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É islã, não “islamismo”

por Julio Severo - qui mar 12, 4:32 pm

boko haram usa terror

Comentário de Julio Severo: Babette Francis é uma das maiores líderes católicas pró-vida da Austrália. Embora eu tivesse lido livros e artigos dela por mais de 20 anos, a primeira vez que me encontrei com ela pessoalmente foi no Fórum Internacional da Família Grande e o Futuro da Humanidade, realizado em Moscou em setembro de 2014. Diferente do Papa Francisco, que já declarou que é errado igualar islamismo com violência, Babette, como católica e pró-vida, não tem medo de falar a verdade sobre a natureza violenta do que Obama chama de “religião da paz.” Eis o artigo dela, gentilmente traduzido por Dionei Vieira:

Enquanto o massacre de jornalistas e cartunistas do Charlie Hebdo em Paris pode ter levado a uma reflexão introspectiva por parte dos editores e da mídia esquerdista do Ocidente democrático, eles ainda não parecem entender que o problema fundamental não é o “islamismo” ou o “extremismo” ou algum grupo marginal de “islamitas”, mas o próprio islã.

Cada atrocidade cometida pelo Estado Islâmico ou pelos chamados “lobos solitários” em Paris, Boston, Istambul, Mumbai, Londres e etc, tem justificativa em algum verso ou outro do Alcorão, que apela para a morte dos infiéis, apóstatas e homossexuais, e também são justificados por exemplos na vida do profeta muçulmano Maomé.

O escritor e estudioso do Islã, William Kilpatrick, escreveu na Revista Online Crise em 30/10/14:

O maior obstáculo para a modernização do islã é o próprio Maomé. A tarefa de fazer um homem que possuía uma espada chamada ‘cortador de vértebras’ ser compatível com o mundo moderno não é um caminho fácil.

Kilpatrick passou a listar algumas das ações de Maomé, junto com as referências do Alcorão e do hadith:

Maomé se casou com uma menina de seis anos de idade e consumou o casamento quando ela tinha nove anos. (Bukhari, 5. 63. 3896) [É por isso que a idade de casamento para as meninas não pode ser aumentadas em países como o Irã e a Malásia e no Irã está sendo reduzida de l0 para 9 anos].

Em violação das normas morais árabes, Maomé se casou com sua própria nora. (Alcorão, 33:37) Ele ordenou a decapitação de todos os homens capturados da tribo Banu Qurayza e a escravização das mulheres e crianças. De acordo com alguns relatos, entre 800 e 900 homens e meninos adolescentes foram executados enquanto Maomé e sua noiva-criança observavam. (Ishaq, p. 464)

Ele sancionou o estupro de mulheres capturadas por suas tropas no campo de batalha. (Muslim, Vol. 4, No. 1438) Após o ataque aos judeus de Khaybar, Maomé ordenou que um líder da tribo, Kinana bin al-Rabi, fosse torturado até que ele revelasse o local do tesouro do grupo. Um fogo foi aceso no peito de Kinana, mas como ele ainda se recusava a revelar o segredo, Maomé mandou decapitá-lo. Maomé havia prometido a jovem esposa de Kinana, Safiya, para outro muçulmano, mas, depois de ouvir sobre a sua beleza, ele voltou atrás em sua palavra e levou-a em “casamento” para si mesmo. Segundo alguns relatos, isso ocorreu apenas horas depois de ter despachado o marido. (Ishaq, p 515; Bukhari, 1. 8. 367).

Após o massacre de Charlie Hebdo, a agência de notícias Breitbart News (EUA) relatou os comentários do clérigo muçulmano Anjem Choudary que repreendeu o conceito de liberdade de expressão. Ele disse:

Contrariamente à crença popular, o islã não significa a paz, mas sim submissão unicamente às ordens de Allah. Portanto, os muçulmanos não acreditam no conceito de liberdade de expressão, visto que o seu discurso e ações são determinados por revelação divina, e não com base nos desejos das pessoas.

Embora os muçulmanos não possam concordar sobre a liberdade de expressão, mesmo os não-muçulmanos que a defendem dizem que isso vem com responsabilidades. Em um mundo cada vez mais instável e inseguro, as potenciais consequências de se insultar o profeta Maomé são conhecidas por muçulmanos e não-muçulmanos.

Os muçulmanos consideram a honra do profeta Maomé como mais cara para eles do que a de seus pais ou até a de si mesmos. Defendê-la é considerado uma obrigação para eles. A punição rigorosa se for considerado culpado desse crime sob xaria (lei islâmica) é a pena capital implementada por um Estado islâmico. Isso ocorre porque o profeta Maomé disse: “Mate quem insulta um profeta” – Anjem [Choudary]

Qual é então a resposta para os problemas criados pelo islã — e deve-se notar que as principais vítimas do islã são os próprios muçulmanos. Os decretos dessa religião têm mantido muitos deles pobres e analfabetos, privaram seus países de talentos e livre empresa de metade de sua população — as mulheres — e causaram guerras internas e matando em uma escala maciça. Em um sentido os infiéis, os cristãos e outras minorias são apenas danos colaterais.

Uma solução parcial vem de um discurso proferido pelo presidente egípcio, o general Abdel Fattah el-Sisi: “É inconcebível”, disse el-Sisi, “que o pensamento que é mais sagrado para nós deva ser para toda a umma (mundo islâmico) uma fonte de ansiedade, perigo, morte e destruição para o resto do mundo.

