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Destino existe?

por Pr. Natanael Rinaldi - seg ago 03, 11:34 am

PERGUNTA: Quando alguém sofre uma tragédia costumamos ouvir alguém dizer: “Chegou a sua hora. Foi da vontade de Deus.” E certa essa forma de pensar, que existe um destino inflexível do qual ninguém possa escapar? Segundo a crença popular, o que é destino também conhecido por fatalismo?

RESPOSTA: Destino ou fatalismo é a crença popular de que os acontecimentos são determinados por forças que os seres humanos não podem controlar. Geralmente admitem os que creem no destino que a vida de cada pessoa é determinada pela posição dos astros no dia do nascimento. Cada pessoa nasce com um signo que vai determinar sua vida no futuro e desse destino ninguém escapa. Outros admitem que essa força é a vontade de Deus e tudo o que acontece é  porque assim Deus determinou.

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PERGUNTA: O que diz a Bíblia sobre o destino? Apoia a Bíblia essa crença no destino?

RESPOSTA: Se o momento e o modo de toda a pessoa morrer fossem já fixados na ocasião do nascimento ou antes, não haveria necessidade de alguém evitar situações perigosas ou de cuidar da saúde e as precauções não alterariam os índices de mortalidade. E nesse sentido lemos o que a Bíblia diz: “O temor do Senhor prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados. ”(Pv 10.27) Em Ec 7.17 se declara que o homem que peca demais, tem os seus dias abreviados, ou seja morre antes do tempo: “Não sejas demasiadamente perverso nem sejas louco; por que morrerias fora do teu tempo?” Ainda o SI 55.23 se lê: “Homens sanguinários e fraudulentos não chegarão à metade dos seus dias.”

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PERGUNTA: E como se interpreta Ec 3.1,2 que fala de um tempo para morrer? Não seria isso destino um tempo fixo para morrer?

RESPOSTA: Não. O que Ec 3.1,2 ensina é que há tempo para as pessoas nascerem e tempo para morrerem. Por exemplo, no SI 90.10 limite o tempo da nossa vida a setenta ou oitenta anos, mas não um dia fixado para cada pessoa para nascer e um dia fixado para morrer não haveria necessidade de precauções na vida. Uns morrem mais cedo outros morrem mais tarde, mas a vida do homem na terra está limitada. Há um tempo de morrer (Hb 9.27; Ec 9.11)

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PERGUNTA: Quer dizer então que em muitos casos a própria pessoa é que é culpada quando algo sai errado?

RESPOSTA: Sim, em muitos casos a própria pessoa é a culpada quando algo sai errado. Fracassos na escola, no trabalho ou nos relacionamentos humanos podem ser fruto da falta de esforço e de um bom treinamento. Doenças, acidentes e mortes também podem ser consequência de negligência. O simples uso do cinto de segurança, por exemplo, reduz muito a probabilidade de um acidente automobilístico fatal. O cinto de segurança de nada adiantaria se existisse mesmo o fatalismo ou destino. Assistência médica e saneamento também reduzem tremendamente o número de mortes prematuras. Até mesmo algumas tragédias em geral atribuídas a Deus são, na verdade, provocadas pelo homem.

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PERGUNTA: Então não se pode dizer que tudo o que acontece é a vontade de Deus e que o homem tem culpa por grande parte do sofrimento individual e de outros da humanidade?

RESPOSTA: Sem dúvida que tem. Nem sempre o que acontece é a vontade de Deus. Por exemplo a Bíblia diz que Deus quer que todos se arrependam em 2 Pe 3.9. Vou ler: “Ele (Deus) é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça senão que todos cheguem ao arrependimento.” Não é da vontade de Deus quando alguém não se arrepende e por viver no pecado venha a sofrer as consequências dos seus atos pecaminosos. Em Rm 6:3 Paulo declara que o salário do pecado é a morte… Se tudo o que qualquer pessoa faz fosse a vontade de Deus, então todos se arrependeriam e encontrariam a salvação na pessoa de Jesus Cristo, que prometeu nunca rejeitar qualquer pessoa que a ele viesse (Jo 6.37)

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PERGUNTA: É verdade que, às vezes, não se sabem claramente quais são as causas de muitos acontecimentos lamentáveis?

RESPOSTA: Sim. Nem sempre se sabe quais as causas de muitos infaustos acontecimentos. Isso foi dito por Jesus quando lhe contaram de uma tragédia que ocasionou a queda de uma torre que resultou na morte violenta de dezoito pessoas (Lc 13.4,5). Disse Jesus que essa tragédia não foi por causa de serem maiores dos que os demais moradores de Jerusalém os pecados dos que morreram. O arrependimento é uma condição necessária para todos os homens, porque todos são pecadores (Rm 5.12) Foi o imprevisto (Ec 9.11) Por isso não se pode que o Criador esteja por trás de certas tragédias ou desastres e que as pessoas foram punidas por Deus.

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PERGUNTA: Pode dizer-se que existem prejuízos para aqueles que creem no destino?

RESPOSTA: Existem, sem dúvida prejuízos, para quem crê no destino ou fatalismo. Um deles é quem assim crê: elimina o senso de responsabilidade da pessoa. Imagine, por exemplo, que o sistema de direção de um carro está com defeito. Se o dono do carro tem um forte senso de responsabilidade, ele o manda consertar, por respeito à sua vida e à vida dos passageiros. Já quem acredita no destino talvez ignora o risco por pensar que o carro só terá um problema se for da vontade de Deus. A crença no destino sem dúvida pode facilmente ser um estímulo para a imprudência e para a preguiça, pode levar a pessoa a não aceitar a responsabilidade por seus atos, pode ainda ser um incentivo para uma quantidade enorme de outras características negativas. Além disso, elimina o senso de responsabilidade para com Deus. E um deles é o arrependimento, seguido da fé na pessoa de Jesus Cristo como Senhor e Salvador (At 4.12 / 16.30,31).

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PERGUNTA: Será que o fato de Deus ter a capacidade de prever eventos prova que ele faz isso com respeito a todas as ações de todas as suas criaturas?

RESPOSTA: Embora seja correto aceitar que Deus, na sua presciência, possa falar da vida de cada pessoa (Rm 8.29), a escolha é deixada a critério de cada pessoa. Repetindo que embora haja a presciência de modo que Deus sabe todos os acontecimentos de antemão, ele não determina que o homem haja de um modo ou de outro. Ele fala com antecedência do que o homem escolherá. Ele deixa que o homem faça a sua escolha Dt 30.19,20; Rm 2.4,5; Há no fim uma prestação de contas. Ap 22.17.


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