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Entre a fé e a superstição

por Artigo compilado - seg nov 25, 8:02 am

O Senhor Jesus sempre incentivou seus discípulos a terem fé: “E Jesus, respondendo, disse: tende fé em Deus. Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito” (Mc 11.22-23. “E ele disse-lhes: porque temeis homens de pouca fé?” (Mt 8.26).

Jesus incentivou de igual modo os seus seguidores, em Lucas 8.48: “E ele lhe disse: tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou: vai em paz”.

A fé tem o poder para mudar o curso de uma vida. Ela nos leva a confiar em Deus e crer em todos seus atributos: onipotência, onisciência e onipresença. Quando cremos na Palavra, somos beneficiados, pois esperamos nas promessas do Senhor mediante a fé. Pela fé recebemos o perdão de nossos pecados, os quais se tornam visíveis em nós pela exposição da Palavra. Pela fé somos transformados e adotados como filhos do Todo-Poderoso. Pela fé alcançamos aquilo que aos olhos humanos é impossível. A fé é a porta por onde Deus entra em nossa vida. “Porque a fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rm 10.17).

Os grandes prodígios da fé são muito diferentes da superstição. A fé enriquece nossa vida espiritual e nos leva à comunhão com Deus. A fé nos traz a intimidade e a segurança pela graça, o poder e a misericórdia do Senhor. Se lermos o capítulo 11 de Hebreus, vamos encontrar a grande galeria dos heróis da fé, que triunfaram ainda que sofrendo. A fé lhes proporcionou vitória e cantaram um novo cântico em exaltação ao Senhor.

Superstição x fé

Ter fé é crer no poder de Deus, mesmo quando todos os recursos humanos são esgotados, quando chegamos ao fundo do poço e somos tentados a perder a esperança. Aí a fé entra em ação, tornando possível o impossível, devido ao mover da mão poderosa do Senhor.

A superstição é contrária à fé. Tal como aconteceu com o rei Saul, que além de se desviar dos caminhos santos foi consultar a pitonisa de Endor (ISm 28.7-11), a superstição nos afasta de Deus e deixa a pessoa sem condição espiritual de vencer as obras das trevas. O supersticioso precisa de amuletos para ir até a divindade e isto requer a prática de qualquer modalidade cerimonial.

A superstição só produz o desespero, a frustração, a depressão e até o suicídio. A história de Saul teve um final triste. Vendo-se derrotado pelo exército inimigo, este rei de Israel se jogou sobre sua própria espada, pagando assim o preço da superstição (ISm 31.1-6). Saul morreu por causa de transgressão contra o Senhor. Em vez de buscar a Deus, foi se consultar com uma adivinhadora. Os seus próprios caminhos o conduziram à morte e o reino de Israel foi transferido a Davi, filho de Jessé (ICr 10.13-14).

Em nossos dias, muitos crentes têm abandonado a fé genuína em Deus em troca de superstições. Depois acabam experimentando o fracasso, o desânimo e até a apostasia. O Diabo brinca com tais pessoas, pois é o pai da mentira. Os profetas de Baal, por exemplo, se retalharam com lancetas (IRs 18.28), após descobrir que seu deus não os respondia.

Que Deus nos guarde com a sua graça, para que possamos viver a verdadeira fé e sejamos protegidos de todos os tipos de superstições. Irmanados na fé, temos sido sustentados até agora e aguardamos o arrebatamento da Igreja para as mansões celestiais. A nossa esperança se renova a cada dia por estarmos mergulhados no poder e na graça do Senhor Jesus. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20).

Crentes supersticiosos

Quantos hoje se tornaram supersticiosos com relação às riquezas da graça! Valorizam mais os dons espirituais do que Aquele que os outorgou. Quando os israelitas saíram para guerrear contra os filisteus e foram derrotados, voltaram ao arraial para buscar a arca da aliança do Senhor. Se a arca estivesse no campo de batalha, imaginavam, o Senhor os teria livrado da mão dos inimigos (ISm 4.3). Engano.

Quantos têm em casa ou no seu trabalho a Bíblia aberta no Salmo 91 e, no entanto, não têm fé em Deus! Este salmo tem nome e endereço. É aplicável àqueles que exercitam a fé no Senhor, vivem em comunhão com o Eterno e confiam nele para orientá-los e consolá-los. A Palavra nos diz que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6).

Uns acham que o Senhor somente os ouvirá se estiverem no templo; outros abandonam os cultos e vão orar nos montes para receber avivamento espiritual, limitando Deus. Os assírios acharam que perderam a guerra para Israel porque estavam no monte. Eles disseram: “Seus deuses são deuses dos montes, por isso foram mais fortes do que nós” (IRs 20.23). Rejeitemos o pensamento de que as atividades divinas estão restritas a tempo e lugar. Tenhamos fé que o nosso Deus é Deus dos montes e também dos vales. É pela fé que cremos que Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Pr. Lázaro Benedito Alves, AD em Tanguará da Serra/MT

Membro do Conselho de Doutrina da CGADB


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2 Comentários

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  1. Faz muito tempo que parei de ler e acredita no Horoscopo e em simpatias.

  2. Não tenho nenhuma superstição.

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