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É pecado comer carne?

[1]O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE A INGESTÃO DE CARNE COMO ALIMENTO

É argumentado por algumas religiões cristãs que ingerir certos tipos de carnes é cometer pecado, outras são mais radicais e proíbem qualquer ingestão e dietas de carnes. Entre estas religiões encontramos a Igreja Adventista do 7o Dia – Movimento de Reforma. Esta Igreja dividiu-se do primeiro grupo – Os Adventistas do Sétimo Dia, na Primeira Guerra mundial, quando a maioria concordou que os soldados Adventistas poderiam lutar na guerra até mesmo no Sábado. Uma facção achou arbitrária a idéia da maioria, pois achavam que não deveria ser aprovada a participação dos soldados adventistas na guerra, pois estariam desobedecendo dois mandamentos – “não matarás”; “Santificai o Sábado”. Daí então surge a Igreja Adventista – Movimento de Reforma (IAMR). Movimento este que a cada dia se mostra mais obtuso e inflexível a mais simples exegese. O nosso resumido estudo é para combater uma dessas pseudodoutrinas sobre a carne. Vejam o que nos afirmam este movimento:

“E nós, para podermos entrar na pátria celestial, necessitamos de uma preparação maior que a dos Judeus (que se alimentavam de carne) para entrarem na Canaã terrestre. Nesta preparação, devemos, portanto, nós os que vivemos no tempo do fim, abster-nos do alimento cárneo com maior razão que eles” (Livro: “A Carne e a Saúde – Ed. Verdade Presente;20o Edição; p.126” – parêntese e grifo nosso). Observem que a indução acima demonstra que se o cristão comer carne ele não entrará “na pátria celestial” e assim este movimento troca a graça de Cristo por um alimento. Uma das grandes líderes desse movimento, E. G. White, afirma: “… Muitos alegam… que a carne é essencial; mas é devido a ser o alimento desta espécie estimulante, a deixar o sangue febril e os nervos excitados, que assim se lhes sente a falta. Alguns acham tão difícil deixar de comer carne, como é o ébrio o abandonar a bebida…livro:A Ciência do Bom Viver, p.268,271” (idem, p.21). Mais uma vez a indução, agora de que a carne é “estimulante, deixa o sangue febril e os nervos excitados”. Parece-nos que a Sra. EGW quer insinuar que comer carne é ficar propenso ao pecado, mas ironicamente e sem querer fazer algum argumento contra a benção que são os vegetais, o pecado entrou no mundo e uma fruta foi usada para fazer a sedução que colocaria Eva em “xeque mate”; “Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu”(Gn.3:6). Ou seja, o pecado entrou no mundo e nesta trama diabólica um fruto foi usado e o sacrifício de um animal (carne), que tipificava a morte de Cristo, foi a redenção de Eva e Adão.Outro caso foi o de Jacó (usurpador) que seduziu seu irmão com uma sopa de lentilha e o enganou (Gn.25:34). É claro, o Diabo pode lançar mão de muitas coisas para seduzir e enganar a humanidade, mas daí afirmar que comer carne é pecado ou que é requisito para entrar na pátria celestial é extrapolar com a exegese e mutilar a hermenêutica. O Livro “Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos” da Editora Vida nos mostra como sempre foi a alimentação do povo de Deus no passado. Vejam o que este livro fala sobre a alimentação com carnes:

CARNE E ALIMENTOS AFINS

O consumo de carne é mencionado no concerto que Deus fez com Noé: “Tudo o que se move, e vive, ser-vos-á para alimento” (Gênesis 9:3 – Obs: isso ocorreu antes da Lei Mosaica). Embora a dieta normal dos hebreus consistisse em vegetais e frutas, eles comiam carne, especialmente nos banquetes e festas. Surgiu na igreja primitiva um problema quanto ao comer carne oferecida aos ídolos. Paulo, porém, deixou claro que nada é impuro para os puros (Tito 1:15; cf. 1 Timóteo 4:4).

A. Novilho. Quando o filho pródigo voltou ao lar, o pai matou um novilho cevado para festejar (Lucas 15:23). Na vida dos hebreus, o novilho era considerado a melhor de todas as carnes e era reservada para as ocasiões mais festivas.

B. Cabrito ou bode. O irmão mais velho do filho pródigo ficou indignado e disse ao pai: “Nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos” (Lucas 15:29). O cabrito era a carne mais comum, mais barata, e comida pelos pobres. Era usada nas ofertas sacrificiais (Números 7:11-87).

