Esqueceu a senha?

Como identificar uma religião falsa

por Pr. Natanael Rinaldi - seg abr 20, 11:55 am

seita religic3a3o

Todas as pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa deve ser aceita por todos. Entretanto, o dar a cada um direito de escolher a própria religião não significa que todas elas sejam boas. Por exemplo, nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos, destacando-se os saduceus (Atos 5.17) e os os fariseus (Atos 15.5), que tinham posições religiosas distintas (Atos 23.8). O próprio Cristianismo, a principio, foi conhecido como pertencente à ‘seita dos nazarenos’ (Atos 24.5).

Os fariseus e saduceus admitiam estar fazendo a vontade de Deus. Jesus, porém, advertiu-os de que, embora pensassem ser filhos de Deus (João 8.41), não passavam de filhos do diabo (João 8.44). O tratamento dado por Jesus a esses grupos religiosos é indicado em Mateus 23.13-15,33 e 15.9. No Sermão do Monte Jesus ensinou que havia apenas dois caminhos que conduziam a dois fins distintos (Mt. 7.13-14).

Da forma como aconteceu nos dias de Jesus, também acontece em nossos dias, porém com um crescimento muito maior do número de grupos religiosos (Mateus 24.5,11 e 23-25); 2Pedro 2.1-2; 1João 4.1-3; 1Timóteo 4.1). Existem milhares de seitas e religiões falsas, cujos seguidores pensam estar fazendo a vontade de Deus, quando na verdade não estão. Esses grupos podem ser assim classificados:

  • SEITAS DO SECRETISMO: Maçonaria, Teosofia, Ordem Rosa-Cruz, Esoterismo etc.
  • SEITAS PSEUDO-CRISTÃS: Mórmons, Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo dia, Ciência Cristã, Família do Amor/Meninos de Deus etc.
  • SEITAS ESPÍRITAS: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão etc.
  • SEITAS ORIENTAIS: Seicho-No-lê, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Movimento Hare Krishna, Meditação Transcedentai, Igreja da Unificação (moonistas), Perfect Liberty etc.
  • SEITAS AFRO-BRASILEIRAS: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional etc.

Enquanto as seitas proliferam, e seus guias desencaminham milhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, esquecidos da exortação de Judas 3 “Combatendo pela fé uma vez entregue aos santos”.

 

1 – PRECISAMOS CONHECER AS FALSAS DOUTRINAS

Alguns perguntam: Por que estudar as falsas doutrinas? Nós respondemos:

  1. a) PARA DEFESA PRÓPRIA

Varias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir de porta em porta, procurando ganhar as pessoas para sua organização. Algumas são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos, que são as presas mais fáceis. Os cristãos devem por-se a par daquilo que os vários grupos ensinam, e devem conhecer a forma de refutá-los biblicamente (Tito 1.9).

  1. b) PARA AJUDAR AOS OUTROS

O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários, nos ajuda a apresentar-lhes a verdade que necessitam. Muitos são pessoas sinceras, que desejam conhecer Deus, a Bíblia, o pecado, a salvação, a vida futura etc.

 

2 – AS PRINCIPAIS TÁTICAS UTILIZADAS PELAS SEITAS

  1. a) O candidato vai sendo aliciado sutilmente para participar do grupo; a princípio não sabe precisamente quem são os seus interlocutores;
  2. b) Técnicas de domínio: refeição gratuita nos centros de convenções; retiros em acampamentos com jovens da própria seita, que dispenam muita atenção para com o convidado;
  3. c) Namoro (flirt fishing) “bombardeio de amor” (Love bombing); sexo, ocasião em que há apelo para “aceitação de Cristo”;
  4. d) Gestos de amizade que constrangem ou tolhem a liberdade do candidato;
  5. e) Bajulação;
  6. f) Distribuição de remédios, roupas e dinheiro, em troca da adesão aos cultos da seita;
  7. g) Isolamento: o candidato é privado de toda informação e de qualquer influência de fora (familiares, amigos, jornais, revistas, televisão, rádio), que possa prejudicar a assimilação dos fascinantes modelos de comportamento que lhe são incutidos;
  8. h) Lembrança de possível comportamento desregrado do indivíduo em tempos passados (abuso de sexo, drogas etc.), para que o candidato quebre os liames com a sua vida pregressa e proponha iniciar uma vida nova;
  9. i) Bombardeio intelectual: apresentação de clichés ou de frases curtas e eloquentes; cerceamento da capacidade de raciocínio e de crítica do individuo, o que provoca mudança de consciência ou de personalidade;
  10. j) Os recrutados são ocupados permanentemente em tarefas, e jamais deixados sós; são exortados a atingir certa exaltação espiritual, o que os torna empolgados e dispostos a submeter-se automaticamente às ordens recebidas;
  11. k) Enfatização da pessoa do chefe. Nas seitas pseudo cristãs, a figura de Cristo é empalidecida em favor do fundador (Rev. Moon, por exemplo), a quem tributam incondicional confiança.

 

3 – POR QUE AS SEITAS PROSPERAM

No livro “Conheça as Marcas das Seitas” (Dave Breese, p. 9/17), são descritas algumas razões por que as seitas prosperam:

  • a) O AMOR ÀS TREVAS (João 3.19-21) – O individuo está decidido a viver uma vida imoral, ou egocêntrica;
  • b) IMATURIDADE ESPIRITUAL – O período da vida cristã em que ficamos mais vulneráveis à subversão das falsas doutrinas é durante nossa infância espiritual (Efésios 4.11-13; 1Pedro 2.2);
  • c) SUBVERSÃO ESPIRITUAL – Propagandistas itinerantes atraem pessoas sinceras, que acabam desviadas, afastando-se da verdade do evangelho (Gálatas 1.6-9; 2Coríntios 11.13-15);
  • d) SOBERBA INTELECTUAL – O orgulho intelectual tem levado muitos a sentirem que o Cristianismo bíblico não é sofisticado o bastante, é simples demais (1Coríntios 1.19-21; 2Coríntios 11.3-4).

