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Citações problemáticas nos escritos de EG. White

por Artigo compilado - seg set 15, 2:37 pm

eg white livros

1 – “Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós, que lavávamos os pés uns aos outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo; e adoravam a nossos pés” (Primeiros Escritos, pág. 15).

QUESTÃO:

A Igreja Adventista só cumpre metade desta declaração doutrinal. Pratica a cerimônia do lava-pés, mas não a do ósculo santo. Nesse ponto a Igreja Adventista está em desarmonia com o ensino de E.G.White.

 

2 – “Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus” (Primeiros Escritos, pág. 15).

QUESTÃO:

Basta ler Marcos 13:32: “Contudo, quanto ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, mas somente o Pai”.

 

3 –  “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” Mc. 16:17-18 (Primeiros Escritos, pág.29).

QUESTÃO:

Hoje sabe-se que esta passagem é apócrifa. A própria Tradução Novo Mundo, comentada, omite esses textos, explicando as razões. Ocorre que E. White afirma ter visto esses versos num cartão de ouro, em visão, juntamente com mais 49 passagens bíblicas relatadas em seu livro Primeiros Escritos, páginas 22 a 31. O que complica mais ainda é o fato de que os adventistas não são pentecostais e não crêem no dom de línguas, não se observando em suas igrejas os demais sinais contidos nesses dois textos.

 

4 – “Na cidade vi um templo no qual entrei. Passei por uma porta antes de chegar ao primeiro véu. Este véu foi erguido e eu entrei no lugar santo. Ali vi o altarde incenso, o castiçal com sete lâmpadas e a mesa com os pães da proposição. Depois de ter eu contemplado a glória do lugar santo, Jesus levantou o segundo véu e eu passei para o santo dos santos” (Primeiros Escritos, pág. 31).

QUESTÃO:

Nas páginas 32 e 33 prossegue E.G.White descrevendo minuciosamente o santuário e seus aparatos. Com base em Hebreus 6:19-20, sabemos que Jesus entrou no santo dos santos logo ao ascender ao Céu. Hoje a Igreja Adventista alega, como pretexto; que não se trata de compartimentos no Céu, mas de fases, isto é, duas fases. Uma antes de 1844 e outra depois desse ano, mais precisamente 11 de outubro de 1844. A única igreja que nega que Jesus entrou no santo dos santos imediatamente após sua ascensão é a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Até mesmo as Testemunhas de Jeová, tidas por seita extremamente herética, ensinam que Jesus assentou-se à direita de Deus, no santíssimo, ao ascender após os quarenta dias que passou na Terra, e isso é muitíssimo claro no livro de Hebreus.

Hoje a Igreja Adventista nega E.G.White, ensinando que no Ceú não há compartimentos e que se trata de duas fases apenas. Fases ou compartimentos, essas duas coisas são absurdas ou antibíblicas no adventismo. Na realidade trata-se de uma só fase: Jesus ressuscitou, ascendeu ao Céu, assentou-se à direita de Deus, de onde intercede pela raça humana há quase dois mil anos. No Céu não há diferença entre santo e santíssimo.

 

5 – “Vi que o santo sábado é, e será, o muro de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os incrédulos, e que o sábado é o grande fator que une os corações dos queridos de Deus, os expectantes santos” (Primeiros Escritos, pág. 33).

QUESTÃO:

A única barreira de separação entre ímpios e justos é o Espírito Santo, o novo nascimento, a conversão, os frutos do Espírito. Caso contrário, seria muito fácil saber quem vai para o céu e quem vai para o inferno. Segundo E.G.White, guardadores do sábado vão para o Ceú, e guardadores do domingo vão para o Inferno. O selo de Deus não consiste na observância de um dia da semana, mas na presença do Espírito Santo na vida do crente (Ef. 1:13). Para todos os evangélicos do mundo, menos para os adventistas do sétimo dia, isto de E.G.Wiute dizer que o sábado é o que distingue ímpios de incrédulos é, senão ridículo, algo extremamente absurdo e antibíblico. Cristo faz a diferença entre justos e injustos, conforme o evangelho. Essa declaração de E.G.White nada mais é que arrancar a cruz de Cristo, lançá-la por terra e colocar em seu lugar o sábado, a guarda de um dia. Para ela, não vale quem aceita a Cristo como seu Salvador pessoal; para ela vale quem aceita o sábado e o entroniza na própria vida.

