Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP
A CATEQUESE CATÓLICA E O SEGUNDO MANDAMENTO
Introdução
Católico
a 19 anos, de família tradicionalmente católica, desde
criança fui instruído no "Catecismo Católico".
Logo na infância, toda a criança é "obrigada"
(nunca vi nenhuma criança que foi por livre e espontânea
vontade) por seus pais a ingressar no estudo doutrinário, o qual
o primeiro passo é a "Primeira Comunhão". Assim
aconteceu comigo. Após algum tempo aprendendo as doutrinas católicas
sobre os mais diversos assuntos, tomei minha primeira "hóstia",
o corpo de Cristo transubstanciado, segundo a Teologia Romanista. Em
seguida, fiz a "Perseverança", próximo passo
rumo à "Crisma" ou Confirmação, quando
o candidato é selado com o Espírito Santo, celebração
necessária como um complemento da Regeneração Batismal
efetuada à criança. Até então, para mim,
tudo normal. Hoje, aos 21 anos, um ano de verdadeira conversão
ao Senhor Jesus Cristo, leitor assíduo da Palavra de Deus, vejo
que Primeira Comunhão, Crisma, Batismo Infantil e muitas outras
coisas mais carecem de bases bíblicas sólidas e não
podem ser respondidas simplesmente pela "Tradição",
pois entram em conflito direto com os ensinamentos claros da Bíblia
Sagrada.
Assim como eu, quando uma criança nasce, não escolhe ser
católico, se torna por natureza, por hereditariedade, não
por escolha pessoal e própria. Não é à toa
que o Catolicismo mundial responde por número excedente aos um
bilhão de adeptos... Assim é fácil! Grande parte
dos católicos "cresce católico" e vai frequentemente
à Igreja, sem ao menos concordar com as mais simples doutrinas
bíblicas e muito menos com as decisões da Igreja católica.
Duvida? Pare dez "católicos" na rua, pergunte a eles
sobre questões como aborto, ou mais especificamente sobre a decisão
do Vaticano sobre o uso de preservativos depois me diga o resultado...
Falo isso porque convivo com isso diariamente. Assim se formam os "Católicos
Universais", a maior representação do Cristianismo
(supostamente, pois na realidade...) na face da Terra. Desafio um católico
sincero a me provar que, majoritariamente (existem exceções,
é claro) estou errado.
O
Segundo Mandamento
Senti a necessidade de escrever alguma coisa do gênero quando,
logo depois de convertido, sentei-me a comparar o Livro1 o qual utilizei
na minha "Crisma", com a Bíblia Sagrada. Parei na página
35, sexto capítulo intitulado: Os Mandamentos: Nova Aliança.
Encontrei o Seguinte texto transcrito:
"Os Dez Mandamentos da Igreja Católica apresentam os Mandamentos
do Decálogo de Moisés em forma resumida:
Amar a Deus sobre todas as coisas
Não tomar Seu santo nome em vão
Guardar domingos e festas de guarda
Honrar pai e mãe
Não matar
Não pecar contra a castidade
Não furtar
Não levantar falso testemunho
Não desejar a mulher do próximo
Não cobiçar as coisas alheias."
Abri então a Bíblia no Livro do Êxodo 20:1-17:
Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa
da servidão.
3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma
do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas
águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás;
porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade
dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração
daqueles que me odeiam.
6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam
os meus mandamentos.
7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;
porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar
o seu nome em vão.
8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus.
Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho,
nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem
o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e
tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso
o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus
dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
13 Não matarás.
14 Não adulterarás.
15 Não furtarás.
16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17 Não cobiçarás a casa do teu próximo,
não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem
o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem
coisa alguma do teu próximo.
