ENTRO
APOLOGÉTICO
CRISTÃO
DE
PESQUISAS
- CACP
Merece
crédito a Septuaginta?
A obra ficou
conhecida com o nome de Septuaginta – LXX - (significando 70
anciãos) e recebeu a numeração em algarismos romanos (?), visto como L
= 50. X = 10. X = 10, daí ter a sigla LXX. Só não sabemos
porque não foi chamada LXXII, se os eruditos judeus eram 72.
A tal Carta de Aristeas
é a única “prova” da existência desse mítico documento. Não existem, de modo
algum, quaisquer manuscritos do VT em Grego, de 250 a.C., ou próximo
dessa data. Também na história judaica não há registro algum de que tal obra
tenha sido programada ou executada.
Quando pressionados a
mostrar evidência concreta da existência desse documento, os eruditos logo
apontam a Hexapla de Orígenes, a qual foi escrita aproximadamente em
200 d.C, ou seja, 450 anos depois que a Septuaginta teria sido
escrita, e mais de 100 anos após ter sido concluído o Novo Testamento.
A segunda coluna da Hexapla contém a tradução grega do VT feita
pelo próprio Orígenes (jamais pelos 72 eruditos judeus), incluindo livros
espúrios, como Bel e o Dragão, Judite, Tobias e outros livros apócrifos
aceitos como canônicos somente pela Igreja Católica Romana.
Os apologistas da
Septuaginta tentarão argumentar que Orígenes não traduziu o VT do
Hebraico para o Grego, mas apenas copiou a Septuaginta na segunda
coluna da sua Hexapla. Será válido esse argumento? Não. Se o
fosse então significaria que aqueles 72 eruditos judeus teriam
acrescentado os livros apócrifos à sua obra, mesmo antes deles terem sido
escritos. (!) Ou então que Orígenes tomou a liberdade de acrescentar esses
livros espúrios à santa Palavra de Deus (Apocalipse 22:18). Desse modo, vemos
que a segunda coluna da Hexapla é apenas uma tradução pessoal
clandestina do VT para o Grego.
Eusébio e Filo, ambos de
caráter duvidoso, fizeram menção a um Pentateuco Grego, mas não de todo o VT,
não o mencionando de modo algum como tradução oficialmente aceita.
Existe algum manuscrito
grego do VT antes de Cristo? Sim. Existe uma disputada
minuta datada de 150 a.C – o Ryland Papyrus # 458. Ele contém os
capítulos 23-28 de Deuteronômio, apenas isso. Quem sabe a existência desse
fragmento foi o que levou Eusébio e Filo a admitir que todo o
Pentateuco havia sido traduzido por algum escriba no esforço de interessar os
gentios na história dos Judeus? Muito provavelmente ele não fazia parte de
qualquer suposta tradução oficial do VT para o Grego. Podemos ficar
certos de que esses 72 eruditos judeus supostamente escolhidos para realizar a
obra em 250 a.C não passam de uma alucinação febril do ano 150 a.C.
Além disso, não existe
qualquer razão para se crer que essa tradução tenha sido realizada algum dia,
pois existem lacunas que a Carta de Aristéas, a Hexapla de
Orígenes, o Ryland Papyrus # 458, Eusébio e Filo jamais puderam
esclarecer.
A primeira delas é a
Carta de Aristéas. Existem dúvidas entre os eruditos de que ela tenha
sido realmente escrita por alguém com o nome de Aristéas. De fato,
alguns até acreditam ter sido Filo o autor da mesma. Isso lhe daria uma data
depois de Cristo. Se isso é verdade, então o principal objetivo da mesma seria
enganar os eruditos, levando-os a pensar que a segunda coluna da Hexapla
de Orígenes é uma cópia da Septuaginta.. Se assim aconteceu, então se
trata de uma façanha com “bem engendrada”. Contudo, se realmente existiu um
Aristéas, ele deve ter enfrentado dois problemas incomensuráveis:
Primeiro:
Como poderia ter ele conseguido localizar as 12 tribos de Israel, a fim de
apanhar seus eruditos judeus de cada tribo? Tendo sido espalhadas pela terra
em razão de tantas derrotas e cativeiros, as linhas das tribos de há muito
haviam se dissolvido em virtual inexistência. Seria impossível para
qualquer pessoa identificar individualmente as 12 tribos.
Segundo:
Caso as 12 tribos pudessem ter sido identificadas, elas jamais iriam
concordar com essa tradução, por duas fortíssimas razões:
1.
