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Catolicismo Romano e a Bíblia

por Pr. Natanael Rinaldi - ter set 16, 8:55 am

catolicos - 94338

Não se pode fixar uma data de fundação para a organização atual intitulada Igreja Católica Apostólica Romana. A igreja alega ter sido fundada por Pedro em 33 AD, em cumprimento da promessa de Jesus registrada em Mt. 16.18-19. A igreja fundada por Jesus não era católica romana, nem ortodoxa grega, nem protestante, mas simplesmente cristã. Depois da morte dos apóstolos e da destruição de Jerusalém, sentiu-se a necessidade de existir uma sede central e alguma autoridade final sobre os problemas da Igreja. Os partidários de Roma começaram a ensinar que seu bispo deveria ter a preeminência sobre os demais e que a igreja deveria ter um representante de Cristo, seu cabeça invisível, e que esse seria Pedro, considerado por eles como o primeiro Papa.

 

I –     A Igreja

1.1 – O catolicismo afirma que:

Não há salvação fora da igreja: “Pode alguém salvar-se fora da Igreja Católica Apostólica Romana? – Não, fora da Igreja Católica Apostólica Romana ninguém poderá salvar-se, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé,que era figura desta Igreja”(3º Catecismo de Doutrina Cristã,p. 41, pergunta 160).

Refutação – A Bíblia ensina que:

  • A primeira igreja a existir foi a de Jerusalém, fundada no dia de Pentecoste no ano 33. Até o ano 70, Jerusalém se destaca como o centro de operações, ou sede, do Cristianismo.

● Jesus deu-nos duas provas infalíveis pelas quais poderíamos conhecer sua verdadeira igreja: 1) pelos frutos (Mt. 7.16) e 2) pela conformidade dos seus ensinos com a Bíblia (At. 17.11).

● A salvação é resultado da pregação da Bíblia (Rm. 10.9-13).

  • A pretensão da Igreja Católica de ser a mãe ou senhora das outras igrejas é refutada pela Palavra de Deus:

“E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha falado: em Jerusalém estará o meu nome eternamente” (2Cr. 33.4 – grifo nosso);

“Comeis a gordura, e vos vestis de lã; matais o cevado, mas não apascentais as ovelhas. As fracas não fortalecestes, e as doentes não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza” (Ez. 34.3-4);

“Quando ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto. Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor que a julga. E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio” (Ap. 18.7-9).

 

II –    A Bíblia

2.1 – O catolicismo afirma que:

  • “As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na Tradição” (Ibidem, p. 160, pergunta 870).
  • “A Tradição deve ter-se na mesma consideração em que se tem a Palavra de Deus contida na Sagrada Escritura” (Ib., p.162, pergunta 887).

Refutação – A Bíblia ensina que:

● As Escrituras em si revelam toda a verdade divina (Dt. 4.2; Is. 8.20; 2Tm. 3.15-17).

  • As tradições dos homens jamais podem substituir os mandamentos divinos (Mt. 15.3-9; 2Pe. 3.14-16).

● Nenhuma doutrina pode ser acrescentada (Hb. 1.1-2; Ap. 22.18-19).

 

2.2 – O catolicismo também afirma que:

“O verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo só por meio da Igreja, porque só a Igreja é que não pode errar ao interpretá-las” (Ib., p. 161, pergunta 882).

Refutação – A Bíblia também ensina que:

● A Bíblia foi revelada para todos (Jo. 5.39-40; At. 17.11) e não é propriedade exclusiva da Igreja, nem de concílios ou de entidades religiosas.

● As verdades da Bíblia não são de interpretação particular e jamais devem ser mudadas de acordo com as doutrinas e desejos dos homens (2Pe. 1.20-21; Ap. 22.18-19).

 

III –  O Papa

3.1 – O catolicismo afirma que:

“O Papa, a quem chamamos também Sumo Pontífice ou Romano Pontífice, é o sucessor de São Pedro na Sede de Roma, o Vigário de Jesus Cristo na terra, e o chefe visível da Igreja” (Ib. p.44, pergunta 191).