Para minha surpresa, os mandamentos da Catequese Católica não
eram os mesmos da Bíblia Sagrada. Não contente com a pesquisa,
julgando eu que o livro fosse "ultrapassado" (embora essa
minha primeira impressão fosse completamente descabida, uma vez
que as doutrinas bíblicas não mudam), supondo que a igreja
tinha corrigido o erro, pesquisei na Internet e encontrei alguns sites
(2) oficiais de Catecismo Católico com a mesma descrição
doutrinária. Conclui então que havia uma séria
discrepância. Abri então minha Bíblia Católica
(3), que comprei recentemente com o objetivo
de ler os livros apócrifos, e li o devido trecho da Escritura
que era exatamente igual a minha Bíblia. E mais: ao lado de cada
mandamento, o seu respectivo número assinalado em algarismos
romanos, inclusive o segundo mandamento!!! Pergunto eu: se os teólogos
romanos insistem em dizer que "... a questão já foi
exaustivamente justificada ao longo dos séculos pela igreja...",
(4) porque então não reproduzem
corretamente a porção do texto bíblico referente?
Porque adulteram e contradizem a própria Bíblia Católica,
incultando na mente dos jovens adolescentes, mandamentos que não
correspondem a Palavra de Deus (uma vez que o segundo mandamento é
excluído e o décimo repartido em dois)?
Imagens...
Questão já amplamente discutida nos campos teológicos,
não me colocarei aqui a repetir argumentos redundantes e já
demonstrados de diversas formas. Desejo apenas contra - argumentar as
afirmações contidas na matéria "As Imagens
Permitidas" do site citado anteriormente (5),
bem como algumas outras afirmações de alguns sites de
apologética católica que não correspondem a verdade.
Depois de colocar lado a lado versículos como Êxodo 20:4,
Êxodo 25:18 e Números 21:8-9, o autor afirma que a proibição
das imagens não foi feita de forma absoluta e aponta para a ordem
do próprio Deus quanto aos querubins da arca e da serpente de
bronze. É do conhecimento do leitor, bem como do próprio
autor da matéria, que a serpente, assim como a arca da aliança
forma "tipos". Na Nova Aliança os tipos foram cumpridos
e revelados (João 3:14, Hebreus 9) pelos seus antítipos
correspondentes. Sendo as citações das imagens feitas,
tipos apontando para uma revelação espiritual profundamente
mais elevada, o argumento católico de "permissão"
divina para confecção de imagens pode se conservar? É
claro que não! Qualquer católico sincero sabe que a confecção
da serpente de bronze foi um fato único, não há
outro caso semelhante no Velho Testamento. E, como tudo na Bíblia,
tinha um propósito, cumprido na crucificação de
Cristo. Se pudéssemos utilizar tipos do Antigo Testamento para
fundamentar doutrinas ou mesmo práticas da Igreja Cristã,
será que poderíamos então tornar sagrado um simples
pedaço de pão (não estou falando da hóstia,
estou falando de um pão francês comum), como foi o maná
para os israelitas guardado dentro da arca da aliança? Ou será
que poderíamos pegar uma vara de árvore qualquer e santificá-la
como a vara de Arão (Hebreus 9:4)? Todas essas considerações
e muitas outras mais estão no mesmo contexto de Hebreus 9:1-7.
Afinal de contas, tanto o pão, como a serpente no deserto apontam
para Cristo, certo? O pão simboliza Cristo, nosso pão
vivo descido do céu, o único capaz de saciar a fome espiritual
do homem (não transubstanciado numa hóstia, mas vivo no
coração de cada cristão genuíno e no governo
de tudo o que acontece no Universo) -João 6:35-; a serpente simboliza
Cristo, levantado numa cruz para a salvação dos homens
-João 3:14-. Será que poderíamos pegar um fato
isolado da história vetero-testamentária para justificar
as práticas da atual Igreja Cristã? Ainda mais os tipos,
que, uma vez revelados foram abolidos por serem "sombras"
(Hebreus 8:5; Hebreus 10:1) do que agora vivemos?
Muitos dos fatos decorridos durante a história do povo de Israel
(aliás, todo o Velho Testamento) teve essa finalidade, ou seja,
apontar para o Cristo de Deus que viria ao mundo. De uma forma ou de
outra, esses acontecimentos que o próprio Deus ordenou não
são "permissões" para a confecção
de imagens, mas fatos em que uma escultura seria simplesmente utilizada
para tipificar o Santo de Israel e seus ofícios neo-testamentários,
embora o povo não entendesse. Porque então,sendo a permissão
não absoluta, não pôde ser desfrutada pelo povo
de Deus pelos seus mais de dois milênios de história? Porque
não confeccionaram eles uma "...iconografia que transcrevesse
pela imagem a mensagem que a Sagrada Escritura transmite pela Palavra..."
