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‘Eles têm as armas… Nós temos o champagne’

por Artigo compilado - ter nov 17, 10:33 am

Alvo de terroristas em janeiro, ‘Charlie Hebdo’ ironiza atentados em Paris

Capa da publicação foi antecipada por site francês.Capa da próxima edição do Charlie Hebdo ironiza atentados de Paris, diz site (Foto: Reprodução/GQMagazine.fr)
‘Eles têm as armas… Nós temos o champagne’

Capa da próxima edição do Charlie Hebdo ironiza
ataques em Paris, diz site de revista – (Foto: Reprodução/GQMagazine.fr)

O jornal “Charlie Hebdo”, alvo de um ataque que dizimou a redação em janeiro, faz uma provocação direta aos terroristas na capa do especial sobre os atentados de sexta-feira (13) em Paris, de acordo com o site francês da “GQMagazine”. O jornal ainda não foi às bancas.

Sob um fundo vermelho, um homem com o corpo perfurado segura uma garrafa de champagne em uma das mãos e uma taça na outra. De cada furo, no lugar de sangue sai champanhe.

A capa afirma: “Ils ont les armes. On les emmerde. On a le champagne!”. Em tradução livre: “Eles têm as armas. Eles que se … Nós temos o champagne!”

O site do jornal não antecipava a capa nesta terça-feira (17), mas anunciava apenas a edição especial sobre os atentados. O G1procurou o periódico, mas não conseguiu o retorno até a publicação deste texto.

Na época dos atentados, levantou-se a polêmica sobre o excesso do tom satírico do jornal e a publicação das imagens de Maomé, consideradas ofensiva pelos muçulmanos.

No ataque à sede do “Charlie Hebdo” em janeiro, foram mortos os cartunistas Jean Cabu e Phillippe Honoré, os editores Wolinski e Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, e o jornalista Bernard Verlhac, conhecido como Tignous.

Além deles, outros funcionários e colaboradores do “Charlie Hebdo” foram assassinados: o jornalista Michel Renaud, o revisor Mustapha Ourad,  vice editor Bernard Maris, um economista que também escrevia colunas para a publicação, e a psicanalista Elsa Cayat, que escrevia uma coluna quinzenal chamada “Divan”.

Dois policiais, Franck Brinsolaro e Ahmed Merabet, além de um funcionário da manutenção do prédio do jornal, Frédéric Boisseau, também foram executados durante o ataque ao jornal.

Extraído do G1 em 17/11/2015


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