afirma ainda que o Espírito Santo é “a Verdadeira Mãe espiritual”. “Uma criança nasce por meio do amor de seus pais. Como está escrito (I Co 2.3), quando chegamos a crer em Jesus como o Salvador por meio da inspiração do Espírito Santo, recebemos o amor dos Verdadeiros Pais espirituais, proveniente da ação de dar e receber entre Jesus, o Verdadeiro Pai espiritual, e o Espírito Santo, a Verdadeira Mãe espiritual.” (Sun Myung Moon, Princípio Divino, Capítulo 7, 1994).

De acordo com o Rev. Moon, o primeiro Adão falhou no Paraíso cedendo a tentação; o segundo Adão, Jesus, também falhou em morrer na cruz e não ter filhos., logo a necessidade de um outro Messias, ele o próprio Reverendo Moon.

Moon nega a divindade do Senhor Jesus e argumenta que o cristianismo é também “um fracasso”. “Jesus era verdadeiramente um homem que realizou o propósito de criação. Não obstante, julgado por sua aparência exterior, Jesus não era notoriamente diferente das pessoas em geral. Se ele tivesse demonstrado inegável divindade em sua aparência exterior, então todos ao seu redor seguramente teriam acreditado nele e o seguido.” (Sun Myung Moon, Exposição do Princípio Divino, Capítulo 5, 1996)

“Por analogia, sendo que Jesus é uma unidade com Deus e a encarnação de Deus, ele pode ser entendido como sendo o segundo ser de Deus, mas ele não é Deus.” (Sun Myung Moon, Exposição do Princípio Divino, Capítulo 7, 1996).
Para seus seguidores, Moon exige obediência cega e total, porque ele “profetizou” que “não haverá queixas ou objeções pelo que deve ser feito, até que tenhamos estabelecido o Reino de Deus na Terra”.

Obediência implica dar à seita o poder de decisão de quem cada membro deveria se casar; e o casamento é indissolúvel…. a menos que um dos cônjuges deixe a seita. Sua característica mais marcante são os casamentos em massa nos quais casais que não se conhecem são escolhidos arbitrariamente para se casar.

Seu livro sagrado, intitulado O Princípio Divino foi publicado pela primeira vez no Brasil pela imprensa Metodista. Este livro retoma ensinamentos díspares do budismo, do confucionismo e do taoísmo e até de correntes espiritualistas e ocultistas.

Além disso, ele apontava que os Estados Unidos são a esperança para o mundo atual e isso deveria servir ao Rev. Moon como um braço secular para ajudar na sua luta contra o marxismo e contra o islamismo.

A seita conta com mais de três milhões de seguidores, distribuídos por 194 países,
O que resta a Igreja Brasileira pensar com relação à conduta desses cantores evangélicos se realmente no dia 04 de agosto for cantar num evento da Igreja da Unificação? Não vou me surpreender se isso acontecer será mais uma vez que evangélicos apoiam uma seita que nega as principais doutrinas bíblicas.

Embora a Bíblia contenha avisos fortes contra os anticristos, alguns líderes evangélicos pensam que podem se unir a eles e ficar sem culpa diante de Deus.


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5 Comentários

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  1. Mas do que nunca é tempo da igreja tomar uma posição severa contra os lideres e cantores que participarem desse festival absurdo de um homem que nega a divindade de Jesus e alto se plócama o salvador da humanidade.

  2. Se os cantores e lideres se atrever a participar desse festival no que depender de mim não canta mais na igreja e não faram parte da direção.

    1. é só não assisti-los e pronto, perdem audiência e perdem verba … e abandonam até a seita moom.

  3. NÃO TEM OUTRA EXPLICAÇÃO …. $$$

  4. o que falar disso, quando a massa não se importa. Nós mesmo não se importamos porque criticamos, mas não fazemos nada para mudar. Criticos tem de mais Revolucionarios tem de menos.,

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