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Demonizando quem não se pode vencer

por cacp - sex set 03, 4:47 pm

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Algumas vezes os fatos de perseguição contra cristãos descritos nos artigos podem parecer algo exagerado sobre a atuação muçulmana para impedir o direito que todo ser humano deveria ter: o direito humano básico de poder escolher a religião (ou nenhuma delas) que deseja praticar. Na imprensa dos países muçulmanos essas perseguições aos cristãos são abafadas e quase nada se publica. Aqui transcrevemos um raro artigo do jornal marroquino Maroc-Hebdo. Esse artigo de um repórter que defende a expulsão dos missionários cristãos comprova os fatos publicados em outras reportagens cujos links estão no final do texto. Não repare no título de mau-gosto que propagandeia os cristãos como sendo capangas do diabo para os leitores do jornal marroquino e leia agora.

Homens de Deus ou capangas de Satã?

Depois do estouro em março de 2010 do caso do orfanato de Ain Leuh, quando 40 evangelizadores ocidentais foram expulsos do Marrocos, uma segunda onda de vinte estrangeiros “ativistas cristãos” acabam de ser notificados, no dia 10 de maio (de 2010), com a ordem de deixar o Reino (do Marrocos). Pelo mesmo motivo: proselitismo (cristão), uma atividade ilegal sob o direito marroquino.

A multiplicação desse tipo de eventos mostra que o Marrocos está sendo objeto de um aberto proselitismo internacional, sob a condução de evangelistas americanos. E as crianças de pouca idade, de preferência aquelas sem família como em Ain Leuh, parecem ser seu alvo privilegiado.

O mais grave nesse caso, é que esse fenômeno não se limita aos “missionários” pontuais que vem trazer a boa palavra aos nativos que somos nós. O fenômeno engloba também instituições que tem fachada legal. O exemplo mais recente foi aquele do garoto de doze anos convertido ao cristianismo entre as paredes de uma “academia prestigiada de ensino privado” americana em Casablanca. O caso é objeto de um processo junto ao tribunal de Casablanca, a partir da queixa entregue pelo pai da criança contra a dita “academia”.

….(continua o articulista, mencionando que os casos de pedofilia na igreja católica, como que usando esses fatos para desacreditar a religião cristã como um todo, insinuando indiretamente através dessa associação de fatos como se todos os cristãos fossem algo parecido e como se a pedofilia também não ocorresse nos países muçulmanos. Continua o articulista)…

Voltando às últimas expulsões ocorridas no Marrocos, Aidan Clay, diretor regional para o Oriente Médio de uma organização internacional de defesa dos cristãos (ele não menciona, mas essa organização é a International Christian Concern,www.icc.org ) declarou: “O que na superfície parecem ser leis marroquinas contra o proselitismo, são na realidade leis contra a conversão religiosa – nenhum muçulmano se converterá à uma outra religião se são impedidos de conhecer sobre as outras religiões. Isso viola diretamente o direito fundamental à liberdade religiosa – a capacidade de adotar a religião de sua escolha.” Subentendendo-se que o Islã seria “intelectualmente” muito fraco para resistir a uma confrontação de ideias com outras religiões. Nada de menos verdadeiro isso. É mesmo completamente o oposto. Como prova, é por multidões que os não muçulmanos de nascença, exclusivamente adultos dos mais instruídos, adotam a fé muçulmana em todo o mundo. Especialmente os americanos, e mesmo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001”.

Análise do artigo de Abdellah Rajy

Esse artigo mostra a grande dificuldade que os muçulmanos têm para aceitar uma via de adoração a Deus diferente da sua. Mostra também como boa parte da imprensa nos países muçulmanos lança as sementes do ódio e desprezo contra os cristãos, chamando-os de discípulos de Satã. Essa lavagem cerebral feita desde a infância contribui muito para criar um ambiente de perseguição religiosa fortíssima que vai contra os direitos humanos básicos de nossos irmãos de fé cristã que vivem nesses países. Crianças: cuidado com os cristãos, eles são demônios! Essa é a manipulação desonesta pela qual passam os habitantes desses países.

