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Crianças tocando em homem nu???

por Prof. Paulo Cristiano da Silva - sex set 29, 4:27 pm

CRIANÇA TOCANDO EM HOMEM NU – MUSEU EXPLICA, MAS NÃO JUSTIFICA

Depois da polêmica em que uma criança foi flagrada tocando um homem nu em decúbito dorsal, o Museu de Arte Moderna de São Paulo se defendeu informando que a tal “performance” tratava-se apenas de uma “interpretação” da obra Bicho, da artista Lygia Clark.

Não precisa ser especialista em ética para perceber que a explicação dada em nota não corresponde ao contexto da polêmica, servindo apenas como atenuante à gravidade do ocorrido. Mas, como dizem por ai: “vai que cola”.

O QUE SÃO OS BICHOS E QUEM É LYGIA CLARK

Lygia é uma das fundadoras do Grupo Frente no Rio de Janeiro, liderado por Ivan Serpa em, em rejeição à pintura modernista Brasileira de caráter figurativo e nacionalista.

O que são o “Bichos”? São Esculturas feitas de alumínio, possuindo formas geométricas articuláveis por suas dobradiças. Lygia Clark torna-se uma das pioneiras na arte participativa ao convidar o observador a “brincar” com os bichos, manipulando-os, dialogando, onde essa manipulação é uma forma de valorizar as sensações nos objetos sensoriais.

Para quem não sabe, a obra Bicho, de Lygia Clark é um divisor de águas dentro da arte contemporânea, caraterizada pela quase inexistência da contemplação, portadora de uma racionalidade específica pautada na afetividade sensorial.

Trocado em miúdos, a arte não é mais para ser contemplada e refletida, mas dialogada, tocada: uma arte interativa que evoluiu, segundo a própria escultora, em “terapia”, uma arteterapia.

As coisas começam a descambar quando em 1968 ela faz uma instalação chamada “A casa é o corpo”, onde as pessoas passavam por ambientes chamados: penetração, ovulação, ovulação e expulsão.

Mas o Museu de São Paulo foi mais longe: na sua “interpretação” dos Bichos, permitiu que um cara nu fosse tocado por uma criança. Mesmo dando vazão às ideias bizarras dessa artista de interagir com sua escultura, não há razão lógica e moral em conceder essa performance. Ora, mesmo que possamos assumir uma alegada interação sensorial, essa não poderia se dar por meio de uma pessoa vestida? Por que tem de ser nua? Outra: quem disse que uma pessoa nua substitui uma escultura ou obra de arte? Temos aqui uma extrapolação de ideias em nome da “interpretação” da tal “liberdade artística.”

O pior é que, segundo as ideias da autora, a obra de arte não é passiva, ela deve reagir sensorialmente ao seu interlocutor, no caso o público. Em outras palavras, ao ser tocado o cara deve reagir com sensações interagindo com quem o toca. É claro que não precisamos fazer muito esforço para interpretar o que está ocorrendo aí, não é mesmo?

LIBERDADE ARTÍSTICA, MAS NEM TANTO

A Constituição Federal em seu Capítulo V da Comunicação Social, onde fala sobre a imprensa e veículos de comunicação assegura ampla liberdade na produção da arte, nas suas mais variadas formas, não estando sujeitas a qualquer restrição por parte do Estado. Contudo, […] tratando-se de diversões e espetáculos públicos, o Poder Público poderá estabelecer faixas etárias recomendadas, locais e horários para a apresentação. Ao mesmo tempo a lei federal deverá estabelecer meios para que qualquer pessoa ou família possa defender-se de programações de rádio e televisão que atentem contra os valores éticos vigentes (CF, art. 220, § 3°, I e II).

Ora, o que está ocorrendo no Museu, resguardada as devidas proporções é análogo. Não se trata na verdade de uma “obra de arte”, mas de um espetáculo disfarçado de exposição. Se na retórica dos curadores do Museu isso não fica tão claro é devido exclusivamente a uma mera manobra semântica, justificada pelo apelo à interpretação feita à revelia da imaginação. Diga-se, uma imaginação doentia de pessoas degeneradas pela ideologia de gênero.
No final a nota explicativa tenta justificar a presença da criança alegando que a mesma “estava acompanhada de sua mãe durante a abertura da exposição”. Mas isso é querer justificar um erro com outro erro, no caso a irresponsabilidade dos pais que permite que uma criança contemple um adulto masculino nu. Só isso.

Se isso for sinônimo de arte moderna, ou pós-moderna, ou seja lá o que for, prefiro voltar à arte medieval. Aquela pelo menos tinha sentido e moral.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO MUSEU

O Museu de Arte Moderna de São Paulo informa que a performance “La Bête”, que está sendo questionada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em evento de inauguração.
É importante ressaltar que o Museu tem a prática de sinalizar aos visitantes qualquer tema sensível à restrição de público. Neste sentido, a sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística. O trabalho não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, artista historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas.

É importante ressaltar que o material apresentado nas plataformas digitais omite a informação de que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada de sua mãe durante a abertura da exposição.

Portanto, os esclarecimentos acima denotam que as referências à inadequação da situação são fora de contexto.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

3 Comentários

Comentários 1 - 3 de 3Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Depois que um General fala em “impor uma solução” estes esquerdopatas malucos tresloucados vem no plantão da reclamação fazer mi mi mi contra uma suposta intervenção militar …
    (João 2:15 tendo feito um chicote de cordas) isso que precisa nas costas destes sicários do diabo.

    1. pois é meu filho.Mas quem pediu explicações ao general foi o tal Raul Jungmann, ministro golpista que você, herege defensor de mercador da fé, ajudou a colocar lá

    2. Força e Honra ao General … (você sabe quem)

      Eu desconheço, se o ministro (você sabe quem) é tudo isso que você arrotou, mas acredito que não porque ele não é parente seu, e nem filho de sua mãe aí do comercio noturno.

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