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Deus: seus atos

por Artigo compilado - qui out 08, 7:01 pm

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“Porque o Senhor é Deus grande, e Rei grande acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. Seu é o mar, pois ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca” (Salmo 95.3-5).

 

  • Deus Criou o Universo?

O que a Bíblia diz sobre a formação do universo? Foi Deus quem o criou? Ele se originou naturalmente? Ou Deus utilizou algum processo evolutivo para criá-lo? A Bíblia não deixa dúvidas neste ponto. O universo foi formado por uma série de atos criativos de Deus.

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos reconhecem em Deus o Criador. “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1). “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.3). “Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenes 1.16). “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11.3).

O primeiro capítulo de Gênesis refere-se a Deus como o Criador dezessete vezes. O restante das Escrituras faz menção dos atos criadores de Deus aproximadamente cinquenta vezes. E óbvio que a Bíblia ensina que Deus é o Criador do universo.

As Escrituras também mostram que Deus criou o homem. “Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1.27).

A teoria evolucionista diverge do relato bíblico da criação. O evolucionismo prega que tudo se desenvolveu através de transformações lentas e graduais. Todas as plantas e animais evoluíram de formas simples para formas mais complexas, como resultado de mutações favoráveis. Segundo seu ponto de vista, o homem também evoluiu dessa maneira até atingir sua atual forma complexa. Esta teoria não dá margem para a existência de um criador.

Há quem procure associar a teoria evolucionista a um criador. Chama-se a isto evolução teísta. Esta teoria afirma, essencialmente, que Deus utilizou o processo evolutivo para criar as coisas como são. Mas isso é uma contradição ao que a Bíblia diz. Quando Deus criou o homem, criou-o por completo. “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente” (Gênesis 2.7).

Esta criação instantânea do homem indica que Deus não fez uso de uma longa série de mudanças para trazê-lo ao atual estágio. Além do mais, ele comprovou que tem poder suficiente para criar as coisas instantaneamente. Para que levar todo o tempo necessário a uma evolução para trazer cada espécie ao estágio atual?

A Bíblia ensina que a morte é uma consequência do pecado. Antes do pecado ter entrado no mundo não havia morte. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens” (Romanos 5.12).

Se aceitássemos a teoria evolucionista teísta, precisaríamos imaginar que muitos animais e espécimes humanos primitivos morreram anteriormente a Adão e aos animais do Jardim do Éden. No entanto, a Bíblia afirma que não havia morte antes de Adão. Essa teoria, que procura uma conjugação ideal dos dois mundos, não faz justiça à Bíblia.

Concluímos portanto que:

  1. A Bíblia mostra que o homem e o universo foram formados por atos criadores especiais de Deus.
  2. A teoria evolucionista, que afirma que tudo é resultado de transformações lentas e graduais, devido a mutações favoráveis de cada espécie, vai contra a versão da Bíblia sobre o que aconteceu.
  3. Segundo a teoria da evolução teísta, Deus utilizou o processo evolutivo para criar o homem. Mas o testemunho da Escritura a contradiz.

 

 

  • Seria Possível Que Deus Tenha Criado o Mundo e Saído de Cena?

Existe uma forma de encarar a natureza de Deus chamada deísmo. Os deístas acreditam que Deus criou o mundo, deu o pontapé inicial, mas saiu de cena. O Deus que o deísmo pinta não exerce um papel ativo no mundo que criou, permitindo que o universo seja regido pelas leis naturais e autosuficientes por ele estabelecidas. Embora acreditem na criação sobrenatural do mundo, os deístas não creem na intervenção sobrenatural nele. Considerando que não há intervenção sobrenatural da parte de Deus, eles acreditam que milagres não acontecem. Negam, portanto, os relatos milagrosos da Escritura.

O deísmo está em desacordo com o Deus revelado nas Escrituras. Se Deus teve capacidade para criar o universo, como concordam os deístas, então certamente também é capaz de operar outros milagres de menor magnitude. Foi isso que a Bíblia diz que aconteceu. Exemplo: Deus falou a Moisés num arbusto em chamas que não se consumia. Deus conduziu os filhos de Israel de maneira sobrenatural, por meio de uma nuvem de dia e uma coluna de fogo à noite. A Bíblia é, de uma capa à outra, um relato de intervenções milagrosas de Deus na história do homem. Admitir o milagre da criação, mas negar outros milagres é uma postura incoerente. O milagre mais importante que o deísmo nega é a ressurreição de Jesus Cristo, milagre esse que é o alicerce do Cristianismo.

Além disso, na postura deísta, Deus é como um hábil “relojoeiro”. Ele fabricou o relógio, deu corda e foi embora. A Bíblia, por sua vez, mostra um Deus muito maior do que um hábil “relojoeiro”. Ele é um Pai cheio de amor, que tem interesse particular por seus filhos. Deus deseja que a humanidade clame a ele quando tiver uma necessidade. O salmista registrou as palavras de Deus: “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmo 50.15). A postura deísta, que Deus criou o universo, mas não participa do seu andamento, diverge do que diz a Bíblia.

 

 

  • Por Que Deus Criou o Homem?

Ouvimos dizer com frequência que Deus criou o homem porque precisava amar alguém. Deus precisa do nosso amor? Ele tem necessidade de qualquer espécie de ajuda? A resposta é não. Deus não precisa que nada exista. Ele é suficiente em si mesmo. Sua existência não depende de anjos ou do homem, pois ele é completo. Disse Jesus em alusão a Deus, o Pai: “Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo…” (João 5.26).

O apóstolo Paulo testificou a existência independente de Deus quando discursou no Monte de Marte: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (Atos 17.24-25).

A suficiência de Deus é um assunto que se acha tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Aqueles que, erroneamente, pensam que Deus criou o homem porque precisava de amor, não entenderam bem a situação. Deus já existia antes que anjos ou homens fossem criados. Conforme vimos, Deus é uma Trindade constituída de Pai, Filho e Espírito Santo. Já havia amor e comunicação na Trindade. Nada faltava a Deus para que precisasse criar o homem.

Se assim fosse, então por que o homem foi criado? Para glorificar a Deus. Quando foi posto na terra, o homem tinha a alternativa de confiar em Deus ou de desobedecê-lo. Nós temos a oportunidade de escolher Deus e desfrutar dele por toda a eternidade.

O apóstolo Paulo disse ainda, no mesmo discurso no Monte de Marte: “E de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós; porque nele vivemos e nos movemos…” (Atos 17.26-28).

Esta é a razão de termos sido criados. Não foi para benefício de Deus, mas sim nosso. Seguindo as instruções que ele nos deu, podemos descobrir a finalidade de nossa existência.

 

 

  • Por Que Deus Criou o Mundo, Se Sabia Que Haveria Tanta Dor?

Quando Deus criou o mundo e deu ao homem poder de escolha, sabia que este iria desobedecê-lo. Como Deus sabe tudo, tinha consciência de que a dor e o sofrimento seriam inevitáveis. Sendo este o caso, então por que ele criou o homem, para início de conversa? Deus tinha várias opções. Ele poderia ter decidido não criar o ser humano. Nesse caso não haveria lugar para esta discussão.

Ele poderia ter feito o homem como um robô que não tem poder de escolha. Assim não haveria pecado. Não haveria também opção. Se tudo fosse programado, o homem não teria importância. Não haveria amor e a vida não teria sentido. O homem não passaria de uma máquina.

Ocorre que Deus resolveu dotar o homem de livre-arbítrio. A capacidade de escolher é própria de uma pessoa. Ao dar ao ser humano essa faculdade, o fator desobediência tornou-se uma possibilidade real. Devido à desobediência do homem, a dor e a tristeza passaram a ser uma realidade; mas o amor, a esperança e o sentido para a vida também se tornaram reais.

Para que o homem tenha qualquer importância, ele precisa poder escolher. Ele fez sua escolha e se rebelou contra Deus. É por isso que existe dor e sofrimento. Deus resolveu dotar o homem com o poder de escolha e permitir que experimentasse tanto o amor quanto o ódio, tanto a dor quanto o sofrimento.

O porquê de tê-lo dotado com a capacidade de escolher, ele não nos revela. A Bíblia diz apenas que foi assim que Deus fez o homem.