(6). Certamente um católico consciente
dirá que o povo de Israel estava cercado de nações
pagãs e isso seria um convite à idolatria. Mas não
vivemos nós, não no meio de nações, mas
num mundo globalizado onde o paganismo impera em todos os meios de comunicação
e sob todos os tipos de influência? Não está o Ocidente
cada vez mais orientalizado com suas práticas de yoga, suas meditações
transcedentais entre muitos outros fatores, como a maior divulgação
do carma reencarnacionista de Alan Kardec em todo o horário nobre
da televisão brasileira? O próprio autor da matéria
admite que no Catolicismo Popular existem "exageros de devoção"
(7) às devidas imagens. Porque então
fazer uso delas? Qualquer católico sincero terá que admitir
que um desses exageros poderá ser visto nas declarações
de qualquer um dos romeiros do Círio de Nazaré, ou de
uma procissão do Pe. Cícero no Nordeste brasileiro. Se
o que acontece com aqueles pobre católicos, "mal informados",
segundo os católicos "conscientes", não puder
ser chamado de idolatria, não sei mais qual será a definição
para a palavra...
Prosseguindo no raciocínio, o autor afirma que, quando o povo
começou a "idolatrar" a serpente de bronze, ela foi
destruída, conforme II Reis 18:4, onde os israelitas queimavam
incenso à ela. Será mera coincidência não
poder ver no fato, um grave semelhança com a Campanha da Mãe
Peregrina de Schoenstatt, quadro de Maria com Jesus no colo que percorre
as casas das cidades tradicionalmente católicas sendo rezado
um terço na frente dela e colocado uma vela para queimar diante
da figura? Ou mesmo numa simples missa, onde as imagens estão
dispostas e, constantemente são queimadas velas e velas diante
delas? Não me diga que estou enganado, pois, por dezenove anos
fui católico, participei dos terços da Mãe Peregrina
e fui às missas todos os domingos.Também não estou
tentando ser implicante, apenas comparando fatos...
Logo em seguida, o argumento Católico para prostra-se diante
das imagens é, a meu ver, o mais frágil. Relata o autor
da matéria: "... não podemos acusar o patriarca Abraão
de idólatra quando tendo levantado os olhos, apareceram-lhe três
homens que estavam em pé junto dele; logo que os viu, correu
da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se por terra... (Gênesis
18:2)" (8). Não é preciso
ter um conhecimento muito profundo de teologia para saber que entre
o povo hebreu havia "costumes" e "hábitos"
característicos e distintivos deles. Impressiona-me o autor não
ter notado esse fato. A hospitalidade hebraica era apuradíssima.
Quando um viajante vinha à casa de uma pessoa, essa lhe oferecia
da melhor comida, lavava o pé (ou pelo menos oferecia água
e toalha) do visitante e fazia uma série de cortesias que hoje
em dia não se vê mais, inclusive a segurança total
do hospede acolhido na casa (Gênesis 19:8). Já no tempo
do Novo Testamento esse comportamento era estranho ao povo judeu. Ajoelhar-se
perante outro homem era asperamente repugnado por ser um ato que simbolizava
sujeição de autoridade ou admitia que o indivíduo
queria prestar honra "extra humanas" à pessoa perante
a qual se prostrava. Não foi exatamente o que aconteceu com Pedro
e Cornélio em Atos 10:25? Não é isso demonstrado
pelos escritos dos Pais Apostólicos? Sinceramente, justificar
um ato que uma igreja supostamente cristã pratica através
de um ato de hospitalidade de 2000 anos atrás é a mesma
coisa de afirmar que as pessoas devam hoje em dia, se cumprimentar com
um beijo na barba, como faziam os antigos hebreus, pois ambos os fatos
estão no mesmo contexto bíblico. Absurdo não é?
Aliás, como pode ser ilustrado esse fato, ao achegar-se Abraão
aos seus visitantes, prostrado em terra atribui ao visitante o título
de "meu senhor", embora não soubesse ser uma teofania
diante de si. Qualquer pessoa que resolver pesquisar um escritor profano
que trate do comportamento do povo neotestamentário, ou mesmo
as cartas apostólicas dirigidas as Igrejas, verá logo
que chamar uma pessoa de "senhor" era atribuir a ela um título
de Deus (Kirios). Não foi exatamente o que aconteceu com Abraão?