 

4 – ABORDANDO OS ADEPTOS DAS SEITAS

No livro “O Caos das Seitas (J. K. Van Baalen, p. 282/301), o escritor declara que os adeptos das seitas são as pessoas mais difíceis de se ganhar para Jesus, e alinha algumas razões, dentre as quais destacamos:

  1. a) Que o adepto de seita está convicto da sua própria maneira de crer e sabe tudo sobre ela;
  2. b) Que o adepto da seita conhece mais acerca do que cremos do que nós próprios. Quando ignoramos muito daquilo que nós próprios cremos, a desvantagem é clara.

Logo, diz o escritor “Antes de entrarmos nessa discussão, estejamos bem seguros do nosso terreno”. E continua, afirmando “A resposta do escolar: ‘eu sei, mas não sei explicar’, engana somente o escolar. Se não soubermos responder o argumento do sectário, é porque não dominamos os fatos. Nosso conhecimento inadequado nos obriga a abandonar o campo derrotados, desonrando o Senhor”.

Mas, dizemos nós, vale a pena tentarmos entender a recomendação de Paulo em 2Timóteo 2.15, de Pedro em 2Pedro 3.15, e de Judas em Judas 3. Convém dizermos como Lutero:

“Se não houvesse seitas, pelas quais o diabo nos despertasse, tornar-nos-íamos demasiadamente preguiçosos, dormiríamos roncando para a morte. A fé e a Palavra de Deus seriam obscurecidas e rejeitadas em nosso meio. Agora essas seitas são, para nós, como esmeril para nos polir; elas nos amolam e estão lustrando nossa fé e nossa doutrina, para se tornarem limpas como um espelho brilhante. Também chegamos a conhecer Satanás e os seus pensamentos e seremos hábeis em combatê-lo. Assim a palavra de Deus torna-se mais conhecida. Através dessa luta entre o que é errado e o que é certo, muitos chegam a conhecer a verdade, e por ela serão fortalecidos”.

4.1 Tirando as Dúvidas

Alguns cristãos discordam e dizem: “Não gosto que se fale contra outras religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho”. Paulo foi chamado para pregar o Evangelho, e disse não se envergonhar de fazê-lo (Romanos 1.16). Mas, disse também que Cristo o tinha chamado para fazer a defesa do evangelho (Filipenses 1.16).

4.2 Não Julgueis e Não Sereis Julgados

Mas, dizem alguns, “Jesus não proibiu o julgamento?” e o fazem com base em Mateus 7.1. O contexto, porém, mostra que Jesus não estava proibindo todo e qualquer julgamento, mas sim o juizo hipócrita (Mateus 7.5). Tanto é assim, que logo no versículo 15 Ele diz: “Acautelai-vos dos falsos profetas”. Mas, como poderíamos “acautelar-nos” contra os falsos profetas, se não pudéssemos reconhecê-los? Há juízos que podem ser estabelecidos em bases corretas. E isto se dá quando se usa um padrão correto de juízo. Tanto é que Jesus, certa ocasião, afirmou “julgaste bem” (Lucas 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1Coríntios 10.15). Disse mais: “O que é espiritual julga bem todas as coisas” (1Coríntios 2.15). Mas, para emitirmos um juizo verdadeiro, é preciso usar um padrão de juizo correto, e esse padrão é a Biblia (Isaías 8.20).

 

5 – É FALTA DE AMOR JULGAR AS RELIGIÕES?

Não pensam assim as falsas religiões. As seitas e religiões falsas não têm receio de condenar, sem base, todos os que não pensam como eles. São inclusive bastante acres, como se pode notar pelos exemplos apontados:

“…os falsos princípios de todas as religiões são atacados pelas Testemunhas de Jeová, que expõem tais teorias e tradições de homens como nocivas à verdade da Palavra de Deus, a Biblia” (Seja Deus Verdadeiro, p. 220).

E continuam as Testemunhas de Jeová: “A exposição dos erros religiosos e revelação das verdades bíblicas não perturba a pessoa honesta e desejosa de servir a Deus” (Seja Deus Verdadeiro, p.220).

E afirmam que não é perseguição religiosa assim proceder: “Pode haver religião falsa? Não é forma de perseguição religiosa alguém dizer e mostrar que a religião de outrem é falsa. Não é perseguição religiosa uma pessoa informada expor publicamente uma religião falsa, permitindo assim que outros vejam a diferença entre a falsa religião e a verdadeira. Mas, a fim de fazer a exposição e mostrar ser falsa a religião errada, o verdadeiro adorador precisa usar meios autorizados de julgamento, uma regra de medir que não se prove falha. Expor publicamente uma falsa religião é certamente de mais valor do que expor uma falsa reportagem; é um serviço público, em vez de perseguição religiosa, tendo a ver com a vida eterna e com a felicidade do povo. Ainda deixa o povo livre para escolher” (A Sentinela, 15/05/1964, p.304).

Os Mórmons agem da mesma forma, quando explicam a razão da sua origem:

“18. Meu objetivo ao me dirigir ao Senhor foi saber qual de todas as seitas era a verdadeira, a fim de saber a qual unir-me. Portanto, tão logo voltei a mim o suficiente para poder falar, perguntei aos Personagens que estavam na luz acima de mim, qual de todas as seitas era a verdadeira e a qual deveria unir-me. 19. Foi-me respondido que não me unisse a nenhuma delas, porque todas estavam erradas; e o Personagem que se dirigiu a mim disse que todos os seus credos eram uma abominação à Sua vista; que todos aqueles mestres eram corruptos, que: ‘Eles se chegam a Mim com os seus lábios, porém, seus corações estão longe de mim; eles ensinam como doutrina os mandamentos dos homens, tendo uma religiosidade aparente, mas negam o Meu poder.’ 20. Novamente proibiu que me unisse a qualquer delas” (“A Pérola de Grande Valor”, Joseph Smith, p.2).

Como se vê da declaração de Jesus à questão de Joseph Smith Jr., sobre a qual das seitas deveria se filiar, a resposta do Jesus Mórmon foi que “a nenhuma delas” se filiasse, porque “todas estavam erradas”. E afirmam os Mórmons que todas as igrejas, fora da sua, são igrejas do demônio:

“10. E disse-me ele: Eis que não há mais do que duas igrejas: uma é a igreja do Cordeiro de Deus e a outra a igreja do demônio; e, portanto, quem não pertencer a igreja do Cordeiro de Deus fará parte da grande igreja, que é a mãe das abominações e a prostituta de toda a terra” (1Néfi 14, p. 43).