 

  1. Deus Criou Outros Mundos Habitados Além do Nosso?

O que a Bíblia diz acerca de vida inteligente em outros planetas? Ela não dá uma resposta definida para a questão de vida em outros mundos. Não nos é dito nada sobre a existência de outras civilizações em outro ponto do universo. Como a Bíblia não se pronuncia sobre o assunto, devemos fazer o mesmo.

Ela menciona a existência de outro tipo de vida inteligente, mas no mundo espiritual. Esses seres espirituais são conhecidos como anjos. A palavra traduzida por “anjo” deriva de uma palavra grega cujo significado é “mensageiro”. Os anjos, que foram criados por Deus, lhe servem de mensageiros. Há muito tempo um deles rebelou-se contra Deus e arrastou outros para a rebeldia. O nome desse anjo é Lúcifer. Lúcifer tornou-se Satanás, ou o Diabo, ao rebelar-se, tendo sido banido juntamente com os seus da presença de Deus. Entretanto, estes e os demais anjos não integram uma civilização localizada em outra parte do universo.

Se há outras civilizações além da nossa, então as mesmas leis morais se aplicam a elas, pois o caráter moral de Deus não muda.

A Bíblia não diz nada sobre outras civilizações em nosso universo. Não nos é dito se Deus criou outra raça como a nossa ou se criou uma totalmente diferente. A descoberta de outra civilização, ou a eventualidade de um contato de outro povo conosco, não contradiria o que a Bíblia diz sobre o assunto, porque ela simplesmente não diz absolutamente nada.

 

 

  • Deus Mantém o Universo em Funcionamento?

Embora a Bíblia ensine que Deus criou o universo, há quem conteste sua participação nele. Algumas pessoas asseveram que ele não tem parte no andamento ordenado das coisas. A Bíblia, contudo, afirma o contrário. Deus sustenta e controla o universo que criou. “Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e a ordem estabelecida da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, de modo que bramem as suas ondas; o Senhor dos exércitos é o seu nome” (Jeremias 31.35).

Se Deus deixasse de controlar e sustentar o universo por um instante sequer, este se desintegraria. A Bíblia diz que tudo depende dele, seja a mudança de estações, o crescimento de plantas e animais ou o movimento da terra e das estrelas.

O profeta Daniel disse ao rei pagão Belsazar que Deus tem nas mãos as nossas vidas. “…deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, a ele não glorificaste” (Daniel 5.23).

O Novo Testamento nos assevera que é Jesus Cristo quem mantém o universo estruturado. “Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas” (Colossenses 1.17).

Estas passagens bíblicas indicam que Deus está intimamente envolvido no funcionamento de seu universo. É a vontade dele que sustenta tudo. Sem seu envolvimento direto o universo deixaria de funcionar.

 

 

  • Deus Tem um Papel Ativo nos Assuntos da Humanidade?

Deus fez sentir sua presença na humanidade desde o início dos tempos. Algumas vezes era óbvio; outras, nem tanto. Ele se revelou de diversas formas.

Deus revelou-se a Moisés numa sarça ardente que não se consumia. “E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia” (Êxodo 3.2).

Deus conduziu os filhos de Israel de forma sobrenatural. “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13.21).

O povo tinha consciência de que Deus estava intimamente envolvido em sua vida. O profeta Amós disse: “Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?” (Amós 3.6).

Deus se preocupa com a humanidade, como disse Jesus: “Não se vendem dois passarinhos por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos” (Mateus 10.29-31).

A Bíblia, portanto, indica claramente que Deus está profundamente envolvido nos assuntos da humanidade. Seu maior envolvimento se deu ao enviar seu Filho. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1.1-3). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

 

 

  • Deus Criou o Homem Como um Ser Rebelde?

O ser humano permanece em rebeldia contra o Deus que o criou. Embora reconheça a existência de Deus, ele não segue os critérios que este estabeleceu. Foi assim que Deus criou o homem? Ele foi feito para ser rebelde? A Bíblia diz que o homem se rebelou contra Deus por escolha própria, não por ter sido criado assim.

Deus queria que o homem dependesse dele e lhe obedecesse. Adão tinha a opção de obedecer ou de desobedecer a Deus. “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2.16-17).

O homem preferiu agir independentemente. Quando Adão e Eva comeram do fruto da árvore que Deus havia ordenado não comessem, introduziram o pecado no mundo. O apóstolo Paulo comentou tal atitude: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Romanos 5.12).

Então foi o homem que atraiu a rebeldia sobre si, ao desobedecer o mandamento de Deus. A consequência de sua rebeldia foi o pecado. Não era isso que Deus queria ou desejava. Ele havia advertido o homem sobre as consequências em caso de desobediência, mas este se rebelou assim mesmo. Nossa natureza rebelde não pode ser atribuída a Deus, mas sim a Adão e Eva por terem se rebelado contra Deus no princípio.

 

 

  • Qual É o Significado da Afirmativa: “O Homem Foi Feito à Imagem de Deus?

A Bíblia afirma que o homem foi criado à imagem de Deus. “Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1.27). “…No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez. Homem e mulher os criou; e os abençoou, e os chamou pelo nome de homem, no dia em que foram criados” (Gênesis 5.1-2).

O que significa dizer que o homem foi criado à imagem de Deus? Significa que Deus e o homem possuem muitas coisas em comum. Quando criou o homem, Deus o dotou de vários atributos: personalidade, poder de escolha, emoções, senso moral e criatividade, entre outros.

Tanto o homem quanto Deus possuem personalidade, o que equivale dizer que ambos são capazes de pensar e de se comunicar como seres racionais. Os dois têm identidade própria, distinta da de outros seres racionais e objetos inanimados. O ser humano e Deus também têm a capacidade de se comunicarem com outros seres racionais. Diz a Bíblia: “E vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Colossenses 3.10).

Outra característica comum aos dois é o poder de escolha. Tanto Deus quanto o homem são seres dotados do poder de escolha, embora Deus não possa escolher o mal. Nem ele nem o ser humano foram programados ou forçados a uma determinada escolha. Deus deu essa liberdade ao homem, sendo este responsável pelas decisões que toma.

Ambos têm emoções. Por exemplo: cada um deles pode dar e receber amor. Deus pode ficar zangado assim como o homem. Os dois têm a capacidade de sentir e exprimir emoções.

O senso moral de certo e errado é comum ao ser humano e a Deus. Ambos conhecem e compreendem a diferença entre o bem e o mal. Como diz a Bíblia: “E a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.24).

A criatividade é outro atributo que Deus e o homem têm em comum. Segundo a Bíblia, Deus criou o universo e tudo que há nele. O homem também é um ser criativo, criatividade essa que lhe foi dada por Deus.

O homem foi criado à imagem moral e intelectual de Deus — a essa imagem é que foi criado. Foi ainda dotado de muitas características do próprio Deus.

 

 

  • Qual É a Relação de Deus com Israel?

De todas as nações da terra, Deus decidiu operar especificamente através de uma — a nação de Israel. Embora ame toda a humanidade, ele estabeleceu um relacionamento especial com Israel.

Povo escolhido. Os judeus são o povo escolhido de Deus. Foram especialmente escolhidos para serem suas testemunhas para os descrentes. Foi a Israel que veio a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Que vantagem, pois, tem o judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus” (Romanos 3.1-2). “Digo a verdade em Cristo, não minto, dando testemunho comigo a minha consciência no Espírito Santo, que tenho grande tristeza e incessante dor no meu coração. Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; os quais são israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os pactos, e a promulgação da lei, e o culto, e as promessas; de quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente. Amém” (Romanos 9.1-5).

Israel teve o grande privilégio de receber a revelação de Deus para a raça humana. Foi aos israelitas que os profetas de Deus se manifestaram. Como povo escolhido de Deus, deveriam ser testemunhas do Deus vivo e verdadeiro na terra que ele lhes deu.

Pela escolha de Deus. A Bíblia, contudo, deixa claro que Deus escolheu Israel para ser seu instrumento, porque era o que queria, e não porque fosse melhor do que qualquer outra nação. “Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o Senhor teu Deus te dá esta boa terra para a possuíres, pois tu és povo de dura cerviz” (Deuteronômio 9.6).

