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Comentário sobre o livro “O Unitário”

por Pr. João Flávio Martinez - qua abr 01, 3:05 am

unitario

Em alguns dias terminei a leitura do romance “O Unitário” (baseado em fatos verídicos), que conta a trágica história de Miguel de Serveto (ou Servet em Francês). Uma obra belíssima e muito bem projetada, com inúmeros documentos comprobatórios que mostram a sordidez humana em detrimento à liberdade! Pedro Puech foi muito feliz nessa pesquisa e deixou claro aos seus leitores como era a vida na época das inquisições – tanto católica como protestante! Apresenta claramente o lado sombrio e abjeto de João Calvino e sua falta de afabilidade em todos os aspectos em que toca ao cristianismo que alegava conhecer. O líder de Genebra pecou como a inquisição católica e até com ela andou pra confabular ciladas contra o herege Serveto (Ele era herege mesmo, era Sabeliano – heresia condenada por autoridades cristãs no século III, mas sem sentença de morte aos hereges por parte da igreja primitiva). Pra Calvino valia aquela máxima – “Inimigo do meu inimigo é meu amigo”.

Processos, cartas e documentos são expostos com riquezas de detalhes como provas de uma história que nunca se calará. Aspectos que exploram os fatos ao extremo e desnudam a narrativa de uma das mortes mais cruéis – de um pobre herege queimado com lenha verde. Crime que viria mudar a visão de muitos com relação à condenação de heréticos. As vidas que Calvino tirou e os milhares que o catolicismo usurpou, não foram em vão – pelo menos nos sobra esse consolo. O cristianismo, de maneira geral, cresceu e amadureceu – como argumentou Dr. Paul Johnson em História do Cristianismo. Lamentavelmente, ainda vemos o islamismo nas trevas inquisitórias matando gente inocente.

O engraçado é que a maioria das pessoas pensam que inquisição ou guerra santa foi engendrada por muçulmanos, mas erram nessa conjectura. Essa cosmovisão tem como pai Agostinho, o perseguidor dos donatistas da África. Alguns conjecturam que a ideia de “guerra santa” tenha sido incorporada no islamismo dos ensinos do bispo de Hipona. Outros justificam que, a insensibilidade de João Calvino, tenha também sido herdade dele – de quem era profundo admirador, e do qual aprendeu a doutrina da predestinação fatalista. Todo esse ragu resultou em injustiça, mas pelo menos valeu pra que aprendêssemos alguma coisa! Que nunca esqueçamos dos horrores da inquisição e que jamais ocultemos os fatos que desfigurou o verdadeiro cristianismo.


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5 Comentários

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  1. Muito bom. Onde podemos encontrar esse livro? Em qualquer livraria ou livrarias de material evangélico?

    1. Em qualquer livraria secular o livro poderá ser adquirido. 

  2. Quão cego estava João Calvino e quão cegos estão os que o seguem hoje.
    Certa vez, no passado tive alguns embates com calvinistas à cerca da doutrina deles. Quase cheguei a conclusão de classificá-los como uma seita, tendo em vista o modo como agem em prol da doutrina

  3. Quão cego estava João Calvino e quão cegos estão os que o seguem hoje.
    Certa vez, no passado tive alguns embates com calvinistas à cerca da doutrina deles. Quase cheguei a conclusão de classificá-los como uma seita, tendo em vista o modo como agem em defesa da doutrina calvinista.

    1. eu já tive embates ao vivo e no dialogo com calvinistas, chegam a fazer um processo eclesiastico e expulsam o membro da igreja. berram : joão calvino está certo, e até saí espuma na boca deles parecendo cachorro louco de tanta raiva que eles sentem de quem contraria as intitutas.

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