Refutação – A Bíblia ensina que:

● Jesus Cristo (e não o Papa) é o único Sumo Pontífice sobre a Igreja (1Tm. 2.5; 1Pe. 5.4).

● Jesus é chamado de noivo da sua Igreja sendo o único que tem autoridade sobre ela (Mt. 28.18; Ef. 1.20-22; 5.23-24;

● Todos os cristãos são sacerdotes de Cristo (1Pe. 2.9; Ap. 1.6). Isso significa que não há uma classe especial de sacerdotes.

● Existe somente um caso autêntico de sucessão apostólica (At. 1.15-26), onde vemos os apóstolos e outros discípulos escolhendo um substituto para Judas Iscariotes.

● O único vigário de Cristo é o Espírito Santo, o Consolador prometido (Jo. 14.15-17; 16.7-9,13,14).

● Paulo repreendeu o apóstolo Pedro quando este errou (Gl. 2.11-14). Logo, Pedro não era infalível.

● Pedro nunca poderia ter sido Papa, pois era casado (Mt. 8.14).

 

IV –  A Virgem Maria

4.1 — O catolicismo afirma que:

“A salvação será mais rápida se chamarmos por Maria. “Isso motiva então as palavras de Eádmero[1] ao afirmar que nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria do que se chamarmos por Jesus” (Glórias de Maria, de São Afonso de Ligório, p. 208, Editora Santuário, Aparecida, SP, edição 1989).

Refutação – A Bíblia ensina que:

● Jesus é o único Salvador e Ele é suficientemente capaz de nos salvar e deseja fazê-lo (Lc. 19.10; At. 4.12; Hb. 7.25).

● A própria Maria confessou que era pecadora e necessitava de um Salvador (Lc. 1.46-47).

 

4.2 — O catolicismo também afirma que:

“Há muito tempo teria já cessado de existir o mundo… se o não tivesse Maria sustentado com suas preces”…

“…agora que temos o Filho como nosso medianeiro junto ao Pai, e a Mãe como nossa medianeira junto ao Filho, como poderia o Pai deixar desatendido ao Filho, quando este lhe mostra as chagas recebidas por amor aos pecadores? E como poderia o Filho desatender a Mãe, mostrando-lhe esta os seios que o sustentaram?”(Ibidem,p. 209).

Refutação – A Bíblia também ensina que:

● Jesus reconheceu Maria como sua mãe apenas no sentido humano e não no divino (Jo. 2.3-5).

● Jesus deu aos seus seguidores uma posição igual à de Maria no reino (Mt. 12.47-50).

● O mundo é sustentado por Jesus Cristo e não por Maria (Hb. 1.1-3).

● Jesus é o único mediador (1Tm 2.5).

 

4.3 — O catolicismo ainda afirma que:

“Maria livra do inferno a seus devotos. Um verdadeiro devoto de Maria não se perde… É impossível salvar-se quem não é devoto de Maria e não vive sob sua proteção…” (Glórias de Maria, p. 182,183).

Refutação – A Bíblia ainda ensina que:

● Jesus afirmou que não lança fora qualquer que for a Ele (Jo. 6.37).

● À parte da obra redentora que Jesus efetuou na cruz (Hb. 10.20), não há outro modo para quem quer que seja se aproximar de Deus (Jo. 10.9; 14.6).

● Só escapa do inferno quem crê em Jesus (Mc. 16.15-16; Jo. 3.16-18, 36).

 

4.4 — O catolicismo ainda afirma que:

“O culto especial que prestamos à Maria Santíssima chama-se hiperdulia, isto é, de especialíssima veneração como Mãe de Deus” (3º Catecismo de Doutrina Cristã, p. 76, pergunta 371).

Refutação – A Bíblia ainda ensina que:

● Jesus foi adorado quando nasceu e não Maria (Lc. 2.11; Mt. 2.2).