C. Aves. Algumas aves eram consideradas impuras para alimento (Deuteronômio 14:20). Mas a perdiz, a codorniz, o ganso e o pombo podiam ser comidos.

D. Peixes. Um alimento predileto na Palestina era o peixe, apanhado em grandes quantidades no mar da Galiléia e no rio Jordão.

Depois de sua ressurreição, Jesus preparou uma refeição matinal de peixe e pão num braseiro junto à praia para alguns dos discípulos (João 21:9-13). De outra feita, quando apareceu aos discípulos após a ressurreição, ele pediu-lhes algo que comer. Lucas diz: “Então lhe apresentaram um pedaço de peixe assado. E ele comeu na presença deles” (Lucas 24:42-43).

A Lei declarava que todo peixe com barbatanas e escamas era limpo e, portanto podia ser comido (Deuteronômio 14:9-10).

E. Ovelha (Cordeiro). Além de seus muitos usos que não o alimento, a ovelha era importante por sua carne, leite e a gordura da cauda, que às vezes chegava a pesar quase sete quilos. Na celebração da Páscoa matava-se um cordeiro que era comido para rememorar o livramento da escravidão do Egito.

F. Gordura. A gordura pura de um animal era sacrificada a Deus, visto que era considerada a mais rica ou a melhor parte (Levítico 3:16). Não podia ser comida em tempos primitivos, mas parece que se ignorava esta lei quando os animais eram mortos para serem usados apenas como alimento (Deuteronômio 12:15). (término da citação do livro).

Acrescenta ainda D. Davis – Dicionário da Bíblia, Editora Juerp; 15o Edição; pág.26: “O alimento dos hebreus, durante o seu estado de povo nômade, consistia, em grande parte, de pão e de produtos dos rebanhos, tais como, leite, manteiga, carnes, Gn 18.7,8; Js 5.25, e mel silvestre, Jz 16.8,9. Depois de seu estabelecimento na Palestina, acrescentaram os produtos das hortas, das vinhas e dos olivedos, como, lentilhas, pepinos, feijões, 2 Sm 17. 28, as romãs, os figos, as uvas, etc., Nm 18.23; 20.5; Mt 7.16. … e bem assim, peixes, gafanhotos, aves e ovos, 1 Es 4.23; Ne 13.16; Mt 4.18; Lc 11.12. Abrão recebeu os seus Inesperados hóspedes, de um modo mais distinto, oferecendo-lhes manteiga e leite, bolos de flor de farinha e um bezerro, Gn 18.8-8”. 

ARGUMENTOS CONTRA A INGESTÃO DE CARNES 

Dizem os Adventistas (ADV): “No princípio do mundo não foi assim, por isso devemos ser vegetarianos como foram os nossos primeiros pais” (interpretado do Livro: “A Carne e a Saúde – Ed. Verdade Presente;20o Edição; p.117”). 

Refutação: Este argumento é tão “desnutrido” que parece brincadeira. A Bíblia nos informa que: “Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora” (Rm.8:22). Isto nos mostra que a natureza e o nosso corpo, que é corruptível (I Cor.15) ainda esta debaixo de um eco-sistema bem diferente do que Adão e Eva viviam. Deus sabendo da deficiência que o mundo iria proporcionar a raça humana ordena a alimentação carnívora: “Tudo o que se move, e vive, ser-vos-á para alimento” (Gênesis 9:3); “Estes são os animais que podereis comer…” (Lv.11); “Todavia, conforme todo o teu desejo, poderás degolar, e [comer carne] dentro das tuas portas, segundo a bênção do Senhor teu Deus que ele te houver dado; tanto o imundo como o limpo comerá dela, como da gazela e do veado;… Quando o Senhor teu Deus dilatar os teus termos, como te prometeu, e tu disseres: Comerei carne (porquanto tens desejo de [comer carne]); conforme todo o teu desejo poderás comê-la” (Dt.12”15 e 20). No NT encontramos uma única exceção – A de não comer carne sacrificada aos ídolos: “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada….” (At.15:29). Havia também uma advertência aos coríntios no cuidado de comer carne, pois um irmão mais fraco poderia supor que aquela carne (a carne que se estava comendo) fosse sacrificada aos ídolos (quase toda carne dos mercados de Corinto eram oferecidas a ídolos antes do consumo) e assim contaminaria a consciência do mais fraco. Neste contexto, por causa do fraco, Paulo diz: “Bom é não [comer carne], nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece” (Rm.14:21). A preocupação do apóstolo não era proibir a Igreja de comer carne, mas de não escandalizar o débil, pois: “… o débil come legumes” (Rm.14:2). Assim percebemos que a Igreja neotestamentária comia carne e, como o Senhor, também comemos carne: “Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão…” (Mt.11:19; João 21:13).