Pergunto eu: Abraão teve a intenção de chamar o
hóspede de "meu Deus?" Absolutamente! Isso, bem como
o ato de prostrar-se em terra, fazia parte do comportamento do povo
hebreu e que agora, como já nos tempos da Nova Aliança
é completamente repugnado pelos cristãos verdadeiros.
Não temos um "senhor" muito menos uma "senhora"
mas temos a Jesus Cristo como Senhor absoluto (Filipenses 2:11) das
nossas vidas, completamente. Não nos prostramos diante a nada
nem a ninguém, pois o único digno de que nós nos
prostremos diante dele em oração é Deus e Deus
não pode ser simbolizado, embora os católicos afirmem
que "... as fontes disponíveis tornaram possíveis
a representação de Deus Filho... " (9).
Você acredita em Papai Noel? Então acredite nessa afirmação,
pois nem mesmo os manuscritos bíblicos primordiais puderam ser
guardados até os dias de hoje e se você quer acreditar
numa tradição que transmitiu, ainda que não seja
de maneira fiel o rosto do Mestre, acredite então no recurso
eletrônico que o Fantástico usou algum tempo atrás
para reproduzir o rosto de Cristo, afinal, a probabilidade é
semelhante, ou seja, improvável, senão impossível.
Não me colocarei aqui a discutir os termos Veneração,
Devoção e Adoração, pois já foi amplamente
divulgado que na prática, tudo isso resulta em um só fim:
IDOLATRIA. Se estou mentindo, cabe ao Catolicismo dar uma catequese
mais apurada aos nossos irmãos católicos nordestinos,
principalmente, do que deve ser feito na Dulia, Hiperdulia e Latria.
Caberia aqui ainda uma citação do próprio site
CACP, onde um fato bem observado pode ilustrar a confusão dos
termos (o que é relativo nada mais nada menos do que ao "santo
padre", o Papa):
37. Durante a festa dedicada a João Paulo II em outubro de 1997
no Maracanã, foi dedicado ao Pontífice uma canção
que dizia; "Ave Maria, NOS SEUS ANDORES, rogai por nós pecadores",
interpretada por Fafá de Belém. Tal canção
não seria digna de grave censura, já que sabemos que estátuas
não rogam e nem Maria vive em andores, perguntaria se o que caracteriza
a idolatria não é precisamente o fato de ver o símbolo
como sendo o próprio simbolizado? (10).Acho
que a questão foi esclarecida e os mais desavisados poderão
pensar sobre os frágeis argumentos da Tradição
Católica, revestida de Bíblia e ler na própria
Palavra a Verdade, tirando suas próprias conclusões. Penso
ser meio difícil um leitor sincero, após ler o Velho e
Novo Testamento, justificar as práticas paganizadas da Igreja
Católica com argumentos "bíblicos".
Protestantes...
Com
o atual sincretismo religioso que impera no Brasil, estamos sendo tachados
de "perseguidores", "os que odeiam os católicos",
ou em suma, "os anti-católicos (11)".
Não acho isso estranho, pois já fui católico e
tive a mesma opinião. Quero, porém, dizer que nenhum protestante,
evangélico, ou seja, Cristão Autêntico, odeia os
católicos, espíritas, muçulmanos, judeus, umbandistas,
satanistas, ateus, ou qualquer outra espécie de religioso que
existe. O que fazemos simplesmente (digo isso porque faz apenas pouco
mais de um ano que saí da Igreja Católica) consiste em
que, uma vez tendo pura e simplesmente a Verdade da Palavra em nossos
corações, muito mais do que em nossos intelectos, queremos
de qualquer maneira, lutar para que pessoas não caiam nas mãos
do inimigo através da própria religião, que o homem
deturpou por influência do Maligno para sua própria perdição.
Hoje em dia, a Inquisição Católica que matou milhares
de inocentes ao pregar o Evangelho pela espada (o que pode ser chamado
de anticristão), deu lugar à cortesia, a liberdade religiosa.