Deus concedeu muitas bênçãos especiais a Israel. Juntamente com elas veio uma grande responsabilidade de manter o que Deus havia lhes confiado. Quando deixaram de dar seu testemunho piedoso ao mundo, ele os julgou. Jesus não deixou dúvidas de que grandes bênçãos acarretam grande responsabilidade. “Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá” (Lucas 12.48).

A situação atual. Deus não está mais usando a nação de Israel como agente de testificação aos incrédulos. Ao invés de haver um testemunho de âmbito nacional na Palestina, de forma que todas as nações pudessem ver Deus operando através de um povo, ele agora está disseminando sua Palavra por intermédio dos seus crentes. Jesus disse que aqueles que nele creem devem sair e pregar as boas-novas. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19).

Resumindo o que a Bíblia diz sobre o relacionamento de Deus com os judeus:

  1. Deus escolheu Israel para ser seu representante exclusivo para o mundo. Neste sentido é o “povo escolhido”.
  2. O relacionamento de Deus com Israel baseou-se na escolha dele e não na fidelidade dessa nação.
  3. Os israelitas deveriam ser testemunhas da verdade de Deus. Quando deixaram de sê-lo, Deus os julgou. Atualmente, em vez de operar através de uma determinada nação, ele está disseminando sua Palavra por meio do corpo de Cristo — os cristãos.

 

 

  • Quais São as Características dos Pactos Incondicionais Que Deus Fez com Israel?

Um pacto é um acordo entre duas ou mais pessoas. Os pactos incondicionais que Deus fez com Israel eram caracterizados por termos específicos.

Os pactos devem ser tomados literalmente. O enunciado dos pactos deve ser tomado literalmente. Quando se faz um acordo, é fato mundialmente aceito que os termos desse acordo devem ser seguidos ao pé da letra. O mesmo se aplica aos pactos que Deus fez no passado. Ele pretendia fazer exatamente o que disse, e as pessoas tinham a responsabilidade de interpretá-los literalmente. Justamente por isso não se deveria procurar um sentido obscuro ou místico no enunciado dos pactos ou na linguagem empregada.

Os pactos são eternos. Os pactos que Deus fez são eternos. A única exceção é o pacto mosaico, que vigorou até ser consumado com o Novo Pacto. Todos os outros são eternos.

Deus prometeu que sua aliança com Abraão duraria para sempre. “Estabelecerei o meu pacto contigo e com a tua descendência depois de ti em suas gerações, como pacto perpétuo, para te ser por Deus a ti e à tua descendência depois de ti” (Gênesis 17.7).

O pacto da Palestina também é eterno. “Na verdade a terra está contaminada debaixo dos seus habitantes; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram o pacto eterno” (Isaías 24.5).

O pacto entre Deus e Davi é igualmente eterno. “Pois não é assim a minha casa para com Deus? Porque estabeleceu comigo um pacto eterno…” (2Samuel 23.5).

O Novo Pacto também é para sempre. “Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas…” (Hebreus 13.20).

Os pactos dizem respeito aos judeus. Os pactos foram feitos com a nação de Israel. Os judeus são os receptores das promessas, como deixou claro o apóstolo Paulo: “… meus irmãos, que são meus parentes… israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os pactos, e a promulgação da lei, e o culto, e as promessas” (Romanos 9.3-4).

Deus não estabeleceu nenhum pacto com nações ou pessoas idólatras. “Portanto, lembrai-vos que outrora vós, gentios na carne, chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão, feita pela mão dos homens, estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Efésios 2.11-12).

Sintetizando o que a Bíblia diz sobre os termos dos pactos incondicionais:

  1. Devem ser tomados literalmente.
  2. São eternos.
  3. Dizem respeito à nação de Israel.

 

 

  • Que Pacto Deus Fez com Abraão?

O primeiro pacto ou acordo incondicional que a Bíblia registrou foi o que Deus fez com um homem chamado Abrão. “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:1-3). Este pacto compõe-se de muitas promessas específicas, todas as quais se cumpriram literalmente.

Uma grande nação se originará de Abraão. A primeira promessa é que uma grande nação se originaria de Abraão. Houve uma época em que isso parecia impossível, porque tanto Abraão quanto sua mulher Sara eram já muito idosos e não podiam mais ter filhos. No entanto, Deus concedeu milagrosamente que concebessem um filho em sua idade avançada. Chamaram-no de Isaque. Uma grande nação surgiu por intermédio de Isaque e de sua descendência.

Deus abençoará Abraão. Deus prometeu que abençoaria Abraão. A Bíblia mostra como Deus o abençoou, tanto material quanto espiritualmente, como prometera. “Ora, Abrão era já velho e de idade avançada; e em tudo o Senhor o havia abençoado” (Gênesis 24.1).

Seu nome será engrandecido. Outra promessa que se cumpriu literalmente foi a de que o nome de Abraão seria engrandecido. Seu nome é famoso ainda hoje em dia. Três das religões do mundo — Judaísmo, Cristianismo e Islamismo — consideram Abraão o pai de sua fé.

Abraão será uma bênção para as pessoas. Deus prometeu que Abraão seria uma bênção para as pessoas. Tanto a Bíblia quanto a história secular mostram que Abraão e seus descendentes foram uma bênção para outras pessoas como Deus tinha dito.

Quem abençoar a descendência de Abraão será abençoado. A história secular e a sagrada contêm exemplos de nações que abençoaram Israel e foram igualmente abençoadas por Deus. O Egito e a Pérsia são exemplos de nações que apoiaram Israel e foram abençoadas por Deus.

Quem amaldiçoar a descendência de Abraão será julgado por Deus. Da mesma forma, as nações que procuraram destruir os descendentes de Abraão sofreram julgamento rigoroso da parte de Deus. Egito, Edom, Moabe e Babilônia são exemplos bíblicos desse fato. A história moderna nos fornece um exemplo recente: o julgamento de Deus sobre a Alemanha nazista — uma nação que tentou exterminar os judeus.

Através do descendente de Abraão todas as nações serão abençoadas. A última promessa específica era que todas as nações seriam abençoadas através de um determinado descendente de Abraão. Esse descendente era Jesus Cristo. O apóstolo Paulo reparou que a promessa foi feita no singular: “Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3.16).

As promessas que Deus fez a Abraão compõem-se, portanto, de sete aspectos específicos, todos os quais cumpriram-se literalmente. O pacto abraâmico é mais um exemplo da fidelidade de Deus.

 

 

  • Qual Foi o Pacto Condicional Que Deus Fez com Israel?

Deus fez um pacto condicional com a nação de Israel conhecido como pacto mosaico. Aconteceu quando o povo estava junto ao monte Sinai, após o êxodo do Egito.

O pacto era condicional porque as promessas estavam vinculadas a condições. “Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra” (Êxodo 19.5).

Depois que Deus revelou as cláusulas do pacto com Israel, o povo concordou. “Veio, pois, Moisés e relatou ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado faremos” (Êxodo 24.3).

“Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas estas coisas” (Êxodo 24.8).

Esse pacto condicional passava a responsabilidade de seu cumprimento a Israel. Esta nação seria abençoada ou amaldiçoada de acordo com sua fidelidade aos termos do pacto. Deus abençoaria Israel desde que este cumprisse sua parte do pacto condicional. Se deixasse de satisfazer as condições, Deus estaria desobrigado de abençoá-lo. Ao contrário, estaria obrigado a amaldiçoá-lo.

 

 

  • O Que Vem a Ser o Pacto da Palestina?

Antes que Israel entrasse na Terra Prometida, Deus fez um pacto incondicional com este povo, conhecido como Pacto da Palestina.

Ratificação de promessas. A Terra da Promessa era dominada pelos inimigos de Israel, e muitos do povo começaram a duvidar do cumprimento do pacto original que Deus fizera com Abraão. Eles conseguiriam habitar na Terra da Promessa? O pacto da Palestina ratificou o direito de Israel à Terra Prometida e comprovou também, que o pacto condicional que Deus havia feito com Moisés, não anulava o pacto incondicional que fizera anteriormente com Abraão.

Israel será retirado da terra em caso de desobediência. Entretanto, se a nação de Israel desobedecesse o pacto que Deus havia feito com Moisés, seria punida. “Se, porém, não ouvires a voz do Senhor teu Deus, se não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno, virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão… E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até a outra; e ali servireis a outros deuses que não conhecestes, nem vós nem vossos pais, deuses de pau e de pedra. E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso…” (Deuteronômio 28.15,64-65).