 

6 – “Vi que Deus não havia mudado o sábado, pois Ele jamais muda. Mas o Papa tinha-o mudado do sétimo para o primeiro dia da semana; pois ele devia mudar os tempos e as leis” (Primeiros Escritos, pág. 33).

QUESTÃO:

Sabe-se historicamente que o Papa, ou melhor, o Vaticano, apenas normatizou uma prática que já era observada pelo mundo cristão da época, independentemente de o Papa ou a Igreja querer ou não que o domingo fosse guardado. Desde os tempos de Paulo, judeus havia guardadores do sábado, como havia gentios convertidos guardadores do domingo. O costume de guardar o domingo apareceu primeiro que o Papa no cenário da história eclesiástica.

 

7 – “Numa das tábuas havia quatro mandamentos e na outra seis. Os quatro da primeira tábua eram mais brilhantes que os seis da outra. Mas o quarto , o mandamento do sábado, brilhava mais que os outros; pois o sábado foi separado para ser guardado em honra do santo nome de Deus. O santo sábado tinha aparência gloriosa, um halo de glória o circundava” (Primeiros Escritos, pág. 33).

QUESTÃO:

Afirmar que um mandamento é maior ou melhor que outro é absurdo e inteiramente antibíblico. Matar é menos grave que trabalhar no sábado para os adventistas do sétimo dia. Nenhuma teologia do mundo jamais ousou fazer tal declaração, a não ser mesmo a teologia adventista.

8 – “E eu vi que se Deus tivesse mudado o sábado do sétimo dia para o primeiro, Ele teria mudado a redação do mamlamento do sábado, escrito nas tábuas de pedra, que estão agora na arca no lugar santíssimo do templo no Céu; e seria lido assim: O primeiro dia é o sábado do Senhor teu Deus. Mas eu vi que nele se lê da mesma maneira como foi escrito nas tábuas de pedra pelo dedo de Deus, e entregue a Moisés no Sinai: Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus” (Primeiros Escritos, pág. 33).

QUESTÃO:

A verdadeira redação do quarto mandamento, nesse ponto, é: “Lembra-te do dia de descanso …mas o sétimo dia é o descanso do Senhor teu Deus”. Quem guarda a sexta-feira sempre está guardando o sétimo, considerando ainda mais que o dia não tem exatamente 24 horas, o que durante milênios provocou uma defasagem de tempo que alterou o ciclo semanal.

As Bíblias modernas já estão trazendo o termo traduzido, não transliterado, como aparece nas versões tradicionais. A falha ou o erro cabe aos tradutores da Bíblia, que, em vez de usarem o termo sábado, deveriam ter empregado o vocábulo “descanso”.

 

9 – “Fui levada em visão para o lugar santíssimo, onde vi Jesus ainda intercedendo por Israel. Na extremidade inferior de Suas vestes havia uma campainha e uma romã, uma campainha e uma romã” (Primeiros Escritos, pág. 36).

QUESTÃO:

E.G.White, em diversos livros de sua autoria, declara ter visto no Céu um santuário idêntico ao que foi construído por Moisés no deserto. Até mesmo a vestimenta de Cristo, diz ela, é igual à do sumo sacerdote que oficiava no tabernáculo. E.G.White ignorou que todo o serviço sacerdotal do tabernáculo se cumpriu na cruz, no Gólgota. Hoje nenhuma necessidade há de tabernáculo na Terra e muito menos no Céu. Outra coisa: ou tudo é figurado, ou tudo é simbólico num contexto. O tabernáculo era em parte feito de peles de texugos e de cabras. Admitem os adventistas que no Ceú existe um santuário feito de peles de tais animais? É claro que não! Dá para imaginar Jesus neste exato momento trajado com a mesma vestimenta que usava o sumo sacerdote, incluindo o peitoral com as doze pedras, mais as romãs e as campainhas na barra da túnica, segurando um incensário, o tempo todo dentro de um compartimento idêntico ao que foi construído por Moisés? É absurdo! Os adventistas, no entanto, são obrigados a crer nisso, porque E.G.White afirma ser exatamente assim. Nesse ponto a teologia adventista está de cabeça para baixo.

Todo o serviço religioso do santuário, o próprio santuário, seus utensílios e peças tipológicas, como a mesa dos pães da proposição, eram fígura, eram sombra das realidades vindouras. Um simples curso de tipologia veterotestamentária bastará para esclarecer muito bem essa questão. Dizer que Cristo está dentro de um tabernáculo é negar que ele morreu e se assentou á direita de Deus para interceder pela raça humana.

