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Deus: sua existência

por Artigo compilado - qua out 07, 12:07 am

“Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Isaías 43.10).

Nas páginas da Bíblia há afirmações de que Deus falou. Há mais de duas mil expressões, só no Antigo Testamento, do tipo “falou Deus”, “disse o Senhor” e “veio a palavra do Senhor”.

Os homens que escreveram os livros do Antigo e do Novo Testamento acreditavam na existência de Deus, e que ele se revelara nitidamente ao mundo. A Bíblia é um registro dessa revelação. Como diz o Novo Testamento: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2Timóteo 3.16). “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espirito Santo” (2Pedro 1.21).

Entretanto, a afirmativa de que Deus existe não é, em si e por si só uma comprovação da existência de Deus. Se existe um Deus, como afirma a Bíblia, como uma pessoa saberá se esse Deus não é uma mera personificação dos seus próprios desejos e anseios? Quais as razões de se crer que o Deus da Bíblia existe?

 

  • Quem É Deus?

As perguntas feitas com mais frequência sobre Deus dizem respeito à sua identidade. Quem é Deus? Como Ele é? Que fontes de informações podemos utilizar para conhecermos a natureza de Deus?

As informações que temos, acerca de Deus, procedem de quatro fontes: a natureza, a Bíblia, a pessoa de Jesus Cristo e o espírito e a mente do homem. As afirmações bíblicas mostram que:

Deus é eterno. Ele sempre existiu e sempre existirá. Nunca houve uma época em que Deus não existisse.

Deus tem a forma de um espírito. Ele é um espírito invisível e eterno.

Deus é a perfeição plena. Ele não precisa de nada e de ninguém para existir. Ele é completo em si mesmo. Ele é o espírito perfeito, eterno.

Não existe outro Deus. Deus é o único que há. Não existe outro Deus, nem mais nem menos poderoso.

Deus também possui personalidade. Isso significa que ele é dotado de inteligência, vontade, sentimentos e autoconhecimento. Ele não é uma força obscura e criativa.

Uma definição elementar de Deus, que toma por base estas últimas afirmações, compõe-se dos seguintes fatos: Deus é um espírito eterno que tem personalidade e que é a perfeição absoluta; é o único Deus que já existiu e que sempre existirá; ele se revelou à humanidade através da natureza, das páginas da Bíblia e, definitivamente, através da pessoa de Jesus Cristo.

Agora que temos um ponto de partida, podemos começar a fazer mais perguntas sobre a existência de Deus, seu caráter, o que ele tem feito e as formas como se relaciona conosco individualmente.

 

  • Quem Criou Deus? De Onde Ele Veio?

As pessoas continuam fazendo aquelas velhas perguntas sobre a origem de Deus: Quem criou Deus? — considerando-se que ele existe. De onde surgiu? Como veio a ser Deus? Ele teve princípio? Teve pai e mãe?

Ninguém criou Deus. Ele é, por natureza, o Deus eterno. Ninguém o criou — ele sempre foi, é, e sempre será. Ele não se esforçou para chegar à posição de Deus, nem a herdou de seus pais, pois não os teve — nem pai nem mãe. Ele não tem principio e não terá fim. A Bíblia enfatiza a eternidade de Deus.

Escreveu o salmista: “…sim, de eternidade a eternidade tu és Deus!” (Salmo 90.2).

Abraão, o pai da raça hebraica, verificou que Deus é eterno. Abraão plantou uma tamargueira em Beer-Seba, e invocou ali o nome do Senhor, o Deus eterno” (Gênesis 21.33).

Deus disse no livro de Deuteronômio: “Pois levanto a minha mão ao céu, e digo: Como eu vivo para sempre…” (Deuteronômio 32.40).

Algumas pessoas podem argumentar que estas afirmações fogem à pergunta, pois pressupõe o que deveria ser provado. Elas partem comodamente da pressuposição de que Deus existe, mas não explicam como nem por que ele existe.

Contudo, o ponto de partida, segundo a Bíblia, é Deus. Deus estava no princípio e tudo se origina nele.

 

  • O Que É Teologia?

O termo “teologia” é comumente empregado quando as pessoas falam de Deus. O que teologia significa? Teologia significa “o estudo de Deus”. E um termo formado por duas palavras gregas: theós que significa “Deus” e lógos que significa “o estudo de alguma coisa”.

A teologia inclui o estudo de Deus e sua relação com o universo. Quando uma pessoa faz perguntas acerca de Deus, faz perguntas de caráter teológico.

O crente estuda teologia com o intuito de definir sua fé cristã. É difícil ter um relacionamento pessoal com alguém que você não conhece. É preciso que uma pessoa compreenda o que ela crê, em relação a Deus, e como ele se relaciona com a humanidade e com o universo. A finalidade disso é compreendermos o propósito que Deus tem para nós enquanto vivemos aqui na terra. O apóstolo Paulo falou de seu esmagador desejo de conhecer a Deus: “Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte” (Filipenses 3.10).

O estudo da teologia também é essencial para a disseminação da mensagem cristã. Cristo disse para os discípulos transmitirem ao mundo inteiro as boas-novas a seu respeito. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19). Essas novas só podem ser proclamadas quando corretamente entendidas.

Quando um crente declara a verdade de Deus a outras pessoas, normalmente aqueles que não crêem lhe fazem muitas perguntas. Uma boa noção de teologia pode ajudar o cristão a responder perguntas de forma precisa e inteligente. A Bíblia nos munda saber o que cremos e por que cremos. “Antes, santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre prontos para responder com mansidão e temor a todos aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1Pedro 3.15).