Tentam argumentar os ADV: “Os vegetarianos alcançam, em média, maior longevidade…”(idem p.41). 

Refutação: Ironicamente, aqui no Brasil, o Gaúcho é o que tem maior perspectiva de vida e todos nós sabemos o quanto gostam de carne o pessoal do Sul. A dieta do Gaúcho, por causa do frio, é a base de carnes e nem por isso eles perdem em qualidade de vida. (cf. http://www.riogrande.com.br/ e www.ibge.gov.br)

Todos sabem que uma dieta balanceada mais uma vida ativa e práticas esportivas, como a caminhada, tornam mais prolongada a vida humana. Embora, o cristão verdadeiro é como Paulo – “o viver é Cristo, o morrer é lucro” (Fl.1:21). Biblicamente falando, não encontramos uma promessa como: “Se não comeres carne será recompensado com longevidade”. Tal promessa não se encontra, mas sobre longevidade assim afirma a Bíblia: “Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação” (Sl.91:16); “Honra a teu pai e a tua mãe que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Ef.6:2-3). Será que a carne é mais poderosa que as promessas de Deus?

Os Adventistas afirmam que: “… nunca foi da vontade de Deus que o homem comesse carne, e, assim, juntamente com o apóstolo Paulo, pode-se dizer: Bom é não comer carne” (Idem p.127). 

Antes de refutarmos esta afirmativa, vejam o que dizem os adventistas em algumas páginas anteriores à afirmativa acima: “Pela leitura de todo o capítulo 14 de Romanos, vemos que a dúvida que deu motivo a esta explicação por parte do apóstolo não pesava sobre as espécies de carnes – se de porco ou de vaca – mas sobre as carnes limpas oferecidas aos ídolos. Alguns crentes receavam comer carnes de animais limpos, porque sabiam que as carnes eram, muitas vezes, previamente oferecidas aos ídolos. Pensavam que, por isso, eram imundas e que podiam contaminá-los. Por escrúpulo de consciência, preferiam comer legumes. Mas como o “ídolo nada é no mundo” (I Cor.4:8), aquelas carnes não poderiam ser impuras só pelo fato de terem sido sacrificadas aos ídolos” (Idem p.104, 105). Observem como eles são sofistas, pois no tópico contra a ingestão de carne suína eles explicam que o texto de Romanos 14 se refere a carnes sacrificadas aos ídolos e, com até certa propriedade, explicam que comer carnes limpas (na opinião deles) não é pecado, mas no tópico à frente, quando fazem a apologia negativa à ingestão de carnes, eles usam o texto explicado por eles mesmos fora do contexto. É impressionante como são obtusos e sempre chegam à mesma congruência, falam e falam, mas só dizem o que lhes interessam. Isso sim é pecado – abordar a Bíblia sem senso de justiça só para defender as suas heresias. Essas pessoas nunca crescerão na graça e no conhecimento. Outra incoerência é que eles afirmam que o problema era com relação a carnes limpas sacrificadas aos ídolos, mas as carnes chamadas impuras pelos judeus é que eram mais oferecidas aos deuses pagãos, ou seja, os adventistas estão, inconscientemente, afirmando que os cristãos comiam carnes que para os judeus eram impuras.

Refutação: Certas interpretações dos textos bíblicos são estranhas ao seu contexto literário. Notem bem o que diz todo o texto citado: “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece” (Rm.14:21). Sobre esse texto vejam o que nos diz a versão da Bíblia Fácil – Linguagem de Hoje: “Procuremos sempre realizar ações que nos tragam a paz. E façamos coisas que nos ajudem a ser santos. Não destrua o que Deus edificou, só por questão de alimentos. Na realidade, todas as coisas são puras. (Fazendo bem à saúde, não há alimentos que sejam proibidos.) Erro, porém, é comer, provocando pecados próprios e de outros. Portanto, é bom deixar de lado tudo o que possa causar um mal a seu irmão, ofendendo suas convicções, levando-o a cair em pecado ou enfraquecendo sua religiosidade”. 