 

10 – “Os inimigos da verdade presente têm estado procurando abrir a porta do lugar santo, a qual Jesus fechou, e a fechar a porta do lugar santíssimo, que Ele abriu em 1844, no qual está a arca contendo as duas tábuas de pedra onde estão os Dez Mandamentos escritos pelo dedo de Jeová” (Primeiros Escritos, pág.43).

QUESTÃO:

Para confirmar o fato de que o adventismo está em crise, basta a seguinte declaração de Robert W. Olson, depositário das publicações de E.G.White nos Estados Unidos, em seu livro “101 Respostas às Perguntas do Dr. Ford”, sobre a questão do santuário: “A mensagem da epístola aos Hebreus não é que Cristo esteja em uma parte específica do santuário celestial, em oposição à outra, mas que Ele está no Céu, não na terra, e que Seu ministério é vastamente, superior à obra dos sacerdotes leviticos” (pág. 31 da edição em português). Na mesma página diz também: “Não há dúvida de que o lugar santíssimo está incluído em Hebreus 6:19 e 10”. Na página 33, o autor diz o seguinte: “Os primeiros pronunciamentos doutrinários dos Adventistas falavam de “compartimentos” no santuário celestial (veja SDA Yearbook de 1889, p. 149), enquanto que os pronunciamentos doutrinários mais recentes falam de duas “fases” no ministério celeste de Cristo”. Robert Olson declara ainda no mesmo livro: “Hebreus 8:5 e 9:13 declara que o tabernáculo terrestre, com seus rituais era uma sombra, ou figura, do santuário celestial. Desde que o tabernáculo terrestre possuía tanto um ministério sacerdotal diário, quanto um anual, é razoável concluir que há também duas fases no ministério de Cristo no Céu” (pág. 34).

Algumas alas da Igreja Adventista já admitem que não se trata de compartimentos no Céu, mas simplesmente de duas fases no ministério sacerdotal, de Cristo após a ascensão; todavia, admitindo isso estão negando o profetismo de E.G.White, que afirma tratar-se de compartimentos, e não de fases.

Outra coisa: E.G.White diz que Jesus ficou no lugar santo, ministrando ali, como Sacerdote, até 22 de outubro de 1844. No dia 23 do mesmo mês e ano, já estava do outro lado desse compartimento, ou seja, no lugar santíssimo, oficiando como Sumo Sacerdote. Ironicamente ou satiricamente, podemos garantir que no Céu vigora o Calendário Gregoriano, usado no planeta Terra, entre os povos ocidentais, porque entre os orientais vigoram outros calendários, como se sabe. Isso tudo, sem levar em conta que o Calendário Gregoriano tem um erro de 4 anos. O problema se agrava, quando se considera que o ponto de partida para se chegar ao ano 1844 não é 457 AC, mas 445AC, o que dá uma diferença de 12 anos a menos. Então a data não é 1844, mas 1832. O pior de tudo é que nem mesmo FASES é correto, porque Jesus após sua ascenção sempre exerceu o ofício sacerdotal em uma fase, e não duas. Unicamente a teologia adventista ensina isso.

O ministério de Cristo tem sido o mesmo. Desde que subiu ao Céu, entrou no santíssimo, ou seja, assentou-se à direita de Deus e intercede pelo homem. Essa verdade bíblica é muito simples, mas os adventistas a complicaram para tentar justificar, por mero pretexto, o Grande Desapontameinto, quando Cristo não voltou à Terra em 22 de outubro de 1844, conforme pregava William Miller.

 

11 – “Vi o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se. Então, um carro de nuvens, com rodas como flama de fogo, circundado por anjos, veio para onde estava Jesus. Ele entrou no carro e foi levado para o santíssimo, onde o Pai Se assentava. Então contemplei a Jesus, o grande Sumo Sacerdote, de pé perante o Pai. Na extremidade inferior de Suas vestes havia uma campainha e uma romã, uma campainha e uma romã” (Primeiros Escritos, pág. 55).