O estudo da teologia pode ser proveitoso para o crente, porque o capacita a definir sua fé cristã, a propagar a mensagem da Bíblia com conhecimento de causa, e a justificar sua fé precisamente, quando confrontada com outras posturas religiosas.

 

  • Deus Está Morto?

Na metade da década de 1960 evidenciou-se um grande interesse por um movimento filosófico que acreditava que Deus estava morto. Deus morreu? A pergunta é válida e a resposta é não. Deus está vivo e executando sua vontade no universo.

Então por que não temos notícia dele? Por que Deus permanece em silêncio? Por que ele não se revela de forma que todos possam vê-lo?

A Bíblia diz que Deus falou. Ele se revelou na história. Cada página do Antigo e do Novo Testamento apresenta evidências da revelação de Deus. O auge de sua revelação se deu quando ele tomou a forma de homem na pessoa de Jesus Cristo. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo” (Hebreus 1.1-2).

Desde o tempo de Cristo e da composição dos documentos do Novo Testamento não houve outras revelações da parte de Deus. A redação das Escrituras inspiradas foi concluída com os escritos dos apóstolos de Cristo e de seus discípulos.

A próxima vez vez em que Deus intervirá abertamente nos assuntos humanos será quando voltar, na pessoa de Jesus Cristo. Nessa ocasião todo olhoo verá: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele…” (Apocalipse 1.7).

O silêncio de Deus é uma comprovação de sua paciência. Deus continua esperando que as pessoas se arrependam de seus pecados. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pedro 3.9).

Mas, se Deus aparecesse hoje, as pessoas não seriam levadas a crer? Não. Embora elas não conseguissem negar a existência de Deus, sua presença não levaria todos a confiar nele. Uma coisa é crer que Deus existe, outra bem diferente é confiar-se a ele.

Jesus comprovou na sua época, sem sombra de dúvida, que ele era o Messias, o enviado de Deus Pai para salvar o mundo. No entanto, a maioria das pessoas atribuiu seus milagres ao Diabo e acabaram por crucificá-lo. E não foi por falta de provas. Foi porque não queriam crer. Hoje em dia as pessoas podem dizer que se tornariam crentes se Deus aparecesse pessoalmente a elas, mas isso não é necessariamente verdade. O problema não é tanto uma questão de provas, mas sim do coração humano. O profeta Jeremias disse: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” (Jeremias 17.9). Mesmo que Deus aparecesse em público, isso não provocaria uma explosão de fé nele.

Os cristãos, contudo, aceitam o registro bíblico. Eles estão seguros de que Jesus Cristo era o próprio Deus. Estão convencidos de que Deus vive e continua executando seu plano para o universo; embora não tenha mais se revelado, continua operando nos corações e vidas dos homens.

 

 

  • Como Deus É? Qual É a Sua Natureza?

Deus, por natureza, é um ser triúno. Existem na natureza de Deus três pessoas eternas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essas três pessoas são o único Deus eterno que é o Criador e sustentador do universo. A doutrina da Trindade baseia-se no que a Escritura diz sobre a natureza de Deus.

Só existe um único Deus. Um ponto que a Escritura assevera com firmeza é que só existe um Deus. ”Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deuteronômio 6.4). “Porque há um só Deus…” (1Timóteo 2.5). “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos. Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaías 44:6). Estas passagens e muitas outras declarações bíblicas deixam claro que há um só Deus.

Pluralidade de pessoas. Embora exista um só Deus, a Escritura nos diz que seu ser ou natureza abriga uma diversidade de pessoas. Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1.26). Disse ainda: “Eis que o homem se tem tornado como um de nós” (Gênesis 3:22).

Estes versículos fazem alusão à pluralidade de pessoas de Deus. Sabemos que ele não poderia estar falando a anjos aqui, pois estes não ajudaram, nem poderiam, ajudar Deus a criar o universo.

Entretanto, esta pluralidade não é o mesmo que esquizofrenia ou loucura. A natureza do Deus único engloba três personalidades distintas.

Deus, o Pai. A Bíblia fala de uma pessoa denominada “o Pai”. Esta pessoa é Deus. O profeta Isaías escreveu: “Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai” (Isaías 64:8). Jesus ensinou seus discípulos a orar: “Pai nosso que estás nos céus” (Mateus 6.9). Ao escrever para os cristãos na Galácia, o apóstolo Paulo iniciou a carta dizendo: “Paulo, apóstolo não da parte dos homens, nem por intermédio de homem algum, mas sim por Jesus Custo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos” (Gálatas 1.1). Deus também é chamado de Pai tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

Deus, o Filho. A Bíblia registra a existência de uma segunda pessoa, diferente do Pai, e que também é chamada de Deus. Esta pessoa é Jesus — Deus, o Filho. O apóstolo João escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1).

Noutra ocasião João disse: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:18). O Novo Testamento deixa bem claro que Jesus é Deus.

Deus, o Espírito Santo. Há uma terceira pessoa que a Bíblia revela, diferente do Pai e do Filho. É conhecida por Espírito Santo. O Espírito Santo também é mencionado como sendo Deus. “Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo? …Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3-4).

Para se entender a Doutrina da Trindade, há fatos-chaves que é preciso ter-se em mente:

  1. A Bíblia ensina que existe um só Deus.
  2. Afirmações bíblicas fazem alusão à pluralidade de pessoas na natureza de Deus.
  3. Uma vez que só existe um Deus e que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos chamados de Deus, a inevitável conclusão que se tira é que estas três pessoas são o Deus único.