Deus recolocará o povo na terra. Embora Deus tenha prometido a remoção da nação desobediente, prometeu também a restauração se os israelitas se convertessem de seus pecados. “Quando te sobrevierem todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que pus diante de ti, e te recordardes delas entre todas as nações para onde o Senhor teu Deus te houver lançado, e te converteres ao Senhor teu Deus, e obedeceres à sua voz… o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todos os povos entre os quais te houver espalhado o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 30.1-3).

Podemos então sintetizar o Pacto da Palestina como abaixo:

  1. Moisés transmitiu este pacto ao povo antes de entrarem na Terra Prometida.
  2. Ele ratificou as promessas incondicionais que Deus fizera a Abraão.
  3. O povo seria retirado da terra em caso de incredulidade.
  4. Deus, com toda sua misericórdia, prometeu restabelecê-los na terra, caso se arrependessem.

 

 

  • Que Pacto Deus Fez com Davi?

O segundo pacto ou acordo que Deus estabeleceu com uma pessoa foi feito com o rei Davi. “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu lhe serei pai, e ele me será filho… A tua casa, porém, e o teu reino serão firmados para sempre…” (2Samuel 7.12-16). O pacto davídico contém promessas específicas.

O descendente de Davi governará. O Messias, aquele que por fim governará no reino de Deus, será descendente do rei Davi. O Novo Testamento mostra que esse é Jesus Cristo. Quando o anjo apareceu a Maria, para anunciar-lhe o nascimento de Jesus, contou que esse seu filho seria descendente de Davi. “Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai” (Lucas 1.31-32).

Segundo o registro bíblico, Jesus descendia do rei Davi. “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mateus 1.1).

Seu governo será eterno. O governo do Messias durará para sempre: “Farei com eles um pacto de paz, que será um pacto perpétuo. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre. Meu tabernáculo permanecerá com eles; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (Ezequiel 37.26-27).

Fim das guerras. O novo pacto também proporcionará um tempo de paz. “Naquele dia farei por eles aliança com as feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e da terra tirarei o arco, e a espada, e a guerra, e os farei deitar em segurança” (Oseias 2.18).

Um coração e uma mente renovados para os crentes. Os crentes receberão um novo coração e uma nova mente por intermédio do Espírito Santo: “…depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (Jeremias 31.33).

Estima de outras nações. O povo será estimado entre as nações gentias. “E a sua posteridade será conhecida entre as nações, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como descendência bendita do Senhor” (Isaías 61.9).

Perdão de pecados. O novo pacto proporcionará perdão de pecados aos crentes. “E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a sua iniquidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Jeremias 31.34).

O novo pacto, feito com a nação de Israel, será cumprido no futuro. As promessas feitas estão baseadas no fundamento sólido da Palavra de Deus.

 

 

  • Deus Manteve-se Fiel a Israel?

Já vimos que Deus fez promessas à nação de Israel, com relação ao seu direito à Terra Prometida e sua sobrevivência. Qual é o veredicto da história? Deus manteve-se fiel às promessas que fez?

Examinando a história, verifica-se que ele permaneceu fiel às suas promessas. Deus introduziu Israel na terra que prometera por intermédio do líder Josué. Entretanto, o povo não permaneceu obediente a ele.

Em 931 a.C. a nação dividiu-se em dois reinos. O do norte compunha-se de dez tribos e era conhecido como Israel. O do sul compunha-se de duas tribos e ficou conhecido como Judá. O reino do norte de Israel foi levado cativo pelos assírios em 721 a.C, devido ao pecado permanente do povo. O povo de Judá também pecou contra Deus e foi levado cativo pelos babilônios em 606 a.C. A cidade de Jerusalém e o templo foram destruídos em 586 a.C.

Deus havia prometido que o pecado provocaria a remoção do povo da terra, mas ele também prometeu que o traria de volta. Após um período de setenta anos de cativeiro, os judeus voltaram à Terra Prometida, em 536 a.C. Foram, contudo, retirados de sua terra uma segunda vez. Em 70 d.C, o general romano Tito cercou a cidade de Jerusalém e destruiu tanto esta quanto o templo que haviam sido reconstruídos. Mais uma vez o povo foi disperso.

Todavia, Deus voltou a demonstrar sua fidelidade à nação de Israel, vencendo terríveis dificuldades. Depois de vagarem quase dois mil anos pela terra, voltaram a ser um Estado soberano naquela região. Em 14 de maio de 1948, o Estado moderno de Israel renasceu.

Nenhuma outra nação jamais foi removida de sua pátria e retornou. A nação de Israel teve essa experiência duas vezes. Na primeira vez durou setenta anos; na segunda, quase dois mil anos. Deus prometeu que permaneceria fiel a Israel e o veredicto da história é nítido. A sobrevivência dessa nação comprova a fidelidade de Deus.

 

 

  • Deus Se Ira?

Existem pessoas que presumem que por ser Deus um Deus de amor ele nunca se zanga com nada nem com ninguém. Porém a Bíblia mostra que ele se zanga de verdade. O pecado o deixa irado. Entretanto, a ira de Deus está sempre sob controle e é sempre justa.

Deus é retratado de várias maneiras que expressam sua ira para com o pecado. “Eis que o nome do Senhor vem de longe ardendo na sua ira, e com densa nuvem de fumaça; os seus lábios estão cheios de indignação, e a sua língua é como um fogo consumidor; e a sua respiração é como o ribeiro trans­bordante, que chega até o pescoço, para peneirar as nações com peneira de destruição…” (Isaías 30.27-28).

Às vezes a ira de Deus se manifesta contra pessoas. Em certas ocasiões ele se irritou com a nação de Israel, e em outras ocasiões ainda sua ira foi dirigida às nações que tentaram destruir Israel. O salmista fez menção da ira de Deus contra uma pessoa. “Sobre mim tem passado a tua ardente indignação; os teus terrores deram cabo de mim” (Salmo 88.16).

Deus se indignou contra a nação de Israel por esta ter-lhe desobedecido. “Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho observado este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que a minha ira se acenda contra eles…” (Êxodo 32:9-10).

O profeta Ezequiel registrou a ira de Deus contra a Filístia, uma das nações que procurava destruir Israel. “E executarei neles grandes vinganças, com furiosos castigos; e saberão que eu sou o Senhor, quando eu tiver exercido a minha vingança sobre eles” (Ezequiel 25.17).

Como Deus é um Deus de amor, por que ele fica tão ofendido com o pecado? É preciso que se lembre que Deus também é justo e santo. O pecado agride a Deus porque sua natureza é de justiça. O pecado separou o homem de Deus.

Podemos concluir que:

  1. Deus é um ser perfeito.
  2. O pecado agride seu caráter perfeito.
  3. Quando pessoas ou nações rejeitam seu amor e bondade, Deus se ira contra sua maldade.

Precisamos, contudo, salientar que Deus é um Deus de misericórdia e perdão. Quando pessoas ou nações se arrependem de seu pecado, Deus mostra-se pronto e desejoso de perdoá-los. Sua ira se converte em perdão, quando as pessoas se chegam a ele com corações humildes. Deus disse: “Se em qualquer tempo eu falar acerca de uma nação, e acerca de um reino, para arrancar, para derribar e para destruir, e se aquela nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que intentava fazer-lhe. E se em qualquer tempo eu falar acerca duma nação e acerca dum reino, para edificar e para plantar, se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que lhe intentava fazer” (Jeremias 18.7-10).

 

 

  • Como Deus Julga o Pecado?

Deus não apenas fica irado com o pecado, como também o julga. Ele estabeleceu leis imutáveis antes do pecado entrar no mundo. Uma dessas leis dizia respeito à sua punição. Deus começou a puni-lo assim que foi introduzido. A Bíblia nos fornece exemplos em que Deus puniu o pecado.

Em algumas ocasiões ele julgou o pecado, enviando uma catástrofe natural: “Depois o povo tornou-se queixoso, falando o que era mau aos ouvidos do Senhor; e quando o Senhor o ouviu, acendeu-se a sua ira; o fogo do Senhor irrompeu entre eles, e devorou as extremidades do arraial” (Números 11.1).