Quem lê o artigo também fica com a idéia de que toda evangelização é feita sobre inocentes e indefesas criancinhas, o que não é verdade. Sabemos muito bem sobre os grandes números de muçulmanos adultos que deixam essa fé ao conhecer o amor de Cristo. Mesmo teólogos muçulmanos, como o renomado Sheik Ahmed Katani, reconhecem que sua fé está perdendo adeptos aos milhões no mundo todo.

Em primeiro lugar, se o Islã é assim tão forte intelectualmente como o autor do artigo acredita, então:

• Porque existem as leis antiapostasia e da blasfêmia em quase todos os países muçulmanos, da África até à Ásia?

• Para que os extremistas muçulmanos estão propondo e conseguindo avançar na radical adoção da lei Sharia, que condena à pena de morte aqueles que deixam a religião muçulmana (apóstatas)?

• Porque centenas e mesmo milhares de adultos instruídos e mesmo ex-religiosos muçulmanos que se converteram à fé cristã nesses países foram e são perseguidos, presos, torturados e mesmo mortos?

• Por que autorizações para construir igrejas cristãs nesses países não são concedidas pelo governo num procedimento que segundo o historiador Philip Jenkins vem desde a época medieval, atrasada e obscurantista de há 1.300 anos atrás?

O raciocínio mais direto em resposta para todas essas perguntas é: medo. Se estamos perdendo campo vamos radicalizar e punir quem nos deixa. A punição serve para reduzir a prática de um crime. No caso, o “crime” é ser ou decicir ser cristão ou praticante de outra fé nos países muçulmanos. Criminalizar alguém pela religião que professa é um atentado grave contra os mais básicos direitos humanos e alguns desses países assinaram a Declaração dos Direitos Humanos da ONU. Outros se recusam a assinar, por motivos que são óbvios: estariam aceitando uma legislação de proteção aos direitos dos cidadãos de seus países que é incompatível com a implantação da lei muçulmana Sharia.

O crescimento ‘vertiginoso’ do Islã

Mas…todos ficam falando que o Islã é a religião que mais cresce no mundo! Então por que estão com medo a ponto de impor a pena de morte para quem deixa a fé maometana? Se estão crescendo tanto, quem é bobo de deixar de ser muçulmano? Por que então ameaçar de morte quem deixa o Islã? Simples: por que o Islã na verdade está perdendo campo perante outras religiões.

Pode ser ainda menos do que 2.8 milhões. Na verdade, as estimativas de muçulmanos que vivem nos EUA variam entre 1.3 milhão e 7 milhões:

• American Religious Identification Survey=1.3 million (2008)

• Pew Research Center=2.5 million (2009

• Encyclopædia Britannica=4.7 million (2004)

• Council on American-Islamic Relations (CAIR)=7 million (2010

A pesquisa da American Religious Identification Survey é a official do governo norteamericano. A pesquisa da CAIR deve ser tratada com distanciamento pois a CAIR é uma organização que faz o lobby islâmico nos EUA e portanto poderia tentar refletir números acima da realidade para fortalecer sua causa.

Uma coisa é certa: ao contrário dos cristãos que são forçados a se esconder por medo de perseguição nos países muçulmanos, nos EUA todos podem livremente dizer que são muçulmanos sem risco de perseguições e contra suas vidas. Um exemplo de democracia a ser seguido por todos os países muçulmanos. A pesquisa então é muito realista: o governo americano nos diz que existem 1.3 milhões de muçulmanos nos EUA.