 

  • Quais São os Argumentos Clássicos a Favor da Existência de Deus?

Existem quatro argumentos clássicos que defendem a existência de Deus. São eles: o argumento cosmológico, o argumento teleológico, o argumento moral e o argumento ontológico. Em linhas gerais, são assim definidos:

Argumento Cosmológico: Sustenta que tem que haver uma causa ou motivo para a existência do universo (cosmos). Todo efeito possui uma causa. O universo é um efetito. É preciso que haja uma causa inicial, uma causa não provocada, e esta tem que ser Deus.

Argumento Teleológico. O argumento teleológico, que deriva da palavra grega télos cujo significado é propósito, fim ou meta, diz respeito a desígnio e propósito. O planejador ou arquiteto original supremo é Deus. O salmista ressaltou esse fato: “Da tua alta morada regas os montes; a terra se farta do fruto das tuas obras. Fazes crescer a erva para os animais, e a verdura para uso do homem, de sorte que da terra tire o alimento, o vinho que alegra o seu coração, o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que lhe fortalece o coração” (Salmo 104.13-15).

Argumento Moral. Este argumento afirma que tem que haver um Deus responsável pelo senso universal de certo e errado que o homem possui em si. Toda cultura humana contém determinados padrões morais. O motivo de o homem ter padrões morais é porque o Criador os incutiu nele. Esse senso humano de moral evidencia a existência de Deus. A Bíblia diz: “Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei, pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Romanos 2.14-15).

Argumento Ontológico. O argumento ontológico, derivado da palavra grega que indica “entidade” é um tanto complicado. Um teólogo cristão chamado Anselmo, que viveu no século XI, expressou-o da seguinte forma: “A noção de perfeição inclui existência, pois o que não existe é menos do que perfeito; portanto, como temos o conceito de um ser perfeito, este ser precisa existir, pois o conceito inclui sua existência, do contrário ele seria menos do que perfeito”.

Estes argumentos têm sido empregados no decorrer dos séculos com o objetivo de mostrar que a crença na existência de Deus não é algo ilógico, mas, sim, que sua existência é o que melhor explica o universo em que vivemos.

 

  • Como Deus Se Revelou?

A Bíblia diz que Deus se revelou à humanidade de quatro maneiras diferentes: natureza, consciência do homem, Jesus Cristo e a Bíblia.

A Natureza. Uma das formas de Deus se revelar ao homem foi através da natureza. O universo, vasto e complexo como é, da testemunho de Deus e de sua glória. Diz a Bíblia: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que te lembres dele?” (Salmo 8.3-4).

Entretanto, o testemunho da natureza nos fala de Deus de forma limitada. O Livro de Jó expressa este fato. “Prende as águas em suas densas nuvens, e a nuvem não se rasga debaixo delas. Encobre a face do seu trono e sobre ele estende a sua nuvem. Eis que essas coisas são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pequeno é o sussurro que dele ouvimos! Mas o trovão do seu poder, quem o poderá entender?” (Jó 26.8-9,14). Contudo, o que o homem pode saber a respeito de Deus o deixa sem desculpa. “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis” (Romanos 1.20).

A Consciência do Homem. Deus também se revela através do espírito (ou mente) do homem. Todas as sociedades possuem um código de ética que lhes é inerente e que condena, universalmente, o roubo, a mentira, o homicídio etc. O senso de certo e errado do homem testifica a existência de Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Porque, quando os gentios, que não têm lei, embora não tendo lei, para si mesmos são lei, pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Romanos 2.14-15).

Jesus Cristo. Deus também se revelou ao mundo através da pessoa de Jesus Cristo. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo” (Hebreus 1.1-2).

O próprio Jesus declarou que veio à terra para revelar a vontade de Deus, o Pai: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11.27).

A Bíblia. Deus também se revelou por intermédio da palavra escrita: as Escrituras. A Bíblia é Deus revelando-se a si mesmo à raça humana. A Escritura refere-se a si mesma: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2Timóteo 3.16).

Deus deu ao ser humano grande oportunidade de conhecer a seu respeito através da natureza, da consciência do homem, de Jesus Cristo e da Bíblia.

 

  • Por Que Devemos Acreditar Que Deus Se Revela?

Do ponto de vista da raça humana, é necessário que Deus se revele. Podemos aprender muito sobre ele com a natureza. O fato de que é o Criador, e o fato de que sua criação foi formada de modo tão maravilhoso, é patente a todos. Todavia, a natureza não nos mostra o que Deus quer que façamos. Precisamos de uma revelação divina para saber e entender quem Deus é e o que ele quer de nós. Assim, uma revelação sobrenatural da parte de Deus para nós não é apenas possível, mas também essencial, segundo o ponto de vista humano.

Concluímos, portanto, que:

  1. Uma comunicação sobrenatural de Deus para o homem não é absurdo.
  2. Se Deus existe, sem dúvida é possível que possa se revelar.
  3. Pelo fato de Deus ter feito os homens seres personalizados, que se comunicam entre si, a comunicação com sua criação é provável.
  4. Deus nos ama e quer nos transmitir seu amor.
  5. Do ponto de vista da raça humana é necessário que Deus se revele a ela.

 

  • A Bíblia Dá Indicações de Ter Sido Inspirada por Deus?

Um dos motivos de confiarmos que Deus existe é a Bíblia. A Bíblia não se compara com nenhum livro escrito, antes ou depois dela. Ela sustenta que é a Palavra inspirada de Deus e oferece mais provas desse fato do que qualquer outro livro. “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2Timóteo 3.16).