Noutra ocasião Deus julgou o pecado enviando uma doença sobre aqueles que o irritaram: “Assim se acendeu a ira do Senhor contra eles; e ele se retirou; também a nuvem se retirou de sobre a lenda; e eis que Miriã se tornara leprosa, branca como a neve…” (Números 12.9-10).

O maior exemplo do julgamento de Deus contra o pecado foi o envio de Israel para o cativeiro babilônico. Devido ao pecado contínuo dos israelitas, ele os lançou num cativeiro que durou setenta anos. Entretanto, Deus não se agrada do julgamento do pecado. Ele prefere conceder misericórdia.

Nos três exemplos bíblicos citados, Deus mostrou-se grandemente misericordioso com o povo que julgara. Depois que o fogo irrompeu no acampamento dos filhos de Israel, Moisés orou ao Senhor e ele se apagou. Miriã foi curada da lepra porque oraram em seu favor. Foi permitido aos Filhos de Israel voltarem à sua pátria após os setenta anos de cativeiro babilônico. Vimos que Deus julgou o pecado no passado e que prefere conceder misericórdia a quem lhe pede perdão.

 

 

  • Por Que Deus Ordenou o Extermínio dos Cananeus?

Uma das questões problemáticas suscitadas pelas ocorrências no livro de Josué no Antigo Testamento diz respeito ao extermínio dos cananeus. Quando os filhos de Israel entraram na Terra Prometida aniquilaram os cananeus como o Senhor lhes ordenara. A Bíblia descreve o que aconteceu quando os israelitas conquistaram Jericó: “E destruíram totalmente, ao fio da espada, tudo quanto havia na cidade, homem e mulher, menino e velho, bois, ovelhas e jumentos” (Josué 6.21).

Por que Deus ordenou que todos fossem mortos, incluindo mulheres, crianças e animais? Isso não revela uma atitude cruel e belicosa?

Embora o sacrifício de vidas inocentes deva ser condenado, é preciso que se analise a situação tendo em mente os seguintes fatos: a nação de Israel foi escolhida para ser testemunha do Deus vivo e verdadeiro para o mundo. Os israelitas deveriam viver na Terra Prometida, cercados por nações idólatras, mas não deveriam se deixar influenciar por suas religiões. Deus instruiu o povo para que não adotasse nenhum dos elementos das religiões pagãs e falsas. A Terra Prometida, onde os israelitas iriam se estabelecer, era habitada pelos cananeus, povo esse que havia contaminado e deturpado a verdade de Deus. Eles se corromperam a ponto de não terem mais salvação. Se algum deles sobrevivesse, infectaria Israel com sua depravação moral.

Antes que Israel pudesse se estabelecer naquela região como testemunha do único Deus verdadeiro, todo resquício da cultura pagã tinha que ser destruído. O fracasso do extermínio total de todos os pagãos na Terra Prometida acabou por causar a derrocada da nação no tempo dos juízes. “O Anjo do Senhor subiu de Gilgal a Boquim, e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe para a terra que, com juramento, prometi a vossos pais, e vos disse: Nunca violarei o meu pacto convosco; e, quanto a vós, não fareis pacto com os habitantes desta terra, antes derrubareis os seus altares. Mas vós não obedecestes à minha voz. Por que fizestes isso? Pelo que também eu disse: Não os expulsarei de diante de vós; antes estarão quais espinhos nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos serão por laço” (Juízes 2.1-3).

Deus ordenou o extermínio dos cananeus por causa da influência nociva que exerceriam, caso se permitisse que seu falso sistema religioso fosse conservado. Infelizmente Israel desobedeceu a Deus e não destruiu completamente aqueles povos pagãos. Essa desobediência resultou, por fim, no próprio cativeiro.

 

 

  • Os Habitantes de Canaã Foram Vítimas Inocentes da Ira de Deus?

O povo que vivia na terra de Canaã não desconhecia o Deus de Israel. Muitas vezes tem-se a impressão de que Deus mandou os israelitas atacarem e matarem gente inocente. Acontece que aquela gente não era nem inocente nem ignorante. Eles já tinham ouvido falar do Deus de Israel, mas o rejeitaram.

Quando os dois espias foram enviados para espionar a Terra da Promessa, a prostituta Raabe lhes disse: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra se derretem diante de vós. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saístes do Egito, e também o que fizestes aos dois reis dos amorreus, Siom e Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes totalmente. Quando ouvimos isso, derreteram-se os nossos corações, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima no céu e embaixo na terra” (Josué 2.9-11).

Eles tinham ouvido falar do Deus verdadeiro, mas o rejeitaram. Consequentemente, toda aquela sociedade pecou. O apóstolo Paulo disse dessa gente: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador” (Romanos 1.21-25).

Os habitantes de Canaã não foram vítimas ignorantes nem inocentes de um Deus enfurecido. Eles vinham cometendo horrível pecado, estando plenamente cientes do Deus vivo e verdadeiro. Pelo fato de o terem rejeitado e ao seu perdão, o pecado deles foi julgado.

 

 

  • Deus Fez Milagres?

A Bíblia mostra que Deus invadiu a história humana e executou feitos milagrosos. Ela testifica, de capa a capa, os atos milagrosos de Deus.

O que é um milagre? A palavra milagre é empregada de duas maneiras diferentes. A primeira delas descreve uma ocorrência comum ou natural, que se dá num momento preciso. É o que normalmente acontece em resposta a orações. O milagre está no momento da ocorrência.

O Novo Testamento apresenta o exemplo de uma pesca milagrosa. “Mas ao romper da manhã, Jesus se apresentou na praia; todavia os discípulos não sabiam que era ele. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, não tendes nada que comer? Responderam-Ihe: Não. Disse-lhes ele: Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam puxar, por causa da grande quantidade de peixes” (João 21.4-6).

Não há nada de milagroso em se jogar a rede na água e apanhar muitos peixes. Mas esse acontecimento foi um milagre, porque os discípulos pescaram a noite inteira sem resultado, e quando Jesus lhes disse onde lançar a rede, esta ficou imediatamente abarrotada de peixes.

Outro exemplo desse tipo de milagre é o fato de Elias ter sido alimentado pelos corvos. Deus disse a Elias: “Retira-te daqui, vai para a banda do oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está ao oriente do Jordão. Beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. Partiu, pois, e fez conforme a palavra do Senhor; foi habitar junto ao ribeiro de Querite, que está ao oriente do Jordão. E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à tarde; e ele bebia do ribeiro” (1Reis 17.3-6).

Embora Deus não tenha suspendido as leis da natureza ao alimentar o profeta, ordenando que os corvos lhe trouxessem alimento, ele cuidou de Elias por meio de uma série de acontecimentos milagrosamente programados. Ocorrências como estas não contrariam as leis da natureza e da ciência; entretanto, são milagres em termos de momento e local.

A Bíblia faz menção de outro tipo de milagre que Deus fez. Este não pode ser explicado em termos de causa e efeito normais. Jesus andando sobre as águas é uma ilustração dessa espécie de milagre exclusivamente sobrenatural. “À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar” (Mateus 14.25). Este milagre não pode ser explicado pelas leis normais da ciência, porque é fisicamente impossível uma pessoa andar sobre a água.

Outro exemplo desse tipo de milagre foi o fato de Jesus ter alimentado cinco mil pessoas. Quando a multidão que seguia Jesus teve fome, ele tomou o alimento que havia — cinco pães e dois peixes — e transformou-o milagrosamente em comida bastante para alimentar toda aquela gente. O apóstolo Mateus relata o ocorrido: “Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram levantaram doze cestos cheios. Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças” (Mateus 14.20-21). Todos não apenas comeram, como ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram cestas do que sobrou. Este é um milagre que não pode ser explicado pelas leis comuns de causa e efeito.

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento atestam que Deus fez muitos milagres. Foram eles ocorrências incomuns que aconteceram segundo uma programação precisa de Deus, ou ocorrências que fugiam às leis normais da natureza e da ciência. Nos dois casos, os milagres dão prova efetiva do grande poder de Deus e de seu controle sobre as leis que estabeleceu ao criar o universo.

 

 

  • Por Que Deus Fez Milagres?

