CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS - CACP
CRIACIONISMO BÍBLICO
Autor: Fábio Castro Góes de Aguia
distraem a atenção,
livres também para agrupar matérias da mesma categoria (de modo que as árvores,
por exemplo, antecipam a sua localização cronológica para entrarem na
classificação do mundo vegetal), para cumprir um grande propóstio no qual as
exigência, ora de seqüência no tempo, ora de conteúdo e assunto, dirigem a
apresentação, e o quadro completo revela o Criador e os Seus preparativos de um
lugar no céu.Talvez você já tenha se perguntado: "Qual a Importância do
Criacionismo Bíblico"? A resposta à esta questão tem implicações na eternidade
dos seres humanos. Mas, para entender o assunto, precisamos de conhecer um pouco
a história...
Em 1925, os
evolucionitas adeptos de Charles Darwin, reivindicaram o direito acadêmico de
ensinar a teoria da evolução nas escolas públicas dos U.S.A. Aparentemente, tudo
o que eles queriam era apenas a oportuindade de apresentar suas concepções.
Infelizmente, não era apenas uma inocente iniciativa, mas começa o processo de
inflitração do secularismo que culminou com a proibição por lei do ensino do
criacionismo. Assim, os criacionistas perderam à liberdade acadêmica fundamental
que os evolucionistas um dia "inocentemente reivindicaram". Todos nós sabemos
que a mentalidade secular controla o padrão de pensamento da sociedade, logo
esses pensamentos serão traduzidos em estruturas políticas. Por isto, não é de
se
admirar que conceitos como o ateísmo e panteísmo estejam proliferando em nossos
dias. Conceitos como o de Jean Paul Satre de "que tudo o que existe nasce sem
razão, prolonga-se por causa da fraqueza e morre por acaso" infesta a mente de
milhões de pessoas ao redor do mundo, pessoas que marcham à passos largos para o
inferno, por estarem desprovidas de qualquer conceito de Deus que possa levá-las
ao reconhecimento da realidade espiritual pecaminosa da humanidade. Uma das
maiores estratégias de Satanás é levar à Palavra de Deus
cair no descrédito da humanidade. "Se a Bíblia não é inspirada por Deus, então
ela contém erros", "se ela tem erros, então não precisamos crer nelas", etc...
Assim, conceitos fundamentais deixam de ser verdades absolutas, para serem
supostos relativos. Conceitos como Pecado, arrependimento, Salvação, Céu e
Inferno caem no descrédito.
"Se o homem não foi
criado por Deus em Adão, se veio do Macaco; então, ,não há pecado. Se não há
pecado, não há céu, não há inferno. Se Deus não criou o homem do pó da terra é
porque Ele não tem poder, ou não existe... Somos frutos do acaso cósmico, de um
germe espacial que viajou na cauda de um cometa até a Terra" - Estes são os
pressupostos com os quais Satanás tem influenciado multidões através do
secularismo, muito especialmente do evolucionismo.
Certa vez, a esposa de Charles Darwin, Emma Darwin, que era profundamente
religiosa, perguntou ao marido:
"- Está sugerindo que Deus não existe ?"
"- Estou sugerindo que
Deus, no princípio, criou certas leis. Então, se retirou, permitindo que essas
leis fizessem o resto!", respondeu Darwin.
Esta forma de pensar,
chama-se de Deismo. A Crença em um Deus Criador, mas que se afastou dos homens.
Forma perigosa, pois contrasta com a doutrina da Encarnação, de Deus amoroso que
"se fez Carne e habitou entre nós" em Cristo Jesus.(João 1:1,2 e 14)
O que é
Criacionismo ?
É um termo adotado por
um grupo oposto totalmente à teoria da evolução. Este grupo considera a evolução
uma ameaça ao relato bíblico da criação. Willian Bell Riley (1861-1947) foi o
fundamentalista responsável pela oposição à evolucionismo. Ele criou a World`s
Christian Fundamentals Association que iniciou os combates em defesa do
Criacionismo Bíblico. Riley cria que os dias de Gênesis 1 eram épocas,
considerando a geologia como necessária à defesa da fé. A Bíblia Scofield, em
suas última edições, interpreta também os dias como largos períodos de tempo.
Os "Dias" da Criação:
"...um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" II
Pedro 3:8
Quantos anos tem a Terra
? A Ciência Têm encontrado evidências que nos levam à acreditar que nosso
planeta é antiqüíssimo! Baseando-se nas genealogias do Antigo Testamento e nas
cronologias reais, um bispo irlândes do século XVII chegou a datar "O Princípio"
em 4.004 a C. Haverá erros arqueológicos ou nos textos bíblicos ??? Como podemos
resolver este Conflito
???
As Alegadas
Contradições Entre a Bíblia e a Ciência:
Deus deixou dois
registros de sua criação - na Bíblia e na Arqueologia. A Bíblia não foi escrita
para ser um tratado científico, entretanto, todas as suas citações científicas
podem ser examinadas e constatadas em sua veracidade. Uma dos problemas iniciais
é sobre a idade da
Terra. Quantos anos elas tem ??? Através da Geologia chegou à conclusão de que a
Terra é Antiqüíssima. Daí cria-se o conflito com os cristãos que creem que a
Bíblia diz claramente que faz somente seis mil anos que Deus criou o Universo.