Contudo, a simples alegação de inspiração divina não significa que seja verdade. É preciso que haja indícios para apoiar tal alegação, e os que existem são suficientes para o indagador de bom senso.

Embora constituída de sessenta e seis livros distintos, a Bíblia é na realidade um livro só. Um dos argumentos mais fortes em favor da inspiração da Bíblia é sua unidade de tema.

Mil e quinhentos anos sendo elaborada. O primeiro livro da Bíblia a ser escrito foi Gênesis ou Jó (por volta de 1400 a.C). O último livro compilado ou foi a Terceira Epístola de João ou foi o Livro do Apocalipse. Os dois foram escritos perto do fim do primeiro século d.C. A soma total são mil e quinhentos anos, desde a elaboração do primeiro livro da Bíblia até o último.

Muitos autores; profissões diversas. Mais de quarenta autores humanos escreveram os livros da Bíblia. Procediam de ambientes diferentes e exerciam profissões diferentes. Por exemplo: Amós era pastor de gado, Pedro e João eram pescadores, Lucas era médico, Josué era chefe militar e Daniel primeiro-ministro.

Três línguas; três continentes. A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: hebraico, aramaico e grego, e em três continentes distintos: África, Ásia e Europa.

Muitos temas polêmicos. O assunto da Bíblia inclui muitos temas polêmicos: a existência e natureza de Deus, a formação do universo, a criação e finalidade do homem, entre outros.

Escrita harmonicamente. A Bíblia compõe-se então de sessenta e seis livros, elaborados por quarenta autores humanos distinto, num período de mil e quinhentos anos, tendo sido escrita em três línguas diferentes, em três continentes diferentes, abordando assuntos muito polêmicos. Era de se esperar que o resultado fosse um texto confuso e desconexo, longe de de ser harmonioso. Entretanto, a Bíblia é uma unidade. É uma história que se desenrola de capa a capa, escrita em perfeita harmonia e continuidade. Esta característica é notável, considerando-se os diversos fatores em jogo. A única forma plausível de esse Livro ler sido composto com tamanha precisão é que o autor supremo foi o próprio Deus.

 

  • As Profecias Nos Dão Motivo Para Crer em Deus?

Uma das provas mais fortes da existência de Deus é o cumprimento d profecia bíblica. As Escrituras registraram muitos acontecimentos que Deus havia predito. Essas profecias que se cumpriram dão testemunho de que Deus conhece todas as coisas. Somente Deus, que não é limitado por nossa existência temporal e conhecimento finito, poderia revelar o futuro com precisão e coerência. “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo” (2Pedro 1.19-21).

Uma profecia é a predição de Deus de acontecimentos futuros. As predições bíblicas não são profecias vagas; são, sim, específicas. Além disso, não podem ser consideradas acaso, bom senso ou fraude.

O Antigo Testamento, por exemplo, prediz a vinda de um Salvador conhecido por Messias. As predições a seu respeito são extremamente específicas. Incluem:

Local do nascimento do Messias. Deveria nascer em Belém. “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miqueias 5.2).

Linhagem. O Antigo Testamento predisse qual seria a genealogia do Messias. Esta inclui a linhagem de Abraão (Gênesis 22.18), a linhagem de Isaque (Gênesis 21.12), a linhagem de Jacó (Números 24.17), de Jessé (Isaías 11.10) e de Davi (Jeremias 23.5).

Antes da destruição do templo. O Messias deveria ingressar no panorama histórico antes que o templo de Jerusalém fosse destruído. “E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do princípe que há de vir destruirá a cidade e o santuário (Daniel 9.26).

O templo foi destruído em 70 d.C. Portanto, foi profetizado que o Messias que havia de vir entraria no palco da história antes de 70 d.C. As probabilidades de uma pessoa conseguir cumprir essas profecias messiânicas por acaso são ínfimas. Porém Jesus de Nazaré cumpriu estas e muitas outras.

A Bíblia também contém muitas profecias referentes a nações e pessoas que se cumpriram literalmente.  cumprimento de profecias bíblicas é prova efetiva do conhecimento de Deus de todas as coisas — passado, presente e futuro.

Visto que a Bíblia nos dá exemplos de Deus predizendo o futuro, cabe a pergunta: “Por que ele faz isso?” Por que Deus em certas ocasiões predisse acontecimentos futuros? Deus nos responde esta pergunta através do profeta Isaías: “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade” (Isaías 46.9-10). “Desde a antiguidade anunciei as coisas que haviam de ser; da minha boca é que saíram, e eu as fiz ouvir; de repente as pus por obra, elas aconteceram. Há muito as anunciei, e as manifestei antes que acontecessem, para que não dissesses: O meu ídolo fez estas coisas, ou a minha imagem de escultura, ou a minha imagem de fundição as ordenou” (Isaías 48.3-5). Depreendemos destes versículos que:

  1. Ao nos contar o que acontecerá no futuro, sabemos que Deus existe, pois somente Deus poderia saber com certeza o que ocorrerá.
  2. Podemos entender também que ele é o único Deus que existe, pois nenhum outro deus ou ídolo já conseguiu predizer o futuro com precisão absoluta.
  3. O homem pode também ficar descansado que as outras prediçoes que Deusfez e que ainda não se cumpriram certamente se cumprirão.
  4. Por Que Deus Nos Contou o Que Acontecerá no Futuro?
  5. Podemos ainda confiar em tudo mais que Deus diz, porque ele nos deu razão para tal confiança.
  6. Podemos, portanto, estar certos de que Deus controla a his­tória e nossas próprias vidas. Sabendo que Deus predisse o futuro precisamente, podemos viver com a certeza de que o que ele nos disse acontecerá.