Já vimos que há indicações de que o Deus da Bíblia invadiu a história, executando feitos milagrosos. Por que ele fez isso? Qual era a finalidade dos seus milagres? A palavra traduzida como milagre pode significar também “sinal”. Os milagres que Deus fez eram sinais que atestavam sua existência e seu poder.

O apóstolo João declarou o porquê de ter registrado os milagres. “Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.30-31).

Deus se refere aos seus feitos milagrosos como sinais para as pessoas. “E mostrarei prodígios em cima no céu; e sinais embaixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumaça” (Atos 2.19). Os sinais que Jesus operou convenceram muita gente de que ele era o Messias. “Ora, estando ele em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome (João 2.23).

No entanto, mesmo com sinais milagrosos alguns continuavam céticos. Após a ressurreição de Jesus, alguns continuavam descrentes. “Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram” (Mateus 28.17).

Os milagres da Bíblia eram sinais que tinham a finalidade de atestar a existência e o poder de Deus. Muito embora tenham convencido muitos, alguns continuaram duvidando.

 

 

  • Por Que Crer nos Milagres da Bíblia? Outras Religiões Não os Têm?

Por que crer nos milagres da Bíblia? O que os torna tão especiais? Muitas religiões atestam a ocorrência de milagres que comprovam a veracidade de sua fé. Os milagres realizados em outras religiões não dão provas da existência de outros deuses?

Levando-se todos os fatores em consideração, verifica-se que os milagres da Bíblia estão num nível diferente daqueles de outras religiões e, consequentemente, são os únicos em que se deve acreditar.

Testemunho ocular. Os milagres que a Bíblia registrou estão fundamentados em testemunho ocular. Aqueles que assistiram aos fatos milagrosos são os mesmos que os registraram. O evangelista João escreveu: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida” (1João 1.1).

Simão Pedro repetiu o mesmo princípio: “Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fôramos testemunhas oculares da sua majestade” (2Pedro 1.16).

No dia de Pentecostes, Pedro disse ao grande público que havia se formado: “Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2.22).

Simão Pedro recorreu ao conhecimento dos ouvintes. Eles tinham consciência de que Jesus havia operado feitos milagrosos. Os milagres da Bíblia foram feitos em público. O apóstolo Paulo disse: “Não deliro, ó excelentíssimo Festo, antes digo palavras de verdade e de perfeito juízo. Porque o rei, diante de quem falo com liberdade, sabe destas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto” (Atos 26.25-26).

Realizados com uma finalidade específica. Sempre que Deus realizava um milagre, ele tinha uma finalidade específica. Os milagres eram sinais, cujo objetivo era testificar a existência e o poder de Deus, ou satisfazer uma determinada necessidade. Sua finalidade nunca era a de fazer uma exibição ou simplesmente atrair a atenção.

A divisão das águas do Mar Vermelho é um exemplo de milagre que tinha finalidade específica. Quando os filhos de Israel foram encurralados pelo exército de Faraó no Mar Vermelho, Deus os libertou milagrosamente dividindo as águas. Esse ato deu provas do poder de Deus e veio atender a uma necessidade específica do povo, a saber, serem salvos do exército egípcio que vinha em seu encalço.

Quando Jesus foi tentado pelo Diabo, ele se recusou a usar seus poderes milagrosos para impressionar as pessoas. O Diabo queria que Jesus se atirasse do pináculo do templo para que os anjos o salvassem milagrosamente, mas ele não cedeu a essa espécie de exibição sobrenatural. O objetivo de executar milagres era atender a necessidades humanas efetivas, não atrair público.

Os milagres atribuídos a outras religiões falham nestes dois aspectos. Não têm o apoio de testemunho ocular é, na maioria dos casos, são realizados a título de exibição sem qualquer objetivo em vista. Os pretensos milagres de outras religiões não atendem à necessidade básica da humanidade como o fazem os milagres registrados na Bíblia.

Nossa conclusão sobre os milagres da Bíblia é que:

  1. Foram realizados na presença de testemunhas para que sua legitimidade fosse comprovada.
  2. Sempre tinham uma finalidade específica, nunca foram realizados a título de exibição.
  3. Os milagres atribuídos a outras religiões não podem ser comprovados da mesma forma.

 

 

  • Deus Ainda Faz Milagres Hoje em Dia?

A Bíblia faz menção de muitos milagres realizados pelo poder de Deus. E hoje em dia? Deus ainda faz milagres?

Deus continua sendo o mesmo desde o princípio, e tem poder para realizar milagres. Todavia, quando se examina na Bíblia a atuação de Deus, constata-se que os milagres não eram uma regra geral. Eram uma exceção à regra. Seu objetivo era demonstrar a existência e o poder de Deus ou ir ao encontro de uma determinada necessidade.

Quando Jesus Cristo veio à terra, Deus fez sua última declaração à humanidade antes que ele volte. Por intermédio de Jesus e daqueles que escreveram a seu respeito, Deus nos falou claramente acerca do que exige de nós para que o possamos conhecer.

Hoje Deus pede que as pessoas depositem sua fé em Jesus Cristo, tomando por base o que ele fez por elas na cruz, no Calvário. Não deveríamos esperar por mais nenhum sinal milagroso para comprovar o que Cristo realizou.

Sabemos que o retorno de Cristo será acompanhado de milagres. Cremos, portanto, que os milagres continuam fazendo parte dos planos de Deus para o futuro.

Não queremos limitar Deus, dizendo o que ele pode ou não pode fazer. Milagres hoje em dia são possíveis, sem dúvida alguma, mas não se deve esperar que se tornem uma norma. Deus não precisa dar provas de si mesmo vezes sem conta, através da realização de milagres. Ele comprovou sua existência e poder de uma vez por todas por meio da pessoa de Jesus Cristo.

 

 

  • Deus Permitirá Que o Mundo Seja Destruído?

O mundo em que vivemos encontra-se numa situação extremamente precária. O perigo de uma guerra nuclear que destruiria nosso planeta é uma ameaça muito real. A Bíblia faz algum comentário acerca disso? Deus permitirá que o mundo seja destruído?

Embora pareça, que inevitavelmente o homem mandará o mundo pelos ares, a Bíblia diz o contrário. Deus não permitirá que isso aconteça, pois Jesus voltará à terra uma segunda vez, antes que o ser humano destrua a si mesmo.

Sabemos disso porque, segundo a profecia bíblica, quando Cristo retornar à terra para estabelecer seu reino, haverá gente vivendo nela. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mateus 24.30-31). “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele…” (Apocalipse 1.7).

Todos estes versículos pressupõem que haverá pessoas vivendo na terra por ocasião da volta de Cristo. A Bíblia menciona gente se lamentando e diz que todo olho o verá. Para que isso ocorra, é preciso que haja gente vivendo na terra nessa ocasião. A Escritura não confirma a possibilidade da humanidade vir a se destruir antes que Deus intervenha.

Jesus disse que a sua segunda vinda impediria as pessoas de se destruírem. “Porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” (Mateus 24.21-22).

Embora Deus tenha prometido que o homem não se destruirá, isso não nos isenta de responsabilidade. Devemos procurar com zelo alcançar e conservar relações pacíficas com as pessoas e com as nações do mundo.

Concluímos então que:

  1. A Bíblia mostra que Deus não permitirá que o homem destrua o mundo.
  2. Cristo disse que retornará para impedir a destruição da humanidade.

 

 

  • Por Que Deus Exigia Sacrifícios de Sangue?

Deus estabeleceu no Antigo Testamento uma forma de sacrifício em que exigia que a pessoa lhe oferecesse sacrifícios de sangue. O pacto que fez com Israel foi um pacto de sangue. “Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas estas coisas” (Êxodo 24.8).

Por que Deus exigiu que fossem sacrifícios de sangue? Por que algo tão repugnante? O uso de sangue num sacrifício pode ser repugnante ao ser humano, mas representa a natureza repugnante do pecado. Deus nunca tolerará o pecado. Os sacrifícios de sangue foram adotados para lembrar ao povo a repelência do pecado. Sangue também simboliza vida. Quando um animal era sacrificado no altar, ele estava dando, simbolicamente, sua vida pelos pecados de quem o sacrificava.