● Só Deus deve ser adorado e esse culto especial a Maria não tem apoio bíblico (Mt. 4.10; Hb. 1.6).

● Maria não é Mãe de Deus. Jesus seria uma pessoa de duas naturezas: a divina, e como tal era eterno (Jo. 1.1; Is. 9.6; Ap. 1.17) e humana (Jo. 1.14; Fp. 2.6-8). Maria só é mãe da natureza humana de Jesus (Mt. 1.25).

 

4.5 — O catolicismo afirma que:

“Na festa da Assunção da Santíssima Virgem, a Igreja celebra a morte preciosa e a gloriosa Assunção da Virgem Maria ao céu… A Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu foi definida pelo Santo Padre Pio XII, em 12 de novembro de 1950″ (3º Catecismo de Doutrina Cristã, p. 219, pergunta 173 a 175).

Refutação – A Bíblia ensina que:

● A ressurreição de assunção de Maria ao céu não se deu ainda porque Jesus não voltou e a primeira ressurreição ocorrerá nessa ocasião (1Co. 15.51-54; 1Ts. 4.16-17).

● Maria está no céu em estado consciente (2Co. 5.6-8; Fp. 1.21-23: Ap. 6.9-11), mas seu corpo repousa na sepultura, aguardando a volta de Jesus (Mt. 24.29-31; At. 1.9-11).

● Paulo avisou contra os ensinadores de heresias que afirmam ter já a ressurreição ocorrido (2Tm. 2.17-18).

 

V –   Purgatório, Extrema Unção e Oração pelos Mortos

5.1 O catolicismo afirma que:

“Vão logo para o céu os que morrem depois de ter recebido a absolvição, mas antes de terem satisfeito plenamente a justiça de Deus? Não; eles vão para o Purgatório para ali satisfazerem a justiça de Deus e sepurificarem inteiramente” (Ibidem, p. 144, pergunta 787).

Refutação – A Bíblia ensina que:

● O sangue de Jesus purifica o homem de todo o pecado (1Jo. 1.5-7; Ap. 1.5).

● João, no Apocalipse (7.9-15), viu uma grande multidão que tinha lavado os seus pecados no sangue do Cordeiro, e estavam todos vestidos de branco diante do trono de Deus.

 

5.2 – O catolicismo também afirma que:

“O sacramento da Extrema-Unção produz os seguintes efeitos:

a- aumenta a graça santificante;

b- apaga os pecados veniais e também os mortais que o enfermo arrependido já não possa confessar;

c- Dá força para suportar pacientemente o mal, para resistir às tentações e para morrer santamente” (Ibidem, p. 147, perguntas 805-806).

Refutação – A Bíblia também ensina que:

● A recomendação para se chamar os anciãos ou presbíteros é |para qualquer doença, grave ou leve (Tg. 5.14-17).

● Deus não pode perdoar pecados de quem não se arrepende e nem aceita a oferta de salvação em Jesus Cristo (Mt. 11.28-30; 1Jo. 2.1-2).

 

5.3 — O catolicismo ainda afirma que:

“É coisa boa rezar também pelos outros, quando se assiste à Santa Missa; e até o tempo da Santa Missa é o mais oportuno para rezar pelos vivos e pelos mortos” (Ib.p. 125, pergunta 668).

Refutação – A Bíblia ainda ensina que:

● A salvação é assunto da vida presente (Jo. 3.16-18, 36).

● Depois da morte segue-se o juízo e não há mais oportunidade de salvação (Is. 55.6-7; Hb. 3.7-8; 2Co. 6.2).

● Sendo a missa um sacrifício incruento (sem sangue), não pode favorecer ninguém depois de morto (Hb. 9.22; 10.10-12).

 

[1] Também chamado Eadmer, foi um historiador, teólogo e clérigo inglês. Ele é um dos primeiros proponentes sérios da doutrina católica da Imaculada Conceição da Virgem Maria.


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