 

  • Como Jesus Cristo Ajuda a Provar a Existência de Deus?

A vida de Jesus Cristo oferece provas de que há um Deus? A resposta da Bíblia é afirmativa. O Novo Testamento declara que Jesus é a encarnação do único Deus verdadeiro.

O Evangelho de João tem início com a afirmação da natureza eterna de Jesus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós…” (João 1.1,14). Este é o testemunho nítido de que Jesus, o Deus eterno, tornou-se homem.

Os judeus se escandalizaram porque Jesus disse que era Deus. “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5 18).

O fato de que Jesus alegava ser Deus é evidente, mas suas alegações eram verdade? Jesus deu provas de que era Deus ao fazer coisas que somente Deus seria capaz de fazer — curar doenças incuráveis e ressuscitar os mortos. Sua vinda à terra cumpriu diversas profecias que não poderiam ter-se cumprido por acaso.

Há mais uma coisa que Jesus fez de que só Deus seria capaz: ele perdoou pecados. Ele disse a um paralítico que lhe trouxeram: “Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2.5).

Essa atitude provocou uma forte reação por parte dos líderes religiosos: ”Por que fala assim este homem? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?” (Marcos 2.7).

Estavam inteiramente certos. Somente Deus possui a capacidade de perdoar pecados. O profeta Isaías registrou as palavras do próprio Deus: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43.25).

Jesus se colocou em pé de igualdade com Deus, ao declarar sua capacidade de perdoar pecados. Porém, o maior feito de Jesus foi derrotar nosso maior inimigo: a morte. Ele predisse que ressurgiria dos mortos. “Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo. Quando, pois, ressurgiu dentre os mortos, seus discípulos se lembraram de que dissera isto, e creram na Escritura, e na palavra que Jesus havia dito” (João 2.18-22).

A Bíblia afirma que a ressurreição comprovou que Jesus era Deus, o Filho. “E que com poder foi declarado Filho de Deus, segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos…” (Romanos 1.4).

A morte de Cristo na cruz e sua ressurreição dentre os mortos é o evangelho, ou boas-novas, em que depositamos nossa fé. “Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Coríntios 15.1-4).

A ressurreição de Jesus demonstrou o fato de que ele é Deus. Mostrou que possui autoridade sobre todas as coisas, incluindo vida e morte. Podemos então sintetizar o assunto da seguinte forma:

  1. O Novo Testamento testifica que Jesus é o Deus eterno.
  2. Jesus demonstrou que podia fazer o que somente Deus era capaz de fazer — derrotar a morte, entre outras coisas.
  3. A ressurreição de Jesus é prova de que ele era, de fato, Deus,

 

  • O Que o Testemunho de Vidas Transformadas Nos Fala Sobre Deus?

Existem, como já vimos, muitas indicações objetivas de que Deus existe. Há ainda outra fonte de indicações que é o testemunho de vidas que foram transformadas.

A Bíblia encoraja as pessoas a experimentarem Deus. “Provai, e vede que o Senhor é bom; bem aventurado o homem que nele se refugia” (Salmo 34.8).

A experiência cristã não é em si mesma e por si só uma comprovação da veracidade da fé cristã. Mas se Deus se revelou na Bíblia, deveríamos esperar que tal experiência desse testemunho compatível com essa revelação.

Os discípulos de Jesus são um exemplo de experiência que ratifica a Palavra de Deus. Todos eles abandonaram Jesus guando Judas Iscariotes o traiu. Simão Pedro chegou a negar que o conhecesse. Quando Jesus foi julgado e crucificado, seus discípulos não puderam ser achados. No entanto, menos de dois meses depois, aqueles mesmos covardes proclamavam com ousadia a verdade de Cristo para o mundo. Eles testificaram que o que fez a diferença foi terem visto a Jesus ressurreto. Cada um daqueles homens sofreu perseguição pelo resto da vida e, à exceção de João, morreu como mártir por sua fé em Cristo.

Algo mudou suas vidas. Covardes não se tornam mártires sem motivo. Que motivo foi esse? Os discípulos testificaram que o fato de terem visto o Cristo ressurreto é que fez a diferença. Foi um acontecimento histórico, não um conto de fadas. O apóstolo Pedro declarou: “Porque não seguimos fábulas engenhosas quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois nós fomos testemunhas oculares da sua majesta. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando pela Glória Magnífica lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; e essa voz, dirigida do céu, ouvimo-la nós mesmos, estando com ele no monte santo” (2Pedro 1.16-18).

A transformação das vidas dos discípulos de Jesus serve de testemunho da veracidade da mensagem cristã. Saulo de Tarso é outro exemplo. Ele perseguia os cristãos, mas sua vida mudou quando teve uma experiência com o Cristo ressurreto na estrada para Damasco. Foi uma experiência genuína, não uma fantasia. Disse ele ao rei Agripa: “Porque o rei, diante de quem falo com liberdade, sabe destas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto” (Atos 26.26).

Como no caso dos discípulos de Jesus, não há dúvida que a vida de Saulo mudou radicalmente. Da mesma forma que aqueles, ele declarou que foi por ter visto o Cristo ressurreto. A transformação de sua vida é mais um testemunho da veracidade da fé cristã.

Desde a época de Cristo as vidas de milhões de pessoas têm sido mudadas por experimentarem o Cristo ressurreto. A experiência daqueles que creem em Cristo confirma ainda mais que a mensagem cristã é verdadeira.