É possível que 1,6 bilhão (muçulmanos) deva querer matar o resto dos habitantes do mundo — que são de 7 bilhões — para que eles mesmos possam viver? O Islã precisa de uma revolução religiosa.

Eu estou dizendo essas palavras aqui no Al Azhar, diante desta assembléia de estudiosos e ulemás — Alá Todo-Poderoso seja testemunha desta verdade no Dia do Juízo a respeito do que eu estou falando agora. Tudo isso que eu estou dizendo a você, você não pode senti-lo se você ficar preso dentro essa mentalidade. Você precisa dar um passo para fora de si mesmo para poder observá-la e refletir sobre isso de uma perspectiva mais esclarecida.

Digo e repito mais uma vez que estamos precisando de uma revolução religiosa. Você, imams, são responsáveis perante Alá. O mundo inteiro, eu digo isso de novo, o mundo inteiro está à espera de seu próximo movimento… porque este umma está sendo rasgado, ele está sendo destruído, ele está sendo perdido — e está sendo perdido por nossas próprias mãos.

Três coisas são notáveis neste discurso marcante. Primeiro, el-Sisi é o líder do Egito, a nação islâmica árabe mais populosa, com 5% dos muçulmanos do mundo. Seu discurso terá um grande impacto.

Segundo, ele vem na esteira da fracassada “Primavera Árabe” e a aquisição posterior de uma grande área do Oriente Médio pelo fundamentalista Estado Islâmico e seus aliados. Isso sugere que há uma crescente repulsa contra ligações com os decapitadores, estupradores e torturadores que operam sob a bandeira do islã.

Como o jornal britânico Guardian observa, “a espiral de instabilidade em grande parte do mundo árabe” tem conduzido a 16,7 milhões de refugiados árabes, uma maré humana sem precedentes de miséria. Estas não são pessoas felizes, e muitos vão justamente culpar o seu sofrimento devido aos muçulmanos extremistas e terroristas, que os tem expulsado.

Terceiro, el-Sisi incisivamente fez seus comentários em Al-Azhar — a mesma mesquita/universidade do Cairo que deu à luz a Irmandade Muçulmana e onde o presidente Obama, em 2009, fez um pedido de desculpas de modo servil para o mundo muçulmano. O contraste não poderia ser mais nítido.

Também não é al-Sisi unicamente. Bridget Johnson da PJ Tatler cita o influente xeique Ahmad al-Ghamdi, o ex-chefe da polícia religiosa da Arábia Saudita no local sagrado de Meca, como dizendo que as mulheres não devem ter que usar o véu e devem ser capazes de se misturarem com os homens, usarem maquiagem e viajarem para o exterior, sem serem acompanhado por um homem.

Tal afirmação pode parecer insignificante no Ocidente, mas em um país como a Arábia Saudita a própria idéia de que as mulheres possam ter a sua própria identidade independentes de seus maridos ou pais é revolucionário.

Nas ONU a nossa organização, a Endeavour Forum Inc (uma ONG que tem status consultivo especial junto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas) batalha contra a demanda por parte das nações de 57 membros da Organização de Cooperação Islâmica de que deveriam haver leis de blasfêmia universais para evitar “insultos” contra a religião muçulmana.

No Paquistão. Asia Bibi está no corredor da morte por cinco anos pelo alegado crime de “blasfêmia”, sua sentença de morte foi recentemente confirmada por um tribunal superior em Lahore. Isso tudo é o muçulmano tradicional, não grupos extremistas.

Os políticos e alguns líderes católicos têm dito banalidades sobre o islã ser uma religião de paz e retratar aqueles que matam em seu nome como que traindo os ideais do islã. Pelo contrário, são os extremistas que estão executando os decretos do Islã em relação aos insultos ao seu profeta.

É hora de homenagear os líderes cristãos, o cardeal George Pell, Rev. Fred Nile MLC, Rev. Mark Durie, Fr. Paul Stenhouse e o Pastor Danny Nalliah, que tiveram a coragem de afirmar que o próprio islã é o problema. Isso é mais do que os editores de jornais e jornalistas tiveram a coragem de fazer, mas esperamos que agora que tantos mais de sua própria profissão foram mortos, além daqueles decapitados pelo Estado Islâmico, que eles vão parar de se concentrar em uma “islamofobia” imaginária, e tenham vontade de ler o Alcorão e analisar o próprio islã. Não é fobia ter medo de ter a cabeça cortada.

Traduzido por Dionei Vieira do artigo do Online Opinion: It is Islam, not “Islamism”

Fonte: www.juliosevero.com


Cada autor é responsável pelo conteúdo do artigo.

4 Comentários

Comentários 1 - 4 de 4Primeira« AnteriorPróxima »Última
  1. Desnecessário publicar material católico. Existem muitos defensores pró-vida evangélicos.

    1. vinicius,
      quando se trata da defesa da fé cristã,desde q não vá de encontro com a bíblia na minha opinião é valido publicar um artigo de uma pessoa q não professe a mesma fé q nós.

  2. A defesa é da fé Cristã. Material excelente. 

  3. Vejo uma GRANDE contraversão entre o líder católico e seus seguidores (pelo menos alguns). 
    Como diz a matéria, o próprio islã é O problema!

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