A problemática da retórica descrita por Paulo em sua homilética é o irmão mais fraco, pois ele diz: “…o débil come legumes”(ARA); “… e outro, que é fraco, come só legumes” (Bíblia On-line). Geralmente as carnes eram sacrificadas aos ídolos antes de serem ingeridas e, como era costume das igrejas, os irmãos de Roma e de Corinto estavam comendo carne como a liberdade cristã os permitia. É ai que Paulo mostra que a nossa liberdade não deve ofender a fé alheia – “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo. Pois, se pela tua comida se entristecem teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu”(Rm.14:14-15). A liberdade, afirma Paulo, deve estar sujeita ao amor. E assim os irmãos, ainda que não fosse pecado comer carne, deveriam sacrificar-se por aqueles que eram fracos e débeis no conhecimento e achavam que as ingestões daquelas carnes lhes poderiam tirar a comunhão com Deus. O fato é que tal texto não é, de modo nenhum, uma proibição a comer carne, sendo que o próprio apóstolo declara sobre a carne: “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo” e ainda acrescenta:“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade; pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças; porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas” (I Tm.4:1-5).

Apesar do nosso compêndio ser teológico vamos citar uma análise de dois nutricionistas que, imparcialmente e sem envolvimento religioso, respondem algumas indagações maliciosas dos adventistas, que para substanciar as suas teorias torcem fatos e inventam balelas. A opinião que se segue foi coletada na internet:

Esclareça suas dúvidas sobre a carne vermelha

* Josyanne C. Marajó de Carvalho Rocha

A nutrição humana está em completa evolução. A cada dia surgem novas informações e descobertas sobre alguns efeitos benéficos dos nutrientes existentes nas carnes vermelhas. Surgem também informações que nos dizem o contrário, relatando os efeitos prejudiciais desses mesmos nutrientes que antes eram benéficos. Os leigos e até mesmos os cientistas estão ficando cada vez mais apreensivos com a confusão que as pesquisas geram. Passemos a analisar algumas dessas questões, que, sem dúvida, são sempre polêmicas e sujeitas a controvérsias.

Existem algumas questões sobre a carne vermelha que devem ser esclarecidas para que ela possa fazer parte da sua vida sem oferecer riscos para sua saúde, mas para isso é preciso saber como e quanto comer.

As nutricionistas Lauricy, F.B.S e Denise M. C. e o endocrinologista Dr. Fillipo Pedrinola responderam algumas destas perguntas em uma entrevista para a revista “Corpo a Corpo”.

A carne vermelha é mais calórica do que as carnes brancas?

Isto está diretamente ligado ao tipo de corte que é consumido. Se a pessoa optar por um churrasco de filé mignon de 100g que possui 285 calorias estará ingerindo um número maior de calorias do que se consumisse um bife de patinho, alcatra ou lagarto que possuem menos, aproximadamente, 111 calorias. No caso do frango este número pode ser maior se for escolhido uma sobre coxa que contém 130 calorias.

A única responsável pelas altas taxas de colesterol no sangue é a carne vermelha?

O que pode interferir no aumento do colesterol é a ingestão de alta quantidade de gordura saturada presente em qualquer alimento de origem animal, não só as carnes vermelhas, mas também carnes brancas, ovos, leites e seus derivados. Se esse hábito for associado a uma alimentação pobre em fibras, à hidratação insuficiente do organismo, ao fumo, ao consumo de álcool e ao sedentarismo, o resultado será a formação de placas de gordura nas artérias, que impedem a passagem do sangue. De qualquer forma, como é rica em colesterol e gordura, a carne vermelha deve ser consumida com moderação.

É verdade que a carne vermelha causa celulite?
A celulite é o acúmulo de gordura no tecido subcutâneo. Vários fatores são responsáveis pelo seu aparecimento: fumo, uso de anticoncepcional, sedentarismo, dieta mal balanceada com alto teor de gordura e de carboidratos.

A carne vermelha prende o intestino?

O que pode prender o intestino é uma alimentação pobre em fibras, tomar pouca água; e fatores emocionais. Claro que se uma pessoa se alimentar apenas de carne no almoço e no jantar terá problemas intestinais. Mas, mantendo uma alimentação sempre equilibrada, a carne não irá prejudicar o funcionamento normal do organismo. 

Ela demora mais para ser digerida do que outros alimentos?