Podemos concluir que:

  1. A experiência cristã baseia-se nos fatos do Evangelho.
  2. Os discípulos de Jesus e Saulo de Tarso são dois exemplos bíblicos de comprovação da experiência cristã.
  3. Milhões de outras pessoas, depois dos discípulos, já tiveram a mesma experiência.
  4. A experiência cristã confirma, então, ainda mais a veracidade da mensagem cristã.

 

  • O Que a Natureza Nos Diz de Deus?

A natureza (o universo que nos cerca) nos fala alguma coisa sobre Deus? Podemos encontrar prova da existência de Deui observando o mundo em que vivemos?

A Bíblia afirma que o universo é um testemunho da existência de Deus. A estética e precisão que caracterizam sua criação evidenciam seu grande poder criativo e conhecimento Nas palavras do salmista: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há fala, nem palavras; não se lhes ouve a voz. Por toda a terra estende-se a sua linha, e as suas palavras até os confins do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, que é qual noivo que sai do seu tálamo, e se alegra, como um herói, a correr a sua carreira. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até a outra extremidade deles; e nada se esconde ao seu calor” (Salmo 19.1-6).

O apóstolo Paulo disse ao povo em Listra: “…vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles; o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos. Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações” (Atos 14.15-17).

O apóstolo Paulo escreveu à igreja em Roma: “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis” (Romanos 1.20).

Estas passsagens nos lembram que a obra criativa de Deus pode ser observada na natureza. Ele criou as coisas para funcionarem de forma ordenada, e continua a mantê-las em ordem. A obra de suas mãos está em toda parte para que todos a contemplem. Basta que se olhe ao redor para ver o “seu eterno poder” (Romanos 1.20).

 

  • A Natureza É Suficiente Para Conhecermos a Deus?

Uma pessoa pode conhecer a Deus através da observação da natureza? É possível descobrirmos quem Deus é, e como ele é, observando o mundo que nos cerca? A resposta é não. Embora a natureza testifique que Deus existe, em última análise somente o próprio Deus pode nos revelar o seu próprio ser. A Bíblia deixa claro que a revelação de Deus na natureza não é suficiente para que pecadores o conheçam. “Então Paulo, estando em pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos; porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio” (Atos 17.22-23).

Paulo escreveu aos efésios: “A mim me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou” (Efésios 3.8-9).

Quaisquer conclusões sobre o caráter e objetivo de Deus, que se possa tirar da natureza, precisam ser analisadas à luz do que Deus disse a seu respeito nas Escrituras, e do que Jesus, Deus em pessoa, revelou sobre Deus quando irrompeu na história humana.

 

  • Onde Deus Mora?

Existe algum lugar em especial onde Deus more? Onde fica?

A Bíblia ensina que a presença de Deus está em cada ponto do universo. Isto não significa que o ente “Deus” esteja espalhado por todo lado; significa apenas que Deus sabe o que está acontecendo em toda parte, o tempo todo. Quando o rei Salomão orou ao dedicar o templo de Jerusalém, tinha consciência deste fato: “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei!” (1Reis 8.27).

Todavia, a Bíblia afirma também que existe um determinado lugar onde Deus habita. O lugar de habitação de Deus é conhecido por diversos nomes, mas o mais conhecido é “céu”. “Atenta lá dos céus e vê, lá da tua santa e gloriosa habitação…” (Isaías 63.15).

Outra designação é “alto e santo lugar”. “Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito…” (Isaías 57.15).

Os céus tambem são chamados de “o trono de Deus”. “Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus” (Mateus 5.34).

Jesus referiu-se aos céus como sendo a casa de seu Pai. E onde os crentes habitarão. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós tambem” (João 14.2-3). Tiramos as seguintes conclusões sobre a morada de Deus:

  1. Embora a presença de Deus esteja em todo o universo, ele habita num lugar conhecido como céu.
  2. Tomando por base as referências da Bíblia, entendemos que o céu é um local real — embora não seja material, geográfico — onde Deus reside e para onde os crentes um dia irão, juntando-se, assim, a ele.

 

  • Pode-se Experimentar Deus Através de Outras Religiões Diferentes do Cristianismo?

As Escrituras revelam que o Deus da Bíblia é o único Deus verdadeiro. “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Isaías 43.10).

Deus se revelou à humanidade nas Escrituras e tomou providências para que O conhecêssemos. A Bíblia nos adverte contra outras religiões e outros deuses: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3).

Deus também proporcionou outro meio para que as pessoas possam conhecê-lo: a pessoa de Jesus Cristo. Jesus disse:

“Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens” (João 10.7-9).

“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14.6).

O apóstolo Pedro deixou claro que uma pessoa só pode chegar ao Deus verdadeiro através de Jesus Cristo. “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (Atos 4.12).

As religiões que oferecem um meio de se conhecer a Deus diferente da pessoa de Jesus Cristo são religiões falsas. Como Paul E. Little escreveu: “Cristianismo é o que Deus tem feito pelo homem no sentido de buscá-lo e vir em seu auxílio. Nas outras religiões o homem busca e se esforça para alcançar Deus… Devido a esta profunda diferença, somente o Cristianismo oferece certeza de salvação” (Know Why You Believe, Inter-Varsity Press, p. 93).

Concluímos então que:

  1. A Bíblia diz que só existe um Deus.
  2. Deus proporcionou um meio pelo qual as pessoas podem conhecê-lo, através da pessoa de Jesus Cristo.
  3. Jesus disse que ninguém pode ir a Deus, senão por ele.
  4. Toda religião que ensina que Deus pode ser alcançado sem necessidade de Jesus erra nesse ponto.