QUESTÃO:

Essa é uma das mais comprometedoras declarações de E.G.White, principalmente por ser resultante de uma visão que afirma ter tido. Os adventistas costumam alegar que E.G.White pode falhar, quando não se trata de visão que recebeu. Quanto às visões dela, a Igreja Adventista sustenta a infalibilidade da Sra. White. Modernos teólogos adventistas ensinam hoje em dia que não há compartimentos no Céu, mas que simplesmente existem duas fases no ministério de Jesus: a primeira antes de 1844, e a segunda após 22 de outubro desse ano. A declaração acima complica ainda mais a teologia adventista, quando E.G.White diz ter visto o Pai no santíssimo, como se o trono dele não fosse o santíssimo lugar no Ceú. Que é que foi fazer o Pai no santíssimo, já que esse lugar, segundo E.G.Wlute, destina-se exclusivamente a Jesus, que atua como intercessor ali nesse compartimento?

Os teólogos adventistas usam o seguinte pretexto, quando a Sra. White diz “vi que”: Ela está querendo dizer que “entendeu”, não propriamente que viu, desculpam-se eles. Ocorre que na citação acima não dá para provar que ela “entendeu”, porque o contexto deixa bem claro que ela “viu”, pois descreve as cenas minuciosamente, precisamente, como quem tem uma visão, e se a citação não fosse problemática, seriam os primeiros que ela teve realmente uma visão. Esse “vi que” é usado pela Igreja Adventista conforme suas conveniências: quando convém, diz que ela “entendeu”; quando não convém, diz que ela “viu ou teve realmente, uma visão”.

 

12 – “O Papa mudou o dia de repouso, do sétimo para o primeiro dia da semana. Ele Imaginou mudar o próprio mandamento que foi dado para levar o homem a lembrar-se do seu Criador. Pensou mudar o maior mandamento do decálogo e assim fazer-se igual a Deus, ou mesmo exaltar-se acima de Deus. O Senhor é imutável, logo Sua Lei é imutável; mas o Papa exaltou-se acima de Deus, ao procurar mudar Seus imutáveis preceitos de santidade, justiça e bondade. Ele tem tripudiado sobre o dia santificado de Deus, e, em sua própria autoridade, pôs em seu lugar um dos seis dias de trabalho. A nação inteira tem seguido após a besta, e cada semana rouba a Deus de seu santo tempo. O Papa fez uma brecha na santa lei de Deus, mas eu vi que havia chegado o tempo para o povo de Deus fechar essa brecha e edificar os lugares assolados” (Primeiros Escritos, pág. 65).

 

QUESTÃO:

A História registra que o Papa apenas codificou de direito o que de fato já estava codificado. A mudança do sábado para o domingo é problema de ordem consuetudinária, ou seja, de usos e costumes, não de decreto-lei papal. Já nos dias de Paulo o sábado e o domingo eram guardados opcionalmente, e quando quer que o Papa tenha regulamentado a guarda do domingo, tal piática já estava generalizada. Somente adventistas do sétimo dia insistem em ensinar que o Papa mudou o dia de guarda.

Outro problema na declaração acima é quando E.G.White diz que o quarto mandamento é o maior do decálogo. Ora, todos os bons cristãos, e até os maus, sabem que, consoante palavras do próprio Senhor Jesus, o maior mandamento da Lei é o amor a Deus e ao próximo, e não especificamente a guarda do sábado. No reino de Deus haverá pessoas que na Terra guardaram o sábado, pessoas que guardaram o domingo, a sexta-feira ou dia nenhum, e isso a própria Igreja Adventista admite. Se o sábado fosse o maior mandamento, como ensina E.G.White, seria absurdo estar no reino de Deus alguém que não tenha guardado esse dia. Outra coisa: guardar o sábado é fácil, principalmente da forma relapsa como o guardam os adventistas em geral. Difícil mesmo é amar a Deus, amar o próximo como a si mesmo.

 

13 – “Os que não receberam o sinal da besta e da sua imagem, quando sair o decreto, terão que estar decididos a dizer agora: Não, não mostraremos estima pela instituição da besta” (Primeiros Escritos, pág. 61).

QUESTÃO:

A escatologia adventista ensina o seguinte sobre o sábado: No fim dos tempos, na consumação dos séculos, só haverá dois grupos distintos sobre a terra: os guardadores do sábado e os guardadores do domingo. Os guardadores do sábado têm o selo de Deus; os guardadores domingo têm o selo da besta, o Papa. Nesse tempo o mundo inteiro haverá de perseguir os adventistas, guardadores do sábado. Um decreto papal será expedido, ordenando que sejam mortos todos que guardam o sábado. O Papa fará isso através dos Estados Unidos, a segunda besta, a besta que emerge do mar, segundo os ensinos adventistas. O decreto proibirá que os adventistas comprem e vendam. O Armagedom, o grande conflito final, será uma guerra entre os que guardam o sábado e os que guardam o domingo. O pomo da discórdia será o dia de guarda, não a cruz de Cristo, não os que aceitaram a Jesus como seu Salvador pessoal, contra os Ímpios que não o aceitaram. Será uma questão meramente legalista, não evangélica.

