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A IGREJA CATÓLICA DEFINIU O CÂNON ? Por Willian Webster Os católicos
alegam que os protestantes devem confiar em sua tradição
para saber que livros devem incluir no cânon Bíblico. O
argumento diz que desde que não há um "índice
inspirado" da Bíblia, então nós somos forçados
a confiar na tradição católica para saber que livros
pertencem realmente à Bíblia, e que livros não
pertencem. Cartago e Hipona Primeiramente,
os Concílios de Cartago e Hipona não estabeleceram o cânon
à Igreja como um todo. Até mesmo "A Nova Enciclopédia
Católica" em inglês assegura o fato de que o Cânon
não esteve oficialmente estabelecido à Igreja Ocidental
até o Concílio de Trento no século XVI e que até
mesmo uma autoridade tal como Gregório, o Grande que posteriormente
veio a ser papa havia rejeitado os Apócrifos como canônicos. A objeção que os católicos levantam é que se a Septuaginta incluía esses livros é prova de que os judeus alexandrinos tiveram um cânon mais extenso que seus irmãos palestinenses. Todavia isso não passa de mera especulação. Eles fazem esta afirmação porque os livros apócrifos são incluídos em alguns dos antigos manuscritos que nós temos da Septuaginta. Mas se isto prova alguma coisa, prova no máximo que a Septuaginta incluía os livros apócrifos junto com os livros canônicos do velho Testamento para propósitos de leitura, e não que eles fossem recebidos como canônicos. O manuscrito mais antigo que nós possuímos da Septuaginta remonta ao 4º ou 5º século d.C. Sendo assim eles não refletem necessariamente a crença dos Judeus de Alexandria sobre os apócrifos. Também, esses manuscritos da Septuaginta contêm livros tal como III Macabeus que nunca foi aceito como canônico por Roma. Acrescenta-se a isso, como importante fato, que Orígenes e Atanásio mesmo sendo de Alexandria, ambos rejeitaram os livros apócrifos como sendo canônicos. O único livro apócrifo que Atanásio incluiu na sua lista foi Baruque, mas isto devido ao fato de ele ter pensado que este livro fazia parte do livro de Jeremias. Hipona e
Cartago foram concílios locais que não tiveram autoridade
ecumênica. Em adição, podemos dizer que mesmo aqueles
dois Concílios contradizem o Concílio de Trento em um
ponto importante. Primeiramente, Hipona e Cartago declara que 1 Esdras
e 2 Esdras são canônicos. Eles estão referindo aqui
à versão Septuaginta de 1 e 2 Esdras. Nesta versão
1 Esdras é uma adição apócrifa a Esdras
enquanto 2 Esdras é a versão Judaica de Esdras-Neemias
do cânon Judaico. O Concílio de Trento, entretanto declara
que 1 Esdras é realmente o Esdras do cânon Judaico e 2
Esdras é Neemias do cânon Judaico. Trento omite a versão
da Septuaginta de 1 Esdras. Outro ponto
que prova ser as alegações católicas infundadas
é o fato de que a prática universal da Igreja como um
todo até o tempo da Reforma foi seguir o julgamento de Jerônimo
que havia rejeitado os apócrifos. Aqueles livros tiveram a permissão
de serem lidos na Igreja para fins de edificação, mas
nunca foram considerados autorizados para estabelecer doutrinas. O caso da Glossa Ordinária - Esta Glosa foi um comentário bíblico autorizado para a Igreja Ocidental como um todo. Seu prefácio declara que a Igreja permite a leitura dos livros apócrifos somente para a devoção e instruções e costumes, mas que eles não possuem nenhuma autoridade para decidir controvérsias em matérias de Fé. Ele ainda declara que há 22 livros do AT e apela para os testemunhos de Orígenes, Jerônimo e Rufino. Conclusão As reivindicações
que a igreja romana faz sobre o cânon são historicamente
insustentáveis. Ela sugere que nós deveríamos receber
seus ensinos como autoridade suprema por causa desta questão
do cânon, pressupondo que foi ela quem nos deu a lista correta
dos livros canônicos. Mas isto equivale aos fariseus exigirem
que Jesus recebesse seus ensinos como autoridade suprema simplesmente
porque como Judeus eles tinham determinado que livros faziam parte do
cânon. Mesmo que as reclamações da Igreja Romana
estivessem corretas com respeito ao cânon, isto não prova
de maneira alguma que ela está automaticamente correta em todas
as áreas pertinentes à sã doutrina, e que nós
deveríamos obedecê-la e receber como autenticas suas doutrinas
extrabíblicas, não mais do que Jesus deveria receber as
doutrinas ou seguir os fariseus hipócritas. As principais doutrinas
romanas contradiz as sagradas escrituras tais como a Tradição
Oral, o Papado, Maria, os sacramentos, o purgatório, além
do que o seu cânon é diferente do cânon da igreja
primitiva. Fonte: traduzido e adpatado pela equipe editorial do
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