 

  • Por Que Não Crer em Muitos Deuses?

Excetuando-se o Deus da Bíblia, é possível que existam outros deuses? A Bíblia faz algum comentário sobre a existência desses outros deuses? Ela nos mostra claramente que embora pessoas adorem pretensos deuses, existe apenas um Deus verdadeiro e eterno. “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Isaías 43.10).

Embora a Bíblia faça referência a falsos deuses, ela não afirma que tais deuses existem de fato. O apóstolo Paulo escreveu: “Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses” (Gálatas 4.8).

As Escrituras indicam que esses falsos deuses não devem ser comparados ao Deus único e verdadeiro. “A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis e me comparareis, para que sejamos semelhantes? Os que prodigalizam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças, assalariam o ourives, e ele faz um deus; e diante dele se prostram e adoram. Eles o tomam sobre os ombros, o levam, e o colocam no seu lugar, e ali permanece; do seu lugar não se pode mover; e, se recorrem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação” (Isaías 46.5-7).

Esses deuses eram uma invenção da mente das pessoas que rejeitaram a verdade do único Deus verdadeiro. Somente o Deus da Bíblia tem substância de verdade.

Considerando que o Deus da Bíblia nos dá motivo para crer em sua existência, qualquer declaração sua a respeito de outros deuses é definitiva. Como ele afirma ser o único Deus que existe, o assunto está encerrado. Não existem quaisquer outros deuses verdadeiros.

 

  • Como as Religiões Orientais Encaram Deus?

As religiões orientais, incluindo o Budismo e o Hinduísmo, têm uma concepção de Deus diferente da do Cristianismo. Quando comparadas, torna-se evidente que suas concepções de Deus são incompatíveis com o Cristianismo.

Deus é a criação. As religiões orientais não estabelecem qualquer distinção fundamental entre seu deus e a criação. Ele é como o universo que foi criado. Elas ensinam que deus é tudo e tudo é deus. Não é o que a Bíblia ensina. Deus se distingue de sua criação. “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1).

Deus já era uma entidade antes da criação do universo. Quando criou o universo físico, ele estava criando algo que não existia antes. “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11.3).

Essa nova criação não era uma ramificação do ente Deus ou de sua natureza. É uma entidade completamente diferente. Segundo a Bíblia, Deus não é parte de sua criação: “Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus” (Hebreus 3.4).

Um ser sem personalidade. Pelo prisma das religiões orientais, deus é parte do universo e, consequentemente, não tem personalidade. O Cristianismo prega que Deus tem personalidade. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira…” (João 3.16).

Este versículo mostra que Deus tem capacidade de amar o mundo. O deus das religiões orientais não pode amar o mundo porque é a mesma entidade que o mundo. O Deus da Bíblia é capaz de pensar, amar, raciocinar, odiar e julgar. Já o outro não pode fazer nada disso.

Sem qualquer interesse no homem. Também não é possível que o deus das religiões orientais tenha qualquer interesse por assuntos humanos. Portanto, não se tem alguém a quem orar, nem para proteger o homem.

A Bíblia retrata um Deus intimamente envolvido com o homem e com o que este faz. Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

Então o Deus do Cristianismo não é o mesmo deus que as religiões orientais pintam pelos seguintes motivos:

  1. O deus das religiões orientais é parte da criação; o Deus do Cristianismo distingue-se de sua criação.
  2. O deus das religiões orientais não é dotado de personalidade, ao passo que o Deus do Cristianismo o é.
  3. Não é possível que o deus sem personalidade do Oriente tenha qualquer interesse na humanidade, já o Deus do Cristianismo preocupa-se profundamente com tudo que diz respeito ao homem.

 

  • O Deus do Islã É o Mesmo Deus do Cristianismo?

Como acabamos de ver, o Deus do Cristianismo não é o mesmo deus sem personalidade das religiões orientais. Mas, e quanto ao Islã? Alá, o deus do Islamismo, é o mesmo Deus revelado na Bíblia?

A religião islâmica foi instituída por um homem chamado Maomé, nascido em 570 d.C. Maomé dizia ter revelações de Deus, revelações essas que extrapolavam as Escrituras do Judaísmo e do Cristianismo.

Contudo, os fatos indicam o contrário. O conceito de Deus do Cristianismo e do Islamismo são diferentes. Não é possível muçulmanos e cristãos adorarem o mesmo Deus, porque essas duas religiões possuem textos autorizados diferentes, opiniões diferentes sobre Jesus e concepções de salvação diferentes.

No Islamismo, o texto autorizado supremo é o Alcorão — os muçulmanos acreditam que é a palavra de Deus. Embora o Islamismo ensine que o Antigo e o Novo Testamento foram divinamente inspirados, eles acreditam que os cristãos e os judeus adulteraram as Escrituras. Acreditam ainda que a Bíblia está errada em todos os pontos em que diverge do Alcorão. Para os muçulmanos, esta é a única fonte fidedigna de ensino.

O Alcorão retrata um deus diferente do Deus do Cristianismo. O deus do Islã chama-se Alá, e em sua natureza existe uma pessoa só. A Bíblia mostra que existe um Deus eterno que se revelou em três pessoas eternas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Estas três pessoas constituem o Deus único. Esta é a doutrina da Trindade. O Islamismo rejeita a Trindade e o ensino do Novo Testamento de que Jesus Cristo é o Deus eterno. Ele é considerado um mero profeta. Segundo o Alcorão “Ele [Jesus] não é mais que um servo…” (Surata 19.92 — edição do Alcorão em português).