É certo que, como dizem os católicos, temos a liberdade
de ter a religião que nos agrada. Contudo, em se tratando de
religião, não estamos falando de uma compra no supermercado,
estamos falando de ETERNIDADE. Se somos sal e luz, se somos ministros
do Evangelho, ficaremos então calados em nome da liberdade religiosa?
Algum tempo atrás, assistindo televisão, um padre aconselhou
uma pessoa ao telefone, que, segundo relato, estava sofrendo muita "pressão"
dos evangélicos em sua casa: "aquele que vem com pressão
não é de Deus e sim do inimigo, porque, se fosse de Deus,
viria com amor". Pergunto eu: acaso Paulo não amava a Igreja
de Corinto ao escrever a Primeira Epístola tão asperamente
repreendedor (I Coríntios 3:1)? Amava sim e isso é afirmado
uma dezena de vezes na sua segunda carta (II Coríntios 2:4).
A perseguição que outrora o Catolicismo empregou para
ganhar o mundo, hoje em dia dá lugar ao exclusivismo: "não
costumamos falar mal de ninguém" freqüentemente se
ouve da boca dos padres... Nós não falamos mal. Falamos
o que é bíblico, e o que é bíblico tem que
ser falado doa a quem doer. Não se pode crer em fantasias humanas
criadas como Assunção de Maria, Imaculada Conceição
de Maria, Intercessão dos Santos, e muitas outras coisas que
o Romanismo traz e dizer que mesmo assim se crê na Bíblia,
embora as argumentações "bíblicas" para
tais doutrinas são excessivamente frágeis e difíceis
de ser compreendidas verdadeiramente. As palavras de Deus foram fechadas
de modo definitivo e plenário no Livro do Apocalipse. À
semelhança da "Tradição" farisaica, a
Tradição Católica dá ênfase e cria
"estórias" para ludibriar o povo e para a própria
perdição revestindo tudo de interpretações
absurdas da Palavra de Deus como as quais foram demonstradas acima.
E os católicos que nascem e crescem católicos, a semelhança
da cronologia demonstrada na Introdução desse trabalho,
concordam com tudo por comodismo ou discordam por opiniões pessoais,
sem ao menos saber o que diz a Palavra de Deus.
Quanto às doutrinas "bíblicas" que o catolicismo
criou, como por exemplo, a doutrina do purgatório, como disse
o autor do site descrito em nota "... a própria Sagrada
Escritura ensina que existem céu, inferno e purgatório
e outros estados ou lugares intermediários . Por favor, deixo
abaixo o meu e-mail para que me mostre onde, nos Livro Bíblicos
(apócrifos não valem!) algum lugar menciona Purgatório
ou os lugares intermediários. Só peço uma coisa:
não me venha com uma interpretação grotesca como
aquele feita no caso de Abraão!!!
O povo é enganado com semelhantes afirmações: "a
Igreja Católica foi a Igreja que Jesus Cristo fundou em Mateus
16:18", "a Igreja Católica é a única
instituição humana que tem 2000 anos de existência"
e muitas outras... Falo isso porque ouvia isso semanalmente e me gabava
por fazer parte de tão grande privilégio. Como quase todo
católico, comodista, não procurava saber se o que ouvia
era verdade ou não. Era um néscio, um insensato. Católicos
amados, não sejam como eu era, questionem, não acreditem
nas coisas "porque o padre falou". Insisto: se algum católico
bem informado tiver algum documento dos Pais da Igreja que concorde
com as doutrinas atuais da Igreja Católica e afirme que ela foi
fundada no ano 50 ou mesmo no ano 100 d.C.. mande um e-mail a mim e
ao CACP.
Conclusão:
Se
a "questão já foi tão amplamente discutida
e esclarecida" volto a perguntar: porque não reproduzir
a porção do texto sagrado de Êxodo 20:1-17 da maneira
como ele se encontra transcrito nas Bíblias Católicas?
Porque ensinar os jovens desde cedo a "decorar" os mandamentos
como eu decorei, sem ser os legítimos e genuínos mandamentos
de Deus? Se não há um interesse por trás de tudo
isso, há pelo menos um grande sofisma, um embuste utilizado para
sustentar a base de uma teologia que não encontra apoio sólido
na Bíblia nem na prática dos membros das Igrejas Neotestamentárias
Primitiva (antes da "conversão" de Constantino ao Cristianismo).