O sacrifício de animais era um prenúncio do sacrifício de Cristo na cruz. A Bíblia diz que ele derramou seu sangue para perdão de nossos pecados. O sangue de Cristo foi o preço pago. O autor de Hebreus afirmou: “E não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção” (Hebreus 9.12).

Não há perdão sem derramamento de sangue, diz a Bíblia: “…sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9.22). E o sangue de Cristo que lava continuamente o cristão do pecado. “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado” (1João 1.7).

Assim, podemos concluir que Deus ordenou sacrifícios de sangue pelas seguintes razões:

  1. O sangue lembrava a repugnância do pecado.
  2. O sangue representava a vida do sacrifício.
  3. O uso de sangue prenunciava o sacrifício que Jesus faria na cruz ao derramar o próprio sangue pelos pecados da humanidade.

 

 

  • Deus Mandará Alguém Para o Inferno?

A Bíblia menciona um lugar de julgamento definitivo para quem não crê na salvação oferecida por Jesus Cristo. Esse lugar é conhecido como inferno. Jesus referiu-se a ele como lugar de castigo eterno. “E irão estes para o castigo eterno…” (Mateus 25.46).

O apóstolo João escreveu no livro de Apocalipse sobre o julgamento final dos perversos: “E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20.12-15).

A Escritura mostra claramente a realidade de um julgamento final. Mas ela também esclarece que as pessoas vão para o inferno por terem rejeitado a provisão de salvação de Jesus. A Bíblia diz que Deus não quer que ninguém vá para o inferno. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrcpender-se” (2Pedro 3.9).

Resumindo, podemos afirmar que:

  1. A Bíblia fala da realidade de um lugar de julgamento final para os perversos.
  2. Aqueles que passarem a eternidade no inferno o farão por haverem rejeitado o amor de Deus e sua provisão de salvação.
  3. Jesus deseja que todos se cheguem a ele pela fé e recebam a salvação que oferece.

 

 

  • Por Que Deus Criou o Inferno?

Se Deus deseja que todos venham a conhecê-lo, por que então criou o inferno? Por que constituir um lugar de julgamento para a humanidade?

A Bíblia ensina que Deus não criou o inferno para julgamento da humanidade. Ele o criou para punir o Diabo e seus anjos, não como lugar de sofrimento para seres humanos. Jesus disse: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mateus 25.41).

O inferno foi criado como lugar de julgamento para Satanás e aqueles que o seguiram, rebelando-se contra Deus. Como afirma a Bíblia, o Diabo e seus anjos serão, por fim, lançados no inferno. “E o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20.10).

A ideia não é que os seres humanos, criados à imagem de Deus, passem a eternidade longe de sua presença. O lugar que Deus preparou para eles é o céu. Jesus mencionou esse lugar preparado para aqueles que confiam em Deus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14.2-3). O inferno não foi criado para a humanidade; ele é o destino daqueles que rejeitam a salvação de Deus em Jesus Cristo.

 

 

  • Como a Existência do Inferno Pode Combinar com um Deus de Amor?

A Bíblia mostra que o inferno é uma realidade. Quem não aceitar o perdão de Deus oferecido por Jesus Cristo irá para o inferno. Algumas pessoas se indagam como o inferno pode combinar com um Deus de amor. Por que — perguntam elas — um Deus que ama permitiria que alguém fosse para o inferno?

A resposta para essa pergunta é que Deus é um Deus santo e justo, bem como um Deus de amor. Estes atributos morais se complementam, não se contradizem. Quando as leis de Deus são violadas é necessário que haja julgamento. As leis de Deus exigem que se pague o preço do pecado. Ele pode continuar amando o pecador, mas não pode permitir a impunidade do pecado. Foi por essa razão que Jesus Cristo veio à terra, para morrer pelos pecados do mundo. “Assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20.28).

A ênfase não deve ser colocada no inferno, mas sim no fato de que Deus veio até a terra na pessoa de Jesus Cristo para manifestar seu amor pela raça humana. “Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5.6-8).

Deus deu prova do seu amor enviando seu Filho para morrer por nossos pecados — para ser castigado em nosso lugar — de forma que possamos ir para o céu. O julgamento do inferno está destinado àqueles que se recusam a aceitar o amor e o perdão de Deus.

 

 

  • Deus Criou o Mal?

Se Deus criou todas as coisas, o mal está incluído? Caso a resposta seja afirmativa, por que o criou? Ele não seria, então, um Deus perverso?

É verdade que se Deus criou o mal ele seria um Deus perverso. Mas não é o que ocorre. O mal é resultado do pecado, e Deus não queria que houvesse pecado no seu universo. A origem do mal não está em Deus, mas no homem. Quando Deus criou os seres humanos, deu-lhes o Senhor opção de obecerem ou desobedecerem. Quando Adão e Eva decidiram desobedecer a Deus, introduziram o mal no mundo. O mal é um ato ou uma conexão, não um elemento criado. Deus não criou o mal e também não deve ser responsabilizado por sua existência no mundo. Ele poderia ter feito os homenss de forma que fossem como robôs, que corresponderiam ao seu sinal. Todavia, isso não faria com que a humanidade tivesse qualquer significado. Deus resolveu criar o homem de maneira que pudesse decidir se iria obedecê-lo ou não.

Além do mais, grande parte do mal que há no mundo é devido à própria escolha do homem. Assassinato, roubo, mentira etc. não podem ser atribuídos a Deus. As pessoas decidem fazer essas coisas e precisam ser responsabilizadas.

Embora as catástrofes naturais como terremotos e fome não sejam causadas pelo homem, ele é indiretamente responsável por sua ocorrência. Elas são resultado do pecado do ser humano. Todas as coisas foram afetadas quando o pecado foi introduzido no universo. A ordem perfeita, natural, foi por ele corrompida.

Podemos sintetizar com as afirmações:

  1. Deus não criou o mal. O mal é consequência da escolha do homem.
  2. Deus não pode ser responsabilizado pela existência continuada do mal. O ser humano é o responsável, direta ou indiretamente.

 

 

  • Por Que Deus Permite a Existência do Mal?

Sendo Deus um Deus bom, por que o mal está presente no universo? Será porque ele não é poderoso o bastante para lidar com o mal ou será porque não quer fazê-lo? Esta pergunta sugere que Deus não tem condições ou não quer lidar com o mal. Nada disso se verifica.

Sem dúvida alguma Deus tem condições de tomar alguma providência em relação ao mal. A Bíblia ensina que Deus é todo-poderoso. “Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a carne; acaso há alguma coisa demasiado difícil para mim?” (Jeremias 32.27). O fato de Deus ter poder suficiente para lidar com o mal não é a questão. Ele já demonstrou inúmeras vezes que é capaz de exterminar o mal.

Deus também é um Deus de amor que zela por seu povo. As Escrituras mostram que ele sempre tem em mente o melhor para a humanidade ao tomar cada decisão. A resposta é que Deus tomará alguma providência acerca do mal, mas será no seu devido tempo. Ele tem um plano por meio do qual rege este mundo. Um dos pontos do plano de Deus é acabar com o mal e com seus frutos. “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21.4).

O mal acabará quando Deus terminar de trabalhar a humanidade.

 

 

  • Foi Deus Quem Criou o Diabo?

Uma das acusações mais desfechadas contra Deus é que foi ele quem criou o Diabo, que por sua vez vem provocando enorme sofrimento à humanidade. Por que Deus faria uma criatura assim? Por acaso a Bíblia diz que Deus criou o Diabo? A resposta é não. O que ela conta é o seguinte:

Antes da criação do homem e da terra, o universo inteiro vivia em harmonia com Deus. Ele havia criado anjos, ou seres espirituais, que tinham tarefas a executar. Cada um tinha sua graduação. Um dos anjos de mais alta ordem chamava-se Lúcifer.

Certo dia Lúcifer resolveu romper aquele relacionamento harmonioso com Deus. Ele decidiu que queria ser como Deus. A Bíblia faz o seguinte comentário sobre o ocorrido: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei O meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14.12-14)[1].

Esta passagem assinala que Lúcifer quis contrariar Deus cinco vezes distintas. Essa tinha sido a primeira vez que uma criatura no universo se rebelou contra Deus. Orgulho foi o pecado que levou Lúcifer a perder sua posição elevada e ser expulso do céu. Ele se tornou Satanás, ou o adversário. Ele não foi criado como Diabo, tendo sido escolha sua seguir esse caminho.