 

6 – O QUE É UMA SEITA

Antes de darmos os meios de identificar uma seita, ou religião falsa, tenhamos presente o que significa de algumas palavras.

  1. a) Seita. Há várias definições para essa palavra. Algumas delas:
  • Seita é qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria” (O Caos das Seitas, p. 282).
  • Um grupo que segue determinado líder humano.
  • A palavra seita no seu sentido original não era pejorativo. Significava apenas “escola, modo de pensar e de viver que é seguido por pessoas”. Nesse sentido foi essa palavra empregada em Atos 24.5, quando se fala dos primeiros seguidores de Cristo como pertencendo à “seita dos nazarenos”.
  • Aparece a palavra “seita” na Bíblia Almeida Revista e Corrigida (ARC) em Atos 5.17 (seita dos saduceus); Atos 15.5 (seita dos fariseus); Atos 24.5 (seita dos nazarenos) e no mesmo sentido em Atos 28.22. No grego a palavra para seita é “heiresis”, que também tem o sentido de heresia.
  1. c) Heresia. A palavra heresia, por sua vez, significa ensino falso, fraudulento, e aparece com tal sentido em 1Coríntios 11.19; Gálatas 5.20 e 2Pedro 2.1-2.

Então podemos definir: “seita herética” é um grupo religioso que tem ensinos discordantes da Bíblia, que aparentam apoiar-se na Biblia, citando a Biblia distorcidamente (2Pedro 3.16; Mateus 4.6) não sendo a Biblia a verdade nas suas bocas (1Reis 17.24).

  1. d) Religião. Do latim “religare”, tem o propósito de religar o homem a Deus.
  2. e) Formas de Doutrina. Há três formas de doutrinas:
  • DOUTRINA DE DEUS: Atos 2.42; 13.12; Tito 2.10.
  • DOUTRINA DE HOMENS: Mateus 15.9; 16.12; Colossenses 2.22.
  • DOUTRINA DE DEMÔNIOS: 1Timóteo 4.1.

A primeira é boa, as duas últimas são perniciosas. É preciso saber distinguir a primeira das duas últimas, senão os prejuízos podem ser fatais (2Reis 4.39).

 

7 – COMO IDENTIFICAR UMA SEITA OU RELIGIÃO FALSA

Um meio de identificar uma seita falsa é conhecer os quatro caminhos seguidos pelas seitas: as quatro operações fundamentais:

  • – Adição
  • – Subtração
  • – Multiplicação
  • – Divisão

 

7.1 ADIÇÃO

O grupo sectário ADICIONA ALGO À BÍBLIA, isto é, sua fonte de autoridade não se restringe à Bíblia. Exemplos:

ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA – Afirmam: “Negamos que 1. A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. Cremos que: 7. Ellen White foi inspirada pelo Espirito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, tem aplicação e autoridade especial para os Adventistas do Sétimo Dia” (Revista Adventista, Fevereiro 1984, p.37).

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – Afirmam: “Ademais, não só descobrimos que as pessoas, ao estudarem apenas a Bíblia, não podem discernir o plano divino, mas também descobrimos que, se alguém puser de lado os “Estudos das Escrituras”, mesmo depois de já os ter usado, e de se tornar familiarizado com eles, após os ter lido durante dez anos – se então alguém os puser de lado e ignorá-los, indo somente à Bíblia, embora entenda a Bíblia por dez anos, a nossa experiência mostra que dentro de dois anos ficara em trevas. Por outro lado, se tivesse simplesmente lido os “Estudos das Escrituras”, junto com as suas referências, e não lesse uma página da Biblia sequer, esse alguém estaria na luz no fim de dois anos, porque teria a luz das Escrituras”.

A audácia do fundador, e primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia, ao publicar seu livro “Estudos das Escrituras foi tão grande, que anunciou nas páginas iniciais do seu livro a declaração acima, e a reiteirou na revista A Sentinela de 15 de setembro de 1910 (edição em inglês). E hoje, as Testemunhas de Jeová têm ponto de vista ortodoxo sobre o valor e autoridade única das Escrituras? Certo que não, pois ainda mantêm o mesmo ponto de vista, segundo o qual a Bíblia não pode ser devidamente entendida sem se ter presente o seu “escravo fiel e discreto”, ou o “Corpo Governante” de sua organização:

“Jeová Deus proveu também sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, composto dos ungidos com o espírito, para ajudar os cristãos em todas as nações a entender e a aplicar corretamente a Biblia na sua vida. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Biblia. Veja Atos 8.30-40. A respeito do canal de comunicação de Deus, Jesus disse que o “escravo fiel e discreto” proveria nutrição espiritual no tempo certo para todos os seus seguidores e que colocaria este “escravo” sobre todos os seus bens (Mateus 21.43-47)” (A Sentinela, agosto de 1982, p.27).

Ainda dentro do conceito das Testemunhas de Jeová, o que pode acontecer com as pessoas que se ativerem estritamente a Biblia e abandonarem suas publicações?

“Dizem que basta ler exclusivamente a Bíblia, quer em particular, quer em pequenos grupos em casa. Mas, o que é estranho é que por meio de tal leitura da Bíblia voltaram novamente para trás, para as doutrinas apóstatas que os comentários dos clérigos da cristandade estavam ensinando há 100 anos” (A Sentinela, junho de 1982, p.28).

OS MÓRMONS – Aparentam crer na Bíblia da mesma forma que o fazemos: única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão. Entretanto, afirmam:

“As Regras de Fé da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias… 8. Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a Palavra de Deus” (A Pérola de Grande Valor).

Segundo os Mórmons, a Bíblia apresenta duas dificuldades para ser aceita como a Palavra de Deus:

  1. a) Sua tradução. Deve haver o “dom da tradução” que os tradutores não tinham e Joseph Smith Jr. tinha quando fez sua tradução inspirada;
  2. b) A falta de livros, tirados por uma abominável Igreja:

“26. E, depois de transmitidas pela mão dos doze apóstolos do Cordeiro, dos judeus aos gentios, vês a fundação de uma grande e abominável igreja, que é a mais abominável dentre todas as outras igrejas; pois que despojaram o evangelho do Cordeiro de muitas partes que são claras e sumamente preciosas, como também de muitos dos convênios do Senhor” (1Néfi 13).