Esta declaração é uma contradição frontal ao que a Bíblia diz de Jesus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1).

Acredita-se no Islamismo que Maomé, seu fundador, foi o maior e último profeta.

Por fim, o Islamismo ensina ainda que existe um outro caminho, pelo qual as pessoas podem conhecer a Deus e ser salvas de seus pecados. Seu critério de salvação são as boas ações de uma pessoa. O Alcorão diz: “Quanto àqueles, cujas ações pesarem mais, serão os bem-aventurados. Em troca, aqueles cujas ações forem leves, serão desventurados e permanecerão eternamente no inferno” (Surata 23.102-103 — edição do Alcorão em português).

A Bíblia diz que nossas boas obras não podem agradar a Deus. Precisamos de um Salvador. Jesus foi Aquele que morreu para nos salvar dos nossos pecados. Precisamos aceitar, pela fé, o perdão que ele nos oferece. Não podemos merecer nossa salvação. “Não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou” (Tito 3.5).

O Islamismo rejeita a salvação que Jesus Cristo oferece. Concluímos que o deus do Islã e o Deus do Cristianismo não se compatibilizam pelas seguintes razões:

  1. Os textos autorizados são diferentes. O Islamismo considera o Alcorão seu código definitivo e afirma que a Bíblia contém erros. Esta mostra ser ela a Palavra infalível de Deus e autoridade suprema sobre todas as questões, incluindo fé e
  2. O Islamismo sustenta que Jesus era apenas um grande profeta. O Novo Testamento prega que ele é o Deus verdadeiro. O Islamismo exalta Maomé a uma posição mais elevada que a de Jesus.
  3. O Islamismo ensina que uma pessoa pode ser salva por suas obras, enquanto a Bíblia mostra que somente pela fé em Cristo alguém pode ser salvo.

Portanto, Alá, o deus do Islã, não é o Deus revelado na Bíblia.

 

  • O Que É Ateísmo?

A palavra ateísmo é formada pelo prefixo grego a “não” e pela palavra grega theós “divindade ou Deus”. O ateu acredita que Deus não existe. Ele explica a existência das coisas pelo lado natural, ao invés de pelo sobrenatural. Ele encara o mundo que o cerca como um produto de forças naturais. O ateu não vê sentido em crenças religiosas, em Deus ou em deuses.

Ele acredita que é possível obter-se provas de que Deus não existe. Sustenta ainda que há indicies substanciais desse fato. Entretanto, ele próprio não consegue afirmar, em termos dogmáticos, que Deus ou deuses não existem.

Existem apenas dois meios possíveis de se saber que Deus não existe:

  1. Considerando a possibilidade de que existe um deus em alguma parte do universo que não entrou em contato conosco, uma pessoa precisaria ter conhecimento absoluto de tudo que está acontecendo em cada ponto do universo para afirmar categoricamente que Deus não existe. É óbvio que se ela tivesse tanto conhecimento assim, a ponto de poder afirmar que Deus não existe, seria onisciente e, portanto, por definição, Deus. Do contrário não poderia ter certeza se Deus ou deuses existem ou não.
  2. Alguém poderia saber que Deus não existe se recebesse uma revelação especial informando-o da não existência de Deus ou deuses no universo. Mas somente o próprio Deus poderia dar tal revelação e, assim, esta forma de negar sua existência também não vale.

Portanto, afirmar que Deus não existe é incorrer no erro de contestação categórica. Seria mais apropriado dizer: “Eu não creio que haja indícios da existência de Deus”. Nestas bases, o ateísta poderia explicar porque acha que Deus não existe, e o teísta (aquele que crê em Deus), poderia rebater os argumentos do primeiro explicando porque ele crê na existência de Deus.

 

  • O Que É Agnosticismo?

Agnosticismo é uma palavra formada pelo prefixo grego a, “não” e pelo substantivo grego gnósis, “conhecimento”. Agnóstico é quem acredita que não há indícios suficientes para provar ou refutar a existência de Deus ou de deuses. O agnóstico critica tanto o teísta quanto o ateísta por defenderem seus princípios de forma dogmática. Ele procura, assim, manter uma posição de neutralidade.

Existem essencialmente duas categorias de agnósticos. Uma afirma que há indícios insuficientes de que Deus existe, mas não exclui a possibilidade de vir a alcançar provas no futuro. Esta categoria de agnósticos acredita ser possível reunir indicações suficientes para se ter certeza da existência de Deus. A outra categoria de agnósticos acredita que é impossível que se venha a ter certeza da existência ou não de Deus ou de deuses. No entender deste grupo, os fatos que permitiriam qualquer comprovação não estão ao nosso alcance e nunca estarão.

Podemos, então, dividir os agnósticos em duas categorias: aqueles que afirmam que não se sabe se Deus existe ou não, e aqueles que sustentam que não é possível saber se ele existe ou não.

 

CONCLUSÃO

Tendo investigado os indícios da existência de Deus, chegamos às seguintes conclusões:

  1. A Bíblia prega que Deus existe.
  2. Deus sempre existiu. Ninguém o criou.
  3. Existe apenas um único Deus. Não há outros deuses.
  4. O Deus único existe eternamente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esta é a doutrina da Trindade.
  5. Deus deu à humanidade razões suficientes para crer que ele existe. Entre algumas das razões de sabermos que Deus existe estão: a Bíblia, profecias cumpridas, a ressurreição de Jesus Cristo e a transformação da vida dos crentes.

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Fonte: “103 Perguntas que as Pessoas Mais Fazem Sobre Deus”, Don Stewart, JUERP, 3ª edição, 1990.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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