Diz ainda que os EUA tem 300 milhões de habitantes dos quais 173 milhões são cristãos, um aumento na população cristã de 14% entre 1990 e 2008. Segundo o governo americano, desses 1.3 milhões de muçulmanos, 60% são imigrantes e portanto não foram convertidos mas trouxeram a sua fé de seus países de origem (Paquistão, Iraque, etc.). Os restantes quarenta porcento (40%) são os convertidos, ou seja 520 mil convertidos. Esses 520 mil muçulmanos americanos são as “multidões” convertidas que menciona o articulista marroquino Abdellah Rajy.

Mesmo que fossem 40% de convertidos sobre os 4.6 milhões de muçulmanos americanos estimados pela Enciclopaedia Brittanica, isso resulta em 1.8 milhão de convertidos. Bem abaixo dos 7 ou 10 milhões de convertidos que algumas fontes citam por aí. Como é isso de viver na ilusão…

Muçulmanos que evaporam

Além disso, segundo uma pesquisa feita pelo Dr. Ilyas Ba-Yunus, professor emérito de sociologia da Universidade Estadual de Nova York: 75 entre 100 novos muçulmanos deixam esta fé maometana em até 3 (três) anos depois da “conversão”. Ou seja, 75% dos convertidos a cada ano, não serão mais muçulmanos daqui a três anos. Mas às vezes nem passa um ano da conversão: o filho do fundador da Índia Mahatma Gandhi, o sr. Harilal Ghandi, converteu-se à fé muçulmana por poucos meses e logo voltou à religião hinduísta.

Quem foi o Dr. Ilya Ba-Younus? Foi um cristão aliado de Satã e contra a fé muçulmana? Não. Sociólogo e muçulmano americano formado pela Universidade do Illinois, nascido no Paquistão e primeiro presidente e membro fundador da Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA), professor da Universidade Bradley, diretor executivo da Islamic Media Foundation (IMF). É certamente uma fonte confiável e ele afirma que 75% dos convertidos abandonam a fé muçulmana dentro de 3 anos.

Mentiras dos imperialistas ianques…

Mas será que essas estatísticas são coisa de americanos imperialistas? Vejam o que diz a agência oficial de notícias russa Interfax em reportagem de 2005: “2 milhões de muçulmanos adotam o batismo (cristão) na Rússia enquanto apenas 2,5 mil russos se convertem ao islã – como resultado a proporção de muçulmanos na Ossétia do Norte caiu 30% enquanto que na região de Beslan onde os muçulmanos eram 30% a 40% da população esse percentual caiu para 15%”.

O motivo, segundo o especialista russo Roman Silantyev, secretário-executivo do Conselho Inter-religioso da Rússia: “Mesmo as fontes muçulmanas confirmam que a cada ação terrorista, milhares e mesmo dezenas de milhares de muçulmanos da região adotam o batismo”. São gente pacífica que não querem ter nada a ver com atentados de homens-bomba e similares.

Por que essa rejeição à fé muçulmana? Leiam e se informem a respeito neste site e na Internet e entenderão o porquê. Leiam o artigo abaixo sobre o aumento do cristianismo no maior país muçulmano do mundo: a Indonésia e verão como o extremismo muçulmano empurra gente de paz para fora da fé islâmica.

Liberdade de culto já! 

O que o Marrocos e outros países do mesmo tipo deveriam fazer é partir para o debate franco e aberto, sem ameaças de morte e cadeia para quem decide adorar a Deus de outro modo que não o Islã. É o que acontece nos países democráticos ocidentais, onde a comunidade muçulmana moderada pode praticar sua religião livremente e sem nenhuma restrição, perseguição, cadeia ou martírio.

Esperamos que a modernização desses países gradualmente vá eliminando os conceitos medievais nos quais se baseiam para perseguir aqueles que pensam diferente deles.

Até quando vamos esperar para ter o direito da reciprocidade aplicado aos cristãos que vivem nos países muçulmanos? O articulista marroquino Abdellah Rajy deu muitas voltas, mas não responde a essa questão de crucial importância para todos os países que vivem ou desejam viver a liberdade de expressão.

Por Abdellah Rajy – Fonte: http://timedecristo.wordpress.com

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