FAMÍLIA DO AMOR/MENINOS DE DEUS – Afirma o líder David Berg: “E quero dizer-vos francamente: se ha’ uma escolha entre lerem a Biblia, quero dizer-vos que é melhor lerem o que Deus diz hoje, de preferência ao que disse há 2000 ou 4000 mil anos atras! Depois, quando acabarem de ler as últimas Cartas de MO, podem voltar a ler a Bíblia e as Cartas velhas de MO!” (“Velhas Garrafas”, MO, Julho 1973, nº 242-SD, p.11).

A IGREJA CATÓLICA ROMANA – O terceiro Catecismo de Doutrina Cristã estabelece:

“870. Onde se acham as verdades que Deus revelou? As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na Tradição.

  1. Dizei-me: o que é a Tradição? A Tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nos.
  2. Onde se acham os ensinamentos da Tradição? Os ensinamentos da Tradição acham-se principalmente nos decretos dos Concílios, nos escritos dos Santos Padres, nos atos da Santa Sé, nas palavras e nos usos da Sagrada Liturgia.
  3. Em que consideração se deve ter a Tradição? A Tradição deve ter-se na mesma consideração em que se tem a palavra de Deus contida na Sagrada Escritura”.

Como pode ser feito o entendimento das Escrituras?

“882. Por quem podemos nós conhecer o verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras? O verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo só por meio da Igreja, porque só a Igreja é que não pode errar ao interpretá-las”.

Tal maneira de pensar contraria João 14.26 e Atos 17.11-12, onde se lê que a interpretação deve ser feita por quem lê, com auxílio do Espírito Santo (veja também 2Timóteo 3.16-17; SaImo 119.105,130).

IGREJA DA UNIFICAÇÃO (Reverendo Moon). No seu livro Princípio Divino se lê: “A Bíblia, porém, não é a própria verdade, senão um livro de texto que ensina a verdade. Naturalmente, a qualidade do ensinamento, e o método e a amplitude da verdade dada, devem variar de acordo com cada idade, pois a verdade é dada a povos de épocas diferentes, cujos níveis espirituais e intelectuais são diferentes. Portanto não devemos considerar o livro de texto como absoluto em todos os detalhes” (Parte I, Capítulo III, Seção V, Introdução Geral, p.7).

ESPÍRITAS KARDECISTAS – Afirmam: “Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O Espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas chamadas cristãs. Não assenta os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam os seus ensinos nas Escrituras. Mas nossa base é o ensino dos Espíritos, daí o nome — Espiritismo” (À Margem do Espiritismo, p.214).

 

7.2 SUBTRAÇÃO

Esse grupo subtrai algo da pessoa de Cristo. Exemplos:

MAÇONARIA – Coloca Jesus no nivel de um comum fundador de religião, subtraindo-Lhe sua Deidade absoluta: “Seus imortais fundadores foram todos Mensageiros da Verdade única, que deram a humanidade seu evangelho de União e Fraternidade, para que através do Amor as almas se religuem entre si e ao Supremo. Todos eles foram unânimes em proclamar a Paternidade de Deus e a Fraternidade dos homens. Tal foi, em essência, a mensagem de Vyasa, Hermes Trismegisto, Zarathustra, Orfeu, Krishna, Moisés, Pitágoras, Platão, Cristo. Maomet e outros” (Dicionário da Maçonaria, p.388-30, edição Joaquim Gervario de Figueiredo).

Jesus é mencionado ao lado de figuras mitológicas e ocultistas (Orfeu, Hermes, Trimegisto), filósofos pagãos (Pitágoras, Platão), deus do Hinuismo (Krishna), Maomé’ (profeta do Islamismo) e outros.

LEGIÃO DA BOA VONTADE – Alziro Zarur subtrai de Cristo sua natureza humana, declarando possuir Jesus um corpo fluídico ou aparente: “JESUS não poderia nem deveria, conforme as imutáveis Leis da Natureza, revestir o corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com sua natureza espiritual, mas um corpo fluídico. JESUS não foi um homem carnal, como iremos provar na explicação dos Evangelhos harmonizados e unificados, pela vontade de Deus” (Doutrina do Céu da LBV-108).

Refutando tal ideia afirmamos:

  1. a) Jesus tinha um corpo real e negá-lo é ser partícipe com o anticristo (1João 4.1-3). Tendo um corpo humano real, ele:
  • Nasceu como homem – Lucas 2.7;
  • Cresceu como os homens – Lucas 2.52;
  • Sentiu fome – Mateus 4.2; Lucas 4.2;
  • Sentiu sede – João 19.28;
  • Comeu e bebeu – Mateus 11.19; Lucas 7.34;
  • Dormia – Mateus 8.24;
  • Suou sangue – Lucas 22.44;
  • Foi castigado, crucificado, morreu na cruz, foi sepultado e depois de ressuscitado declarou que tinha um corpo de carne e ossos – Lucas 24.39; João 20.25-28; e 1João 1.1-2.

Alziro Zarur também subtrai de Jesus sua Deidade absoluta: “Agora, o mundo inteiro pode compreender que JESUS, o CRISTO DE DEUS, não é DEUS nem jamais afirmou que fosse DEUS” (Doutrina do CEU da LBV-112). Refutando tal ensino, afirmamos:

  1. b) Jesus exige dos seus seguidores sentimentos devidos somente a DEUS:
  • Fé nele igual a fé em Deus – João 14.1.
  • Não crer nele é o pecado do mundo – João 16.9.
  • Crer que ele pode perdoar pecados – Marcos 2.1-10.
  • Aceita adoração – Mateus 8.2; 14.33; 28.9,17; João 5.23; Hebreus 1.6.
  • É chamado Deus por Tomé e aceita tal título – João 20.28.
  • Exige amor sem limites – Mateus 10.37; Lucas 14.25.

ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA – Afirmam ter Jesus uma natureza pecaminosa, subtraindo sua santidade absoluta: “Em Sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. De Sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo filho de Adão — uma natureza pecaminosa” (Estudos Bíblicos, p. 140,141).