Enquanto a Astronomia afirma uma época de cerca de 12 bilhões de anos !!! O
problema não resulta em erro, nem da Bíblia e nem da ciência, mas sim na má
interpretação dos relatos bíblicos. Ainda assim, é preciso distinguir entre o
que a ciência descobriu realmente e o que é mera especulação. A Verdadeira
ciência não consiste em teorias, mas em fatos concretos.
Existem algumas
Teorias que procuram harmonizar a Bíblia com a ciência:
Teoria do Vazio ou do
arruinamento da Criação - Entre Gênesis 1:1 e 1:2 sucedeu uma "Catástrofe
Universal", relacionada com a Queda de Satanás. Como resultado a terra ficou
"sem forma e vazia". Deus teria recriado a terra em seis dias literais.
Transcorreram-se milhões de anos entre a Criação e a recriação.
Teoria da Criação Progressiva - O relato de gênesis é interpretado
poeticamente. Os dias representam períodos de tempo indefinidos. A Bíblia não
declara a duração de cada dia, e a grande verdade é que o termo "dia" (hebraico
yôm) nem sempre se refere a um período de vinte e
quatro horas. Em reforço a esta teoria assinala-se que as recentes descobertas
confirmam a ordem da criação descrita em Gênesis.
Teoria da alternância Dia-Era - Os períodos de vinte e quatro horas,
ou curtos lapsos de tempo, separados por vastas eras geológicas.
Segundo os cientistas da
NASA , o Universo possui de 12 a 13 bilhões de anos de existência. Se o cálculo
for feito através do uso dos cronogramas bíblicos, a idade achada não passa dos
6 milhões de anos. Como resolver este conflito ? Estaria a Bíblia errada ? O
dogmatismo tem levado muitos à não acreditarem nas eras geológicas, muito embora
evidências textuais e arqueológicas apontem nesta direção. O fato de Deus "ter
descansado" e da existência do Sabbath, não contrariam esta linha de pensamento.
Na Bíblia, existem diversas expressões de antropomorfismo (Deus com formas
humanas) e antropopatia (com sentimentos humanos). O Deus Eterno não tem
necessidade de descansar tal como o homem. Deus é perfeito, e em Sua perfeição
não cansa ! O Profeta Isaías declara isto: " Não sabes, não ouvistes que o
Eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa e nem se
fatiga ? " (Is. 4028). Outra controvérsia é a análise gramatical de Gênesis 2,
que causou problemas até mesmo aos Rabis, pois sugere que Deus tenha feito algo
no 7º Dia ! Na realidade, o verbo Shãbat tem o sentido de
"interromper", "deixar de..." e "Chegar ao Fim..." A grande lição do Sabbath era
para a humanidade lembrar da necessidade de dedicar um dia ao Senhor." O Sábado
foi criado por causa do Homem" frisou Jesus. O Sabbath nada tem haver com o dia
após a Sexta, mas sim
um dia santificado, separado ao Criador. Citado em Gênesis, a realidade só foi
instituído nos tempos de Moisés.. É importante lembrar que Deus também
instituiu o Ano Sabático (O sétimo, a cada 6 anos) no qual não era realizado
nenhum tipo de plantio. Aos que criticam a idéia das eras geológicas, indagando
o que Deus estaria fazendo durante toda uma era ? Respondemos: Deus
estava Criando. Aliás, Deus nunca parou de Criar ! NO Evangelho de João 5: 17
Jesus afirmou: " Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" e isto num
dia de Sabbath! Através das observações astronômicas, notamos um universo em
contínua criação. Estrelas nascendo, outras morrendo... Outro grande dilema é o
Calendário que usamos atualmente. Ele não foi instituído
por Deus. Influências do EGÍPCIOS, MAIAS, ROMANOS e até do Papa Gregório,
resultaram em nossa maneira de medir o tempo
O PONTO DE VISTA
DE MOISÉS:
Os eventos da Criação
são descritos do ponto de vista de um observador que estaria vendo a criação
realizar-se ao seu redor. A Ordem não é necessariamente cronológica. Por
exemplo, a luz e as trevas são descritas antes do Sol e das Estrelas. Moisés não
escreveu um tratado de geologia ou de astronomia ou de qualquer outra ciência. O
texto nunca nos diz o "quando" da criação, nem nos explica em detalhes como Deus
fez existir a Terra e a vida, nem sequer o "tempo" que Ele gastou !
Entendendo "No
Princípio":
A Expressão "No
Princípio" pode ser entendida muito mais do que "No Início". A tradução do
hebraica faz menção de "Em Princípio". Nem sempre sugere "tempo". Exemplo,
podemos ver o Sol nascer, no "princípio" do dia. Estamos, no caso, fazendo uma
alusão cronológica acerca do que era e o princípio do que será. Uma Continuação.