As Escrituras dizem, então, que:

  1. O universo de Deus foi criado em perfeita harmonia.
  2. Os anjos, que eram parte da criação de Deus, estavam sujeitos à sua vontade.
  3. Lúcifer, que era um anjo de alta ordem, resolveu que queria ser como Deus.
  4. Esse ato de rebeldia introduziu o pecado no mundo.
  5. Lúcifer tornou-se, então, o Diabo, Satanás, o adversário de Deus.
  6. Assim, não foi Deus quem criou o Diabo nem desejou que ele se rebelasse. O Diabo é que tomou sua decisão.

 

 

  • Por Que Deus Não Destruiu o Diabo Assim Que Se Rebelou?

Não foi Deus quem criou o Diabo, mas ele tinha poder para destruí-lo assim que se rebelou. Por que permitiu que ele sobrevivesse e trouxesse tanta desgraça para a humanidade? A Bíblia não responde diretamente a esta pergunta. Não sabemos o que Deus pensa sobre esta questão, mas a Escritura fornece alguns princípios que podem nos ajudar a compreender por que Deus não destruiu o Diabo de imediato.

O plano eterno de Deus prevê que o caos causado pelo Diabo pode ser usado para glorificá-lo. Como diz a Escritura: “Na verdade a cólera do homem redundará em teu louvor…” (Salmo 76.10).

Como isto acontecerá, não sabemos. As Escrituras, porém, nos contam que os caminhos de Deus são mais elevados do que os nossos. “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55.8-9).

Por fim, precisamos assinalar que o Diabo acabará sendo julgado. A Bíblia relata seu fim inglório: “E o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20.10).

A Palavra de Deus não diz por que ele não destruiu Satanás imediatamente. Os seus caminhos são mais elevados que os nossos. Ela nos conta, porém, que o Diabo será eliminado um dia. Esse dia está no plano perfeito de Deus.

 

 

  • Os Dois Testamentos Apresentam Dois Conceitos Contraditórios de Deus?

Tem gente que lê a Bíblia e descobre um conceito diferente de Deus em cada Testamento. Dizem eles que o Antigo Testamento retrata um Deus dado à ira e ao julgamento, enquanto o Novo Testamento pinta um Deus de amor que não julgará a humanidade. Essas duas representações de Deus são incompatíveis no entender de algumas pessoas.

Não é isso que acontece. O caráter de Deus revelado na Bíblia é coerente do princípio ao fim. O Antigo Testamento não descreve um Deus primitivo, irado, que tem prazer em julgar seu povo. O Novo Testamento também não apresenta um Deus de amor que se recusa a julgar o pecado.

Deus deixou claro no Antigo Testamento que amava seu povo. “De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei…” (Jeremias 31.3).

Jesus declarou que a lei do Antigo Testamento e os Profetas se resumiam no seguinte: “…Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mateus 22.37-39).

Embora o Antigo Testamento contenha relatos do julgamento de Deus contra o pecado, ele certamente não o retrata como um Deus primitivo, belicoso, cujo interesse maior é a destruição. Seu amor é demonstrado em todo o Antigo Testamento.

O Novo Testamento enfatiza o amor de Deus, mas também faz menção de seu julgamento. Foi Jesus quem proferiu algumas das palavras mais duras de julgamento registradas na Bíblia: “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar” (Mateus 23.13).

O apóstolo Paulo escreveu à igreja de Tessalônica a respeito do julgamento de Deus: “…quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2Tessalonissenses 1.7-9).

Levando-se em conta todos os pontos, verificamos que tanto o Antigo quanto o Novo Testamento fazem uma descrição coerente de Deus. Seu amor e compaixão, bem como seu julgamento, podem ser encontrados no Antigo Testamento, enquanto que o julgamento do pecado, a compaixão de Deus e seu amor são claramente evidenciados no Novo Testamento.

 

 

  • O Que É a Graça de Deus?

A Bíblia fala da graça de Deus. O que vem a ser isso? De que maneira ela influência o crente?! A graça de Deus pode ser definida como “a resposta de Deus à necessidade do homem”. Pode também ser definida como misericórdia, benignidade ou favor imerecido.

Desde a primeira página da Bíblia até a última, encontra­mos exemplos da graça de Deus sendo concedida às pessoas. Deus demonstrou no Jardim do Eden, após Adão e Eva terem introduzido o pecado no mundo, sua misericórdia, adiando o julgamento deles.

Desde aquela época, todos que nascem neste mundo são pecadores e possuem uma natureza que está espiritualmente morta. Todos nós precisamos de ajuda. E aqui que Deus vem mostrando sua graça ou misericórdia para conosco.

Com toda sua generosidade ele enviou Jesus Cristo para morrer pelos pecados do mundo. “Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque dificil­mente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5.6-8).

A morte de Cristo foi a resposta à necessidade que o homem tinha de ser libertado do pecado e de suas consequências. Quando uma pessoa confia em Jesus para obter salvação, é pela graça de Deus que ela é salva. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9). Quem crê em Cristo não será julgado, mas receberá a misericórdia e o perdão de Deus.

Quando falamos da graça de Deus, estamos nos referindo àquela característica que Deus possui de mostrar misericórdia para com a humanidade. A Bíblia inteira contém relatos de Deus agindo, misericordiosamente, para suprir as necessidades de uma humanidade perdida. Sua misericórdia não é uma resposta a obras, mas a arrependimento.

 

 

  • A Bíblia Apresenta Algum Relato em Que Deus Falasse ao Homem por Sonhos?

A Bíblia faz menção de várias maneiras de Deus se revelar ao ser humano. Uma delas era através de sonhos e visões. “Então disse: Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, a ele me farei conhecer em visão, em sonhos falarei com ele” (Números 12.6).

Deus usou um sonho, em certa ocasião, para falar ao patriarca Jacó. “Então sonhou; estava posta sobre a terra uma escada, cujo topo chegava ao céu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; por cima estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência” (Gênesis 28.12-13).

Foi por meio de um sonho que Deus disse a José para desposar Maria, a mãe de Jesus. “E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo” (Mateus 1.20).

Deus também já se comunicou com o homem através de visões: “E de noite disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales” (Atos 18.9).

Deus utilizava sonhos e visões essencialmente para revelar sua vontade àqueles que já criam nele. Sonhos não tinham a finalidade de provar sua existência para quem duvidava.

A Bíblia não diz que todo sonho é uma garantia de que Deus está tentando falar a uma pessoa. Ela menciona sonhos maus e sonhos de origem natural. “Se se levantar no meio de vós profeta, ou sonhador de sonhos, e vos anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o sinal ou prodígio de que vos houver falado, e ele disser: Vamos após outros deuses — deuses que nunca conhecestes — e sirvamo-los! Não ouvireis as palavras daquele profeta, ou daquele sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos está provando, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (Deuteronômio 13.1-3). Então, um sonhador que faz sinais e maravilhas não é da parte de Deus se estimula o povo a seguir outros deuses.

Pode haver também uma explicação natural para os sonhos. O autor de Eclesiastes disse: “Porque, da multidão de trabalhos vêm os sonhos, e da multidão de palavras, a voz do tolo” (Eclesiastes 5.3).

Considerando, então, o que a Bíblia diz sobre sonhos, não se pode presumir que um sonho que tenha algum sentido espiritual seja necessariamente de Deus. Sonhos podem ser de Deus, de uma fonte maligna ou simplesmente uma atividade natural da mente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fonte: “103 Perguntas que as Pessoas Mais Fazem Sobre Deus”, Don Stewart, JUERP, 3ª edição, 1990.

[1] Nota editorial da JUERP: O texto de Isaías 14.12-14 é interpretado de maneira diferente por outros estudiosos, não como uma alusão ao Diabo, mas à queda do rei da Babilônia, conforme sugerido no contexto desta passagem.


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  1. 25/07/2014; na China, ocorreu uma chova misteriosa era avermelhada parecendo sangue, cientista afirmar ser parecido com sangue, e que continha células vivas sem DNa, essa previsão esta na Bíblia, em atos 2:19, entre outras mais…srsrsrsr

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