Refutando tal ideia, afirmamos que Jesus não precisaria possuir uma natureza pecaminosa, para que em tudo se fizesse igual a nós, do contrario precisaria também experimentar toda a sorte de enfermidades comuns aos homens. Bastava que ele tivesse um corpo humano real, sofrendo as contingências próprias aos homens (veja sobre a Legião da Boa Vontade). Assim é que em tudo se fez igual a nós, mas sem pecado (João 14.30; Hebreus 7.26, 13.8; 1João 3.5).

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – Subtraem sua Deidade absoluta, afirmando ser Ele nada mais do que o Arcanjo Miguel: “Sendo o Filho unigênito de Deus e o ‘primogênito de toda a criatura’, o Verbo seria um príncipe entre todas as outras criaturas. Neste cargo tinha outro nome no ceu, nome que é Miguel” (A Verdade vos Tornará Livres, p.49).

Refutando tal ensino errôneo afirmamos:

  • Miguel é um anjo (Colossenses 1.16-17) e Cristo é Deus (João 1.1; 20.28; 1João 5.20);
  • Miguel é criatura (Colossenses 1.16-17) e Cristo é Criador (João 1.3);
  • Miguel não pode ser adorado (Apocalipse 22.8-9) e Cristo é adorado (Hebreus 1.6);
  • Miguel é príncipe (Daniel 10.13) e Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 17.14; 19.16).

ESPÍRITAS KARDECISTAS – Subtraem a deidade absoluta de Jesus, e para chegar a tal entendimento afirmam: “Importa, pois, se risquem os milagres do rol das provas sobre que se pretende fundar a divindade da pessoa do Cristo” (Obras Póstumas, p. 126).

Quem é Jesus para os kardecistas? Respondem: é um médium de Deus. “Segundo definição dada por um Espirito, ele era médium de Deus” (A Gênese, p. 311).

Refutando tal conceito de Jesus ser um médium espirita, apontamos algumas diferenças entre Jesus e um médium. O médium para suas operações (segundo a doutrina kardecista) precisa:

  • Evolução;
  • Formação do círculo;
  • Luz mortiça (lusco-fusco);
  • Paciência desmedida dos circunstantes.

Jesus, ao contrário, faz seus milagres:

  • Sem preparação;
  • Num instante;
  • Na simples manifestação da sua vontade, à luz do dia e em qualquer lugar;
  • Curava leprosos, cegos, paralíticos, ressuscitava mortos etc.;
  • Não fez dançar cadeiras, mesas, e lápis escreverem.

 

7.3 MULTIPLICAÇÃO

Exigem mais do que crer em Jesus Cristo.

SEICHO-NO-IÊ (O título significa Lar do Progredir Infinito). Nega a eficácia da obra redentora de Jesus e do valor do seu sangue para remissão de pecados: “Se o pecado existisse realmente, nem os Budas todos do universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a Cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo” (Chuvas de Nectarias Doutrinas, Kanro No Hoou).

Refutando tal ensino, em primeiro lugar, afirmamos que a Biblia declara que qualquer pessoa ou grupo religioso que nega a existência do pecado esta mancomunado com o diabo, que é o pai da mentira (cf. João 8.44 comparado com 1João 1.8). Quanto à eficácia de Cristo para cancelar pecados, lemos abundantemente sobre o assunto como mensagem central da Bíblia (Efésios 1.7; 1João 1.7-9; Apocalipse 1.5).

MÓRMONS – Afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas exigem obediência às leis e princípios do Evangelho, inclusive o reconhecimento do profeta Joseph Smith Jr. como profeta de Deus e, sem tal reconhecimento não é possível ganhar-se a vida eterna:

“3. Cremos que, por meio do Sacrifício Expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva pela obediência as leis e ordenanças do Evangelho” (A Pérola de Grande Valor). “O Homem tem que fazer o que pode pela própria salvação” (Doutrinas de Salvação, vol III p.91). “Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith Jr.” (Brigham Young of Discourage, Vol. 7, p. 289).

Refutando tal conceito de salvação pelas boas obras, e pelo reconhecimento de Joseph Smith Jr. como profeta de Deus, apontamos:

  • As boas obras não salvam – Efésios 2.8-10;
  • Não justificam – Romanos 3.20-28;
  • A salvação se realiza num terreno e as obras noutro. As boas obras servem como disciplina para a vida cristã (1Coríntios 11.31-32; Hebreus 12.5-11) e galardão no céu Romanos 4.6-8; 1Coríntios 3.8-15; Gálatas 2.16);
  • A obra que tem todo o valor na salvação é a obra redentora de Cristo no Calvário (João 10.1; João 6.29; Romanos 5.17-19).

Qual o valor das boas obras? Somos salvos para as boas obras. Primeiro somos salvos (Efésios 2.9-10); depois operamos as boas obras, como resultado da salvação (Tito 3.4-7).

IGREJA DA UNIFICAÇÃO – Afirma o Rev. Moon: “Como tem sido vasto o número de cristãos, durante os 2000 anos de historia cristã, que tinham plena confiança de terem sido completamente salvos pelo sangue da crucificação de Jesus!” (Principio Divino, Introdução Geral, p.11).

Contrariando tal ensino blasfemo do Rev. Moon, lemos em Apocalipse 5.9-10 uma multidão louvando a Deus pela redenção plena efetuada pelo sangue de Jesus, e em 7.9-14 vemos, de novo, grande multidão incontável no céu que lá entraram pelo sangue de Jesus.

A Igreja da Unificação aponta ainda a necessidade de indenização para completar a obra da redenção pelo sangue de Cristo: “O Princípio Divino afirma que o homem pode transformar essa situação somente através da indenização. O que isso significa? No mundo secular, a indenização refere-se ao pagamento de uma dívida. Tornamo-nos livres quando pagamos por completo o que devemos. Ou, para usar a tradicional linguagem cristã, expiamos os nossos pecados por meio de atos de penitência específicos. Por isso, durante muitos séculos, a Igreja desenvolveu um elaborado sistema de penitências, através do qual os homens poderiam separar-se de Satanás, e alcançar a reconciliação total com Deus” (Teologia da Unificação, p. 276).