Usamos também "princípio" para sugerir uma transição. Você muda de uma cidade,
"deixa suas raízes". Estamos falando de uma nova etapa da vida. Falamos mais do
que um princípio. Na realidade, é um princípio de um novo estilo de vida.
Entendendo a
Criação de Deus:
A Criação de Deus não é
uma doutrina de "Era uma vez ...", nem um acontecimento isolado num passado
distante. A Criação é algo que Deus continua fazendo. Deus, cuja a natureza é
criativa, continua criando. A Criação não é nenhuma exposição em um museu de
teologia, mas sim uma Obra permanente de Deus. Precisamos entender os 4 tempos
da Criação: Passado, Presente, Imperfeito e Futuro. Criação no Passado nos fala
do momento em que Deus Criou todas as coisas. No presente, fala Dele sustentando
todas as coisas pelo Seu Poder (Deus não abandonou o Universo, mas controla
todos os eventos). Criação no Imperfeito é mais difícil de entender, pois em
nossa língua não temos este tempo verbal existente na língua original do Novo
Testamento, o grego. Falar da Criação no Imperfeito é falar de uma criação
contínua, de
Deus Criando constantemente... Já Criação no futuro nos demonstra o ato final de
Deus descrito em Apoocalipse 21:1: "...Um Novo Céu e uma Nova Terra".
Evidências Científicas de "Um Princípio"
Big Bang - A maioria dos astrônomos aceitam a explicação de que o
Universo se formou de uma grande explosão ("Haja Luz"). Este fato foi
semelhante a explosão de um bomba de hidrogênio cósmica. Isto é importante para
a Teologia, pois em algum tempo passado "Tudo Começou". "...o visível não foi
feito daquilo que se vê", afirmou o autor de Hebreus, talvez inconscientemente,
referindo-se aos átomos que compõem os elementos !?!
Radiação - Em 1965 Arno
Penzi e Robert Wilson do Laboratório Bell, descobriram que a Terra estava sendo
bombardeada de uma radiação oriunda de todas as partes do Universo. Mais tarde
se descobriu que esta radiação é resultado do Big Bang.
Desvio Para o Vermelho -
Virto Melvin Slipher
descobriu que uma dezenas de galáxias se afastam da Terra em velocidades
altíssimas. A determinação desta velocidade só foi possível através da medição
da luz de cada galáxia. Quanto mais afastada, mais o espectro se desviava para o
Vermelho. Slipher descobriu que isto parecia uma espécie de Estilhaço cósmico.
Nota adicional sobre os Dias da Criação:
A Simetria do esquema de
Gênesis 1 levanta a questão se devemos entender o capítulo cronologicamente ou
de alguma outra maneira. É concebível que a idéia de "forma e repleção" tenha
imposto a presente disposição ao material, parte do qual desenvolve-se em ordem
diferente no capítulo 2 com vistas a ênfase diferente. Ou ainda, como Karl Barth
o vê, a menção da luz antes da do sol e da lua poderia ler-se como "franco
protesto contra toda e qualquer espécie de culto ao Sol", caso em que o objetivo
polêmico teria de ser levado em
conta como contribuindo para a estrutura de Gênesis 1. Outra teoria faz dos seis
dias uma seqüência de dias de instrução dada ao autor, não dias da criação
propriamente dita. Mas ela repousa em grande parte numa errônea compreensão da
palavra "fez" em Ex.20:11. Também, um interesse litúrgico poderia explicar o
esquema de dias, se se pudesse evidenciar que este
"hino" da criação foi composto para a celebração de uma semana festiva do Ano
novo em Israel, semelhante ao rito babilônico de Akitu - hipótese baseada em
fundamento particularmente pobre. Ainda, porém, pode-se insistir em que a ordem
pertence à forma poética da passagem, e não deve ser salientada demais, visto
que o interesse do autor é expor-nos o mundo visível como Obra
das mãos de Deus, e não informa-nos de que este aspecto é mais antigo do que
aquele. Justamente como seria impossivelmente prosaico inquirir o autor de, por
exemplo, Jó 38 "sobre os odres dos céus" ou "laços do Órion", assim seria a
errônea abordagem desta passagem esperar que seu esquema de dias seja
informativo, e não estético. Talvez, uma ou outra dessas sugestões, justifique a
intenção do capítulo. Entretanto, a marcha dos dias é um avanço
progressivo majestoso demais para não incluir nenhuma idéia de seqüência
ordenada. Além disso, parece muita sutileza adotar uma conceituação da passagem
que elimine uma das impressões primordiais que ela causa no leitor comum. É uma
história, e não apenas uma declaração. Como acontece com toda narrativa, exigiu
a escolha de uma perspectiva, do material componente e de um método de narrar.
Em cada um destes itens, a simplicidade constitui a nota dominante. A linguagem
é a de todo dia, descrevendo as coisas segundo a sua aparência. Os
contornos da história são nítidos, livres de exceções e qualificações que
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