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Duas dificuldades bíblicas

por Pr. Natanael Rinaldi - qui maio 18, 10:07 am

Duas dificuldades bíblicas

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Pergunta: O inferno é um lugar de trevas ou existe luz nele?

Resposta: A sua pergunta é formulada porque em Mateus 8.12 Jesus se refere ao inferno como lugar de trevas exteriores, quando Marcos 9. 48 fala desse lugar como tendo fogo. Ora, fogo e trevas não podem coexistir no mesmo lugar, pois o fogo ilumina e aí deixa de haver trevas. Esclarecendo o assunto, queremos dizer que ambas as palavras – fogo e trevas – são poderosas figuras de linguagem usadas para descrever a realidade indescritível do inferno. O fogo, porque o tormento é eterno. São trevas exteriores porque os que para lá forem estarão perdidos eternamente. Embora o inferno seja um lugar literal, nenhuma, descrição desse lugar pode ser tomada literalmente. Algumas figuras de linguagem são usadas para descrever esse lugar de tormento. Uma horrível realidade, onde o corpo e a alma sofrerão eternamente, como se lê em Mateus 10.28 e Lucas 12.4-5. Para descrever esse sofrimento, só usando figuras de linguagem, mas não se deve tomar as figuras de linguagem literalmente. Existem outras figuras de linguagem para descrever o destino dos perdidos. Além de fogo eterno e trevas exteriores, o inferno é também descrito como o poço do abismo.

 

Pergunta: Jesus referiu-se a si mesmo em várias passagens bíblicas como Filho do homem. Por que Ele também se refere a si mesmo como Filho de Deus?

Resposta: Jesus usava a expressão Filho do Homem quando se referia à sua humanidade mais do que à sua divindade. Se Ele realmente era o Messias, o Filho de Deus, por que usava a expressão Filho do Homem? Em primeiro lugar, a frase “Filho do Homem” é uma referência à humanidade de Jesus, mas não é uma negação da sua divindade. Por ter-se tornado homem Jesus não deixou de ser Deus. A encarnação de Cristo não envolve a eliminação da sua divindade, mas a adição da sua humanidade. Jesus claramente reivindicou ser Deus verdadeiro em muitas ocasiões (João 5.18; 8.58 e 10.30-33). Mas, em adição ao seu ser divino, Ele era também homem. Ele tinha duas naturezas conjuntas em uma só pessoa.

Além disso, Jesus não estava negando sua deidade por referir-se a si mesmo como Filho do Homem.

A Bíblia diz que somente Deus pode perdoar pecados (Isaías 43.25;Marcos 2.7). Mas, como Filho do Homem, Jesus tinha o poder de perdoar pecados (Marcos 2.10). Igualmente, Jesus voltará a esta terra como o Filho do Homem, em nunvens de glória, para reinar sobre a terra (Mateus 26.63-64). Nessa passagem Jesus está se referindo a Daniel 7.13, onde o Messias é descrito como o ancião de dias, uma frase que indica a Deidade de Jesus (Daniel 7.9). Quando o sumo sacerdote interrogou Jesus se ele era o Filho de Deus (Mt 26.63), Jesus respondeu afirmativamente, declarando que ele era o Filho do Homem que viria com poder e grande gloria (verso 64) nas nuvens do céu. Isso indica que Jesus mesmo usou a frase Filho do Homem para indicar sua deidade. Sua deidade como Filho de Deus.

Finalmente, a frase Filho do Homem enfatiza o que Jesus é em relação à sua encarnação e sua obra de redenção.


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

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