Todo Judeu sabia que a encarregada oficial da Escritura era a tribo de Levi,
conforme Deuteronômio 17:18; 31:25-26 e Malaquias 2:7. Desse modo, nenhum
Judeu de qualquer das outras 11 tribos iria se atrever a aderir a essa empresa
proibida.
2.
Judeus deviam permanecer
completamente separados das nações gentílicas que os rodeavam. A eles foram
entregues práticas diferentes, como a circuncisão, a guarda e o culto aos
sábados, diversas leis de purificação e sua terra de habitação. Além disso,
havia a herança da língua hebraica. Mesmo hoje em dia os Judeus praticantes
que residem na China e na Índia recusam-se terminantemente a ensinar a seus
filhos outra língua além do Hebraico. Os Judeus “falasha” na Etiópia se
distinguem das muitas tribos desse país pelo fato de conservarem zelosamente a
língua de origem como prova de sua herança judaica.
Seríamos tão ingênuos ao
ponto de acreditar que os Judeus, que consideravam os gentios como cães,
iriam abandonar de bom grado a sua herança, a língua hebraica, em troca de uma
língua gentílica para a qual seria traduzido o seu legado mais santo – a
Bíblia? Tal suposição é tão insana quanto absurda.
Ainda resta uma pergunta:
por que, então, os eruditos têm tanta pressa em aceitar a existência da
Septuaginta, mesmo sabendo que existem tantos argumentos contra a mesma? A
resposta é triste e simples.
O Hebraico é uma língua
extremamente difícil de se aprender. Muitos anos de estudo são exigidos, a fim
de que se consiga aprendê-la, e muitos anos mais, para que se possa chegar a
conhecê-la tão bem ao ponto de transformá-la em veículo de pesquisa.
Por outro lado, um
conhecimento médio do Grego é facilmente conseguido. Desse modo, caso houvesse
uma tradução grega oficial do VT, os críticos da Bíblia poderiam
triplicar o seu campo de influência, da noite para o dia, sem queimar as
pestanas em penoso estudo do Hebraico bíblico. Infelizmente, a aceitação da
Septuaginta pelos “eruditos”, apesar da evidência tão fraca, está embasada
no orgulho e na voracidade dos mesmos.
Vamos parar e pensar. Mesmo
que um espúrio documento como a Septuaginta realmente existisse, como
poderia um crítico da Bíblia afirmar que “nenhuma tradução tem a mesma
autoridade da língua original”, e ao mesmo tempo “afirmar que a sua
Septuaginta tem a mesma autoridade do original hebraico?” Essa linguagem
dupla dos “eruditos” não passa de uma autoridade de auto-exaltação, no esforço
de conservar a sua posição erudita, colocando-se acima daqueles que “não
são eruditos nas línguas originais”.
Tradução e adaptação do
cap. 9 do livro
“The Answer Book”,
do Dr. Samuel C. Gipp, Th.D, USA,
Primeiramente
vamos definir o que
supostamente
é a Septuaginta. Um antigo documento chamado A Carta de Aristeas
fala de um plano de se fazer
uma
tradução oficial
da Bíblia hebraica (VT)
para o Grego. Essa tradução deveria ser aceita como a Bíblia oficial dos
Judeus, a fim de
substituir
a Bíblia hebraica. Supostamente essa obra de tradução seria executada por 72
eruditos judeus (?) seis dos quais tirados de cada uma das 12 tribos de
Israel. A suposta localidade para a realização dessa obra seria Alexandria,
Egito. A suposta data da tradução seria aproximadamente 250 a.C, no período (Interbíblico)
dos 400 anos de silêncio entre o encerramento do Velho Testamento (397 a.C) e
o nascimento de Cristo (4 d.C), já que houve um erro de cálculo no calendário
romano.
Então,
alguém poderia indagar, “o que dizer das inúmeras citações do Novo
Testamento, atribuídas à Septuaginta? “ A Septuaginta mencionada é
nada mais que a segunda coluna da Hexapla de Orígenes. As citações do
Novo Testamento não são oriundas da Septuaginta nem da
Hexapla. Elas
são da autoria do Espírito Santo,
que tomou a liberdade de citar a sua obra no
VT,
do modo como Ele bem desejou. E podemos descansar na segurança de que Ele
jamais citaria uma Septuaginta inexistente. A Septuaginta não passa
de uma centelha da imaginação humana.
por MARY SCHULTZE
CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS
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