Aplicam a palavra indenização em substituição da palavra penitência usada na Igreja Católica. Isto significa que do débito que temos para com Deus, Ele paga por nós 95% mediante a obra de Cristo e nós pagamos os 5% restantes com nossas obras.

IGREJA CATÓLICA ROMANA – Crê na redenção efetuada por Cristo, mas também que a redenção de Cristo não pode oferecer pleno perdão de pecados, precisando os católicos expiar seus pecados finais no purgatório:

“782. Quais são as obras de penitência? As obras de penitência podem reduzir-se a três espécies: a oração, o jejum, a esmola.

  1. Vão logo para o céu os que morrem depois de ter recebido a absolvição, mas antes de terem satisfeito plenamente a justiça de Deus? Não; eles vão para o Purgatório, para ali satisfazerem a justiça de Deus e se purificarem inteiramente.”

Penitências tais como oração, jejum e esmolas não podem apagar pecados, porque penitências são como trapos de imundícia (Isaías 64.6).

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – Ensinam que a redenção de Cristo apenas oferece oportunidades para a pessoa alcançar a própria salvação pelas suas obras: “Unicamente os pecados herdados são perdoados pelo sacrifício de Jesus” (Certificai-vos de Todas as Coisas, edição 1960, p.266).

Como a obra redentora de Cristo só apaga pecados herdados, o homem deve esforçar-se para sua propia salvação. “Somos salvos por mais do que apenas crer na mensagem do Reino de todo o nosso coração: também temos de declarar publicamente esta mensagem do Reino a outros, para que estes também possam ser salvos para o novo mundo de Deus” (Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, p.249).

A salvação das Testemunhas de Jeová se efetua em parte por elas, e em parte pela redenção efetuada por Cristo, mesmo porque as Testemunhas ainda precisam esperar pelo futuro reino de Cristo de mil anos, quando então os 144 mil estarão encarregados, ao lado de Cristo, de perdoar-lhes os pecados cometidos durante esse reinado:

“11. O programa inicial do Reino abrangerá um período de mil anos. Durante este tempo, Jesus Cristo e os membros de seu governo celestial não só servirão como reis, mas também como sacerdotes de Deus a favor de todos os seus súditos humanos. 12.Eles terão um poder que até agora tem faltado a todos os governos humanos: o poder de purificar as pessoas do pecado e da imperfeição” (A Verdade que Conduz a Vida Eterna, p.106).

Ao negar a suficiência da obra de Cristo para redenção do homem, ensinam as Testemunhas de Jeová que o perdão de pecados só vai ser conseguido no futuro reino de Cristo, enquanto Jesus ensina que morrer no pecado significa perdição eterna (João 8.21-24; Hebreus 7.25; 9.11,12,24,27; 1João 2.12). E para que esse perdão seja consumado no futuro, ainda é preciso o trabalho dos 144 mil sacerdotes, o que atribui o perdão de pecados a seres humanos na semelhança do ensino dos Católicos Romanos, que atribuem aos santos a obra de interceder por nós junto a Deus. Compare 2Coríntios 5.19-20 na TNM, onde os 144 mil são declarados substituindo a Cristo. Aqueles que se arrogam como substitutos de Cristo são Anticristos (1João 2.18).

ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA – Eis que a salvação ou a vida eterna sé é concedida a quem estiver guardando a lei, que para eles implica em guardar o sábado: “Todos os que verdadeiramente se tenham arrependido do pecado, e que pela fé hajam reclamado o sangue de Cristo, como seu sacrifício expiatório, tiveram o perdão aposto ao seu nome nos livros do Céu. Tornando-se eles participantes da justiça de Cristo, e verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a lei de Deus, seus pecados serão riscados e eles próprios havidos por dignos da vida eterna” (O Conflito dos Séculos, p.486).

Exigem pois, mais, os Adventistas do Sétimo dia, eis que a obra da redenção só tem validade para aqueles que estiverem vivendo em harmonia com a lei quando da volta de Jesus. “Estar o seu caráter em harmonia com a lei de Deus” significa estar guardando o sábado, que segundo o entendimento dos Adventistas do Sétimo Dia é fundamental para a salvação.

Em Oséias 2.11 se faz uma profecia sobre a abolição do sábado, cumprida em Cristo, como afirma Paulo em Colossenses 2.16-17; Gálatas 4.9-10). Diante da clareza do texto de Colossenses 2.16-17, os adventistas costumam refutar que a palavra “sábados” não se refere ao sábado semanal, mas aos sábados cerimoniais ou anuais, mencionados em Levítico 23.1-39.

Não é correta a interpretação Adventista e damos três razões para isso:

a) Os chamados “sábados anuais” ou “sábados cerimoniais” eram chamados festas e já estão incluídos na frase “dias de festa” de Colossenses 2.16. Esses dias de festas ou sábados anuais eram designados “dias de festas”, como segue:

  • Festa da Páscoa – Levítico 23.5-7
  • Festa dos Asmos – Levítico 23.8
  • Festa de Pentecostes – Levítico 23.15-16
  • Festa das Trombetas – Levítico 23.23-25
  • Festa da Expiação – Levítico 23.26-32
  • Festa dos Tabernáculos – Primeiro dia da festa
  • Festa dos Tabernáculos – Último dia da festa – Levítico 23.34-36

b) A formula “dias de festas, luas novas e sábados” é a fórmula para indicar os dias sagrados anuais, mensais e semanais do Judaísmo: Números 28.9-10; 28.14-17; 1Crônicas 23.30-31; 2Crônicas 2.4; 8.13; Ezequiel 45.17; Oséias 2.11 e finalmente Colossenses 2.16-17.

c) As palavras “sábado” (singular), “sábados” (plural) e “dia de sábado” ocorrem 60 vezes no Novo Testamento. Em 59 casos os Adventistas reconhecem tratar-se do sábado do sétimo dia, e apenas em Colossenses 2.16 é que o negam. E por que o fazem? Porque teriam que reconhecer que o sábado foi abolido na cruz (Romanos 10.4; 2Coríntios 3.6-14).

 

7.4 DIVISÃO

Operam sob o tema “DIVIDA E VENÇA”. Dividem a fidelidade entre Deus e a Organização. Desobedecer a Organização ou Igreja é desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso. Esse conceito, que a Organização ou a Igreja salva, divide.