Na verdade a carne demora mais para ser digerida por causa da gordura. No processo digestivo, os alimentos sofrem ação do ácido clorídrico no estômago e no intestino para quebrar as moléculas, uma parte é absorvida pelo organismo e a outra irá formar o bolo fecal. No caso das carnes vermelhas, todo esse processo pode demorar de oito a 24 horas. Já as carnes brancas precisam de seis a 12 horas. Por isso, a sensação de saciedade é maior depois de comer um bife. O importante é ter em mente que a digestão depende de vários fatores: mastigação correta, presença de enzimas digestivas, flora intestinal em equilíbrio, o modo de preparo, a quantidade ingerida.

Quem consome carne fica mais nervoso e agressivo?

Muitos justificam essa afirmativa dizendo que o animal fica estressado na hora do abate e que, por isso, ele produziria excesso do hormônio adrenalina. Por mais adrenalina que contenha a carne vermelha, ela será sempre insuficiente para afetar o comportamento humano.

A carne vermelha é uma das principais fontes de ferro?

É uma fonte riquíssima de proteína e sais minerais principalmente o ferro. Esse mineral é essencial para oxigenação de todas as células do corpo, para a formação de algumas enzimas e para o fortalecimento do sistema imunológico do organismo.

É verdade que a carne ingerida apodrece no estômago?

Não é verdade. Essa ponderação é comumente assinalada por pessoas ou comunidades que, por opção de vida ou de alimentação, não ingerem nenhum tipo de carne. Qualquer alimento que não absorvido passa pelo intestino grosso. Lá sofre a ação de bactérias, o que leva a putrefação desses resíduos (processo normal e inofensivo ao indivíduo) que depois são eliminados pelas fezes. Em pessoas com má digestão ou que consomem muita carne, também pode haver excesso desses resíduos no intestino grosso, podendo causar prisão de ventre.
A imagem que é passada para o consumidor sobre a carne vermelha nem sempre é correta e real.

Como foi dito anteriormente o objetivo deste trabalho é informar os consumidores sobre as reais vantagens de se consumir carne vermelha.

Muitas vezes a carne é taxada como vilã nos principais meios de comunicação de massa como revistas, jornais e televisões.Foram coletadas algumas reportagens para mostrar como a carne é difamada e muitas vezes responsabilizada pela devastação do meio ambiente, pelas altas taxas de colesterol sangüíneo, pelo câncer, pelo gás metano que afeta a camada de ozônio e muitas outras tragédias que afetam a vida e a existência do ser humano. A nossa intenção não é dizer que carne é a alimentação mais saudável que existe, é somente informar sobre as reais vantagens deste produto como fornecedor de proteína, vitaminas e sais minerais. Também não é recomendar que um indivíduo consuma 1 kg de carne por dia, apenas informar que um único bife de 150 g é capaz de suprir as 48g de proteína e 15mg de ferro que um adulto necessita.

* Josyanne C. Marajó de Carvalho Rocha, zootecnista, é mestranda em Melhoramento Genético Animal pela UNESP – Jaboticabal e pesquisadora da Fundepec.
A alimentação saudável pode incluir carnes?

* Dra. Selma Freire Cunha (extraída via internet) 

Muito se tem falado e escrito sobre os efeitos prejudiciais da carne, especialmente em relação a doenças isquêmicas do coração, como angina e infarto do miocárdio. Ao mesmo tempo, todos conhecem pessoas idosas que durante toda a vida ingeriram grandes quantidades de carne e se mantêm saudáveis. Para o consumidor preocupado com sua saúde, essas informações, aparentemente contraditórias, geram um dilema cotidiano: que tipo de carne deve escolher? Quanto posso comer?
A predisposição genética pode explicar a maior ocorrência de doenças isquêmicas do coração em determinadas famílias. No Brasil, o estudo da “herança familiar” é dificultado pela falta de métodos adequados e pela miscigenação, o que justifica a implementação de medidas preventivas abrangentes, iniciadas já na infância.
Estas medidas visam à eliminação de outros fatores associados às doenças isquêmicas do coração, incluindo a abstenção do fumo, o controle da pressão arterial e dos níveis sangüíneos de glicose e colesterol e a manutenção de atividade física regular e do peso corporal em níveis aceitáveis, além de mudanças no estilo de vida que minimizem o estresse emocional. A alimentação adequada pode diminuir os riscos destas doenças, por meio de uma dieta com restrição de gorduras saturadas, encontradas principalmente em alimentos de origem animal, e aumento na quantidade de fibras e carboidratos complexos, presentes em cereais, legumes, frutas e vegetais folhosos. Concluir que o consumo de carne é a única causa das doenças cardíacas isquêmicas constitui-se em uma visão simplista e parcial, visto que inúmeros fatores estão implicados no seu desenvolvimento. (Até aqui citação da internet).

