Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP

PASTOR BATISTA VIRA CATÓLICO

Mas, na verdade ele nunca deixou o romanismo...

Por Paulo Cesar Pimentel

Em 1979, FRANCISCO ALMEIDA ARAÚJO tornou-se pastor numa Igreja Batista Regular em Taubaté, SP. Fato indiscutível. Há provas e testemunhos de pessoas que estiveram lá naquela ocasião.
O problema é que o senhor Francisco, diácono permanente da diocese de Anápolis-GO desde 1987, começou a testemunhar em 1989 (e não parou mais) que sua volta para o catolicismo se deu quando era pastor de uma igreja batista independente em Atibaia-SP no ano de 1982. Em outubro daquele ano, conforme seu relato, deixou o pastorado por crer na transubstanciação (presença real de Cristo nos elementos da ceia) e, ficando sem sustento pastoral, passou necessidades. Susan, sua filha de uns 8 anos de idade, queria um doce de marrom glacê. Ele a orientou que pedisse a Maria. A menina o fez e no dia seguinte um padre chega à sua casa com alimentos e uma senhora, companhia do padre José Carlos Brilha naquela visita, dá à pequena Susan uma lata de marrom glacê enviada por "nossa senhora". Surgiu com isso o testemunho do senhor Francisco a respeito da "Nossa Senhora do Marrom Glacê".

Fantasias à parte, a questão é saber se de fato ele foi pastor de uma igreja batista em Atibaia naquele ano de 1982, cenário para as experiências narradas em seu testemunho registrado em livros, k7s, cds e vídeos, todos comercializados por ele conforme catálogo em meu poder.
Em abril passado consegui, através de Suzana, minha filha que estuda no Seminário Bíblico Palavra da Vida (em Atibaia), cópias de cartas de duas igrejas atibaianas a respeito do ministério pastoral do senhor Francisco naquela cidade (leia as cartas na pág. 3). E em maio passado eu mesmo estive em Atibaia a fim de participar da XXX Conferência Missionária promovida por aquele seminário. Aproveitei e fiz algumas pesquisas a fim de saber dos fatos. Conversei com os dirigentes do SBPV e pastores das duas igrejas evangélicas onde, possivelmente, o senhor Francisco poderia ter pastoreado. Fui às igrejas católicas mencionadas por ele e conversei com o padre José Lélio. Ainda iria conversar com o bispo diocesano (em Bragança Paulista), Dom Antonio Misiara, que, infelizmente foi sepultado no dia 11 de maio quando eu estava iniciando minhas pesquisas naquela região.

Em Atibaia, Francisco residiu no mesmo condomínio onde está o SBPV e a Igreja Evangélica do Maracanã. Líderes dessa igreja se lembram dele mas afirmam que ele nunca foi pastor em Atibaia. Mendes, pastor da 1ª Igreja Batista de Atibaia, da mesma forma, afirma que desconhece onde Francisco tenha pastoreado naquela cidade.
O padre José Lélio, procurado por Francisco em 1982 para ouvir a respeito de sua crise doutrinária, ao telefone comigo no dia 12 de maio de 2004 não se lembrava dele logo no início de nossa conversa. Mas, após alguns segundos se lembrou e declarou coisas que eu me furto a registrar aqui por não ter sua autorização ainda. Mas adianto que o que ele me disse não é favorável ao testemunho de Francisco.
De acordo com a senhora Vera, ainda membro da igreja em Taubaté, Francisco teria tido aulas de teologia com o missionário William Preston Griffin sob autorização do Seminário Batista Regular de São Paulo. Com base nessas aulas e, em função de viagem do missionário aos Estados Unidos, Francisco foi aceito como pastor pela igreja. Mas tal pastorado durou poucos meses.

Tanto em Taubaté, Atibaia como em Curitiba, Francisco conviveu de perto com a senhora Eunildes e sua família. Hoje membro da Igreja Batista no Bacacheri, Curitiba, ela afirma que Francisco nunca foi membro de alguma igreja em Atibaia, e muito menos pastor.
Perguntei a Dona Dóris Griffin, viúva de William Griffin, se Didi, esposa de Francisco, era católica antes de vir para a igreja batista. Ela confirmou e disse que ela: "insistiu em voltar para a católica. Ela queria confessar".
A senhora Eunildes revela que, enquanto morava em Atibaia, visitou a esposa de Francisco, Dona Didi, que lhe declarou algo surpreendente naquele dia. Dona Didi disse que eles nunca haviam abandonado realmente a Igreja Católica Apostólica Romana.

Diante do exposto acima, e se são procedentes as informações por mim colhidas, o testemunho do senhor Francisco não tem peso algum como trunfo da ICAR e os pobres católicos estão sendo enganados.
Sendo assim, que o prezado leitor procure seus amigos católicos a fim de desafiá-los a buscarem a verdade dessa tal N.S. Marrom Glacê. Porque, do contrário, será mais uma página azeda no caudal de farsas do romanismo mundial.

Fonte: Jornal DESAFIO DAS SEITAS, edição 32, 2º trimestre 2004.

Cedido com a devida autorização do Centro de Pesquisas Religiosas - CPR


Gostou desta matéria? Leve até sua igreja os palestrantes do CACP. Para mais informações acesse o link "Palestras", na página principal ou ligue para nós (17) 3225-8002.
Adquire também nossas apostilas. Para maiores informações, acesse o link "Apostilas" na página principal ou ligue para nós.
Faça a assinatura da melhor revista apologética da América Latina, revista "Defesa da Fé". Quer saber mais? então ligue.


CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS

Voltar

   © Copyright CACP 2005 

Todos os direitos reservados

Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano

 
 
olor="#000000">