IGREJA CATÓLICA ROMANA – Ensina o Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã: “168. Pode alguém salvar-se fora da Igreja Católica Apostólica Romana? Não. Fora da Igreja Católica Apostólica Romana ninguém pode salvar-se, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé, que era figura desta Igreja”.

Não é verdadeira a tese que fora da Igreja Católica não exista salvação. Se alguém entrou no céu sem ser membro dessa igreja, outros poderão fazê-lo (Lucas 23.43). O pecador pode salvar-se quando:

  • Arrepende-se – Lucas 13.3;
  • Aceita a Jesus Cristo como Salvador único e pessoal – Atos 16.30-31.

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – Como admite não existir salvação fora da sua Organização, conclui com o conceito já exposado pela Igreja Católica Romana: “14 Não conclua que existem várias estradas, ou caminhos, que poderá utilizar para ganhar a vida no novo sistema de Deus. Existe apenas uma. Foi apenas aquela única arca que sobreviveu ao dilúvio e não um sem-número de embarcações. E haverá apenas uma organização – a organização visível de Deus – que sobrevirá à ‘grande tribulação’, que rapidamente se aproxima. Simplesmente não é verdade que todas as religiões conduzem ao mesmo fim (Mateus 7.21-23; 24;21) Você precisa pertencer à organização de Jeová e fazer a vontade de Deus, a fim de receber sua bênção de vida eterna – Salmo 133.1-3” (Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra, p.255).

Ensinar que uma organização religiosa possa salvar é pregar “outro evangelho” (2Coríntios 11.4), pois divide a fidelidade a Deus com a organização, e tira de Jesus sua exclusividade em conduzir-nos ao Pai (João 14.6). A salvação não existe fora de Jesus (Atos 4.12; 1Coríntios 3.11). É doutrina de demônios (1Timóteo 4.1).

 

8 – OUTRAS CARACTERÍSTICAS DAS SEITAS

Dentre outras características que identificam uma seita ou religião falsa, apontamos:

8.1 FALSAS PROFECIAS

ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA: “Prefácio – O movimento do advento na América foi originado por homens que estavam desejosos de receber a verdade, quando esta a eles chegasse. Aceitaram-na sinceramente, e segundo a mesma viveram, esperando serem dentro em breve trasladados. Depois do grande desapontamento, todos cairam em trevas” (Fundadores da Mensagem, p.9). E por que o “grande desapontamento”? Porque seu fundador profetizou a segunda vinda de Cristo para 1843, como se lê:

“Seu estudo das Escrituras durante esse período, levou-o a estabelecer outras crenças distintas. Seus princípios, em suma, eram os seguintes:

  • Que Cristo voltaria de maneira pessoal e visível, nas nuvens dos céus, cerca do ano de 1843.
  • Que os justos mortos ressuscitariam incorruptíveis, e os justos vivos seriam transformados para a imortalidade, sendo ambos levados juntos para reinarem com Cristo na nova terra.
  • Que os santos seriam apresentados a Deus.
  • Que a terra seria destruída pelo fogo.
  • Que os ímpios seriam destruídos e seus espíritos conservados em prisão até sua ressurreição e condenação.
  • Que o único milênio ensinado na Bíblia eram os mil anos que se seguiam a ressurreição.

Ao estabelecer, para sua própria satisfação, a doutrina de que Cristo voltaria a terra enquanto ele ainda estivesse vivo, e que viveria para ver seu Redentor e ir com Ele para o lar, sem provar a morte, encheu-se de indescritível alegria e do ardente anelo de participar da benção do advento de Cristo” (Fundadores da Mensagem, 22).

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – Definem elas o que são falsos profetas, dizendo: “FALSOS PROFETAS. Definição: Indivíduos e organizações que proclamam mensagens que atribuem a uma fonte sobre-humana, que, porém, não se originam do verdadeiro Deus e não estão em harmonia com a sua vontade revelada” (Raciocínios a Base das Escrituras, p.158)

1925 – O que deveria acontecer nesse ano?

De acordo com o livro “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”, quando se daria o grande jubileu terrestre? Quando o paraíso seria restituído? Em 1925 – Compare com Deuteronômio 18.20-22; Jeremias 14.14; Ezequiel 13.1-8; Mateus 7.15-18; Mateus 24.23-25.

Qual a sentença que as próprias Testemunhas de Jeová dão sobre profecias feitas por falsos profetas? Dizem elas: “EXPOSTA A HIPOCRISIA RELIGIOSA – Jeová, o Deus dos verdadeiros profetas, envergonhará todos os falsos profetas, quer por não cumprir a predição falsa de tais pretensos profetas, quer por cumprir Suas próprias profecias de modo oposto ao que os falsos profetas predisseram. Os falsos profetas procurarão ocultar seus motivos de sentir vergonha por negar quem realmente são” (O Paraíso Restabelecido para a Humanidade, p.354).

Repete-se a fraude de 1925, agora em 1989, como se lê na revista Despertai! de 22 de maio de 1989, última capa): “MILHÕES QUE AGORA VIVEM JAMAIS MORRERÃO”

E para que ninguém se assuste com essa declaração espantosa, dizem: “Não se trata de uma declaração exagerada. Existem sólidas razões para se crer nela. A revista Despertai!, e sua associada A Sentinela, apontam regularmente estas razões, baseadas na Biblia”.

MÓRMONS – O fundador do mormonismo declarou em fevereiro de 1835: “O presidente Smith então afirma que a reunião foi convocada, porque Deus ordenara, e foi revelado a ele por visão e pelo Espirito Santo. Ele então, deu-lhe uma lista de algumas circunstancias diante de nós enquanto caminhando para Sião—nossas lutas, sofrimentos; e disse que Deus não havia proporcionado isto em vão, mas que ele reconhecia isto, e que era a vontade de Deus para aqueles que foram para Sião, resolvidos a dar suas vidas, se necessário, deveriam ser ordenados ao ministério, e sair para podar a vinha pela ultima vez, ou a vinda do Senhor, que estava perto—dentro de 56 anos, eliminaria este cenário”.