É PECADO COMER CARNE DE PORCO? 

Os Adventistas gostam de usar o texto de Isaías 66:17 para argumentar que a pessoa que ingere carne suína é um indivíduo perdido. Assim diz o texto em lide: “Os que se santificam, e se purificam para entrar nos jardins após uma deusa que está no meio, os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor” (IS.66:17 – ARA) 
Antes de comentarmos o referido texto bíblico, vamos ver o que pensava a senhora E. G. White sobre o assunto, pois quem sabe a ela (o espírito da “profecia”) os adventistas possam escutar: E. G. White recomendou que “os que cultivam lúpulo e fumo e criam porcos entre nosso povo” não sejam importunados, pois ninguém tem o direito de “fazer destas coisas, em qualquer sentido, uma prova de comunhão”. – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 338. Quanto ao consumo da carne de porco, ela censurou alguém que propunha fazer desse assunto uma prova de comunhão e acrescentou: “Se Deus quiser que Seu povo se abstenha da carne de porco, Ele os convencerá a respeito desse assunto.” -Testimonies, vol. 1, págs. 206 e 207 (extraído via internet no ano de 2003, site Adventista Movimento de Reforma: http://www.asd-mr.org.br/biblioteca/reforma/cap14.htm).

Parece-nos, nos comentários acima, que EG White não considerava tão pecaminoso assim a ingestão de carne suína, embora a referida autora diz e desdiz com muita freqüência. Entretanto, será que o profeta Isaías estava dizendo que quem se alimentasse de carne suína perderia sua salvação? É claro que não, pois o assunto que é abordado pelo profeta é o mesmo abordado pelo apóstolo Paulo em suas epístolas – CARNE SACRIFICADA A ÍDOLOS. Ainda que Isaías estivesse condenando a ingestão de carne suína, não seria anormal, pois era uma norma da “Lei Mosaica” – Lv.11:7 e Dt.14:8. Lei esta que os adventistas classificam como a Lei Cerimonial, a qual foi abolida II Cor. 3:14 (segundo eles, pois para nós toda Lei foi abolida). É claro que biblicamente não existe tal divisão da Lei, pois a Lei era uma só(Ne.8). O profeta Isaías fala de sacrifícios a uma deusa e, neste ritual, a ingestão da carne do porco, desta carne o povo de Deus não deveria participar.

O Novo Testamento não traz nenhuma proibição neste aspecto de alimentação. Paulo ainda diz que: “pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças”(I Tm.4:4). Deus também, no Livro de Atos mostra este mesmo fato: E (Pedro) tendo fome, quis comer; mas enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase, e via o céu aberto e um objeto descendo, como se fosse um grande lençol, sendo baixado pelas quatro pontas sobre a terra, no qual havia de todos os quadrúpedes e répteis da terra e aves do céu. E uma voz lhe disse: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro respondeu: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda (porco aqui se incluía na Lei). Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou”. (At.10:10:15 – parêntese e negrito do autor). O porco, ainda que imundo, pela fé e com orações pode ser ingerido sem estarmos cometendo pecado algum. Não estou aqui falando na questão nutricional, pois já citamos a opinião de dois nutricionistas. Estamos abordando o aspecto teológico e de acordo como esta visão teológica bíblica não há restrição quanto a ingestão da referida carne suína. Também entendo que não haveria problema nenhum colocar a não ingestão de carne suína como uma sugestão de saúde, o que não é o fato. Os adventistas em seus devaneios nos move a apologia, não da carne suína ou bovina, mas da graça salvadora de nosso Senhor (Ef.2:8-9). Admitir que as pessoas que ingerem certos tipos de carnes não serão salvas é importunar a soteriologia bíblica. Conclamo o amigo leitor a ter livre arbítrio em sua alimentação, mas relacionar alimentação com salvação se constitui em grave heresia.

Também é importante salientar que nos nossos dias é bem esotérico não ingerir carne. Sabemos, entretanto, o quanto o mundo do esoterismo está longínquo do entendimento bíblico, mesmo eles não ingerido carne alguma. Podemos concluir, como Cristo, que não é o que entra que contamina, mas o que sai de dentro dos corações (Mt.15:18). Por isso não deixe o inimigo tirá-lo da liberdade que há em Cristo Jesus: “e isto por causa dos falsos irmãos intrusos, os quais furtivamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos escravizar” (Gl.2:4).

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