As implicações desses heréticos ensinos são fatídicas. Primeiro: Todas as igrejas hoje estabelecidas, sem exceção, são inimigas de Deus, e todos os evangélicos do mundo inteiro estão perdidos e perdendo o tempo ao seguirem a Cristo. Todas as missões evangélicas internacionais estão laborando nas trevas e totalmente em vão, porque não guardam o sábado, não tendo, portanto, o selo de Deus, mas o selo da besta, o Papa.

Segundo: É fácil saber quem está salvo e quem está perdido. Quem guarda o sábado está salvo, se guardar os demais mandamentos do decálogo; quem observa o domingo está perdido. Não é necessário o juízo final. A situação espiritual de cada pessoa já está decidida com base no dia em que guarda. Esquecem-se os adventistas de João 13:35. O discípulo de Jesus não é identificado pela guarda deste ou daquele dia, mas pelos frutos do Espírito em sua vida, e entre os frutos do Espírito não está a guarda do sábado ou de qualquer outro dia, porque ser salvo não é uma questão de não trabalhar em determinado dia da semana, mas uma questão de nascer de novo e viver em novidade de vida, experimentando a regeneração espiritual operada pelo Espírito Santo, que transforma a natureza homana, fazendo-a nova.

 

14 – “Vi então em relação ao “contínuo” (Dn. 8:12), que a palavra “sacrifício” foi suprida pela sabedoria humana, e não pertence ao texto, e que o Senhor deu a visão correta àqueles a quem deu o clamor da hora do juízo. Quando houve união, antes de 1844, quase todos eram unânimes quanto à maneira correta de se entender o “contínuo”; mas na confusão desde 1844, outras opiniões têm sido abrigadas, seguindo-se as trevas e confusão” (Primeiros Escritos, págs.74 e 75).

QUESTÃO:

A palavra hebraica para contínuo é “TAMID” e, conforme todos os dicionários teológicos do mundo, significa o sacrifício diário, pela manhã e à tarde, que se fazia no tabernáculo de Moisés, no deserto de Sinai. O problema na citação acima é que se existe um santuário literal no Céu, idêntico ao de Moisés, segundo E.G.White, como resolver a questão da matança de animais ali, no Céu? Se tudo é literal, até mesmo as vestes do Sumo Sacerdote, então a lógica nos obriga a admitir que no santuário celestial sacrificam-se animais até hoje. É por isso que E.G.White e os pioneiros do adventísmo discutiam o termo”TAMID”. O contínuo já é o sacrifício. É por isso que não há necessidade da palavra sacrifício no texto. Eis o que diz um dos mais autorizados dicionários de hebraico: “A palavra é usada sozinha para significar a oferta queimada diária em Dn. 8:11-13; 11:31; 12:11” (Theological Wordbook of the Old Testament, vo III, pg. 493).

Para se ter uma ideia da confusão teológica que existe sobre esse ponto no adventismo, basta observar o que diz E.G.White sobre isso noutro livro seu: “Rogo aos Pastores H, I, J e outros de nossos principais irmãos, que não façam referência a meus escritos para apoiar seus pontos de vista quanto ao “contínuo” (…) Foi-me mostrado que isto não é assunto de importância vital. Fui instruída de que nossos irmãos estão cometendo um erro em aumentar a importância da diferença entre os pontos de vista mantidos. Não posso consentir que qualquer de meus escritos seja tomado como solucionando esse assunto. O verdadeiro sentido de “o contínuo” não deve ser tornado questão de prova”.

Prossegue ela dizendo: “Peço agora que meus irmãos do mistério não façam uso de meus escritos em seus argumentos quanto a essa questão “o contínuo”; pois não tive nenhuma instrução a respeito do ponto em discussão, e não vejo necessidade alguma para a polêmica”. Na mesma página acrescenta: “Toda manhã e tarde, um cordeiro de um ano era queimado sobre o altar, com sua apropriada oferta de manjares, simbolizando assim a consagração diária da nação a Jeová, e Sua constante necessidade do sangue expiatório de Cristo” (Patriarcas e Profetas, pág. 364).