Basta somar 1835 mais 56 anos e teremos 1891 como a data fatal para a vinda de Cristo, o que não ocorreu (Mateus 24.23-25,36).

 

8.2 – NEGAÇÃO DA RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS

CIÊNCIA CRISTÃ – Diz a fundadora no seu livro Ciência e Saúde, p.334: “O Cristo eterno é o Jesus corpóreo manifestado na carne, continuou até a ascensão do Mestre, quando o conceito humano, material, ou Jesus, desapareceu, enquanto o eu espiritual, ou Cristo, continua a existir na ordem eterna da Ciência divina, tirando os pecados do mundo, como o Cristo sempre tem feito, mesmo antes que o Jesus humano fosse encarnado aos olhos dos mortais” (Ciência e Saúde, A Ciência do Ser, 334).

IGREJA DA UNIFICAÇÃO (Rev. Moon) – “O sepulcro encontrava-se vazio, porque os discípulos removeram o corpo secretamente, antes que as mulheres chegassem. Ou então, o jardineiro o retirou porque temia que a sepultura de um profeta polêmico atraísse muitos visitantes, que destruiriam suas hortaliças. Outra possibilidade é que José de Arimateia tenha reconsiderado sua opinião, quanto a ter o cadáver de um criminoso e condenado no sepulcro de sua família, e desse modo, transferiu o corpo sem notificar aos discípulos. É ainda possível que o sepulcro tivesse sido violado e pilhado pelos ladrões de sepulturas, que eram muitos naquela época. Talvez Jesus fora retirado da cruz antes da morte. Essa estranha ideia assume três formas. Os cristãos docetas acreditavam que, sendo divino, Jesus não poderia sofrer ou morrer. Assim, ele apenas pareceu ser crucificado, ou alguém tomou seu lugar na cruz; por exemplo, Simão de Cirene” (Teologia da Unificação, 207).

ORDEM ROSA CRUZ – No livro “A Vida Mística de Jesus”, p.248, lemos: “Os antigos registros a que venho me referindo declaram que, quando os soldados foram notificados de que o corpo deveria ser retirado imediatamente, porque chegara uma ordem neste sentido, e que tudo deveria ser feito para que Jesus pudesse voltar a consciência e a saúde caso não tivesse ainda passado pela transição, eles compreenderam que não deveriam torturar, ferir ou de outro modo afetar a condição de Jesus, e sim livra-lo tão rapidamente quanto possível da agonia em que se encontrava. É interessante chamarmos atenção para o fato de que, em nenhuma passagem dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, existe a declaração positiva, feita com base na observação pessoal desses discípulos, de que Jesus morreu na cruz, ou que estava morto quando o removeram e colocaram no sepulcro”.

ESPIRITISMO KARDECISTA – Allan Kardec ensina: “Após o suplício de Jesus, seu corpo se conservou inerte e sem vida; foi sepultado como o são de ordinário os corpos e todos o puderam ver e tocar. Após a sua ressurreição, quando quis deixar a Terra, não morreu de novo; seu corpo se elevou, desvaneceu e desapareceu, sem deixar qualquer vestígio, prova evidente de que aquele corpo era de natureza diversa da que pereceu na cruz” (A Gênese, p.353).

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – Para elas, depois da morte Jesus deixou de existir: “Quando Jesus Cristo morreu, não mais podia mencionar seu Pai Celeste, louvá-lo. Jesus estava morto, inconsciente, inexistente. A morte não significou uma transição para outra vida, no caso de Jesus; ao invés, significou a inexistência. Mas, no terceiro dia de sua morte, Deus o restaurou a vida. ‘A este Jesus, Deus ressuscitou’, disse o apostolo Pedro – Atos 2.32” (Despertai, 22/01/1980, p.28).

Mas os conceitos doutrinários das Testemunhas de Jeová mudam frequentemente, e assim, lemos mais sobre a ressurreição de Cristo: “O corpo colocado no sepulcro foi dissolvido sem corrupção segundo a profecia de Deus e pelo seu poder onipotente” (Está Próximo o Reino, p.259).

MAOMETANOS – O Alcorão declara que Jesus não morreu: “E por terem dito: “Matamos o Messias” Jesus, o filho de Maria, o Mensageiro de Deus, quando, na realidade, não o mataram nem o crucificaram: imaginaram apenas tê-lo feito. E aqueles que disputam sobre ele estão na dúvida acerca de sua morte, pois não possuem conhecimento certo, mas apenas conjeturas. Certamente, não o mataram” (Alcorão, p.51, 157).

Refutando tais conceitos errôneos, sobre Jesus não ter morrido e/ou não ter ressuscitado, apontamos:

  1. a) Jesus morreu realmente e as coisas da sua morte são alinhadas:
  • Sua agonia no Getsêmani – Lucas 22.44;
  • Foi açoitado brutalmente – Mateus 27.26; Marcos 15.15; João 19.1;
  • Recebeu, na cabeça, uma coroa de espinhos – Mateus 27.29-30; Marcos 15.17;
  • Envolvimento de pessoas fora de seu grupo – Mateus 27.32; Marcos 15.24; Lucas 23.26;
  • Mãos e pés cravados na cruz – Mateus 27.35; Marcos 15.24;
  • Sua morte foi comprovada – João 19.33-34;
  • Foi sepultado segundo o costume da época (aromas, mirras, aloés) – João 19.39-42.
  1. b) Jesus ressuscitou corporalmente, como se descreve:
  • Avisou que ressuscitaria corporalmente – João 2.19-22;
  • O túmulo vazio assim o atestava – Lucas 24.1-3;
  • O testemunho dos anjos – Lucas 24.4-6;
  • Suas aparições, depois de ressuscitado – Lucas 24.36-39; João 20.25-28.
  1. c) Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha de Deus, embora possa assim denominar-se:
  • Essa é a mensagem do Evangelho – 1Coríntios 15.14-17;
  • A expressão Filho do homem designa a forma da sua segunda vinda, e testifica que Jesus ainda mantém seu corpo ressuscitado (Mateus 24.29-31; Atos 7.55-59; Filipenses 3.20-21);
  • Retém seu corpo glorificado no céu 1Timóteo 2.5.

Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

Deixe seu comentário

Comentários fechados neste artigo.

Advertisement