Nós, os crentes em Cristo Jesus, que temos nossa Certeza de Salvação
(João 10:27-30), que temos nossa fé firmada única
e exclusivamente no Deus que fez os céus (Genesis 1:1) e a terra
e no único mediador entre Deus e os homens (I Timóteo
2:5), oremos a Deus, para que nossos missionários nacionais,
estaduais e regionais encontrem corações abertos e sedentos
pela segurança que somente o verdadeiro crente em Cristo Jesus
tem de um dia estar com Ele no Paraíso. Peçamos, intercedendo
a Deus, que ele quebrante os corações para ouvir a Palavra
de que as pessoas não resistam ao Espírito Santo de Deus
que deseja que todos se salvem. Trabalhemos com afinco e dedicação
e com amor infinito pelas almas que se embrenham pelos caminhos que
o inimigo usa atualmente para atrair o maior número de pessoas:
a falsa religião. Que nós possamos dizer, incessantemente,
que só Jesus Cristo salva pelo seu sacrifício na cruz
do calvário, por meio da fé depositada nessa obra (Atos
16:31; Efésios 2:8-9), contrariando a apostasia católica
demonstrada em perguntas retóricas tais como: "...onde a
Bíblia afirma que a salvação é atingida
somente pela fé? (12) Leitor católico,
não se irrite comigo. Leia a Bíblia e tire suas próprias
conclusões... Aposto que lendo apenas o Novo Testamento, você
se conscientizará que pelo menos essa "Doutrina do Purgatório",
além de extra-bíblica é anti-bíblica, pois
em cada página da Nova Aliança se vê o sangue de
Jesus como o único remédio sobremaneira eficaz para salvar
a humanidade dos seus pecados. Se não se convencer, achando a
leitura bíblica "complicada" como os padres querem
fazê-la parecer, acesse os sites de apologética católica
(mas tem que ser os bons) e compare os argumentos com uma leitura simples
da Palavra de Deus e verá que as citações bíblicas
feitas são de uma interpretação que você
certamente não teria lendo a Bíblia atentamente, ou seja,
são fantasiosas, pois somente dessa maneira pode-se sustentar
doutrinas "colocadas" na Bíblia.Que nós possamos
ter o apreço de Paulo numa obra missionária dentro de
nosso país que, paulatinamente, está sendo ganho para
o Jesus Cristo Bíblico, não sacramentado, suficiente para
salvar cada um que a Ele se achegue pelo seu sacrifício vicário
de cruz, para viver uma vida santa, livre das cadeias que o diabo imprime
na vida das pessoas "católicas" como eu era, mas que
não querem buscar a Deus e o seu reino sobre todas as coisas...
Deus tenha misericórdia do Brasil e avive os seus filhos para
que sua palavra seja pregada com cada vez mais força e mais poder,
e que o império das trevas que insiste em se vestir de Bíblia
seja despido e morto pelo sangue do Cordeiro vertido na Cruz do Calvário,
para a purificação de todo o que nele crê!
Notas:
1. O Sacramento do Espírito Santo (A Crisma) - Pe. Luiz A. Vendrúscolo
/ Pe. Reneu P. Stefanello: Edirora Vozes 7ª edição.
2. http://www.santamissa.com.br/glossario/descricao_palavra.asp?id=83
http://www.paginaoriente.com/catecismo/dezmandamentos.htm - Sites de
Catequese Católica.
3. Bíblia Sagrada Mensagem de Deus Edição Luxo
- Editora Santuário / Edições Loyola: Reeditada
em Janeiro de 2003.
4. http://www.veritatis.com.br/conteudo.asp?pubid=1912 - Site de Ortodoxia
Católica.
5. Site citado acima.
6. II Concílio Ecumênico de Nicéia - Matéria
descrita no site supra citado.
7. Matéria citada no link acima.
8. Matéria citada no link acima.
9. Matéria citada no link acima.
10. http://www.cacp.org.br/cat-perguntas.htm - Site de Pesquisas Crsitãs.
11. http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20040827212525&lang=bra
- Associação Cultural Católica.
12. http://www.veritatis.com.br/conteudo.asp?pubid=7 - Site de Ortodoxia
Católica.
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