Para que tanta confusão em torno de um assunto tão simples, explicado facilmente pela própria Sra. White? O SDABC, comentário adventista da Bíblia toda, diz: “No Talmud, quando ‘tamid’ é usado independentemente como aqui, a palavra solidamente significa o sacrifício diário” (Vol. 4, pág. 842).

A confusão existiu e ainda existe, porque a Igreja Adventista não consegue fazer uma aplicação do sacrifício diário do tabernáculo terrestre no tabernáculo celestial, pois como se explicaria a matança de animais no Ceú? Esse é o grande dilema da teologia adventista. É por isso que E.G.White insiste que não se toque nesse ossunto. Se o santuário celestial é tão literal quanto o terrestre de Moisés, no Céu matam-se cordeiros, novilhos, bodes e outros animais, coisa que ospróprios adventistas não aceitam, mas contraditoriamente persistem no ensino de que no Ceú existe um santuário literal, o que logicamente “justifica” o grande desapontamento de 1844.

Que fique bem claro: No Céu não existe santuário algum, principalmente idêntico ao de Moisés. O Ceú é o santuário santíssimo, sem compartimentos, sem fases, sem peles de animais, sem ovinos, sem caprinos e sem bovinos, e Jesus é nosso Sumo Sacerdote (que está ligado ao Santíssimo) desde que ascendeu ao Céu, e não somente após 1844. Isso sempre foi feito em uma única fase, a mesma desde que subiu ao Ceú e Se assentou à direita de Deus (lembrar que na teologia adventista Cristo foi Sacerdote até 22 de outubro de 1844 e Sumo Sacerdote, depois dessa data. Para concluir: “Visto que temos um grande Sumo Sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão” (Hebreus 4:14). Jesus se tornou Sumo Sacerdote quando expirou na cruz, não em 1844.

 

15 – “Deus não confiará o cuidado do Seu precioso rebanho a homens cuja mente e discernimento tenham sido enfraquecidos por erros anteriores que acariciavam, tais como osassim chamados perfeccionismo e espiritismo, e que, por ssua conduta quando nesses erros, infelicitaram-se a simesmos e levaram opróbrio sobre a causa da verdade. Embora se sintam agora livres de erro e capacitados para ir ensinar esta última mensagem, Deus não ossaceitará. Ele não confiará almas preciosas aos seuscuidados; pois o seu juízo ficou pervertido enquanto se mantiveram no erro, e está agora debilitado. Aquele que é Grande e Santo é um Deus Zeloso, e deseja que oshomens que levam a Sua verdade sejam santos. A santa lei anunciada por Deus no Sinai é parte de Si próprio, e somente homens santos que sejam seus estritos observadores honra-Lo-ão ensinando-a a outros” (Primeiros Escritos, págs. 101 e 102).

QUESTÃO:

Se há em livros da Sra. White perigosíssimas heresias, essa é uma das piores. Existem em todas as igrejas evangélicas do mundo pessoas que sairam do espiritismo, por exemplo, e hoje estão na milícia cristã pregando ardorosamente a Palavra de Deus. Até mesmo na Igreja Adventista encontram-se osque abandonaram a feitiçaria, a bruxaria, o espiritismo, a magia negra, o ocultismo, o perfeccionismo, e acham-se disseminando a mensagem adventista por toda a parte.

Além do mais, na citação acima E.G.White se contradiz, pois garante que tais convertidos estão “livres de erro e capacitados para ir ensinar esta última mensagem”

A própria Igreja Adventista não acata essa declaração de E. G. White, porque isso é negar o poder de Deus na regeneração do pecador. Outra coisa: e osque se acham nas penitenciárias, cumprindo pena por estupro, assassinato, assalto e outros tipos de delinquência? A seguir o raciocínio de E.G.White, também jamais poderão pregar a Palavra de Deus, caso se convertam. Que dizer então do apóstolo Paulo, que perseguia e matava cristãos? Para E.G.White, ser espírita é pior que ser criminoso sentenciado à cadeira elétrica. Eis o absurdo! Ela escreveu isso por simples preconceito que nutria contra espíritas e perfeccionistas convertidos. Aos seguidores da Sra. White, as clássicas passagens de

Isaías 1:18 : “Vinde e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã”.

Atos 10:34: “E, tomando a palavra, Pedro disse: na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas”.

Autor: Pr. Sérgio Quevedo

 


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